O PODER DOS CHIFRES

Por Wagner Veneziani Costa

Meus Caros,
Recebam os meus mais sinceros votos de Luz, Amor e Paz…

Antes de começarmos a escrever a pesquisa sobre os “Chifres”, é interessante falarmos um pouco sobre Livre-Arbítrio, que nada mais é que a capacidade que o ser humano tem de escolher seu próprio caminho; portanto, é muito importante você respeitar os diferentes, você não deve tentar manipular ou interferir no livre-arbítrio dos outros.
Além de muitas outras interpretações que conheceremos, logo abaixo não podemos deixar de mencionar que até hoje, nas Consagrações dos “Templos”, em várias Religiões e Sociedades, o chifre é usado… Algumas colocam sementes dentro dele, que simbolicamente são interpretadas como fonte de Abundância e Prosperidade…
…Na Grécia Antiga, conta-se que Zeus, quando nasceu, foi alimentado pelas abelhas, que lhe davam mel, e a cabra Almatéia deu-lhe o leite. O carneiro era consagrado a Zeus e era de seu chifre a famosa “Cornucópia” que derrama os tesouros sobre a Terra, símbolo da prosperidade e da abundância.

O Sagrado Masculino existe também sob muitos nomes, entre eles Pan (Pã), Dionísio, Baco, Quíron, Hermes, Moisés, Baphomet, Amom-Rá, Mitra, Odin, Wotan e Cernunnos. Ele é uma representação masculina da divindade, e é mais conhecido como o Deus Chifrudo.
Calma! Não é nenhum diabo. Nas civilizações antigas, os chifres eram uma representação de poder e masculinidade. Os chifres sempre foram sinal de algo divino. Na Babilônia, por exemplo, o grau de importância dos deuses era identificado pelo número de chifres atribuído a ele. Os chifres foram incorporados pelo homem quando perceberam que se vestir como animal facilitava a sua aproximação durante a caça.
Inicialmente era um Deus da caça, depois vieram novas atribuições, como a de Deus protetor das florestas, dos animais, da chuva, do vinho, entre muitos outros. É representado pelo Sol.
O Deus Cornífero foi transformado no diabo pelos cristãos, ou melhor, pela Igreja Católica, com o objetivo de acabar com o culto das bruxas na Europa Ocidental. Não havia outra razão. Mesmo muito antes disso, os egípcios já adoravam o Deus do Oculto, do escuro, Amon, que também possuía chifres.
Antes da aparição do Cristianismo, o Deus de Chifres era tido como símbolo de vida, sexualidade, êxtase e liberdade.
Muitas deidades pagãs foram adaptadas pelo Cristianismo.
O Deus representa tudo que é livre, é o caçador que representa inovação, vitalidade, força e fertilidade.

Aspectos da vida relacionados ao Deus Cornífero:

- Atrair coragem, garra e vigor;
- Trazer fertilidade e gravidez;
- Livrar-se do estresse;
- Atrair o vigor sexual;
- Aumentar a percepção e os instintos;
- Resolver problemas difíceis;
- Estabilizar situações;
- Atrair prosperidade e riqueza;
- Buscar a razão;
- Invocar os poderes da fartura e da prosperidade.

Hoje em dia, os chifres são vistos como símbolos da traição, do “babaca”…
Ninguém sabe o motivo. Aliás, a grande variedade de teorias já levantadas a respeito só vem confirmar o mistério dessa modificação no significado atribuído aos chifres, a partir da Idade Média européia. Antes disso, os cornos não eram o símbolo da pessoa que é traída pelo(a) parceiro(a), mas representavam energia, comando e potência sexual: todos os sátiros da mitologia tinham chifres, e os guerreiros vikings, bem como os gauleses da aldeia de Asterix, portavam-nos orgulhosamente em seus capacetes. Ovídio, no Canto XV das Metamorfoses, descreve, sem a menor ironia, o episódio em que Cipus, o famoso pretor romano, acorda certo dia com um portentoso par de cornos na cabeça, simbolizando o glorioso papel que desempenharia no futuro de Roma – história que não poderia ter sido narrada por um escritor medieval ou renascentista sem um inevitável sentido burlesco (fico só imaginando o efeito que esta passagem de Ovídio teria no meu tempo de ginásio, em que desatávamos a rir maldosamente só porque mencionavam a Cornualha, na Inglaterra, ou as famosas jóias de Cornélia …). Além de símbolo da força, os chifres eram – e são, até hoje – considerados uma poderosa defesa contra o mau-olhado e a feitiçaria, seja na sua forma córnea natural, seja no conhecido sinal que se faz com a mão fechada, deixando o indicador e o mindinho estendidos.
O certo é que, num dado momento, por motivos inexplicáveis, estabeleceu-se uma associação entre a traição e os chifres. Todas as hipóteses conhecidas são fantasiosas ou vagas demais, ou localizadas demais para justificar a difusão desse símbolo por todos os países do Ocidente, pois mesmo na Inglaterra e na França, em que o marido traído é associado, por razões também obscuras, ao pássaro cuco – cuckold (ing.) e cocu (fr.) –, os chifres estão lá, ornando a testa de todos os infelizes que foram minotaurizados. Voltaire, por exemplo, sustentava que o costume viria dos gregos, que chamavam de “bode” ao marido traído pela mulher (segundo ele, a cabra, na cultura grega, era o símbolo da fêmea dissoluta); no entanto, se isso fosse verdade, os romanos, que herdaram e absorveram a cultura grega, teriam conservado a tradição – coisa que não ocorreu, como bem demonstra o texto das Metamorfoses . Outros preferem buscar a explicação no brumoso passado dos celtas; das inúmeras versões, a mais conhecida envolve Cernunos, um dos principais deuses gauleses, que presidia a vinda da primavera, representada por um ancião com a cabeça enfeitada por chifres de veado. Segundo a lenda, ele vive embaixo da terra, mas sempre que sua mulher o engana – o que ela parece fazer regularmente, todos os anos – ele sobe à superfície, trazendo consigo o fim do inverno. Os antropólogos, por sua vez, lembram que, em muitas aldeias da Europa primitiva, a comunidade costumava humilhar o marido cuja mulher desse à luz um filho de outro homem, obrigando-o a desfilar com a cabeça ornada por chifres de boi ou de cervo – mas não explicam por que escolhiam o chifre, e não o rabo, ou o casco, ou a pele do animal, o que teria nos dado rabudos, cascudos e peludos, em lugar de cornudos.
Uma versão literária atribui a origem deste símbolo ao relato que Geoffrey de Monmouth faz em sua obra A Vida de Merlin (1148): “O famoso mago Merlin retirou-se para a solidão da floresta, insinuando à sua mulher Gwendolina que não se importaria muito se ela casasse de novo, desde que ele não fosse obrigado a conhecer o felizardo. Um dia, no entanto, os astros lhe informam que o casamento dela está próximo e ele se dirige ao seu antigo palácio, montado num cervo, acompanhado de muitos outros animais selvagens, para levar-lhe o seu presente de bodas. Ao chegar lá, sua ex-mulher e o namorado estão em uma das janelas da torre e riem muito da estranha comitiva de Merlin, o qual, furioso, arranca os cornos de um cervo e arremessa-os contra o pretendente, matando-o instantaneamente e fazendo-o descer ao mundo dos mortos com uma bela galhada na testa”.
Esta, a meu ver, é a menos provável, pois acaba colocando os cornos no traidor, não no traído.
Vamos nos aprofundar um pouco mais na pesquisa e veremos que os chifres eram um símbolo de Poder.
Começaremos pelas Sagradas Escrituras:

tabela wagner - tabela wagner

Não podemos deixar de citar que o “Cordeiro” possui chifres, e vemos na tabela acima que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, e por Ele foi sacrificado.

Os dois chifres pequenos

Tanto em Daniel 7 como em Daniel 8, o poder de um pequeno chifre se torna proeminente. Uma comparação de suas características mostra não apenas que são o mesmo poder, mas ajuda a fortalecer nossa posição sobre quem é ele. Foram dadas muitas informações sobre esses pequenos chifres, mais detalhes sobre eles do que sobre qualquer dos outros reinos. Isso deve significar duas coisas: primeiro, obviamente, esses pequenos chifres simbolizam um poder importante na história profética do mundo e, segundo, que Deus quer que saibamos com certeza que poder eles representam.
Seguem abaixo as semelhanças entre os dois chifres pequenos. Ao estudar essas características e semelhanças, pense como essas características ajudam a confirmar nossa interpretação desse poder:

1. São representados pelo mesmo símbolo, um chifre (Dan. 7:8 e 20; 8:9).
2. São poderes perseguidores (Dan. 7:21 e 25; 8:10 e 24).
3. Ambos são arrogantes e blasfemos (Dan. 7:8, 20 e 25; 8:10, 11 e 25).
4. Têm como alvo o povo de Deus (Dan. 7:25; 8:24).
5. Têm aspectos de sua atividade determinados por tempo profético (Dan. 7:25; 8:13 e 14).
6. Existem até o tempo do fim (Dan. 7:25 e 26; 8:17 e 19).
7. Serão destruídos por uma força sobrenatural (Dan. 7:11 e 26; 8:25).
Quando você tem dois poderes representados pelo mesmo símbolo profético e que executam as mesmas ações básicas no mesmo período no fluxo das visões, parece mais do que óbvio que se trata do mesmo poder. Considerando, também, as descrições desse poder, o ônus da prova recai fortemente sobre os que interpretam esse poder como alguma coisa que não seja Roma.

O Deus Cornífero na Wicca
O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente, é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para se começar o ritual. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento, e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e do otimismo. Ele é a força do Sol e, da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.
Segundo os mitos pagãos, o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor, a Deusa engravida e, quando chega o inverno, o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá à luz. Esse mito contém em si os próprios ciclos da natureza, em que no verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.
Para a maioria, pode aparentar algo meio incestuoso, quando se afirma que o Cornífero é filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos, onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso, o simbolismo do mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe, inclusive o próprio Deus; por isso, para Ela, Ele deve voltar.
O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, a vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso, a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância; por isso, eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
Com a crescimento do Cristianismo e com a intensão do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e, na atualidade, resgatar o status desse importante Deus torna-se bastante difícil.
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção e a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que nos desperta para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
Ainda hoje existe muita confusão acerca da Bruxaria, e isto se deve à Igreja Medieval, que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.
O culto à Deusa Mãe e ao Deus Conífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do Catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
A Arte Wiccaniana remonta aos homens das cavernas, e, para entendermos por que uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos, temos de pensar como nossos antepassados.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos os animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial, uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
Quando o homem saía em busca de caça, ao retornar à sua tribo, colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele, todo clã seria nutrido, ele era o “Rei”. O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto, como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda os associam.
O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na Terra.
A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo.
Aprendemos o significado de alguns símbolos importantes e o apresentamos aqui:

A besta: representa reinos
Os chifres: símbolo de reis, poder, autoridade
O mar: mar, ou água, representa multidão, pessoas
Os ventos: um símbolo de guerra e contenda
O dia: representa um ano literal
As asas: representa grande velocidade de conquista

Na Astrologia
Na Astrologia, o chifre pode ter uma conotação fálica, de potência viril, de força e de iniciação; no entanto, está relacionado também a uma das fases da Lua, tanto que as Deusas da Lua costumavam ser representadas por pequenos chifres, e os animais com chifres eram associados à Lua.

Existem alguns trabalhos meus em que cito o poder dos chifres em alguns Deuses; pediria aos leitores deste artigo que visitassem o meu blog: www.blog.madras.com.br e lessem os textos referentes (O Deus Pã; Baphomet; Moisés; A Deusa Ísis).

