Arquivo de Setembro de 2006

Mestres do Esoterismo Ocidental

Maçonaria

Introdução à Edição Brasileira

Antes de adentrarmos nessa maravilhosa coleção Mestres do Esoterismo Ocidental, quero escrever um pouco sobre esoterismo, magia, ocultismo, misticismo, hermetismo, gnose e discorrer acerca da sua importância em nosso Universo.
Antigamente, quando um homem era sábio ele era chamado de Magus, Mago ou Magi, plural da palavra persa antiga magus, significando tanto imagem quanto “um homem sábio”, que vem do verbo cuja raiz é meh, que quer dizer Grande, e em sânscrito, Maha (daí Mahatma Gandhi, por exemplo).
Os Magi originais eram formados pela casta sacerdotal da Pérsia, além de químicos e astrólogos. Seus trajes consistiam de um manto escuro (preto, ou marrom, ou vermelho), e suas demonstrações públicas envolviam o uso de substâncias químicas para geração de fumaça, as quais causavam grande impressão entre o povo. Com isso, os observadores europeus trouxeram sua imagem para o folclore do Ocidente.
Mago usualmente denota aquele que pratica a magia ou o ocultismo; no entanto, pode indicar ainda alguém que possui conhecimentos e habilidades superiores, quando, por exemplo, se diz que um músico é um “mago dos teclados”, pois ele toca o instrumento musical com muita destreza.
No sentido religioso e histórico, portanto, denotava uma linha sacerdotal ou casta hereditária na Pérsia, da qual Zoroastro (ou Zaratustra) foi um membro conhecido. Essa casta formava uma sociedade de Magos que dividia os iniciados em três níveis de iluminação:
Khvateush – Os mais elevados, iluminados com a luz interior, iluminados;
Varezenem – Aqueles que praticam;
Airyamna – Amigos dos arianos.
Os antigos Magos Parcis podiam ser divididos em três níveis:
Herbods – noviços;
Mobeds – Mestres;
Destur Mobds - Homens perfeitos, idênticos aos Hierofantes dos mistérios praticados tanto na Grécia como no Egito (veja Hermetismo).
Esclarecemos que Hierofante é um termo utilizado para classificar os sacerdotes da alta hierarquia dos mistérios. Em língua portuguesa, o Grande Hierofante representa o Sacerdote Supremo ou Sumo Sacerdote. Um dos exemplos mais conhecidos de alguém que pode ser designado Grande Hierofante é o líder supremo (supremo para os que comungam do mesmo credo, é lógico) da Igreja Católica Apostólica Romana, o Papa, também chamado de Sumo Pontífice.
Podemos dizer que o Hierofante simboliza o mestre espiritual que habita em nosso interior, é o intermediário que faz a ligação entre a consciência terrena e o conhecimento intuitivo da lei Divina. Um dos principais objetivos desses líderes, ou instrutores, é o de ajudar os seres humanos na escalada dos graus na grande jornada da vida, permitindo-os evoluir para se libertarem de seus sofrimentos. Em cada grau que ascende existe um desafio, uma experiência, até que o indivíduo consiga separar o joio do trigo.
A teosofista Helena Blavatsky, em Ísis Sem Véu, refere-se ao Hierofante dizendo que era o título pertencente aos mais elevados adeptos nos templos da Antiguidade: mestres e expositores dos Mistérios e os iniciadores nos grandes Mistérios finais. O Hierofante era a representação do Demiurgo que explicava aos candidatos à Suprema Iniciação os vários fenômenos da Criação que se expunham para o seu ensinamento.
Discorrendo claramente a respeito do Demiurgo, o escritor Kenneth R. H. Mackenzie disse que “era o único expositor das doutrinas e arcanos esotéricos. Era proibido até pronunciar seu nome diante de uma pessoa não-iniciada. Residia no Oriente e levava como símbolo de sua autoridade um globo de ouro junto ao colo. Chamavam-no, também, Mistagogo”.
De acordo com o francês Pierre Weil, Presidente da Fundação Cidade da Paz e Reitor da Universidade Holística Internacional de Brasília (UNIPAZ), o Sumo Pontífice (Sumo Pontifex) é aquele que lança pontes, ou, tradicionalmente, aquele que deve unir as diferentes pessoas e coordenar esforços, lançar pontes em todas as direções. Hierofante também designa grandes sacerdotes de outras religiões. Em seu livro A Enxada e a Lança, Alberto da Costa e Silva traz esta definição: “Orumila, o Hierofante”. Sabe-se que Orumila é o grande conhecedor do Orum (o Desconhecido), o outro lado, o infinito, o longínquo. Acredita-se que nesse lugar inalcançável pelos habitantes da Terra (para os iorubás, Aiyê) os Orixás conservam suas moradas.
Na Bíblia, os magos são vistos como homens sábios. O termo também se tornou familiar, por causa dos três reis magos, que, seguindo uma estrela, chegaram ao local onde se encontrava o menino Jesus.
Na atualidade, a magia foi revivida em seu aspecto ritualístico, principalmente pela Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, no final do século XIX.
Na Maçonaria, que dia a dia permite que homens investidos de uma pregação comunista e materialista desviem a Ordem de seu curso natural, esse aspecto ritualístico está sendo perdido aos poucos. A Maçonaria é uma Escola Iniciática, na qual o candidato galga os graus, submetendo-se a ultrapassar os obstáculos, enfrentando-os até alcançar a Luz. Somos construtores sociais, sim (maçons = pedreiros), mas temos que em primeiro lugar elevar a consciência, incentivando a busca do conhecimento próprio. Esse conhecimento é profundo… Precisamos primeiramente construir nosso próprio edifício e, somente depois de acabado, ajudar o próximo a construir o seu, e assim sucessivamente…
O maçom tem que se esforçar para poder libertar todas as amarras do instinto. É aquele que guia as rédeas ao conduzir a parte animal que ainda, por missão, sente-se obrigado a possuir no mundo. No entanto, sabe que tudo na Terra tem seu período de transição, todas as coisas ocupam tempo fixo, por lei, e são determinadas pela necessidade evolutiva. Ele sabe, mediante sua mente divina, que a atuação do Ser Supremo se faz através do Espaço. Quando volta seus “olhos de ver” para a Imensidão, é capaz de ler essas lições no livro da Sabedoria Eterna, onde tudo fica gravado para sempre, como se fosse um eterno presente.
Portanto, o maçom precisa, sim, desenvolver seu sexto sentido. A intuição é seu modo de ver, ouvir e falar. No mais alto grau da Maçonaria, já se torna senhor dos três mundos: físico, anímico e espiritual. Somente nesse ponto pode e deve ser considerado Mestre Maçom.