Daniel Pelizzari diz que Wicca é uma palavra do inglês arcaico que quer dizer “bruxo” (plural: wicce). Há quem diga que seu significado é “sábio”, mas isso não corresponde à verdade.
E prossegue, afirmando que a palavra tem sua origem na raiz indo-européia wikk-, significando “magia”, “feitiçaria”. O nome Wicca é o mais usado para denominar essa religião. Ela também é conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga Religião e Arte dos Sábios, ou simplesmente, a Arte.
Um dos primeiros e, seguramente, o mais importante Deus primitivo a surgir foi o Deus de Chifres.
Alguns membros do clã iniciaram a prática de atividades de caráter mágico-religioso, compostas por um elemento religioso (esboços de rituais e mitos dedicados à adoração do Deus de Chifres, forças da natureza e espíritos dos antepassados) e por um elemento mágico (práticas que tentavam atrair a benevolência dessas divindades e espíritos, a fim de manipulá-los para interesses práticos do clã). Nesse momento, estava se delineando algo que se assemelhava muito, grosso modo, a uma classe sacerdotal. Esses “sacerdotes” realizavam ritos do que hoje é denominado magia simpática, ou seja, práticas baseadas na atração dos semelhantes. Pintavam-se cenas de membros do clã vencendo e abatendo animais cobiçados, para garantir o sucesso da próxima caçada. Miniaturas desses mesmos animais eram confeccionadas, em osso, chifre ou barro, e então simulava-se sua caça e abate. Esses ritos eram freqüentemente dirigidos por um desses “sacerdotes”, geralmente usando a primeira de todas as túnicas: peles de animais e uma máscara dotada de chifres.
Em Trois Frères, na França, existe uma pintura de 12 mil anos, conhecida como Le Sorcière (”O Feiticeiro”). É a figura de um homem vestido de peles, com cauda e chifres de cervo. À sua volta, paredes cobertas por pinturas de animais em caçadas. A seus pés, uma saliência na rocha, constituindo um altar. Mas as caçadas não eram a única coisa que fazia o clã sobreviver. Havia um Mistério: o da fertilidade. O clã precisava continuar. De tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia, e, ao fim de algumas luas, delas surgia um novo membro da tribo, pequeno, mas que crescia com o passar do tempo. Os animais também tinham filhotes, e isso garantia o alimento das futuras gerações. A chave de todo esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que, se já não bastasse ser a única responsável pela continuação da tribo (ainda não havia a consciência da participação do homem na reprodução), também alimentava as crianças com leite de seu próprio corpo. Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim não morria.
Todas essas constatações deram origem ao surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe. Figuras pré-históricas dessa Deusa são incontáveis. Uma das mais famosas é a Vênus de Willendorf: seu corpo parece uma grande massa disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma proeminente barriga grávida. Ela não tem pés nem braços, e seu rosto está coberto. Essas características são comuns a várias outras “Vênus” pré-históricas, e se devem à ênfase que o ser humano primitivo dava ao aspecto de fertilidade da mulher.
A Deusa era a Grande Mãe Natureza, fonte de toda a vida. Com o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na reprodução, e o aspecto de fertilizador passou a ser mais um dos atributos do Deus de Chifres. Ele se tornou filho da Deusa, pois dela era nascido, e também seu amante, pois a fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir dessa concepção, novos ritos foram adicionados às práticas mágico-religiosas, em que se esculpiam ou pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o clã entregava-se ao ato sexual, após ter recebido a graça dos Deuses.
No período Neolítico, o ser humano desenvolveu a agricultura, e começou a formar aldeias e povoados. Com a descoberta das técnicas de plantio, a Deusa assumiu maior importância, passando a acumular também o aspecto de guardiã da colheita. O Deus de Chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre Deus das Florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o homem adquiriu a noção das estações do ano, esboçaram-se as primeiras idéias sobre a Roda do Ano.
Havia um período quente e fértil, quando se realizavam as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Nesse período, reinava a Deusa. Depois as folhas secavam e caíam, e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender da caça para sobreviver, pois não podia viver só dos alimentos armazenados. Quem regia esse período era o Deus das Caçadas, que também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte (nessa época nasceram também os primeiros conceitos sobre a vida após a morte). Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa ao mundo subterrâneo que, séculos mais tarde, tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e na Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar.
As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos, e novos aspectos dos Deuses foram descobertos. Cultos religiosos se estruturaram, centrados nos ciclos de nascimento, morte e renascimento da natureza. O tempo da plantação e o tempo da colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como o período do recolhimento do gado e a época de sua liberação ao pasto. Nessas datas, juntamente com as de mudanças de estação, realizavam-se encenações de mitos nos quais um Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da antiga colheita e o nascimento de uma nova.
Esses cultos possibilitaram o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar representantes como os druidas, sacerdotes celtas que encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e integração com a natureza. Sua erudição era admirável, e acumulavam funções como a de legisladores, médicos, poetas, bardos e guardiões da tradição oral. Na Grécia Antiga, floresceram os Cultos de Mistério, dos quais se devem destacar os Ritos de Elêusis e os Mistérios Órficos. Também foram de grande importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em mente que essas são linhas gerais do início da Bruxaria, que se confunde com o surgimento das primeiras manifestações religiosas humanas.
O que foi relatado acima aconteceu em épocas diferentes, nos mais variados lugares. É verdade que nem tudo ocorreu exatamente da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas civilizações, na Europa ainda se vivia de caça e coleta. Mas o que impressiona e é importante não são as diferenças, e sim as semelhanças dos primeiros esboços de religião.

No Judaismo
Faz parte da cultura hebraica a lenda do “Bode Expiatório”. Esse bode, deixado só na natureza selvagem, é tido como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação, à época do Templo de Jerusalém.
Dois bodes eram levados juntos com um touro ao lugar de sacrifício, como parte das cerimônias. No templo, os sacerdotes sorteavam ao azar um dos dois bodes. Um era queimado em holocausto no altar de sacrifício. O segundo, tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote punha suas mãos sobre a cabeça do animal e confessava, baixinho, aos seus ouvidos, os pecados do povo de Israel.
Posteriormente, o bode era deixado ao relento na natureza selvagem, levando consigo os pecados de toda a gente, para ser reclamado pelo anjo caído Azazel.
Portanto, o “Bode Expiatório” é nada mais nada menos do que a representação daquele que carrega os pecados do povo e o redime com o sacrifício da própria vida. Essa lenda pode ser interpretada como uma prefiguração simbólica do auto-sacrifício de Jesus, que chama a si os pecados da humanidade, é expulso da cidade sob ordem dos sacerdotes, e é sacrificado no Gólgota. Por sinal, a expressão Gólgota em grego significa: Κρανιου Τοπος (Kraniou Topos, isto é: o topo do crânio).
Sobre a cabeça dos bovídeos encontram-se os chifres. No topo do crânio dos humanos, encontra-se a fontanela ou moleira, o principal ponto de contato do homem com a energia cósmica que permeia todo o Universo.
O shofar é considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos. Somente a flauta do pastor, chamada Ugav, na Bíblia se iguala em idade segundo algumas opiniões, mas a flauta não tem função em serviços religiosos em nossos dias. Embora o shofar seja um símbolo tipicamente judaico, sua mensagem tem um caráter universal. Como explicava o grande filósofo Maimônides, o toque do shofar é um “despertador espiritual”, um chamado à introspecção e à ação: “Acordem do seu sono, vocês que estão dormindo! Reexaminem seus atos. Lembrem-se de Deus e retornem a Ele”. O shofar nos desperta do nosso sono espiritual profundo e nos incita a incorporarmos em nosso cotidiano os verdadeiros e eternos valores morais deixados por Deus.
Todos nós conhecemos a função do sacerdote, que era oficiar diante de Deus. Mas poucos de nós conhecemos a função do shofar. Em nossas traduções da Bíblia, essa palavra vem traduzida como “trombeta” e, às vezes, “buzina”; porém a tradução correta seria “chifre de carneiro”, pois o shofar é na realidade um chifre de carneiro usado como um instrumento de sopro. O shofar é feito de um chifre de animal casher (considerado limpo). Qualquer chifre pode ser usado para o shofar, exceto o da vaca ou o do touro, pois esses chifres são chamados em hebraico de “keren” e não de shofar, e também porque seu chifre poderia ser um lembrete do Bezerro de Ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egito. A palavra shofar aparece 72 vezes na Tanach (Velho Testamento), o shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro, porém, para os judeus, o shofar não é um instrumento “musical”; não é usado por prazer ou divertimento; é considerado sagrado, quase como uma voz celestial.
No Livro dos Números, o shofar é citado como parte do ritual de Rosh Hashaná (o Ano-Novo judaico): “No primeiro dia do sétimo mês (…) será tocado o shofar”. Utiliza-se especificamente um chifre de carneiro, em lembrança do episódio da Akedá (episódio da amarração de Isaque para o sacrifício de Abraão), quando Deus determinou que um carneiro fosse sacrificado no lugar de Isaac. Nesse contexto, o shofar representa a misericórdia do Criador para com os homens.
O shofar, como já vimos, é um chifre de carneiro que é tocado em ocasiões especiais e com finalidades especiais. A forma de como ele é tocado também anuncia algo especial. Mas, o mais interessante é que o shofar é feito de chifre de carneiro. E o carneiro na verdade é um cordeiro que já amadureceu (atingiu a idade adulta)! Então, esse instrumento é feito de um animal já pronto, maduro, mostrando-nos que os anúncios, proclamações e decretos do Eterno são feitos a partir de algo (ou alguém) maduro, pronto para tal ato; também são feitos na plenitude dos tempos, ou seja, só no tempo certo! Nada acontece antes ou depois da hora determinada pelo Senhor!
Algo que devemos levar em consideração é que, para se obter um shofar, deveria haver o sacrifício de um cordeiro ou carneiro. Na simbologia profética do shofar, temos uma incrível transparência no plano de salvação do Eterno para a humanidade, pois Cristo foi enviado como cordeiro para estabelecer um reino universal no planeta; segundo as escrituras, chifres representam reinos ou reis. “Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia. Mas o bode peludo é o rei da Grécia, e o chifre grande que tinha entre os seus olhos é o primeiro rei” (Dan. 8: 20-21). A morte do cordeiro de Deus trouxe aos homens a promessa de um verdadeiro reino de paz na Terra, Ele (Yeshua), como rei universal, se tornou o shofar de Israel em seus dias; bradando e convocando o povo corrompido a se voltarem em unidade e santidade para o seu Deus, aqui Ele vem na simbologia do shofar representado como o “Melech Ysrael”, rei de Israel. O shofar é um instrumento de sopro, portanto alguém deve soprá-lo para que ele produza seu som; os primeiros toques do shofar profético Yeshua soprado pelo Eterno convocaram uma comitiva de 12 homens em Israel e, subitamente, várias outras pessoas que após receberem o sopro de Deus no Pentecostes (At. 2: 1-2), que veio como um vento impetuoso e encheu a casa onde estavam, também se tornaram shofares de Deus e bradaram em Israel e nas nações gentílicas anunciando o reino de Deus e convocando os seres humanos a despertarem do sono espiritual e se voltarem para o Deus soberano.
Que incrível, a morte do cordeiro de Deus não somente trouxe um reino universal à Terra, mas também criou um exército de shofares (chifres) chamado de “Reis e Sacerdotes” (Ap. 5: 10-1; 6: 20-6), e mesmo nos nossos dias, os shofares de Deus continuam sendo tocados pelo sopro do Espírito Santo convocando os homens para se reunirem perante o Eterno.
No Velho Testamento há citações de chifres como símbolo de poder divino. Em Deuteronômio está escrito: 33: “Esta é a bênção que deu Moisés homem de Deus aos filhos de Israel antes de sua morte.” (…) 13: “Disse também a José (…) 17: A sua formosura é como a do primogênito do touro; os seus cornos são como os cornos do rinoceronte: com eles levantarás ao ar todas as gentes…” A própria figura do profeta Moisés é retratada com chifres após receber as Tábuas da Lei. Da mesma forma Jesus, enquanto o Cristo, a Virgem Maria e os santos do Catolicismo também são mostrados ostentando uma aura.
Do mesmo modo, é grande o número de lendas e mitos em quase todas as religiões antigas em que aparecem efígies de Deuses adornados por chifres, como Ísis, a Deusa do Egito, e Odin ou Wotan, o maior dos Deuses vikings, que era o Deus da Sabedoria e governante de Asgard.