O caminho da Iniciação
Assim como uma flor não desabrocha fora do tempo, do mesmo modo a alma terá seu momento de encontro com a Luz. Nenhum esforço, além da senda apontada pela Consciência, poderá marcar mais perfeitamente o início dos primeiros passos no Caminho. A ansiedade é má conselheira e oferece tanta resistência à evolução do discípulo quanto à displicência. De tal modo Deus fez a alma do Homem, que ela sabe que, apesar de todas as voltas e curvas do caminho humano, é seu destino retornar mais iluminada ao Reino do Pai. Se levarmos em conta o rigorismo do vocábulo esoterismo, na acepção de oculto, somente os Iniciados poderiam chamar-se esoteristas.
Iniciados são, portanto, todos os seres que, tendo atingido os páramos supremos dos últimos graus da iluminação, ainda como seres humanos, adquirem os meios de coordenar as forças ocultas do ser. Já sabemos que a iluminação é o ponto solar que conduz o Homem aos Mistérios. Como poderia palmilhar o Caminho aquele que, primeiramente, não se iluminasse? De sua Luz brota a claridade para seu próprio Caminho.
Dentre os filósofos que se manifestaram a respeito da Iniciação, Próclus nos diz que ela serve par “retirar a alma da vida material e lançá-la na luz”. E Salústio afirma que “o fim da Iniciação é levar o Homem a Deus”.
Antonio de Macedo nos dá uma boa luz sobre o significado de esoterismo: “O adjetivo eksôterikos, , -on (exterior, destinado aos leigos, popular, exotérico) já existia em grego clássico, ao passo que o adjetivo esôterikos, -ê, -on (no interior, na intimidade, esotérico) surgiu na época helenística, nos domínios do Império Romano. Diversos autores os utilizaram. Veremos adiante alguns exemplos.
Esotérico e exotérico têm origem, respectivamente, em eisô ou esô (como preposição significa “dentro de”, como advérbio, “dentro”), e eksô (como preposição significa “fora de”, como advérbio, “fora”). Dessas partículas gramaticais (preposição, advérbio) os gregos derivaram comparativos e superlativos, tal como no caso dos adjetivos. Via de regra, o sufixo grego para o comparativo é teros, e para o superlativo é tatos. Por exemplo: o adjetivo kouphos, “leve”, tem como comparativo kouphoteros, “mais leve”, e como superlativo kouphotatos, “levíssimo”. Do mesmo modo, do advérbio/preposição esô obtém-se o comparativo esôteros, “mais interior”, e o superlativo esôtatos, “muito interior, interno, íntimo”. O adjetivo esôterikos deriva, portanto, do comparativo esôteros.
Certos autores, porém, talvez com uma visão mais imaginativa, propõem outra etimologia, baseada no verbo têrô, que significa “observar, espiar; guardar, conservar”. Assim, esô + têrô significaria qualquer coisa como “espiar por dentro e guardar no interior”.
Sabemos que as práticas ocultas concentram-se na habilidade de manipular leis naturais, como na magia. Antigamente, Mistérios eram cultos sempre secretos nos quais uma pessoa precisava ser “iniciada”. Os líderes dos cultos incluíam os Hierofantes (”revelador de coisas sagradas”). Uma sociedade de Mistério mantinha tradições como: refeições, danças e cerimônias em comum, especialmente ritos de iniciação. Faziam isso por acreditar que essas experiências compartilhadas fortaleciam os laços de cada culto.
Esoterismo é o nome genérico que designa um conjunto de tradições e interpretações filosóficas das doutrinas e religiões que buscam desvendar seu sentido oculto. É o termo utilizado para simbolizar as doutrinas cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser “vulgarizados”, sendo comunicados apenas a um pequeno número de discípulos escolhidos.
A idéia central do Esoterismo é pesquisar o conhecimento perdido e utilizar todas as técnicas possíveis para que cada homem consiga transmutar o velho em novo, as trevas em luz, o mal em bem. Enfim, para que o esotérico consiga fazer a alquimia da sua própria alma e ascender ao encontro com o Criador. O Esoterismo estuda e faz uso prático das energias da natureza. Os métodos de sintonia com essas energias são inúmeros.
Segundo Blavatsky, o termo “esotérico” refere-se ao que está “dentro”, em oposição ao que está “fora” e que é designado como “exotérico”. Mostra o significado verdadeiro da doutrina, sua essência, em oposição ao exotérico, que é a “vestimenta” da doutrina, sua “decoração”. Um sentido popular do termo é de afirmação ou conhecimento enigmático e impenetrável. Hoje em dia, o termo está mais relacionado ao misticismo, ou seja, à busca de supostas verdades e leis que regem o Universo, porém ligando ao mesmo tempo o natural com o sobrenatural.

Ao encontro do Misticismo
Misticismo é uma filosofia que existe em muitas culturas diferentes e que se apresenta de várias maneiras. Místico é todo aquele que concebe a não-separatividade entre o Universo e os seres (reino transcendente). A Essência primordial da vida, a Consciência Cósmica, ou Deus, como costumamos chamar – ao contrário do que se pensa – não está e nunca esteve separado de qualquer coisa. O místico é aquele que busca um contato com a realidade, que utiliza as forças naturais como intermediário.
O místico busca a presença de um Ser Supremo, ou do inefável e incognoscível, em si mesmo. Ele acredita que dessa forma pode perceber todas as coisas como parte de uma infinita e essencial Unidade de tudo o que existe. Os místicos não reconhecem diferenças entre a natureza do Universo e a natureza dos seres.
Misticismo é, portanto, a busca de conhecimento espiritual direto mediante processos psíquicos que transcendem as funções intelectuais. Sob essa ótica, o Misticismo é tido como um caminho pessoal de evolução, realização e felicidade.

Hermetismo
Aquilo que na atualidade é chamado de Hermetismo, ou de Ciências Herméticas, compreende um campo de conhecimento muito amplo. Diariamente, observamos as ordens e as sociedades herméticas; ouvimos falar de conhecimentos herméticos. Em um primeiro momento, o leigo acredita que a palavra “hermética”, presente em inúmeras organizações, significa oculto, mistério, velado. Mas esse não é o sentido real. Aquilo que é ensinado como Hermetismo tem raízes tão antigas que é impossível precisar o seu surgimento. Acreditamos que pode ser considerado como sua origem, o registro de todos os conhecimentos que a humanidade foi acumulando, ciclo após ciclo de civilização, mesmo muito antes da Atlântida.
A Prof. Dra. Eliane Moura Silva, do Departamento de História da UNICAMP ressalta: “Em 1460, Cósimo de Médicis manda Marsílio Ficino interromper a tradução dos manuscritos de Platão e Plotino para iniciar com urgência, a tradução do Corpus Hermeticum, coletânea de textos formados pelo Asclépios (onde se descreve a antiga religião egípcia e os ritos e processos através dos quais estes atraíam as forças do Cosmo para as estátuas de seus deuses) e outros quinze diálogos herméticos tratando de temas como a ascensão da alma pelas esferas espirituais até o reino divino e a regeneração durante a qual a alma rompe os grilhões da matéria e torna-se plena de poderes e virtudes divinas, incluindo o Pimandro, que é um relato da Criação do mundo”.
Essa tradução e as obras de Platão e Plotino tiveram um papel fundamental na história cultural e religiosa do Renascimento, sendo responsáveis pelo triunfo do neoplatonismo e de um interesse apaixonado pelo Hermetismo em quase toda a Europa. A apoteose do homem, característica do Humanismo, passou a ter, em diferentes pensadores do período, uma profunda inspiração na tradição hermética redescoberta, assim como no neoplatonismo para cristão.
De acordo com estudiosos, todos os movimentos de vanguarda da Renascença tiraram seu vigor e impulso a partir de um determinado olhar que lançaram sobre o passado. Ainda vigorava uma noção de tempo cíclica em que o passado era sempre melhor que o presente, pois lá estava a Idade do Ouro, da Pureza e da Bondade. Essa tendência aponta uma profunda insatisfação com a escolástica e uma aspiração em encontrar as bases para uma religião universalista, trans-histórica e primordial. O Humanismo Clássico recuperava a Antiguidade Clássica procurando o ouro puro de uma civilização melhor e mais elevada. Os reformadores religiosos procuravam a pureza evangélica nos estudos das Escrituras e nos textos dos precursores da Igreja.
A crença em uma prisca theologia e nos velhos teólogos – Moisés, Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão e Hermes Trismegistos – conheceu uma voga excepcional, assim como a leitura do Antigo Testamento, dos Evangelhos e a própria Tradição Clássica. Pensava-se em uma aliança possível entre essas antigas e puras teologias, entre as quais se destacava o Hermetismo (afinal, sendo Hermes o mais antigo dos sábios e diretamente inspirado por Deus, pois suas profecias se cumpriram com o nascimento de Jesus), para se chegar a um universalismo espiritual capaz de restaurar a paz e o entendimento pela compreensão da “divindade” nos seres humanos.
Sob essa ótica, no decorrer dos anos assistimos a uma intensa recuperação de diversas formas de gnose, da alquimia e do esoterismo cristão em seus temas fundamentais: enobrecimento e transmutação dos metais, regeneração do homem e da natureza, a quem serão devolvidas a dignidade e a pureza perdidas com a queda, a vitória sobre as doenças, a imortalidade e felicidade no seio de Deus, as relações simpáticas entre os seres e as coisas, o acesso a textos ocultos e revelados a poucos iniciados, astrologia, magia naturallis, entre outras fontes do saber.
Estamos falando das bases sobre as quais certos pensadores que marcaram época construíram suas obras, dentre eles Johanes Augustinus Pantheus, sacerdote veneziano; autor de Ars transmutationes metallicaee; ou ainda, do provençal Michel de Nostredame (ou Nostradamus), médico e alquimista, protegido de Catarina de Médicis e autor das proféticas Centúrias; de Jerônimo Cardano, médico e matemático perseguido pela Inquisição e protegido pelo Papa; Juan Tritemio, sacerdote do convento de Spanheim, mas também um profeta, necromante e mago da corte do Imperador Maximiliano. Por fim, chegamos a Paracelso (Teofrasto Bombast von Hohenheim), discípulo de Tritêmio e buscador da realização sobrenatural. Temos também Enrique Cornelius Agrippa de Netesheim, que em 1510 publicou De Occulta Philosophia. Ele era um exímio estudioso de cabala, magia naturallis, alquimia, angelologia, dos segredos ocultos da natureza e da vida. Lembramos, ainda, dos esoteristas cristãos Marsílio Ficino e Pico de la Mirandola (a renovação do cabalismo no Renascimento).
Para esses pensadores, era possível elaborar uma harmonia entre gnose, hermetismo, cabala, magia natural e cristianismo. Magia naturallis era compreendida como a aproximação da Natureza com a religião, ou seja, estudar a natureza (inclusive oculta) das coisas era visto como um caminho para compreender e chegar a Deus”.