Em outras culturas milenares
No Egito, acreditava-se na união do homem com o animal. Os animais, domesticados ou selvagens, eram dotados de poderes divinos. Tanto que seus grandes Deuses fundiam sua imagem com a dos animais. Amon-Rá é representado com a cabeça de carneiro e corpo de homem; assim, o carneiro era considerado sagrado para os egípcios. O animal mais celebrado do Egito era o touro Ápis, a reencarnação do Deus Ptah, e depois foi associado a Osíris. Hórus, Deus do céu e da beleza, é visto nos relevos como corpo de homem e cabeça de falcão. Anúbis, o Deus da morte, era representado por um homem com cabeça de chacal.
Ísis, a Deusa lunar, era representada com cabeça de íbis; também é simbolizada pelo rosto coberto com um véu. Osíris, Deus dos mortos e da fertilidade, ressuscitou como um lobo, para ajudar Ísis e Hórus a combaterem Seth. Seth, corpo de homem com um animal semelhante a um cachorro (ou bode), no início era um Deus benéfico, mas com o tempo foi considerado a personificação do mal, comandava os trovões e as tempestades.
Hathor, Deusa do amor e “senhora do céu”, “alma das árvores”, ama-de-leite de Hórus, a vaca Hátor aparece com freqüência nos mitos. É uma deusa benevolente, adorada em várias regiões, principalmente em seu templo de Dendera. Vaca tranqüila que geralmente personifica o olho de Rá. Usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. Deusa do céu e das mulheres, nutriz de Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música, mas também das necrópoles. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca.
Uma cerimônia religiosa, descrita por Platão, conta que os reis, só com cajados e redes, caçavam um touro sagrado e ofereciam a Posêidon. No sacrifício, o sangue do animal podia conjurar o deus e exorcizar os mortos. O sangue era coletado num vaso que tinha a forma de um touro. Os chifres de vaca são símbolos da Lua, e o touro, com sua força procriadora, simboliza a fertilidade. Era um animal sagrado não só na Grécia, mas na Mesopotâmia, no Egito, na Índia e em Roma.
O mito do Minotauro conta que Posêidon, deus do mar, enviou a minos, rei de Creta, um touro branco para ser sacrificado em sua honra, mas o rei, encantado com a beleza do animal, guardou-o para si. Posêidon, indignado, despertou na rainha Pasífae uma paixão doentia pelo touro e, dessa união, nasceu Minotauro, um ser com corpo de homem e cabeça de touro.
Em algumas partes da Grécia, Posêidon era Hippios, Deus dos cavalos, o protetor dos centauros. O mito do centauro, meio homem, meio cavalo, tem em Quiron o personagem mais conhecido, o professor da Medicina e da Astronomia. Zeus o imortaliza na constelação de Centauro.
Outro mito importante era Pégaso, o cavalo alado, representando o lado natural e instintivo. Os sátiros eram criaturas representadas por um homem com orelhas, chifres, cauda e pernas de bode. O mais famoso era Pã. Pã, nome que significa “tudo”, era o Deus da caça, dos pastores e do rebanho. Numa das versões da mitologia grega, Pã se transformou em carneiro branco para seduzir a Deusa lunar Selene.
Na Índia, são adorados o touro, o leão, a serpente e o elefante. A vaca na Índia é até hoje sagrada. É a mãe de milhares de hindus. A proteção da vaca é um presente do Hinduísmo para o mundo. Ligados a um dos principais Deuses do Hinduísmo, Vishnu, o mais alto criador do Universo, estão Naga e Garuda, serpente e pássaro, que conservam e protegem o mundo.
Em sua primeira encarnação, Vishnu era Matsya, o Grande Peixe que salva a humanidade do dilúvio (semelhante a Noé ), que conduzia um barco com todos os animais da Terra, levando-o a terra firme. Kurma foi a segunda encarnação de Vishnu, a Tartaruga; a terceira foi Vraha, o javali; e na quarta, Narsingh, metade homem, metade leão.
Para os hindus, os elefantes eram criaturas extraterrenas. Brahma, o eterno, pegou metades do ovo do pássaro solar Garuda em suas mãos e cantou sete canções sagradas, que deram origens aos elefantes.
A Vaca está associada à Terra e à Lua; numerosas Deusas lunares têm chifres de vaca. Como símbolo da mãe, corresponde à Deusa primogênita Neith, primeira substância úmida e dotada de certas características andróginas, ou melhor, ginandras. No Egito é, assim, associada à idéia de calor vital.
Na Índia, encontramos a Vach, o aspecto feminino de Brahma, também chamada de Vaca Melodiosa ou Vaca da Abundância. O primeiro título deriva da idéia da criação do mundo por meio do som; o segundo, obviamente, relaciona-se com sua função de sustentar o mundo, já que seu leite é a poeira das galáxias.
Vemos nisso tudo a mesma idéia do céu como touro fecundador, mas com inversão e sexo; ambos, porém, são aspectos ativo e passivo das forças geradoras do Universo.
Bem antes de terminar quero esclarecer que para mim em particular o Diabo, Satã nada mais são que a nossa pura ignorância… Vamos combatê-la!

Eu Sou apenas o que sou…
Wagner Veneziani Costa

Bibliografia:
O Deus Pã – Wagner Veneziani Costa – artigo. www.blog.madras.com.br
http://blog.madras.com.br/2007/05/22/o-deus-pan/
http://blog.madras.com.br/2006/09/04/
http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1187815981It008
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolos_b%C3%ADblicos
www.sualingua.com.br/02/02_cornudo.htm - 24k -
http://deusesemitos.blogspot.com/2007/12/o-deus-cornforo.html
http://www.atmosferasombria.org/
http://fatosemitos.blogspot.com/2008/02/simbologia-do-chifre.html
Daniel Pellizzari

Adicionar comentário 16 de Julho de 2008 às 10:50 Editor

São João e a Tradição Maçônica


por Wagner Veneziani Costa
*

Na mesma data em que se comemora o solstício de verão, 24 de junho, no Hemisfério Norte, dia de São João Batista, estamos comemorando aqui, o solstício de inverno. Recordemos as festas juninas (São João). No dia 25 de dezembro, comemoramos o solstício de verão e, no Hemisfério Norte, o solstício de inverno. É a data do nascimento de Avatares como: Krishna, Mitra, Hórus, Buda e Jesus Cristo, todos considerados grandes Sóis (Deuses).
Escavando profundamente alguns trabalhos publicados, descobre-se a evidência de que a personalidade de Jesus está totalmente baseada em mitos e heróis muito mais antigos em torno do globo. Algumas provas disso estão na semelhança com a história, por exemplo, de Krishna, Buda, Hórus e Mitra; vejamos:
Krishna: Nasceu de uma virgem, Devaki;
É chamado de o Pastor de Deus, a Suprema Consciência;
É a segunda pessoa da Trindade;
Executava milagres;
Foi perseguido por um tirano em sua infância;
Subiu ao Céu.

Buda: Nasceu também de uma virgem, Maya;
É chamado de Pastor Bom;
Executava milagres;
Atingiu a Iluminação.

Hórus: Nasceu de uma virgem, no dia 25 de dezembro;
É considerado o Messias, a Luz e a Verdade;
É chamado de Pastor Bom e de KRST — O Filho Ungido de Deus;
Executava milagres;
Tinha 12 discípulos;
Foi enterrado e, no terceiro dia, ressuscitou um homem.

Mitra: Nasceu de uma virgem, também em 25 de dezembro;
Era chamado de Mestre e de o Pastor Bom;
Era considerado a Verdade, a Luz, o Redentor, o Salvador, o Messias;
Era identificado com o Leão e o Cordeiro;
Executava milagres;
Teve 12 discípulos;
Também ressuscitou após o terceiro dia;
Seu dia era o Domingo (dia do Senhor).

É óbvio que, se quiséssemos, descreveríamos muito mais detalhes acerca desses mitos, comparando-os com a vida de Jesus Cristo, mas isso é apenas uma pequena prova de como foi e é criado um mito e de como a história pode ter sido corrompida por interesses daqueles que dominavam o povo e o Estado.

Agora, percebam que quem trouxe a Maçonaria para o Hemisfério Sul, não se preocupou com isso. Simplesmente copiou seus Templos com as mesmas características, esquecendo-se de “inverter as posições” de suas “estrelas”, seus “planetas” e também o altar de nossas Dignidades.
A Terra faz um movimento de translação ao redor do Sol em uma órbita plana, quase redonda, com período definido de um ano. Enquanto isso, ela gira em torno de si mesma, originando os dias. O equinócio (Do latim: aequinoctiu = noite igual; aequale = igual + nocte = noite) é o ponto da órbita da Terra onde a duração do dia e da noite são iguais. É o dia a partir do qual, os dias ou as noites começam a crescer (respectivamente primavera e outono), até que se chegue ao solstício (Do latim: solstitiu = Sol Parado), que é o ponto da órbita da Terra onde existe a maior disparidade entre a duração do dia e da noite. Os solstícios são, então, o dia e a noite mais longos do ano (no verão e inverno, respectivamente).
Iniciando então no solstício de inverno (noite mais longa do ano), é a partir dessa data que os dias começam a crescer, até que se alcance uma igualdade entre o dia e a noite (equinócio de primavera), e continua até o ápice do dia no solstício de verão (dia mais longo do ano), data a partir da qual os dias diminuirão até que, mais uma vez, a igualdade se faça presente entre dia e noite (equinócio de outono), seguindo, novamente, para o solstício de inverno, onde começamos nossa explicação, em um ciclo perpétuo.
Durante o intervalo de um ano temos dois solstícios e dois equinócios. Desse modo é possível dividir o intervalo de um ano em quatro períodos, a saber: Primavera, Verão, Outono e Inverno. Esses períodos são chamados de estações do ano. As estações do ano são conseqüência das variações da inclinação do eixo da Terra, girando em sua órbita elíptica em torno do Sol. Não tem a ver com a distância da Terra ao Sol.
O solstício deve ser comemorado com “ágapes solsticiais”. Isso não significa se reunir para comer ou beber, mas sim para compartilhar, agradecer e unir energias a serviço do “Mais Elevado” e da ajuda à humanidade. E por esse motivo, compartilhar uma comida simples.
O historiador José Castellani, explica: “Por herança recebida dos membros das organizações de ofício, que, tradicionalmente, costumavam comemorar os solstícios, essa prática chegou à Maçonaria moderna, mas já temperada pela influência da Igreja sobre as corporações operativas. Como as datas dos solstícios são 21 de junho e 21 de dezembro, muito próximas das datas comemorativas de São João Batista, 24 de junho, e de São João Evangelista, 27 de dezembro, elas acabaram por se confundir com estas, entre os operativos, chegando à atualidade. Hoje, a posse dos Grão-Mestres das Obediências e dos Veneráveis Mestres das Lojas realiza-se a 24 de junho, ou em data bem próxima; e não se pode esquecer que a primeira Obediência maçônica do mundo foi fundada em 1717, no dia de São João Batista.
Graças a isso, muitas corporações, embora houvesse um santo protetor para cada um desses grupos profissionais, acabaram adotando os dois São João como padroeiros, fazendo chegar esse hábito à moderna Maçonaria, onde existem, segundo a maioria dos ritos, as Lojas de São João, que abrem os seus trabalhos (à glória do Grande Arquiteto do Universo Deus e em honra a S. João, nosso padroeiro), englobando, aí, os dois santos.
No templo maçônico, essas datas solsticiais estão representadas num símbolo, que é o Círculo entre Paralelas Verticais e Tangenciais. Este significa que o Sol não transpõe os trópicos, o que sugere, ao maçom, que a consciência religiosa do Homem é inviolável; as paralelas representam os trópicos de Câncer e de Capricórnio e os dois S. João.
Tradicionalmente, por meio da noção de porta estreita, como dificuldade de ingresso, o maçom evoca as portas solsticiais, estreitos meios de acesso ao conhecimento, simbolizados no círculo cósmico, no círculo da vida, no zodíaco, pelo eixo Capricórnio Câncer, já que Capricórnio corresponde ao solstício de inverno e Câncer ao de verão (no Hemisfério Norte, com inversão para o Sul). A porta corresponde ao início, ou ao ponto ideal de partida, na elíptica do nosso planeta, nos calendários gregorianos e também em alguns pré-colombianos, dentro do itinerário sideral.
O homem primitivo distinguia a diferença entre duas épocas, uma de frio e uma de calor, conceito que, inicialmente, lhe serviu de base para organizar o trabalho agrícola. Graças a isso é que surgiram os cultos solares, com o Sol sendo proclamado – como fonte de calor e de luz – o rei dos céus e o soberano do mundo, com influência marcante sobre todas as religiões e crenças posteriores da humanidade. E, desde a época das antigas civilizações, o homem imaginou os solstícios como aberturas opostas do céu, como portas, por onde o Sol entrava e saía, ao terminar o seu curso, em cada círculo tropical.
A personificação de tal conceito, no panteão romano, foi o deus Janus, representado como divindade bifásica, graças à sua marcha pendular entre os trópicos; o seu próprio nome mostra essa implicação, já que deriva de janua, palavra latina que significa porta. Por isso, ele era, também, conhecido como Janitur, ou seja, porteiro, sendo representado com um molho de chaves na mão, como guardião das portas do céu. Posteriormente, essa alegoria passaria, através da tradição popular cristã, para São Pedro, mas sem qualquer relação com o solstício.
Janus era um deus bicéfalo, com duas faces simetricamente opostas, cujo significado simbolizava a tradição de olhar, uma das faces, constantemente, para o passado, e a outra, para o futuro. Os Césares da Roma imperial, em suas celebrações e para dar ingresso ao Sol nos dois hemisférios celestes, antepunham o deus Janus, para presidir todos os começos de iniciação, por atribuir-lhe a guarda das chaves.
Tradicionalmente, tanto para o mundo oriental, quanto para o ocidental o solstício de Câncer, ou da Esperança, alusivo a São João Batista (verão no Hemisfério Norte e inverno no Hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas mortais e, por isso, chamada de Porta dos Homens, enquanto que o solstício de Capricórnio, ou do Reconhecimento, alusivo a São João Evangelista (inverno no Hemisfério Norte e verão no Hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas imortais e, por isso, denominada Porta dos Deuses. Para os antigos egípcios, o solstício de Câncer (Porta dos Homens) era consagrado ao deus Anúbis; os antigos gregos o consagravam ao deus Hermes. Anúbis e Hermes eram, na mitologia desses povos, os encarregados de conduzir as almas ao mundo extraterreno .
A importância dessa representação das portas solsticiais pode ser encontrada com o auxílio do simbolismo cristão, pois, para o maçom, as festas dos solstícios são, em última análise, as festas de São João Batista e de São João Evangelista. São dois São João e há, aí, uma evidente relação com o deus romano Janus e suas duas faces: o futuro e o passado, o futuro que deve ser construído à luz do passado. Sob uma visão simbólica, os dois encontram-se num momento de transição, com o fim de um grande ano cósmico e o começo de um novo, que marca o nascimento de Jesus: um anuncia a sua vinda e o outro propaga a sua palavra. Foi a semelhança entre as palavras Janus e Joannes (João, que, em hebraico é Ieho-hannam = graça de Deus) que facilitou a troca do Janus pagão pelo João cristão, com a finalidade de extirpar uma tradição “pagã”, que se chocava com o cristianismo. E foi desta maneira que os dois São João foram associados aos solstícios e presidem as festas solsticiais.
Continua, aí, a dualidade, princípio da vida: diante de Câncer, Capricórnio; diante dos dias mais longos, do verão, os dias mais curtos, do inverno; diante de São João (do inverno), com as trevas, Capricórnio e a Porta de Deus, o São João (do verão), com a luz, Câncer e a Porta dos Homens (vale recordar que, para os maçons, simbolicamente, as condições geográficas são, sempre, as do Hemisfério Norte).
Dentro dessa mesma visão simbólica, podemos considerar a configuração da constelação de Câncer. Suas duas estrelas principais tomam o nome de Aselos (do latim Asellus, i = diminutivo de Asinus, ou seja: jumento, burrico). Na tradição hebraica, as duas estrelas são chamadas de Haiot Ha-Kadosh, ou seja, animais de santidade, designados pelas duas primeiras letras do alfabeto hebraico, Aleph e Beth, correspondentes ao asno e ao boi. Diante delas, há um pequeno conglomerado de estrelas, denominado, em latim, Praesepe, que significa presépio, estrebaria, curral, manjedoura, e que, em francês, é crèche, também com o significado de presépio, manjedoura, berço. Essa palavra créche já foi, inclusive, incorporada a idiomas latinos, com o significado de local onde crianças novas são acolhidas, temporariamente.
Esse simbolismo dá sentido à observação material: Jesus nasceu a 25 de dezembro, sob o signo de Capricórnio, durante o solstício de inverno, sendo colocado em uma manjedoura, entre um asno e um boi. Essa data de nascimento, todavia, é puramente simbólica. Para os primeiros cristãos, Jesus nascera em julho, sob o signo de Câncer, quando os dias são mais longos no Hemisfério Norte.
O sentido cristão, no plano simbólico, abordaria, então, apenas a Porta dos Homens e, assim, só haveria a compreensão de Jesus, como ser, como homem. Mas Jesus é o ungido, o messias, o Cristo – segundo a teologia cristã – e o outro polo, obrigatoriamente complementar, é a Porta de Deus, sob o signo de Capricórnio, tornando a dualidade compreensível.
Dois elementos, entretanto, um material e um religioso, viriam a influir na determinação da data de 25 de dezembro. O material refere-se aos hábitos dos antigos cristãos e o religioso, ao mitraismo da antiga Pérsia, adotado por Roma:
Os primeiros cristãos do Império Romano, para escapar às perseguições, criaram o hábito de festejar o nascimento de Jesus durante as festas dedicadas ao deus Baco, quando os romanos, ocupados com os folguedos e orgias, os deixavam em paz.
Mas a origem mitraica é a que é mais plausível para explicar essa data totalmente fictícia: os adeptos do mitraismo costumavam se reunir na noite de 24 para 25 de dezembro, a mais longa e mais fria do ano, numa festividade chamada – no mitraismo romano – de Natalis Invicti Solis (nascimento do Sol triunfante). Durante toda a fria noite, ficavam fazendo oferendas e preces propiciatórias, pela volta da luz e do calor do Sol, assimilado ao deus Mitra. O cristianismo, ao fixar essa data para o nascimento de Jesus, identificou-o com a luz do mundo, a luz que surge depois das prolongadas trevas”.

O BATISTA
São João Batista, também dito “o Precursor”, era filho de Isabel, prima da Virgem Maria e, por conseguinte, também parente de Jesus. Ele ganhou o epíteto de “batista” porque, no rio Jordão, “batizava” as pessoas, derramando-lhes água sobre as cabeças, assim limpando-as espiritualmente (batismo significa banho). Era também conhecido por viver no deserto, alimentando-se de mel e gafanhotos, vestindo apenas com uma pele de carneiro, andando assim meio nu, meio vestido. Seguramente, pertencia, entre os judeus, ao grupo dos essênios, que vivia em Qunram, perto do mar Morto. Local onde, em 1947, foram encontrados alguns documentos de sua época. Tinha vários seguidores, mas se dizia Precursor de Alguém Maior que ele, e de quem não era digno sequer de “lhe desatar as sandálias.” Vituperava a Herodes Antipas, o rei imposto pelos romanos aos judeus, porque Antipas mandara matar a seu meio-irmão para ficar com a sua esposa. Antipas mandou decapitar a João Batista, atendendo ao pedido de Salomé, sua enteada, filha de seu meio-irmão, acima referido.
O dia 24 de junho foi estipulado pela Igreja Católica como o de sua comemoração.

O EVANGELISTA
O outro São João, o Evangelista, era apóstolo de Jesus. Chamam-no de Evangelista porque, além de pregar os ensinamentos do Mestre, foi o autor do 4o Evangelho, de três epístolas e do famoso Apocalipse. Essa palavra quer dizer “revelação”. Nele, João relata as revelações que teria tido sobre o fim dos tempos e dos caminhos para a salvação. Por falar no fim dos tempos, catástrofes, guerras, pestes, castigos, a palavra “apocalipse” ganhou a conotação de “algo ruim, apavorante, cataclismático, terrificante”. A linguagem é extremamente simbólica, de difícil compreensão. É comemorado em 27 de dezembro.

MAÇONARIA OPERATIVA
Na verdade, porém, como vem registrado no item XXII, dos Regulamentos Gerais das Constituições de Anderson, de 1723, e com elas publicados, o dia que os maçons operativos do passado tinham escolhido para a reunião anual era o de São João Batista, em 24 de junho, ou, opcionalmente, no dia de São João Evangelista, em 27 de dezembro. Mas, com ênfase ao primeiro. Aliás, notem que a fundação da Grande Loja de Londres, em 1717, ocorreu precisamente nesse dia, 24 de junho. Veja-se como vem redigido esse cânone dos Regulamentos Gerais, aprovados, pela segunda vez, no dia de São João, 24 de junho de 1721, por ocasião da eleição do Príncipe João, duque de Montagu, para Grão-Mestre:
“XXII. Os Irmãos de todas as Lojas de Londres e Westminster e das imediações se reunirão em uma COMUNICAÇÃO ANUAL e Festa, em algum Lugar apropriado, no Dia de São João Batista ou então no Dia de São João Evangelista, como a Grande Loja pensa fixar por um novo Regulamento, pois essa reunião ocorreu nos anos passados no Dia de São João Batista: Provido(…)”

RAZÕES ESOTÉRICAS
Só por uma segunda opção a reunião e festa ocorreria, portanto, no dia 27 de dezembro, na festa do outro São João. Mas, por quê? O porquê dessa alternativa tem uma explicação esotérica, que remonta às prováveis origens da Maçonaria, aos Colegiatti Fabrorum dos romanos. Eles acompanhavam as tropas romanas, para o trabalho de reconstrução e instalação da administração imperial, nas terras conquistadas e colonizadas. E com eles ia a sua religião ou religiões, para ser mais exato, ainda que entre os romanos a predominante fosse a da adoração à Mitra, que era representado por uma figura humana. No lugar da cabeça, um Sol. Havia muitos outros deuses, notadamente, Jano, com suas cabeças que, sabidamente, simbolizavam os solstícios. Esses solstícios estavam sempre presentes nas festas pagãs, porque eram vinculadas à Natureza. É aí que encontramos uma provável explicação histórica para os festejos juninos e natalinos, que a nova religião romano-cristã, não podendo desenraizar dos costumes populares, o mínimo que conseguiu foi a substituição. Todavia, no seio da Maçonaria operativa, mesmo sob tal disfarce, ambas as datas sobreviveram, em face do conteúdo esotérico de seus significados. Os colégios, principalmente os dos construtores, seriam depositários dos conhecimentos e mistérios de antiqüíssimas sociedades iniciáticas, todas praticantes de ritos solares.

*Wagner Veneziani Costa, Grande Secretário de Cultura e Educação Maçônicas do GOSP.

Fontes de Consulta:
Introução ao Livro de Hiram - Madras Editora
Ir. Silva Pinto, Loja Virtual da Arte Real
José Castellani - www.maçonaria.net

Adicionar comentário 2 de Junho de 2008 às 10:47 Editor

RELIGIÃO: VOCÊ PRECISA TER UMA ?

Antes mesmo de entrarmos no assunto, quero explicar o que é religião.

Religião deriva do termo latino “Re-Ligare”, que significa “religação” com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

Sendo assim o hábito, geralmente por parte de grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita, não têm apoio na definição do termo. Seita, derivado da palavra latina “Secta”, nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como tal também é religião.

Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra “ciência” social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.

Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, “filosófico” e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.

Hoje em dia, apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando previsões que anteveram seu fim. A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a Religião continua a promover diversos movimentos humanos, e mantendo estatutos políticos e sociais.

Tal como a Ciência, a Arte e a Filosofia, a Religião é parte integrante e inseparável da cultura humana, é muito provavelmente sempre continuará sendo.

Há várias formas de religiões. Para não dizer centemas, ou até mesmo, milhares. Pessoalmente como um estudioso do assunto, prefiro uma classificação que leva em conta as características, e divido as religiões em quatro grandes grupos distintos:
Panteístas; Poleteístas; Monoteístas; Ateístas.

Nessa divisão há uma ordem cronológica. As Religiões Panteístas são as mais antigas, dominando em sociedades menores e mais “primitivas”. Tanto nos primórdios da civilização mesopotâmica, européia e asiática, quanto nas culturas das Américas, África e Oceania.

As Religiões Poleteístas por vezes se confundem com as Panteístas, mas surgem num estágio posterior do desenvolvimento de uma cultura. Quanto mais a sociedade se torna complexa, mais o Panteísmo vai se tornando Politeísmo.
Já as Monoteístas são mais recentes, e atualmente as mais disseminadas, o Monoteísmo quantitativamente ainda domina mais de metade da humanidade.

E embora possa parecer estranho, existem religiões Ateístas, que negam a existência de um ser supremo central, embora possam admitir a existência de entidades espirituais diversas. Essas religiões geralmente surgem como uma reação a um sistema religioso Monoteísta ou pelo menos Politeísta, e em muitos aspectos se confunde com o Panteísmo embora possua características exclusivas.

Essa divisão também traça uma hierarquia de rebuscamento filosófico nas religiões. As Panteístas por serem as mais antigas, não têm Livros Sagrados ou qualquer estabelecimento mais sólido do que a tradição oral, embora na atualidade o renascimento panteísta esteja mudando isso. Já as politeístas muitas vezes possuem registros de suas lendas e mitos em versão escrita, mas Nenhuma possui uma Revelação propriamente dita. Isto é um privilégio do Monoteísmo. Todas as grandes religiões monoteístas possuem sua Revelação Divina em forma de Livro Sagrado. As Ateístas também possuem seus livros guias, mas por não acreditarem num Deus pessoal, não tem o peso dogmático de uma revelação divina, sendo vistas em geral como tratados filosóficos.
Panteísmo: Religiões silvícolas, xamanismo, religiões célticas, druidismo, amazônicas, indígenas norte americanas, africanas e etc.