Gnosticismo ou Conhecimento
De acordo com os apontamentos de Claudio Willer, os gnósticos existiram como seitas, em diversos grupos, nos séculos I a V da Era Cristã, especialmente no Egito, convivendo e interagindo com o neoplatonismo e o Hermetismo. Escritores conceituados, sempre empenhados na recriação mítica de suas origens, deixaram uma série de evangelhos apócrifos (a exemplo dos cabalistas que, mais tarde, também fizeram seus acréscimos à Bíblia, reescrevendo ou introduzindo trechos atribuídos aos profetas). Esses autores foram desaparecendo diante da organização, não só teológica como política, do Cristianismo. Perseguidos e combatidos como hereges, ressurgem na Idade Média como bogomilos, variante do Maniqueísmo, nos atuais territórios da Bulgária, Hungria e Romênia. E, já nos séculos XII e XIII, aparecem como cátaros, os albigenses da Provença, militarmente exterminados. Sua documentação também foi destruída, restaram apenas as peças acusatórias do Cristianismo que, para se afirmar como poder temporal, os varreu da face da Terra.
Com isso, encerra-se a Gnose como forma de organização social, mas não como modo de pensar. A inversão da história do Jardim do Éden, com a serpente portadora não da perdição mas da sabedoria, além de se manter em práticas de magia e bruxaria desde a baixa Idade Média e da Renascença, reaparece na criação de novos escritores, especialmente na transição do século XVIII para o XIX. Alexandrian, em sua História da Filosofia Oculta (Seghers, 1983, ou Edições 70, Portugal, s/d), atribui-lhe grande alcance: o espírito da Gnose subsistiu até nossos dias; além disso, todos os grandes filósofos ocultos foram, de uma forma ou de outra, continuadores dos gnósticos, sem que necessariamente utilizassem o mesmo vocabulário e os temas. Seu comentário coincide com aquele feito em 1949 por André Breton (no ensaio Flagrant délit, em La clé des champs, Le Livre de Poche, 1979), ao registrar com lucidez a importância da então recente descoberta das Escrituras Gnósticas de Qumran. Sabe-se, com efeito, que os gnósticos estão na origem da tradição esotérica que consta como tendo sido transmitida até nós, não sem se reduzir e degradar parcialmente no correr dos séculos, apontando ainda que poetas tão influentes como Hugo, Nerval, Baudelaire, Rimbaud, Lautréamont, Mallarmé e Jarry haviam sido mais ou menos marcados por essa tradição.
Esses escritores são de uma família representada também por William Blake (1757-1827). Pouco antes de Blake, Emannuel Swedenborg (1688-1772) havia formulado cosmologias complexas de grande influência, a ponto de se criarem seitas swedenborguianas, grupos que persistem até nossos dias. Swedenborg, que também deixou obra científica, representa uma dualidade típica do século XVIII, a coexistência do culto à razão e ao desenvolvimento científico, e seu aparente inverso, o crescimento, a sombra do Iluminismo, de seitas e grupos iniciáticos de orientação hermética. Entre outros, destacam-se a Maçonaria, na versão de Cagliostro; os Martinistas e os “Iluminados”. Ambos, racionalismo e ocultismo, aparente claridade e suposto obscurantismo, modernização e tradicionalismo, pólos da mesma complexa configuração. Para cada Voltaire havia um Cagliostro; para cada Rousseau, um Marquês de Sade. Todos possíveis graças à liberdade de pensamento e expressão possibilitada pelo enfraquecimento dos regimes absolutistas e do poder temporal da Igreja.
Não por acaso, o pai de William Blake foi adepto de Swedenborg. E o poeta, também notável artista plástico, formou-se por meio de leituras não somente do próprio Swedenborg, mas de seus antecessores renascentistas como Paracelso e Jacob Boehme – formuladores da teoria das “assinaturas” de que o microcosmo reproduziria traços do macrocosmo, e cada coisa particular manifestaria correspondências com o Todo, as qualidades e características da ordem universal – e dos movimentos ocultistas de seus contemporâneos, iluminados e martinistas inclusive. Não era de se estranhar que, sendo um visionário, Blake acreditasse que, desde a adolescência, conversava com profetas bíblicos e que poemas seus fossem ditados por anjos.
Sem dúvida, Blake foi um panteísta e um politeísta, pelo modo como apresentou em seus poemas uma pluralidade de entidades, uma teogonia particular, e como cultuou a natureza, visualizando-a animada pela energia divina (minha principal fonte, The Poetical Works of William Blake, editada por John Sampson, Oxford University Press, 1960). Formulou antevisões, em seus Poemas Proféticos, em América, A Revolução Francesa e em Matrimônio do Céu e do Inferno, em cujas metáforas, deslindando-as, é possível reconhecer antecipações do que estava por vir (no mínimo, na Canção de Liberdade, em Matrimônio do Céu e do Inferno), ou seja, a expansão e a subseqüente queda do Império Britânico. Até que ponto sua poesia encerra idéias gnósticas, isso é e continuará sendo uma incógnita.
Contudo, declarações como esta: “O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria” (a mais famosa de Matrimônio do Céu e do Inferno) permitem associação a um gnosticismo dissoluto. Igualmente, as estetizações de Satã, retratado como fonte da sabedoria (em Matrimônio do Céu e do Inferno, em outros lugares de sua obra e na esplêndida gravura na qual seu Lúcifer triunfante é uma herética citação do redentor apocalíptico de Michelangelo), e os personagens, deuses criadores do mundo, porém decaídos ou malignos, como Los, Urizen e Nobodaddy, são representações do Pai opressor.
Friedrich Hölderlin (1770-1843) jamais ascendeu ao status de profeta, e o componente visionário de sua obra – mais evidente quando passou o restante de seus dias na pequena cidade de Nürtingen, abrigado na casa do carpinteiro Zimmer em sua fase de loucura – não pode ser tomado como expressão da adesão a seitas e doutrinas. Escrevia como se fosse um grego e estivesse na Grécia antiga, e, impregnado de mitos, lamentava a queda dos deuses em poemas lacunares, extremamente modernos, com belas imagens; assim naufraga o ano no silêncio…
Com o passar do tempo, Hölderlin e Blake, quase contemporâneos, cresceram em prestígio e estatura literária. Outro poeta, já de um romantismo tardio, de uma geração seguinte, também se destacou: Gérard de Nerval (1808-1855), influenciado pela Cabala, pelo Hermetismo e por idéias gnósticas, as quais havia aderido de modo consciente, conforme deixou claro em Les Illuminés. Em Aurélia, obra que escreveu antes de desencarnar em virtude de um acesso de melancolia e que é uma narrativa regida por mecanismos do sonho e do delírio, bem como em Sílvia, exemplarmente analisada por Umberto Eco em Seis Passeios pelos Bosques da Ficção, confundem-se dois modos do pensamento mágico: um deles, aplicação ou expressão da formação ocultista; o outro, resultado de seu distúrbio psíquico.
Hoje, Nerval é visto como possuidor de uma estatura próxima à do autor referencial, inaugurador da modernidade, Charles Baudelaire (1821-1867), o poeta dos mistérios, dos abismos e da sua cidade, da metrópole moderna e movimentada em que Paris ia se convertendo. Ambos, Nerval e Baudelaire, eram excêntricos no plano da conduta pessoal; sua excentricidade passando a símbolo de uma provocação romântica e pós-romântica.
Karl Bunn nos diz que: “No ocidente, algumas das formas mais conhecidas de Gnose são o Hermetismo, a gnose cristã, a alquimia, os ensinamentos dos Templários e a Maçonaria.
O Hermetismo ou os Mistérios de Hermes foi estabelecido em antiqüíssimos tempos por Hermes Trismegistos, no Egito dos grandes magos e sacerdotes. Afortunadamente, essa ciência conseguiu manter-se pura e intacta até nossos dias nas lâminas do Tarô Egípcio. Já a Gnose dos primeiros cristãos, somente nos últimos 20 anos do século passado ressurgiu nos principais centros culturais do mundo, tanto em forma integral quanto em forma de livros compilados a partir das chamadas obras apócrifas do cristianismo antigo – que de apócrifos nada têm, considerando-se que a lista canônica foi elaborada para servir aos interesses dos primeiros padres da Igreja Romana. Na realidade, apócrifa e canônica são obras escritas na mesma época e da mesma maneira. Existe sim uma diferença de fundamental importância: os textos denominados apócrifos não sofreram mutilações nem adaptações ao longo dos séculos e são, portanto, mais puros, originais e completos que os canônicos.
Segundo estudiosos do assunto, existem muitas discussões e polêmicas em torno das obras apócrifas. Isso é compreensível, levando-se em conta que as fantasias teológicas, criadas nos últimos dois mil anos, estão muito vivas na cabeça das pessoas, principalmente dos fiéis católicos e das seitas cristãs. Em contrapartida, é crescente o número de pessoas esclarecidas que atestam a veracidade e a fidelidade dos textos considerados apócrifos, tornando acessível ao público toda a sabedoria gnóstica da Antiguidade.
A Gnose chama a atenção não só por seus aspectos históricos e antropológicos, que ajudam a explicar os pontos cruciais da atribulada trajetória da humanidade, mas também por seu caráter psicológico profundo, de extrema atualidade, como conhecimento divino, ou fogo liberador que surge das mais íntimas profundezas do indivíduo.
Hoje em dia muitos sábios, filósofos, psicólogos, humanistas, etc., encontraram na Gnose as orientações precisas que possibilitam o esclarecimento dos grandes enigmas do Universo e do Homem. Basta recordar a famosa frase: “Nosce te Ipsum” (”Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses”).
Vemos, então, que a Gnose sempre foi um conhecimento misterioso, que parece surgir espontaneamente nas mais diversas épocas e lugares. O estudioso francês Serge Hutin diz o seguinte: “Se o Gnosticismo não fosse mais que uma série de aberrações doutrinárias, próprias de hereges cristãos dos três primeiros séculos, seu interesse seria puramente arqueológico. Mas é muito mais que isso, a atitude gnóstica aparecerá espontaneamente, além de qualquer transmissão direta. O Gnosticismo é uma ideologia mística que tende a reaparecer incessantemente na Europa e em outros lugares do mundo em épocas de grandes crises ideológicas e sociais”.
E também afirma: “Ainda que muitos gnósticos falem uma linguagem desconcertante para o homem contemporâneo, sua atitude no fundo é muito moderna: apresentam-se como homens preocupados com o futuro do mundo, procurando uma solução para os problemas que o envolvem”.
Em meados do século passado, foram encontrados pergaminhos, manuscritos e outros textos que, ao serem traduzidos, mostram a profundidade das doutrinas gnósticas praticadas antes de Jesus Cristo e também depois de sua vinda, fundindo-se com as primeiras comunidades cristãs. Pode-se dizer que o Cristianismo nascente encontrou seu primeiro ponto de apoio nos filósofos gnósticos daquela época.
O Gnosticismo, ou grupos de doutrinas relativas à Gnose, constitui-se no que é a tradição esotérica das diversas religiões, em especial do Cristianismo. Podemos dizer que a Gnose é aquele elo secreto que une a sabedoria do Oriente à do Ocidente.
No Budismo, vamos encontrar a Gnose principalmente nas formas que se caracterizam pela transmissão direta, como o Zen; nas formas esotéricas tibetanas, o Prajna-Paramita, entre outros.
A palavra zen é a forma japonesa do ch’an chinês, que por sua vez vem do dhyana sânscrito, do qual se deriva gnana (sabedoria), que finalmente chega ao grego, e daí Gnose em língua portuguesa.
No Islã também vamos encontrar a Gnose na parte esotérica, no Sufismo.
No Pistis-Sophia, livro que pode ser considerado a Bíblia Gnóstica, vimos que Jesus revelou a Gnose oralmente a seus discípulos, depois da Ressurreição.
Após os primeiros séculos do Cristianismo, a pura Gnose Cristã precisou se envolver no véu do Hermetismo, pois sua existência manifesta já não era mais conveniente à religião de estado que então se formou.
No entender de um antigo Patriarca Gnóstico, Clemente de Alexandria, “Gnose é um aperfeiçoamento do homem enquanto homem”. A Gnose, transmitida oralmente depois dos apóstolos, chegou a um pequeno número de pessoas.
As doutrinas gnósticas, sendo doutrinas de regeneração, ocupam-se especialmente do trabalho com a energia criadora, a transmutação ou alquimia sexual, ou ainda Tantrismo, como é conhecida no Oriente a ciência gnóstica da supra-sexualidade.
É interessante saber que a misteriosa ciência dos alquimistas teve origem na Gnose de Alexandria. De Alexandria, ela passou a Bizâncio e aos Venezianos. Mas foram os Árabes que levaram a Alquimia à cristandade européia, por meio da Espanha.
Na alquimia tântrica, o amor desempenha um papel essencial. Por isso, as ilustrações feitas pelos alquimistas mostram sempre um casal em atitude amorosa.
Uma das principais características do Tantrismo é que ele se apóia totalmente em um progressivo e total domínio da sexualidade – o que também é exigido de todo alquimista. O Tantrismo e a Alquimia buscam os mesmos objetivos: a reconquista progressiva dos poderes perdidos pelo homem quando da queda (sexual) no Éden, do domínio total das energias ocultas do Cosmos e também das energias que se encontram no próprio homem.
Gnose é, portanto, conhecimento, mas, apesar de ser a chama única de onde emanam a ciência, a arte, a filosofia e a religião, não é um conhecimento mundano ou meramente intelectual. Gnose refere-se a um conhecimento secreto, íntimo, a sabedoria imanente que há em cada pessoa e que, quando despertada, alimenta e faz crescer dentro de nós aquele homem interior do qual nos falou Paulo de Tarso, o ser esotérico.
Por tudo isso, a Madras Editora traz ao público de língua portuguesa a coleção Mestres do Esoterismo Ocidental, na qual o leitor poderá fazer muitas descobertas e trilhar diversos caminhos que o conduzirão ao encontro de suas verdades eternas.