Politeísmo: Religião Grega, Egípcia, Xintoísmo, Mitologia Nórdica, Religião Azteca, Maia etc.
Monoteísmo: Bhramanismo, Zoroastrismo, Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Sikhismo.
Ateísmo: Orientais: Taoísmo, Confucionismo, Budismo, Jainismo. Ocidentais: Filosofias NeoPlantônicas, Ateísmo Filosófico (Não Religioso)
Neo Panteísmo: Racionalismo Cristão, Neo-Gnosticismo, Teosofia, Wicca, “Esotéricas”, etc.

Cada uma com os seus rituais específicos, símbolos e sua mitologia.

Eu particularmente, sou espiritualista universalista e para mim isso não é uma religião, mas também não deixa de ser uma forma de religar-me ao divino, mesmo acreditando que ele sou eu e eu sou ele. O que é isso? Através de estudos acabei conhecendo as religiões, ou melhor, muitas delas. E acabei percebendo, que todas acabam por escravizar a minha mente. Seja através de doutrinas, seja em seus rituais, e em seus detalhes. Isso pode, aquilo não pode, isso é pecado…papai do céu não gosta disso, comer isso é proibido, comer aquilo também é proibido. Fico imaginando se Aquino, o pai da lógica, não tivesse limitações (religiosas), credos, a cada passo do caminho, Aquino esbarra no mistério divino e dá um passo atrás. Isso não posso explicar, daqui não posso ir. Agostinho foi outro gênio, ambos autores são monumentos vivos dos efeitos nocivos dos dogmas sobre cérebros que, de outro modo, seriam brilhantes. E de certa forma foram…Mas sem as restrições religiosas poderiam ter ido muito mais longe, disso não me resta dúvidas.

E falando sobre as religiões monoteístas, faço sempre uma pergunta: Sendo Deus eterno e imutável, autor de coisas muito boas, qual é, então, a origem do mal?

E por favor, não me venham com aquela estorinha de Lúcifer… o Anjo caído…é absurda! No mínimo ridícula.

Em Platão, o tema do mal também é bastante presente. Gostaria apenas de salientar que no Protágoras, chega-se à conclusão que nenhum homem deseja o mal (assim como Agostinho) , mas o escolhe apenas por ignorância do que seja o bem.

Baseado nesse e em milhares de outros questonamentos, busquei dentro de mim mesmo algumas trasformações, minha própria Lux. Busquei e busco, me conhecer…e percebi que tudo, posso desde que tenha Vontade…Tenho absoluta certeza que algo divino habita em mim. Colho diariamente aquilo que planto. Sou pura energia, vibração, estou em contato direto com o universo, faço parte dele.

Vamos ver se consigo exlicar o que é espiritualidade. Para mim a espiritualidade é um estado de consciência; é reconhecer em si a Vida, e a mesma Vida em tudo e em todos. É consciência não-condicionada pela mente. É consciência livre da mente, para ser o que é: não aquilo que pensamentos e muitas crenças dizem ser.

As palavras em um ensinamento espiritual apenas apontam para o estado de consciência essencial do ser humano.

Alcançado esse estado de consciência, o ser humano vive a vida na Terra a partir dessa liberdade, expansividade e se torna mestre sobre a realidade interna e externa, pois está alinhado com a essência daquilo que o criou: a vasta inteligência criativa que permeia e dá Vida a todo o Universo. Você pode chamar essa essência de Deus? Lógico, que podemos… Podemos tudo! Nossos pesamentos criam a nossa realidade.

Wagner Veneziani Costa

Adicionar comentário 26 de Maio de 2008 às 13:52 Editor

A Igreja Católica e a Maçonaria

Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: “Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito”.
Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.
Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os Papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito Canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da maçonaria, o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a maçonaria.
É dificil encontrar um tema - explica Federico R. Aznar Gil, em seu ensaio La pertenencia de los católicos a las agrupaciones masónicas según la legislación canónica actual (1995) - sobre o qual as autoridades da Igreja Católica tenham se pronunciado tão reiteradamente com no caso da maçonaria: desde 1738 a 1980 conservam-se não menos de 371 documentos, aos quais deve-se acrescentar abundantes intervenções dos dicastérios da Cúria romana e, a partir sobretudo do Concílio Vaticano II, as não menos numerosas declarações das Conferencias Episcopais e dos bispos de todo o mundo. Tudo isto está indicando que nos encontramos frente a uma questão vivamente debatida, fortemente sentida e cuja discussão não pode se considerar fechadas.
Quase desde a sua aparição, a maçonaria gerou preocupações na Igreja. Clemente XII, “In eminenti”, havia condenado a maçonaria. Mais tarde, Leão XIII, em sua encíclica “Humanum genus”, de 20 de abril de 1884, a qualificava de organização secreta, inimigo astuto e calculista, negadora dos princípios fundamentais da doutrina da Igreja. No cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelecia-se que “aqueles que dão seu nome à seita maçônica, ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra as potestades civis legítimas, incorrem ipso facto em excomunhão simplesmente reservada à Sede Apostólica”.
O delito - segundo Federico R. Aznar Gil - consistia em primeiro lugar em dar o nome ou inscrever-se em determinadas associações. (…) Em segundo lugar, a inscrição devia se realizar em alguma associação que maquinasse contra a Igreja: se entendia por maquinar “aquela sociedade que, em seu próprio fim, exerce uma atividade rebelde e subversiva ou as favorecesse, quer pela própria ação dos membros, quer pela propagação da doutrina subversiva; que de forma oral ou por escrito, atua para destruir a Igreja, isto é, sua doutrina, autoridades em quanto tais, direitos, ou a legítima potestade civil”. (…) Em terceiro lugar, as sociedades penalizadas eram a maçonaria e outras do mesmo gênero, com o qual o Código de Direito Canônico estabelecia uma clara distinção: enquanto o ingresso na maçonaria era castigado automaticamente com a pena de excomunhão, a pertença a outras associações tinha que ser explicitamente declarada como delitiva pela autoridade eclesiática em cada caso. Os motivos que argumentava a Igreja católica para sua condenação à maçonaria eram fundamentalmente: o caráter secreto da organização, o juramento que garantia esse caráter oculto de suas atividades e os pertubadores complôs que a maçonaria empreendia contra a Igreja e os legítimos poderes civis. A pena estabelecia diretamente a excomunhão, estabelecendo-se também uma pena especial para os clérigos e os religiosos no cânon 2336.
Também recordavam as condições estabelecidas para proceder à absolvição desta excomunhão, que consistiam no afastamento e a separação da maçonaria, reparação do escândalo do melhor modo possível, e cumprimento da penitência imposta. As conseqüências da excomunhão incluiam, por exemplo, a privação de sepultura eclesiática e de qualquer missa exequial, de ser padrinho de batismo, de confirmação, de não ser admitidos no noviciado, e o conselho - no caso das mulheres - de não contrair matrimônio com maçons, assim como a proibição ao pároco de assistir núpcias sem consultar o Ordinário.
A partir da celebração do Concílio Vaticano II, um incipiente diálogo entre maçons e católicos fez com que a situação começasse a mudar. Alguns Episcopados (França, Países Escandinavos, Inglaterra, Brasil ou Estados Unidos) começaram a revisar a atitude frente a maçonaria; por um lado revendo na história os motivos que levaram a Igreja a adotar essa atitude condenadora, tais como sua moral racionalista maçônica, o sincretismo, as medidas anticlericais promovidas e defendidas pelos maçons; e por outro lado, foi questionado que se pudesse entender a maçonaria como um bloco único, sem levar em conta a cisão entre a maçonaria regular, ortodoxa e tradicional, religiosa e aparentemente apolítica, e a segunda, a irregular, irreligiosa, política, heterodoxa.
Estes motivos e as mais ou menos constantes petições chegadas de várias partes do mundo a Roma, diálogos e debates, fizeram com que, entre 1974 e 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé retomasse os estudos sobre a maçonaria e publicasse três documentos que supuseram uma nova interpretação do cânon 2335. Neste ambiente de mudanças, não é de se estranhar que o cardeal J. Krol, arcebispo de Filadélfia, perguntasse à Congregação para a Doutrina da Fé se a excomunhão para os católicos que se afiliavam à maçonaria seguia estando em vigor. A resposta a sua pergunta foi dada por seu Prefeito, em uma carta de 19 de julho de 1974. Nela é explicado que, durante um amplo exame da situação, tinha-se dado uma grande divergência nas opiniões, segundo os países. A Sede Apostólica acreditava oporutno, conseqüentemente, elaborar uma modificação da legislação vigente até que se promulgasse o novo Código de Direito Canônico. Advertia-se, entretanto, na carta, que existiam casos particulares, mas que continuava a mesma pena para aqueles católicos que dessem seu nome a associações que realmente maquinassem contra a Igreja. Enquanto que para os clérigos, religiosos e membros de institutos seculares a proibição seguia sendo expressa para a sua afiliação em qualquer associação maçônica. A novidade nesta carta residia na admissão, por parte da Igreja católica, de que poderiam existir associações maçônicas que não conspirassem em nenhum sentido contra a Igreja nem contra a fé de seus membros.
As dúvidas não tardaram em surgir: qual era o critério para verificar se uma associação maçônica conspirava ou não contra a Igreja?; e que sentido e extensão devia se dar a expressão conspirar contra a Igreja?
O clima generalizado de aproximação entre as teses de alguns católicos e maçons foi quebrado pela declaração de 28 de abril de 1980 Conferência Episcopal Alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Como aponta Federico R. Aznar Gil, a declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: “A maçonaria - diziam os bispos alemães - não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã. (…) As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se armonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;
Também o conceito de religião é relativista (…) e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do “Grande Arquiteto do Universo” é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos (…).
Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.