Wagner Veneziani Costa

Fontes de Consulta:
http://pt.wikipedia.org
Jornal Infinito (www.jornalinfinito.com.br).
J. H. Spalding, introdução ao pensamento religioso de Swedenborg;
S. Toksvig, cientista de Emanuel Swedenborg e mystic;
G. Trobridge, Swedenborg, vida e ensinar;
S. M. Warren, ed., um compêndio das escritas de Theological de Emanuel Swedenborg.

Adicionar comentário 29 de Setembro de 2006 às 14:22 Gerente Editorial

O Livro de Hiram

Livro de Hiram

Introdução à Edição Brasileira

Quando conheci o trabalho de Christopher Knight e Robert Lomas, fiquei admirado. Comecei a ler seus escritos e não quis mais parar, pois a cada página havia uma surpresa. Encantei-me pela obra deles, tanto é verdade que adquiri todos os seus títulos que não possuíam edição em língua portuguesa, pois tenho certeza de que isso faltava em nosso país. Lógico que muitos estranharão, outros não gostarão; mas eu gostei… Sinto muito, mas querendo ou não, todo maçom, muito em breve, conhecerá as obras desses dois autores e terá que ter, pelo menos, dois exemplares de sua autoria em suas bibliotecas.
Sinto-me realizado como editor por lançar todas essas obras, mas não só por isso; creio estar cumprindo, também, o papel a que me foi confiado pelo meu querido Grão-Mestre de São Paulo, o de Grande Secretário de Cultura e Educação Maçônicas do GOSP. Para se ter uma idéia, lançaremos, neste semestre, mais de 56 livros sobre temas relacionados à Ordem. Com isso, passaremos de a Maior Editora Holística do Brasil (Ocultismo, Misticismo, Fraternidade Branca, Bruxaria, Magia, Fitoterapia, Tarô, Templários, Filosofia) para a Maior Editora Maçônica do Brasil.
Esses lançamentos são em comemoração aos dez anos da Madras Editora, e agradeço aqui a todos os que colaboraram e torceram para que conquistássemos nosso lugar no mercado.
Irmãos, saibam que não foram poucas as vezes que nossos livros foram retirados de uma ou de outra livraria, por incomodarem os católicos. Freiras e padres chegaram a ameaçar alguns parceiros comerciais, dizendo: “se for para eu entregar a lista de materiais de nossa escola para os nossos alunos e eles se depararem com esse logotipo (referindo-se ao Senhor Ganesha), prefiro entregá-la em outra livraria.” Mas, muitos desses padres e freiras “deram com os burros n’água”; nossos amigos e colaboradores enfrentaram esses desafios e, com profissionalismo, Vontade e muito Amor, vencemos todos os obstáculos. Hoje em dia, vemos nossas obras espalhadas nas melhores livrarias do país. Preconceito ainda existe? Sim, mas é bem menor do que aquele com o qual nos deparamos quando ingressamos com uma nova proposta editorial, uma nova linha de produtos com qualidade superior a deles, prova disso é que somos detentores de três prêmios de qualidade da América do Sul.
Mas, não estou aqui para falar da nossa Madras, e sim para apresentar, com o devido respeito, esta maravilhosa obra dos meus Irmãos Christopher Knight e Robert Lomas. Julgo-os, hoje, os maiores historiadores de nossa Ordem. Isso porque eles foram beber diretamente na fonte, por meio de suas pesquisas arqueológicas, diferentemente de muitos autores que se baseiam apenas em pesquisas técnicas e literárias, o que não lhes tira o mérito.
Perceberemos também que nossos Irmãos não foram poupados pela Santa Igreja, que, em seus periódicos, referira-se aos autores sem nenhum respeito, ridicularizando-os, assim como o seu trabalho. Mas, e o medo que coloquemos suas “verdades” em xeque-mate? Tento, particularmente, fazer isso em todas as nossas obras, pois sinto vergonha só de observar quantas e quantas pessoas há séculos são enganadas, iludidas, em todos os sentidos, por essa instituição.
O Catolicismo não admite discussões teológicas, por não lhe convir enfrentar os argumentos irrespondíveis da crítica científica; foge dela como, segundo sua própria teoria, “o diabo foge da cruz”. Seu pavor embarga-lhe a voz. Seu silêncio assemelha-se ao silêncio do cataléptico, embora da discussão tivesse de surgir a salvação de um descrente, pois, o que está escrito não sofre mais discussões; é crer… mesmo no absurdo. Os argumentos contrários são armas de Satanás… os absurdos são Mistérios e Mistérios não se discute!
Diógenes, o cínico, já dizia que “os Mistérios tinham pretensão de garantir a felicidade eterna a celerados, uma vez que fossem iniciados, ao passo que os homens honestos, que deles se afastassem, teriam de sofrer nos Infernos.”
Repugna-me aceitar como essência divina a idéia de que um homem virtuoso, caridoso, temente a Deus, possuidor, em suma, de todos os requisitos de um santo, como os há aos milhões em credos contrários, se veja condenado como herege à excomunhão e às penas, não só terrenas, como as de um inferno eterno, só pelo fato de não aceitar os dogmas do Catolicismo, de acordo com o apregoado livre-arbítrio que, por pilhéria, ele preconiza, ao passo que um celerado, assassino, ladrão devasso e hipócrita merecerá todas as honras e regalias do céu, uma vez que tenha abdicado do irônico livre-arbítrio e satisfaça as tabelas absolutórias, ou, na última hora, se tiver tempo, peça perdão a Deus, o que não deixa de ser uma grande comodidade para os bandidos, mas pouco edificantes em moral e religião.
E a massa analfabeta ou dos simplórios e a dos fanáticos, que só se cogita a exterioridade, abandonando a parte espiritual que desconhece, entrega-se inconscientemente, de corpo e alma, nas mãos de uma legião de cegos espirituais, que lhe suga o último vintém, em benefício único do tesouro do Vaticano, senão mesmo atirando-lhe a própria alma nos braços do seu maior agente, Satã! É com tais armas que o Catolicismo se ostenta, e é com tal massa que ele computa a maior parte do Brasil, e que, erroneamente, computava a da Espanha.
Esquecem-se que, por cerca de trezentos anos, a Igreja Romana viveu, por assim dizer, ao deus-dará; cada qual cultuava como entendia, cada um interpretava a seu modo, chegando mesmo a ligar-se ao Paganismo, até que, sobrevindo os Concílios, estes passaram a decretar coisas tais que as consciências se revoltaram entre os próprios adeptos, causando sanguinolentos encontros e as horrorosas guerras das Cruzadas, o Santo Ofício da Inquisição e uma política de perseguições entre os próprios Papas, o que fere o próprio Cristo e abala os fundamentos da alma de quem lê a História do Cristianismo, Antigo e Medieval, para terminar transformando essa doutrina, toda espiritual, em uma organização política romana, que só tem em mira apoderar-se da espada Temporal.
Antes de prosseguir e entrar no mérito da obra O Livro de Hiram, quero anunciar que lançamos também a obra A Biblioteca de Nag Hammadi — A Tradução Completa das Escrituras Gnósticas, de James M. Robinson. Peço especial atenção de todos, pois, sem nenhuma dúvida, essa obra revolucionará a opinião de muitos cristãos (católicos). Trata-se da maior reunião de textos Apócrifos já publicados.
É necessário recorrer aos que estudam desapaixonadamente, com o único fim de procurar a “Verdade” em seu benefício e para o bem da humanidade, livrando-se das garras dos espertalhões ou velhacos. São estes os Sábios que levaram a vida inteira comparando os livros sacros de todas as religiões perante a História e perante a Ciência. Podem seus argumentos serem tachados de errôneos pelos sofismas, mas não podem ser destruídos pela lógica, pela razão e pelas próprias palavras dos Cristos.
E, infelizmente, assim como fizeram na Igreja Romana, tentam fazer na Maçonaria, se já não conseguiram… Para mim, ainda há uma esperança de que os homens que se intitulam LIVRES E DE BONS COSTUMES sejam realmente isso: Livres… e de Boa Conduta…
Alguns Irmãos dizem que estamos errados em comemorar os solstícios e os equinócios dentro de nossos Templos. Que isso não existe e que estamos inventando rituais disso ou daquilo. Santa ignorância! Que esses Irmãos despertem, pois isso deveria acontecer em todas as Oficinas e não apenas na nossa, como eles próprios mencionam, pois é um fato, como poderão ver e CONHECER neste livro. Comecemos por citar a data da fundação da UGLE (Grande Loja Unida da Inglaterra). Trata-se da mesma data em que comemoram o solstício de verão, 24 de junho, no Hemisfério Norte, dia de São João Batista, porque aqui estamos, nessa mesma data, comemorando o solstício de inverno. Recordemos as festas juninas (São João). No dia 25 de dezembro comemoramos o solstício de verão e, no Hemisfério Norte, o solstício de inverno. É a data do nascimento de Avatares como: Krishna, Mitra, Hórus, Buda e Jesus Cristo, todos considerados grandes Sóis (Deuses). Percebam que quem trouxe a Maçonaria para o Hemisfério Sul não se preocupou com isso. Simplesmente copiou seus Templos com as mesmas características, esquecendo-se de “inverter as posições” de suas “estrelas” seus “planetas” e também o altar de nossas Dignidades. Até mesmo a queda d’água, por exemplo; ao darmos descarga em um vaso sanitário no Hemisfério Sul, a água gira para o lado direito e no Hemisfério Norte, para o lado esquerdo.
A Terra faz um movimento de translação ao redor do Sol em uma órbita plana, quase circular, com período definido de um ano. Enquanto isso, ela gira em torno de si mesma, originando os dias. O equinócio é o ponto da órbita da Terra onde a duração do dia e da noite são iguais. É o dia a partir do qual os dias ou as noites começam a crescer (respectivamente primavera e outono), até que se chegue ao solstício, que é o ponto da órbita da Terra onde existe a maior disparidade entre a duração do dia e da noite. Os solstícios são, então, o dia e a noite mais longos do ano (verão e inverno, respectivamente).
Iniciando então no solstício de inverno (noite mais longa do ano), é a partir dessa data que os dias começam a crescer, até que se alcance uma igualdade entre o dia e a noite (equinócio de primavera), e continua até o ápice do dia no solstício de verão (dia mais longo do ano), data a partir da qual os dias diminuirão até que, mais uma vez, a igualdade se faça presente entre dia e noite (equinócio de outono), seguindo, novamente, para o solstício de inverno, onde começamos nossa explicação, em um ciclo perpétuo.
O solstício deve ser comemorado com “ágapes solsticiais”. Isso não significa se reunir para comer ou beber, mas sim para compartilhar, agradecer e unir energias a serviço do “Mais Elevado” e da ajuda à humanidade. E por esse motivo, compartilhar uma comida simples.
Os mesmos Irmãos que nos criticam, normalmente dão mais valor aos “sinais e toques”, que dizem ser secretos, do que ao estudo astronômico e astrológico do Templo, acreditando nas penalidades de ver sua garganta cortada, sua língua e seu coração arrancados… Só para lembrá-los, isso sim é que não existe, ainda mais nos dias de hoje. Poderíamos vivenciar essa época, descrevendo como era antes e relatar que nos tempos antigos, se algum Irmão fosse perjuro ou traísse de qualquer forma a Ordem, sua pena seria… E muitos pagaram com a própria vida, é o que eu acredito, pois disso não se tem provas. Gostaria, também, de ver em todas as Lojas Maçônicas, naquela época (1717), uma Bíblia em cada Altar de Juramentos, afinal, era tão fácil se ter uma Bíblia, não era? Todos conheciam o latim, o grego e o alemão. Ora, deixemos de ser irônicos, sabemos que ter uma Bíblia e saber como lê-la não era para qualquer um… A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748. A tradução foi feita a partir da Vulgata latina e iniciou-se com Dom Diniz (1279-1325). A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551 pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus.
Se não bastasse, quero lembrá-los de que todas as nossas palavras “Sagradas e de Passe” são hebraicas e não cristãs. Referem-se ao Antigo Testamento e não ao Novo Testamento.
Os autores Christopher Knight e Robert Lomas descrevem de forma clara e objetiva alguns passos da iniciação, da elevação e da exaltação, e fazem menção à “ressuscitar um cadáver”. Pergunto a vocês: isso não é Necromancia? Quer dizer que Hiram, assim como Jesus, foram ressuscitados? E no terceiro dia? E o candidato ao grau três, mesmo que simbolicamente, também não é ressuscitado? A Arte de ressuscitar os mortos não é Necromancia?
Todos os Templários eram enterrados de forma peculiar, pois cruzavam os ossos e separavam sua cabeça, lembrando, assim, mais uma passagem do grau três (seu símbolo). E a bandeira dos piratas, não lembra a cabeça com os ossos cruzados? Não foi nessa mesma época que a Inglaterra se separou da Igreja de Roma?
A construção de um Templo Maçônico está totalmente embasada na Astronomia, e o Grande Arquiteto do Universo é associado ao “Mais Elevado”, o Deus Sol. E isso, Irmãos, é fato, não se trata de especulação, pois especulativa é a Maçonaria moderna. Que pena!
Uma outra coincidência refere-se à Estrela de Vênus, na qual os autores encontram respostas, e que são as mesmas que encontrei e registrei, com muito pouca diferença, em minha mais recente obra Maçonaria – Escola de Mistérios – Antiga Tradição e Seus Símbolos. Também faço menção no Diário da Abundância, no qual citei a Estrela de Vênus como a estrela matutina e vespertina e a comparei com Lúcifer, Phosphóros, O Portador da Luz. Isso porque, em seu percurso, ela cai e se levanta, perfazendo um “U”, um chifre, daí a referência a Lúcifer como o anjo caído; e ainda a Nut, “que carregava Rá entre seus chifres.”
Vênus também era considerado pelos antigos como dois astros diferentes, ao qual davam o nome de Lúcifer e Vesper. Só mais tarde, quando se descobriu tratar-se do mesmo corpo celeste, é que atribuíram a ele o nome de Vênus, pela sua Luz e Beleza, pois quando está no céu, à noite, é o astro mais brilhante depois da Lua. Porém, no século III a.C., Pitágoras já afirmava que Lúcifer e Vênus eram um único corpo celeste. No Brasil, é conhecido como Estrela Dalva.
Os autores de O Livro de Hiram vão muito mais longe e nos dão uma verdadeira aula. Eles comparam Vênus à Estrela de Cinco Pontas, com a letra G em seu centro, fazendo também uma referência a Shekinah, o lado feminino do Senhor, a mulher de Deus, bem como toda sua trajetória, seu ciclo de oito anos, sua importância em estudos das ciências. Segundo eles, Vênus é a peça central da civilização e que, tendo por fundo o zodíaco, completa uma estrela de cinco pontas a cada oito anos e retorna à sua posição original depois de quarenta anos. Também, a anunciação da vinda do Messias, em que os três reis magos seguiram uma estrela, mais conhecida como a estrela de Belém, até um estábulo na cidade de Belém, lugar onde havia nascido o rei David um milênio antes.
Uma das descobertas dos autores que mais me chamou a atenção foi que, no Egito, o nome de Vênus era Hathor. Ela era “o olho do Deus do sol, Rá”, “o habitante em seu peito”, “a deusa de muitos nomes”. O outro nome era Uatchet, a Senhora das Chamas. Além disso, Christopher Knight e Robert Lomas decifram o código de Rosslyn e revelam o projeto e a construção da capela de William St. Clair, seu subsolo, que coincide exatamente com o solo projetado no Templo de Salomão, conforme relatado no ritual maçônico.
Eles nos lembram de que a Maçonaria foi uma máquina de empreender que levou o mundo da escuridão à Luz e dos Homens Grandes e bons que fizeram com que ela prosperasse, florescesse na Europa, na América e em várias cidades do mundo ocidental. Seus altos padrões de Honestidade e Decência sempre foram exigidos, pela Ordem de todo e qualquer Irmão.
Na segunda parte da obra, eles constroem um Testamento Maçônico com 16 capítulos sensacionais, com o cuidado que é muito peculiar em todo o seu trabalho. Mantiveram o estilo de velhas cópias de vários rituais, conservando a essência dos registros originais.
Não tenho dúvidas do sucesso que esta obra atingirá. Mesmo que nos deparemos com a mais dura “verdade”.
Eu Sou,