No Brasil
Por volta de 1390, conforme registrado no Manuscriptus Regius, o relacionamento entre a Igreja Católica e a Maçonaria era bom. Naquela época, a Maçonaria operativa prestava serviços a Igreja, construindo catedrais. O chefe de cantaria normalmente era um clérigo, que orientava os obreiros, inclusive nos assuntos religiosos.
No que se refere ao Brasil, no final do século XIX, os padres defendiam abertamente idéias liberais, identificando-se com os maçons da época. Em conseqüência, muitos deles foram admitidos na maçonaria, alguns com o consentimento e outros contando apenas com a tolerância de seus Bispos.
“A paz termina quando, numa homenagem prestada pelas Lojas maçônicas do Rio de Janeiro ao seu grão-mestre, Visconde do Rio Branco, registra-se um incidente de maior monta. O padre Almeida Martins, que também é maçom, se apresenta na cerimônia em seus trajes de sacerdote e faz um discurso de saudação, representando a Loja do Grande Oriente do Lavradio, recebendo, por isso, uma punição do bispo diocesano, D. Pedro Maria de Lacerda. Reincidente em sua atuação, é, então, suspenso das ordens sacras. Começa aqui uma guerra surda em que os maçons passam a hostilizar a Igreja, enquanto esta, por seus bispos, age duro contra os religiosos renitentes na prática da maçonaria. Ocorre, então, um incidente mais grave. O bispo de Olinda, D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, jovem de vinte e poucos anos, resolveu aplicar, na área sob sua jurisdição, as recomendações da Encíclica de 1864, do papa Pio IX, proibindo o clero de participar de cerimônias patrocinadas por maçons. O bispo chama particularmente cada um dos sacerdotes envolvidos e ordena-lhes que se dediquem tão somente à vida religiosa, afastando-se de atividades estranhas aos conventos. Encontrando oposição, D. Vital acabou por suspender as irmandades recalcitrantes, impedindo-as de receber novos membros, de participar de ofícios religiosos e até de vestir os seus hábitos. Algumas dessas irmandades recorrem ao Governo e D. Vital, por sua parte, recorre ao Papa que lhe dá poderes para agir com rigor contra os rebelados. Está formado o embrulho, provocado pela espúria união entre o Estado e a Igreja. O acordo entre o Governo e o Vaticano determinava que todas as bulas papais, para serem cumpridas no país, deveriam primeiro receber o execute-se do Governo brasileiro o que não acontecera com a Encíclica cujas recomendações o bispo insistia em aplicar. A crise agrava-se mais ainda quando o bispo do Pará, D. Antônio Macedo Costa, faz um protesto formal contra a maçonaria e se solidariza com D. Vital.
Foi a conta. O Governo apresenta ação criminal contra os dois religiosos, perante o Supremo Tribunal de Justiça, por desrespeito aos poderes do Império. Presos, os dois bispos são levados ao Rio de Janeiro, julgados e condenados a dois anos de prisão com trabalhos forçados, sendo instaurados processos também contra outros padres que lhes deram apoio. Isto ocorreu em 1º de julho de 1873 e só ao final da pena é que os dois bispos foram anistiados, por decreto do Gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Mas o desastre já acontecera e seus efeitos são irremediáveis. Já no início do século XVIII, a maçonaria trabalhava no sentido de separar a igreja do estado; instituir o casamento civil; introduzir o sistema republicano de governo; instituir a liberdade religiosa, etc. As encíclicas papais que atacaram a Maçonaria explicitam estas questões: O Papa Leão XII disse em sua encíclica de 13/03/1825, “as obras sobre religião e sobre a república que seus membros ousam dar a luz à publicidade…” A semente da república estava sendo lançada; os líderes religiosos da época começaram a se preocupar com a possibilidade de perder o poder temporal.
O Papa Leão XIII em sua encíclica de 20/04/1884 disse: “os maçons defendem a idéia de que os chefes do governo têm poder sobre o vínculo conjugal. Na educação dos filhos não há nada a lhes prescrever em matéria de religião. A cada um deles compete, quando estiver em idade, escolher a religião que lhe aprouver. Já em muitos países, mesmos os católicos, está estabelecido que fora do casamento civil não há união legítima”. Nesta encíclica, o papa protestava veementemente contra a maçonaria, por estar defendendo a liberdade de religião e a instituição do casamento civil. Isto poderia ser traduzido em perda de influência da igreja sobre os féis. Leão XIII também disse nesta encíclica que: “segundo os maçons, todo poder está no povo livre; os que exercem o poder só são detentores pelo mandato ou pela concessão do povo”. A mesma encíclica afirmava que o poder pertencia a DEUS, o qual transferiu à igreja a responsabilidade de governar, ou de indicar alguém que fosse capaz de fazê-lo. Esta questão é hoje traduzida pelo abuso da televisão que redundou na liberdade sexual, na degeneração da família, no poder atribuído ao dinheiro, etc.
Outro fato digno de nota, é que, no final do século XIX e início do século XX os esforços para a evolução social e política eram divididos entre os católicos conservadores, os liberais e os “cientificistas”. A Igreja católica defendia o pensamento conservador e a maçonaria o liberal. A Igreja tinha nas mãos as escolas que educavam somente os ricos; a maçonaria agiu no sentido de mudar esta situação. Criou escolas noturnas e conseguiu diminuir o custo do ensino, tornando-o mais acessível às classes menos abastadas.
Isto frustrou o objetivo da igreja, que era manter o status quo da época, ou seja, impedir que o poder mudasse de mãos. Do início do século XX até os dias de hoje não se tem notícias de grandes conflitos entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Aliás, é interessante mencionar que entre os membros da maçonaria estão inúmeros católicos praticantes e evangélicos. Em 1984 após a publicação do novo código canônico, a Loja de Pesquisa Quatro Coroados de Londres fez uma pesquisa no Vaticano no sentido de saber como era vista a Maçonaria entre os Clérigos. O resultado mostrou que a maioria achava que somente a maçonaria que tinha tirado Deus de seus Postulados Fundamentais é que era condenável, ou seja, o Grande Oriente da França; não havia nenhuma restrição quanto à maçonaria que exigia que seus membros acreditassem em Deus.
Entretanto, esta não era uma posição oficial, pois, não tinha a aprovação das autoridades religiosas do Vaticano.
Mas também existem documentos anteriores ao Regius.

O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc, foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.
Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356.
Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.
Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:
“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.”
Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship os Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.
Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, do “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.”
Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.

Bibliografia:

http://www.acidigital.com/controversia/catolicomacom.htm

Elias Mansur Neto - O Que Você Precisa Saber Sobre Maçonaria.
Assis carvalho - O Aprebdiz Maçom - Editora Trolha.

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Fotos

Sessão do Consistório

As Lojas Madras, Cosmos e Complexo Pitágoras, a participaram do AVANÇAMENTO ao Grau de Maçom da Marca Inglês, Somente Mestres Maçons

Grão-Mestre da Grande Loja de Marca do Brasil Fernando Túllio Colacioppo Jr. e Grão-Mestre Assistente Wagner Veneziani Costa

Grande Secretário de Relações Exteriores Adj. do Grande Oriente

Wagner Veneziani Costa

Cavaleiros Templarios - Sagração - Santos

Cavaleiros Templarios

Cavaleiros Templarios

Cavaleiros Templarios

Casamento Realizado em um Igreja Católica

Casamento

Casamento

XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

Bienal 2007

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LOJA MADRAS - 3359

Em nossa Loja, não iremos reprovar ninguém, muito menos espioná-los, é você quem irá decidir se progride ou engana a si mesmo. Lembrem-se que todos pagam para estar aqui. Tenha certeza que durante um tempo você se sentirá, desde que estude, um homem melhor. Poderá sentir através de seus atos e pensamentos o quanto você esta progredindo e evoluindo, tanto materialmente como espiritualmente.
Gostaríamos que todos pudessem se desenvolver, mas isso leva tempo…
Também não é nossa intenção agradar a gregos e troianos. Na verdade utilizaremos muitas, muitas e muitas vezes de uma linguagem simbólica, para “transportar” o Irmão aoutros Universos… imbutindo outros valores… Sem dúvidas, a linguagem simbólica deve ser desenvolvida a níveis tais que não seja preciso sequer pronunciar palavras. Mesmo na linguagem de sinais isto pode se dar. Compreendendo isso se gera uma reação em cadeia de imagens e entendimento tal que a linguagem falada torna-se mais rica, paradoxalmente mais lenta. Então a linguagem simbólica serve para estimular o individuo intelectualmente falando? Esta seria uma forma paupérrima de descrever os benefícios. Milhões de outros motivos decorrem deste aprendizado além do hermetismo conseguido, que garante a segurança e seriedade do grupo, além da velocidade e simplicidade de se obter um entendimento, além de uma nova concepção de vida e norteadores de procedimentos e bons hábitos.
Nos “apegamos” ao conhecimento essa é nossa meta. Nesta busca pelo saber aprendemos que é deveras importante saber-saber, o conhecimento de nada serve sem sabedoria, e a coleção por “bons hábitos” são a chave para a sabedoria.
Provar ao Homem que ele pode “TUDO”, e que tudo que acontece em sua vida e ao seu redor, esta ligado diretamente a ele, seja através de seus pensamentos, atitudes, ações, sentimentos, emoções, desejos, vontades…Se ele conseguir conhecer sua essência, sua missão, saberá o que pode e vai ajudálo ou prejudicá-lo.
Os seres humanos possuem diversas vantagens sem precedentes no reino animal. Só os humanos podem rir, nenhum outro animal pode rir; no entanto existem pessoas que se recusam a achar graça ou a sorrir. Só os seres humanos podem “querer”, só eles podem escolher uma coisa ou situação e resolverem tê-la. Os animais o fazem por instinto de preservação. Infelizmente muitos humanos se deixam guiar e influenciar pelo instinto. O “querer” deve ser entendido, estudado e usado como propósito ordenador, ou seja, daquele que processa a ordem. E a ordem é o meio para que se consiga o fim. Todo grupo necessita de união, metas e objetivos. Para que os objetivos sejam alcançados é preciso esta união em nível de confiabilidade, esta confiança precisa de pureza ou sempre haverá desconfiança, esta pureza é verificada nos pilares de iniciação e na própria iniciação, nela reside toda a essência de nossa irmandade, o laço que nos mantém unidos e que configura um segredo impossível de ser revelado, e se mantém assim até os dias de hoje.
Notem a diferença entre “desejo” e “Vontade”. Outro fator muito importante é aprender a verificar suas emoções. Aprender a dominar seus pensamentos. Ninguém tem o direito de fazer você se sentir bem ou mau, triste ou alegre, a não ser que você queira.
Como vivemos em comunidades, em grupos, em sociedade é imprescindível que nos entendamos, uns aos outros e principalmente a nós mesmos.
A alquimia diz que o interno deve ser idêntico ao externo só que numa outra forma. Ou seja, o micro universo é uma imagem pobre do macro universo; o homem é a imagem mais simples de Deus; uma Família é uma imagem mais simples da população; uma formiga do formigueiro; um bairro de uma nação; uma frase de uma filosofia e etc.
O que estamos propondo é uma “mudança” imediata, não só para a nossa loja, mas principalmente para a Maçonaria. Por mais complexa que uma Mudança possa parecer, ela não é. Ela esta ligada a “Ação” que é o grande chamado diário no mundo atual. MOVA-SE, faça acontecer… Triunfe! Tudo é possível para aquele que realmente quer (Vontade).
E ela, a mudança, já se faz presente desde o momento em que você foi iniciado. Cedo ou tarde você sentirá a necessidade de evoluir em sua crença e aprofundar seus conhecimentos, isto é viver a vida…
Viver é realizar, é fazer….Viver incorre em ação, em amar, em ser…viver é diferente de existir… viver é ação só explicado por verbos de ação. Enquanto há existência deve-se incentivar a vida.
Há Honra em retribuição e reconhecimento ao merecimento de cada Irmão que carrega a mesma bandeira, aos que aspiram carregá-la.
Os Irmãos de nossa Augusta Oficina querem desenvolver seus conhecimentos e a investigação da sabedoria, e nesse percurso se protegem dos preconceituosos, ignorantes, maldosos, perversos, invejosos e outros que desejam evitar que os seres humanos adquiram conhecimento ou evoluam financeira, intelectual, espiritual ou moralmente. Nos protegemos e auxiliamos mutuamente. Como faziam os antigos, como farão os todos vocês, iniciados.
Cada membro é senhor de seus avanços e seu único inimigo é ele próprio. O conhecimento vem com a perseverança e estudos
Nossa Loja é feita de amigos que se ajudam, distinguem seus membros dos demais homens sem preconceitos, mas por simplicidades. Possui sua filosofia própria, sempre motivadora, construtivista e altruísta; quando ajuda o homem a ajudar a humanidade.
Um grupo de amigos, um grupo de leitores, um grupo de escritores, um grupo de ouvintes, um grupo de entrevistadores, um grupo de Cavaleiros. Isto é a a Loja Madras. Pouquíssimos falam nela, raríssimos a vêem, só escolhidos fazem parte dela, assim, sua simplicidade se mistura com a grandeza dos seus membros e dos intuitos destes.
Não oferecemos sistema de salvação algum, não garante passagem para o céu, e tão pouco para o inferno. Não constitui anátema por ser conhecimento, nem pecado por ser natural do ser humano inteligente.
Possuímos nossa própria filosofia e estudo, abrindo os horizontes, e as mentes dos homens, através da cultura e da leitura, mudamos suas vidas pela mudança de seu pensar, graças a educação por bons hábitos. Construimos lideres e sábios.
A nobreza de tuas ações e a tua sinceridade dão-te o direito de seres aqui o único na tua crença. Se estiveres errado, talvez a verdade te ilumine, mas te encaminharas para ela livremente”. Em matéria de religião, o principal dever é o da prática da tolerância absoluta em relação às crenças alheias, no elevado intuito de, a despeito dos seus antagonismos, aproximar todos os homens de boa vontade, sob a bandeira da investigação. Toda ignorância falha ou defeito moral, é assim considerado desde que traga impossibilidade de sucesso, e assim, é banido e execrado de seu meio por estudo e auto-análise de cada um, livre e conscientemente; sendo assim declara: Cada um é réu, juiz, júri e acusador no tribunal pessoal, em todo o caminho deve-se buscar a isenção de culpas. A cultura serve para abrir os olhos e evidenciar os hábitos que precisam ser mudados. Todos os membros recebem seus “conselheiros” como amigos e ouvintes. Não há hierarquia ou verdade absoluta, só respeito e amizade.
Cerque-se de bons hábitos e bons assuntos, será sempre bem querido por todos, mesmo teus inimigos te respeitarão. Aprenda a liderar, e a se elevar na vida da vida. Você merece, você foi escolhido para isto por você mesmo.