Wagner Veneziani Costa
Editor

Adicionar comentário às 11:19 Gerente Editorial

Grande Secretaria de Cultura e Educação Maçônicas do GOSP

Publicado no Boletim Oficial do Grande Oriente de São Paulo

Educação e Cultura são aspectos fundamentais na vida de qualquer pessoa, pois é um dos parâmetros de avaliação de um indivíduo perante a sociedade. Um povo sem cultura e educação é facilmente dominado por seus algozes modernos. Um país que não valoriza a sua cultura e não se preocupa em educar os seus filhos tende a ser subjugado pelas nações poderosas.
Diante disso, passamos a refletir no papel da nossa Sublime Ordem, cuja história tem comprovado que há muito tempo a Maçonaria faz parte dos destinos cívicos e patrióticos dos brasileiros. Ao mesmo tempo, observamos que é preciso que os nossos Obreiros também recebam os ensinamentos da Cultura e da Educação Maçônicas, para que possam crescer na sua senda. E para isso, é necessário que tenham acesso aos meios para esse desenvolvimento.
Quando iniciamos nossa tarefa como Grande Secretário da Grande Secretaria de Cultura e Educação Maçônicas do GOSP, em 2003, pensamos, então, o que poderíamos promover na Maçonaria paulista que comungasse com esse ideal maçônico e patriótico.
Foi assim que encontramos no nosso Regimento Interno (Decreto 026) as nossas atribuições gerais:

● Promover a Educação maçônica em geral.
● Promover a harmonia social entre maçons.
● Zelar pela tradição maçônica Estadual.
● Desenvolver pesquisas e atividades culturais.
● Promover e manter o acervo Histórico e Cultural.
● Apoiar e incentivar os encontros entre maçons.

Após a leitura do Regimento, era preciso partir para ação e criar eventos pelos quais pudéssemos, na prática, conquistar os nossos ideais de crescimento, não individual, mas coletivo.
Imbuídos da vontade de colaborar para o progresso de nossa Ordem e do nosso País, reunimo-nos logo no início de nosso mandato com o Conselho Consultivo, para planejar nossas ações e traçar nossas metas. Idéias foram surgindo e logo partimos para a prática. Desde então, a cada dois ou três meses, promovemos reuniões para fortalecer os nossos elos, viabilizar os projetos e dar suporte aos mesmos, não permitindo que morra a chama do nosso ideal maçônico.
Tenho a grata satisfação de apresentar neste Boletim um resumo do resultado obtido durante nossa gestão, no período de 2003 a 2006, com a ajuda de vários Irmãos conscientes de suas responsabilidades.

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DA GSCEM – GOSP (2003/2006)

Foram criados os seguintes Departamentos:

1) Conselho Consultivo – Sua finalidade é dar sustentação e viabilização aos novos projetos e conselhos, pois acreditamos que toda ação pode ter um resultado muito mais favorável quando é motivada ou mesmo orientada por suas lideranças. Os Irmãos conselheiros, com sua experiência, estão habilitados a avaliar os meios mais práticos e viáveis para desenvolvimento das idéias que surgem nas reuniões e que contribuem para resultados satisfatórios dos projetos.

2) Departamento Cultural – Presidido pelo Irmão Humberto Álvares Junqueira.
Apóia, incentiva e dá sustentação aos cursos promovidos pela GSCEM. É também o responsável pela apresentação do Coral Maçônico. Por meio desse departamento, está sendo possível desenvolvermos várias ações em nossa Secretaria, oferecendo diversos cursos gratuitos para os Irmãos, de modo que possam enriquecer seus conhecimentos, aperfeiçoarem-se nas suas tarefas em Loja, ou mesmo tomar contato com algum tema de interesse geral.
Pensamos também nas Cunhadas, Sobrinhos e no público em geral, e decidimos oferecer-lhes atividades culturais nas nossas instalações, de modo que pudéssemos interagir ainda mais. Contatamos alguns Irmãos especialistas em áreas diversas, como saúde, arte, advocacia, e os convidamos para proferir palestras em nossos Templos. Pudemos, assim, atender a esses anseios, e tudo graciosamente, de nossos familiares e amigos.
No dia 2 de agosto de 2006, realizamos uma reunião na qual foram feitas avaliações e análises críticas dos cursos que promovemos até o momento, para que possamos melhorar os vindouros, bem como fomentar o envolvimento de todos os Irmãos nessas atividades. Santos e Ribeirão Preto são as próximas cidades onde nossos instrutores estarão para ministrar cursos às Dignidades maçônicas dessas localidades.
Foi anunciado na ocasião, um curso para Multiplicadores Culturais, com disponibilidade de 50 vagas, o qual será formatado pelo Ir. Armando Ettore e ministrado ainda este ano.
Também foi proposta a formação de uma segunda equipe de Instrutores dos Departamentos de Cultura e Educação para o curso de Oficiais, tendo em vista a possibilidade de estarmos presentes em diversas regiões ao mesmo tempo, ou mesmo não sobrecarregando os mesmos Irmãos freqüentemente.
Já demos início à elaboração do Calendário 2007 de Cursos, Palestras e outros eventos culturais e educacionais, para o qual estamos aceitando sugestões.