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Curriculum Profano (Resumido)

Curriculum Vitae

WAGNER VENEZIANI COSTA
Endereço Comercial: Madras Editora Ltda.
Rua Paulo Gonçalves, 88 / Santana - São Paulo/SP - Brasil
CEP: 02403-020
Tel.: 55 (11) 2959-1127 / 55 (11) 2281-5555 / Fax.: 55 (11) 2959-3090
Cargo: Presidente e Editor-Geral da Madras Editora Ltda.
E-mail: wagner@madras.com.br

Endereço Residencial:
Rua Francisco Baruel, 70 / Santana - São Paulo/SP - Brasil
CEP: 02403-026
Brasileiro – Nascido em 25/08/1963
Casado, pai de duas filhas

Escolaridade

Formação Superior – Direito – 1992 Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU) –SP
Faculdades Oswaldo Cruz – Administração, Economia e Contabilidade
Doutor Honoris Causa Pela Universitas Internacionalis Studiorum Superiores - Statibus Fedratis Americae
Jornalista – MTB 35032

Cursos

Inglês CCAA - 4 anos
Curso de Constitucionalista – Inst. Pimenta Bueno (USP)
Marketing e Planejamento – FGV
E-Business – ADMB
Oratória – Prof. João Batista de Oliveira
Mestre Master Reiki
Mestre Terapêutico / CRT 31626
Shiatsu / Tarô / Búzios / Quiromancia / Numerologia / Terapia em Sincronicidade / Terapia Corporal / Cromoterapia

Livros Escritos / Obras Publicadas

- Além do que se Vê
- Além do que se Ouve
- Almas Gêmeas – Reencarnação
- Aromaterapia – A Magia do Aroma e dos Perfumes
- Contratos – Manual Prático e Teórico
- Diário de Magia - Manual de Esoterismo
- Dicionário Jurídico
- Gênesis - O Primeiro Livro de Moisés
- Grande Livro das Orações, O - Para Todos os Fins
- Hierarquia Angelical
- Livro da Sorte e do Destino
- Livro Completo dos Heróis, Mitos e Lendas, O
- Livro Sagrado das Orações, O
- Manual Completo para Lojas Maçônicas
- Maçonaria – Escola de Mistérios – A Antiga Tradição e Seus Símbolos
- Modelos de Contratos
- Mundo Encantado dos Orixás, O
- Novo Exame de Ordem
- Orações para o seu Anjo da Guarda
- Palavras de Sabedoria
- Pompoarismo e Tantrismo
- Preces Espíritas para Todos os Momentos
- Salmos da Bíblia, Os
- Tarô do Cigano – com 36 cartas coloridas
- Tarô dos Anjos
- Tarô Encantado dos Gnomos

Atividade Principal

Presidente e Editor-Geral da Madras Editora Ltda.

Atividades Paralelas

Também é membro das seguintes organizações:

- Fraternidade Rosacruz – Amorc – 1995
- Ordem Civil e Mil. Cavaleiros do Templo – Grã-Cruz – 1996
- Ordo Templi Orientis – OTO – 1999 (WLUX)
- Diretor da Assoc. Brasileira de Arte e Cultura Histórica - Grau Comendador – 1998
- Soberana Ordem de Fraternidade Universal - Grau Comendador – 1999
- Baba Elegan – Federação Espírita Guardiões da Luz
- Diretor da Associação dos Profissionais de Imprensa de São Paulo
- DD. Membro da Comissão de Relações Corporativas e Institucionais da OAB/SP – Ordem dos Advogados do Brasil – 2004
- Membro do Conselho Consultivo da Câmara Brasileira do Livro – CBL – 2005-2007
- Diretor Editor da Câmara Brasileira do Livro – CBL – 2007
- Hóspede Oficial da Estância Turística de Águas de São Pedro – 2005
- Aplausos da Estância Turística de Águas de São Pedro – 2005
- Jornalista Colaborador do Jornal da Madras & Rede Colméia
- Jornalista Responsável da revista Palavra Maçônica
- Jornalista Responsável do Guia Domínio de Negócios
- Jornalista Responsável do Jornal de Umbanda Sagrada

Adicionar comentário às 11:20 Editor

Curriculum Maçônico (Resumido)

WAGNER VENEZIANI COSTA

CIM – 176691
ARLS ALVORADA – n° 1352
APRENDIZ – 09/03/1994
COMPANHEIRO – 12/04/1995
MESTRE – 27/09/1995

CARGOS

GRANDE SECRETÁRIO GERAL SECRETÁRIO GERAL DE RELAÇÕES EXTERIORES MAÇONICAS ADJUNTO – 2007
GRÃO-MESTRE ASSINTENTE DA LOJA DE MARCA DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL(GOB) – 2007
MESTRE-DE-CERIMÔNIAS – 10/05/1995
ORADOR – 14/05/1997
DEPUTADO FEDERAL – 12/05/1999
MI ARLS MADRAS 3359 - 2001/2002 - 2002/2003
GARANTE DE AMIZADE (THE GRAND LODGE OF TEXAS) – 27/08/2002
MEMBRO DO ILUSTRE CONSELHO (GOSP) – 2003/2006
GRANDE BENEMÉRITO ESTADUAL DA ORDEM - Espírito Santo – 2007
GRANDE SECRETÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO MAÇÔNICAS (GOSP) – 2003/2007

GRAUS FILOSÓFICOS

GRAU 4 - 09/12/1996
GRAU 9 - 14/05/1997
GRAU 10 - 05/08/1997
GRAU 14 - 29/03/1999
GRAU 15 - 19/04/2000
GRAU 18 - 25/06/2004
GRAU 19 - 17/02/2005
GRAU 22 - 10/08/2005
GRAU 29 - 01/02/2006
GRAU 30 - 16/11/2006
GRAU 31 - 12/04/2007
GRAU 32 - 14/08/2007
GRAU 33 - 24/11/2007

HONRARIAS RECEBIDAS

- Miembro de Honor da Loja Igualdad n° 133 / Paraguay – Desde 24/08/2003
- Honorary Membership of Antalya Lodge nº103 – Desde 21/04/2005
- Membro Honorário da Loja Estrela do Porvir nº 3003 – Desde 29/10/1997
- Membro Honorário da Loja Tupan nº 3244 – Desde 04/06/2005
- Membro Honorário da Loja os Templários nº 2722 – Desde 25/08/1998
- Venerável de Honra da Loja Mestre Pythágoras nº 3134 - 13/09/2005
- Venerável de Honra da Loja Madras nº 3359
- Venerável de Honra da Loja Amon-Rá nº 3336
- Venerável de Honra da Loja Acqua Illuminati nº 3651
- Venerável de Honra da Loja Mount Moriah nº 3327
- Venerável de Honra da Loja Colunas Libanesas nº 3648
- Venerável de Honra da Loja São João D´Acre nº 2714
- Venerável de Honra da Loja João Otávio dos Santos nº 2916
- Venerável de Honra da Loja Paul Harris nº 2146
- Venerável de Honra da Loja Tempo-de-Estudos
- Venerável de Honra da Loja Artes Liberais nº 3781
- Venerável de Honra da Loja Cavaleiros do Grande Oriente nº 3730
- Venerável de Honra da Loja Direito Liberdade e Dignidade nº 2995
- Venerável de Honra da Loja Estrela Vargem grandense nº 3721
- Venerável de Honra da Loja Fraternidade Acadêmica Alpha e Ômega nº 3295
- Venerável de Honra da Loja Herdeiros de Hiran nº 3762
- Venerável de Honra da Loja Horus nº 3811
- Venerável de Honra da Loja Ícaro nº 3840
- Venerável de Honra da Loja Gênesis Fraterna nº 3672
- Venerável de Honra da Loja Cavaleiros do Triplo Triangulo nº 3843
- Venerável de Honra da Loja Perfeita União nº 3840
- Venerável de Honra da Loja Sentinela da Ordem nº 3645
- Venerável de Honra da Loja Sublime Harmonia e Paz nº 3510
- Venerável de Honra da Loja União e Felicidade nº 3752
- Venerável de Honra da Loja Amadeus nº 3731
- Venerável de Honra da Loja Arquitetos de Hiran nº 3738
- Venerável de Honra da Loja Arte e Imortalidade nº 3770
- Venerável de Honra da Loja Caminhos da Sabedoria nº 3213
- Venerável de Honra da Loja Cruz Templária nº 2848
- Venerável de Honra da Loja Mestre Pythágoras nº 3134
- Venerável de Honra da Loja Francisco das Chagas Barros nº 2558
- Venerável de Honra da Loja Acácia de Perus nº 3758
- Venerável de Honra da Loja Nove de Julho nº 3670
- Venerável de Honra da Loja Aleister Crowlley nº 3632
- Venerável de Honra da Loja Jardim das Acácias nº 3671
- Venerável de Honra da Loja Orvalho de Hermon nº 2966
- Mestre Maçom da Marca da Loja Barão de Mauá – SP – 2004
- Mestre Maçom da Marca da Loja Madras nº 1859 – 2005
- Venerável Mestre da Marca da Loja Madras nº 3 - 2006
- Venerável Mestre da Loja Tempo de Estudos nº 3830 - 2007
- Mestre Maçom do Arco Real – do Grande Capítulo da Loja Pégasus n°1 / Brasília/DF 2004
- Cavaleiro Templário e Cavaleiro Malta– do Grande Capítulo da Loja Pégasus n°1 / Brasília/DF 2004
- Eminente Preceptor do Preceptório Cosmos do Grande Oriente do Brasil - 2007
- Segundo Principal do Supremo Capítulo Cosmos dos Maçons do Arco Real - Exmo. Argeu - 2007
Past Grande Registrador do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Santo Real Arco de Jerusalém do Estado de São Paulo/Brasil – 2005
- Grande Guarda Interno da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil
- Grande Oficial do Grande Oriente do Brasil dos Mestres Maçons da Marca - Grande Mestre Supervisor - 2007
- Membro Correspondente da Loja de Pesquisas Maçônicas Quatuor Coronati Lodge nº 2076 (Inglaterra)
Past Master, pelo Capítulo Mount Moriah de Maçons do Real Arco
- Mestre da Marca, pelo Capítulo Mount Moriah de Maçons do Real Arco
- Ordem da Trolha de Prata, no grau de Excelente Companheiro, pelo grande Capítulo dos Maçons Crípticos do Brasil, filiado ao General Grand Council of Criptic Masons International
- Primeiro Principal do Capítulo do Arco Real Cosmos;
- Preceptor do Perceptório Capítulo Cosmos;
- Prior do Priorado Cosmos Capítulo Cosmos;
- Comandante Venerável dos Nautas da Arca Real, Loja Cosmos nº. 05
-Diploma de Maçom do Real Arco, pelo Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, junto a The General Grand Chapter of Royal Arch Masons International
- Super Excelente Mestre, pelo Grande Conselho de Maçons Crípticos do Brasil, filiado ao General Grand Council of Criptic Masons International
- Vice Presidente da Academia Maçônica de Letras – São Paulo – Brasil – 2004/2007
- Jubileu de Prata do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso do Sul - 2005
- Sumo Sacerdote do Capítulo dos Maçons do Real Arco Mount Moriah nº 19 - 2007
- Grande Colégio dos Sacerdotes Cavaleiros Templários do Santo Arco Real - Tabernáculo Brasil - 2006

OUTRAS ATRIBUIÇÕES

Jornalista (MTB 35032)
Jornalista Responsável do jornal eletrônico Nova Era Maçônica 2003/2007
Jornalista Responsável da revista Palavra Maçônica 2004/2006
Jornalista Responsável do Guia Domínio de Negócios
Jornalista Colaborador do Jornal da Madras & Rede Colméia

às 10:09 Editor

MOISÉS EXISTIU ???

Meus Irmãos,

Recebam as minhas Cordiais Saudações!!!

Tenho dentro de mim, algo que pode ser, de certa forma, confirmado através do texto que compilei…
Moisés Existiu??? Ou é mais um Fruto criado por umadas Religião sedenta pelo Poder e pela Glória…
Vocês tirarão as suas próprias conclusões…

Estabelecer um ponto de partida para identificar uma das principais figuras bíblicas e a maior da história egípcia. Quem foi José, o patriarca que trouxe a tribo de Israel de Canaã para o Egito? Quem foi o faraó desconhecido que o apontou como um ministro sênior, o verdadeiro governante do país em nome do rei? Quem foi Moisés? Se, como acredito, o Velho Testamento foi uma obra fundamentalmente verídica, os personagens tinham de estar ligados à história egípcia.

Há anos me deparei com a pista vital (em retrospecto, o que parece um momento de inspiração) embebida em um texto bíblico tão familiar que achei difícil acreditar que a sua significância não tivesse me alcançado muitos anos antes. A passagem em questão está no Livro do Gênesis. Os irmãos do patriarca José, como é dito, venderam-no como escravo no Egito onde, como um resultado da interpretação do sonho do faraó a respeito dos sete anos de abundância que seriam seguidos por sete anos de miséria, ele foi apontado como ministro sênior do rei. Os irmãos depois fizeram duas visitas ao Egito na época da fome em Canaã. Em uma segunda ocasião, José revelou sua identidade para eles, mas lhes assegurou que não deveriam se envergonhar por tê-lo vendido ao comércio de escravos, porque não foram eles que o enviaram “para aqui, mas Deus mesmo. Ele tornou-me como o pai do faraó.” (Gen. 45:8.)

Um pai para o faraó! Pensei imediatamente — e, como eu disse, não poderia entender por que não tinha feito a ligação antes — em Yuya, ministro de dois governantes da Décima Oitava Dinastia. Embora Yuya aparentemente não tivesse sangue real, sua tumba foi encontrada no Vale dos Reis em 1905. Pouca atenção foi concedida a ele porque foi considerado comparativamente sem importância. Yuya ainda é a única pessoa cujo título it ntr n nb tawi — santo pai do Senhor das Duas Terras, título formal do faraó — foi encontrado na tumba. Há ocorrência em um dos seus ushabti (estatueta funerária real nº 51.028 no catálogo do Museu do Cairo) e mais de 20 vezes nos papiros funerários.

José e Yuya poderiam ser a mesma pessoa? E a partir de muitas fontes de consulta, todas as coisas começaram a entrar nos eixos:

- É possível criar cronologias correspondentes de Abraão a Moisés por um lado, e de Tutmósis III, o sexto governante da Décima Oitava Dinastia, a Seti I, o segundo governante da Décima Nona Dinastia, por outro.
Também ficou claro que:

- Dos três períodos do Velho Testamento — quatro gerações, 400 anos e 430 anos — para a permanência israelita no Egito, quatro gerações está correto, pois é um ponto de vista a que os estudiosos judeus chegaram por outros cálculos;

- Como se sabe, os israelitas estavam no Egito no fim da Décima Oitava Dinastia e no começo da Décima Nona Dinastia; então, o descendente deve ter aparecido mais de dois séculos depois do que a maioria dos estudiosos acreditava, o que explica por que seus esforços para relacionar as figuras bíblicas com as egípcias foram tão prolongados. Eles concentraram sua busca na época errada;

- Os quatro reis de Amarna: Akhenaton, Semenkhkare, Tutankhamon e Aye — que governaram durante um período tumultuado da história egípcia, no qual uma tentativa foi feita para substituir os vários deuses antigos por um Deus monoteísta — eram todos descendentes de José, o patriarca;

- O Êxodo foi precedido pelo fim da Amarna governada por Horemheb, o último rei da Décima Oitava Dinastia.
Vamos demonstrar que Moisés deve ser considerado o faraó Akhenaton.

Em agosto de 1799, enquanto as tropas francesas reparavam as fortificações ao norte de Rachid — na margem esquerda do Nilo, cerca de 40 quilômetros a leste de Alexandria —, um oficial, encarregado de demolir um muro velho, atingiu uma pedra preta com sua picareta. Acreditava-se que a pedra fizesse parte de um templo antigo, pois revelou possuir três inscrições. No topo, havia 14 linhas de hieróglifos; no centro, 32 linhas de demótico, a forma simplificada da antiga escrita egípcia; e na margem inferior, 54 linhas de grego. O texto em grego foi traduzido e publicado, mas a real importância da Pedra de Roseta, cujo nome é derivado da denominação européia do lugar em que foi encontrada, só veio à tona em 1818. Thomas Young (1773-1829), físico, cientista e filólogo britânico, teve sucesso ao decifrar o nome de Ptolomeu na seção hieroglífica e estabelecer o valor fonético correto à maioria dos hieróglifos. Embora o estudioso tenha dado os primeiros passos, a decodificação final da pedra foi feita três anos depois por um brilhante filólogo francês chamado, François Champollion (1790-1832).

Com essa recente descoberta, Champollion foi capaz de traduzir alguns textos egípcios que até então eram um completo mistério para os historiadores. Entre eles estavam os cartuchos da lista dos reis nas paredes do templo de Osíris em Abidos, no Alto Egito. A lista, que incluía os nomes dos reis da Décima Oitava Dinastia, não fez menção a Akhenaton ou aos outros três reis de Amarna — Semenkhare, Tutankhamon e Aye — que o seguiram. Nessas circunstâncias, não é surpreendente que, quando na metade do século XIX os arqueólogos se depararam com a figura de Akhenaton estranhamente descrita nas ruínas de Tell el-Amarna no Médio Egito, inicialmente não tiveram certeza do que fazer com ela. Alguns acreditam que, como a rainha Hatshepsut, esse faraó recém-descoberto era uma mulher que se disfarçava de rei. Surgiram mais contribuições à conjectura pelo fato de Akhenaton ter ascendido ao trono como Akhenaton IV e depois mudado o nome. Eles estavam lidando com um ou dois faraós?
No início do século XX, quando a cidade de Amarna foi escavada e soube-se mais a respeito de Akhenaton e de sua família, ele se tornou o foco de interesse para os egiptólogos do período, que o viam como um humanitarista visionário e como o primeiro monoteísta. Akhenaton foi revelado como um rei revolucionário, que aboliu o sistema religioso do Antigo Egito, o Deus Amon (oculto) com suas várias divindades representadas por amuletos ou formas animais. Ele substituiu os velhos deuses por um único Deus, Aton, que não possuía imagem ou forma, um Deus universal não apenas para o Egito, mas também para o Kush (Núbia) ao sul e para a Síria ao norte, um Deus para o mundo todo.

Ele foi o poeta que escreveu o hino a Aton, que possui notável semelhança com o Salmo 104 da Bíblia. Instruiu seus artistas a expressarem livremente o que viam e sentiam, possibilitando uma arte realista simples e nova, diferente em vários aspectos da forma tradicional da expressão artística egípcia. Foi-nos permitido ver o rei como um ser humano, com sua esposa e filhas, comendo, bebendo e fazendo oferendas a Aton. Ele não tinha o estereótipo militar dos faraós da Décima Oitava Dinastia. Embora os reis e príncipes da Ásia ocidental tentassem envolvê-lo em guerras recorrentes, ele recusou-se a participar dessas disputas. Não há dúvida de que os egiptólogos do século XX, prematuramente, viram nele uma expressão de suas próprias idéias modernas.

“O mais impressionante de todos os faraós e o primeiro indivíduo da história humana” são as palavras que James Henry Breasted, estudioso americano, escolheu para descrevê-lo. Esse foi um tema ao qual ele retornou e que desenvolveu posteriormente em um livro: “É importante notar… que Akhenaton era um profeta… Como Jesus, que, por um lado tirava suas lições dos lírios do campo, das aves do ar ou das nuvens do céu e, por outro, da sociedade humana ao seu redor em histórias como o Filho Pródigo, a Boa Samaritana ou a mulher que perdeu seu dinheiro. Portanto, esse profeta revolucionário do Egito fazia seus ensinamentos a partir de uma contemplação tanto da natureza como da vida humana…”

O mesmo tema encontra um eco na obra de Arthur Weigall, egiptólogo britânico: “… o nome Akhenaton surge das sombras como uma figura mais clara do que qualquer outro faraó e com isso vêm o cantar dos pássaros, as vozes das crianças e o perfume de várias flores. Desta vez podemos olhar diretamente dentro da mente de um rei do Egito e vermos um pouco das suas obras, e tudo o que é observado é digno de admiração. Akhenaton tem sido chamado de ‘o primeiro indivíduo na história humana’, mas é também o primeiro de todos os fundadores das doutrinas religiosas. Ele pode ser classificado na categoria do tempo e, em vista da nova classificação criada por ele, talvez na categoria de gênio, como o primeiro idealista mundial.”

Para o reverendo James Baikie, outro egiptólogo britânico, ele era “um sonhador idealista, que realmente acreditava que os homens viviam em verdade e falavam a verdade.”

Entretanto, nem todos os estudiosos tiveram uma visão tão entusiástica e favorável a respeito do primeiro dos reis de Amarna. Alguns, como o filólogo britânico Alan H. Gardiner, escreveu que “o colosso restante do peristilo de sua corte em Karnak tinha o olhar da determinação fanática, assim como sua história subseqüente que foi confirmada tão fatalmente.” John Pendlebury, que estava muito envolvido no início da exploração em Armana, chegou à conclusão: “Sua [de Akhenaton] preocupação principal era com a religião. Ele e [a rainha] Nefertiti se tornaram devotos de Aton. Nos dias de hoje os chamaríamos de fanáticos.”

A natureza controversa do caráter de Akhenaton e de seus ensinamentos finalmente atraíram o interesse do judeu Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, que introduziu um novo elemento no debate assim que a Europa começou sua guinada em direção à guerra em meados de 1930. Em julho de 1934, Freud escreveu o rascunho do que posteriormente seria a primeira parte do livro Moses and Monotheism (Moisés e Monoteísmo). Sua introdução foi publicada inicialmente na revista alemã Imago em 1937 sob o título de “Moses an Egyptian” (Moisés um Egípcio).

Freud demonstrou em seu artigo que o nome do líder judeu não era derivado do hebraico, como se acreditava até então, mas tinha como fonte uma palavra egípcia, mos, significando “uma criança”. Ele também mostrou que a história do nascimento de Moisés é uma réplica daqueles de outros mitos antigos dos grandes heróis da história. Entretanto, Freud apontou que o mito do nascimento e da exposição de Moisés permanece à parte dos de outros heróis e difere deles em um ponto essencial. Para esconder o fato de que Moisés era egípcio, o mito de seu nascimento foi invertido para fazer dele originário de pais humildes e assistido por uma família de boa situação social: “É bem diferente no caso de Moisés. Aqui, a primeira família — geralmente tão distinta — é bastante modesta. Ele é filho de levitas judeus. Mas, a segunda família — humilde, em que heróis governadores são criados — é substituída pela casa real do Egito. Essa divergência comum soou estranha a vários pesquisadores.”

Depois, em 1937, a Imago publicou um artigo de Freud sob o título de “Se Moisés fosse um egípcio”. A matéria questionava por que o judeu encarregado de transmitir as leis de Deus, se realmente fosse egípcio, teria passado a seus seguidores uma crença monoteísta em vez do clássico egípcio antigo da pletora de deuses e imagens. Ao mesmo tempo, Freud encontrou grande similaridade entre a nova religião que Akhenaton tinha tentado impor em seu país e os ensinamentos religiosos atribuídos a Moisés. Por exemplo, ele escreveu: “O povo judeu diz: ‘Schema Yisrael Adonai Elohenu Adonai Echod’.” (‘Ouça, Ó Israel, o Senhor teu Deus é um Deus’.) Como a letra hebraica d é a transliteração da letra egípcia t e e vira o, ele explicou que essa frase do povo judeu poderia ser traduzida como: “Escute, Ó Israel, nosso Deus Aton é o único Deus”.

Pouco tempo após a publicação desses dois artigos, soube-se que Freud estava com câncer. Três meses depois, os alemães invadiram a Áustria; em junho de 1938, ele deixou Viena e se refugiou em Londres, onde, sentindo seu fim se aproximando, decidiu que desejava ver os dois artigos e uma terceira seção escritos em um livro em inglês. Ele achou que isso proporcionaria um clímax apropriado para sua vida distinta. Suas intenções não iam ao encontro da aprovação de vários estudiosos judeus, no entanto, eles achavam que algumas de suas visões e, em particular, sua reivindicação na terceira seção não publicada de que Moisés havia sido assassinado por seus próprios seguidores em protesto contra a aspereza de suas crenças monoteístas, apenas se somariam aos problemas dos judeus, que já enfrentavam uma nova e dura opressão dos nazistas. O professor Abraham S. Yahuda, teólogo e filólogo judeu-americano, visitou Freud em sua nova casa em Hampstead, Londres, e implorou a ele que não publicasse seu livro, mas Freud recusou-se a ser dissuadido e Moses and Monotheism foi lançado em março de 1939. Nesse livro, Freud sugere que um dos altos oficiais de Akhenaton, provavelmente chamado Tuthmose, era adepto da religião de Aton. Após a morte do rei, Tuthmose selecionou a tribo hebraica, já vivendo em Gósen no Delta oriental, para ser seu povo escolhido, levou-a do Egito no tempo do Êxodo e transmitiu a ela as máximas da religião de Akhenaton.