3) Departamento de Acervo Histórico e Cultural – presidido pelo Irmão Henrique Rajnowicz.
Sua missão é preservar, catalogar e organizar a BIBLIOTECA (livros), a HEMEROTECA (jornais e revistas), a PINACOTECA (coleção de quadros), a NUMISMÁTICA (moedas, cédulas e medalhas), a FILATELIA (coleção de selos) e a GLIPTOTECA (coleção das esculturas). No momento, as instalações estão em reforma, para que possamos ampliar o espaço, tendo em vista o grande crescimento de nossos acervos.
A Biblioteca foi totalmente reformatada, com a alteração de todo o layout da planta anterior, tendo em vista que seu acervo foi ampliado para mais de 5 mil obras. Foi feita a catalogação de todas essas obras, que estão disponíveis aos Irmãos para estudos e pesquisas.
Com tudo isso, acreditamos que poderemos preservar a nossa História, não permitindo que jóias preciosas se percam no tempo, e que os nossos descendentes, que serão os Aprendizes, Companheiros e Mestres do futuro, possam ter conhecimento do passado da Ordem e construírem uma nova História para a nossa sublime Instituição, sem se esquecerem ou terem conhecimento da essência de sua ancestralidade e dos fatos e acontecimentos que estarão registrados nesses acervos culturais e educacionais.
Conseguimos disponibilizar diversas obras para download no site do GOSP (www.gosp.org.br), totalmente gratuito. Inserimos há pouco uma obra muito interessante sobre a Administração de Loja Maçônica, Manual de Hiram – Um Guia para o Venerável Mestre, de autoria de um ex-Grão-Mestre, o Irmão Wayne T. Adams, que gentilmente nos deu permissão para viabilizar o seu trabalho na nossa Home Page. O tradutor da obra é o Irmão Alberto Conehero, que também nos cedeu os direitos de sua tradução.
Existem mais dois títulos de conteúdo histórico à disposição no site do GOSP: A Iniciação de Jesus, do Dr. R. Swinburne Cllymer e Secrets et Mystéres de la Maçonnerie, de Devolier.

4) Departamento de Incentivo e Apoio aos ERACOM’S à Educação e Cultura na Maçonaria – presidido pelo Irmão Paulo Gonçalves Peres.
Incentiva, facilita e apóia os estudos e pesquisas, assim como a realização em todas as regiões e Lojas Jurisdicionadas ao GOSP.
O Departamento disponibilizará os melhores trabalhos apresentados pelos Irmãos, no site do GOSP. Por conta disso, já está com um plano piloto no ar.

5) Departamento de Instrutores Culturais e Educacionais – presidido pelo Irmão Wagner Veneziani Costa.
Ministra palestras e cursos, sem custos para os Irmãos, nas mais diversas áreas do conhecimento humano. É o responsável pela formação de Multiplicadores Culturais nas regiões do interior do Estado. Vamos trabalhar para aumentar o número de Irmãos aptos a ministrar esses cursos e palestras, de modo que possamos atender aos vários pedidos das Lojas para que essas atividades sejam desenvolvidas em suas localidades.

6) Departamento de Pesquisas Históricas e Filosóficas para todos os Ritos – presidido pelo Irmão Valério Sérgio de Abreu.
Incentiva a pesquisa histórica e filosófica dos Ritos regulares do GOSP. Em breve, colocará à disposição dos Irmãos os melhores trabalhos, divididos por Grau, no site do GOSP.

7) Departamento Editorial – presidido pelo Irmão Carlos Brasílio Conte.
Produz o jornal eletrônico Nova Era Maçônica, disponível no site do GOSP, que é elogiado em diversos Orientes, no Brasil e no exterior, fato este comprovado pela grande quantidade de cartas que recebemos freqüentemente. A publicação já está em sua 31ª edição. Aumentamos consideravelmente a paginação inicial, pois passamos a receber vários textos relevantes, a título de colaboração, de autoria de diversos Irmãos, que enriquecem a cada mês o nosso jornal. Conseguimos desenvolver esse trabalho sem custo para o GOSP, pois contamos com a colaboração dos jornalistas e da editoração e da revisão, por meio da Madras Editora.
Por ser uma publicação virtual, as notícias podem ser acessadas no mundo todo. Todas as edições estão disponíveis para acesso.

8) Departamento Educacional – presidido pelo Irmão Armando Ettore do Vallle.
Elabora e ministra os cursos de Dignidades e Oficiais, Motivacionais e de Administração em Loja. Atua sempre em conjunto com o Departamento Cultural. Esses cursos são oferecidos com o intuito de que nossas Lideranças estejam mais bem preparadas para as suas atribuições, dentro dos princípios maçônicos.
Todas as Palestras e os Cursos são inteiramente gratuitos, com apostilas que permitem consultas posteriores, no dia-a-dia, de modo a sanar todas as dúvidas ou mesmo para orientação dos demais Irmãos em suas Lojas. Ao final do curso, são entregues os certificados de participação, enriquecendo os currículos de cada um. Os cursos são ministrados sem ônus para o participante. Cabe à GSCEM bancar os gastos gerais. Já foram entregues mais de 5.250 certificados para diferentes pessoas.
Durante os eventos, são sorteadas algumas obras literárias entre a platéia, com o intuito de difundir a leitura e enriquecer os conhecimentos.

Cursos ministrados para maçons:

1) Cursos de Administração em Loja;

2) Cursos de Qualidade e Liderança em Loja Maçônica;

3) Cursos para Dignidades Maçônicas;

4) Cursos para Formação de Líderes;

5) Cursos para Mestre-de-Cerimônias;

6) Cursos para Oficiais;

7) Cursos para Orador;

8) Cursos para Veneráveis Mestres.

Cursos ministrados para a Família Maçônica:

1) Cursos de Cabala;

2) Cursos de Motivação Pessoal;

3) Jornada Cabalista.

4) Cursos de Hermetismo;

5) Cursos de Redação e língua portuguesa;

6) Qualidade de Vida.

Palestras realizadas:

1) A Divina Proporção;

2) A Obra de Leonardo Da Vinci;

3) Avataras;

4) Igreja e a Maçonaria;

5) Influência de Pitágoras na Maçonaria;

6) Legado de Pitágoras;

7) Padrão Setenário;

9) Departamento Esportivo e Recreativo – presidido pelo Irmão Milton Nobre Branco.
Por considerar que esporte e lazer são atividades vitais para uma vida saudável, criamos este Departamento. Seu objetivo é promover confraternizações de futebol, vôlei, basquete, tênis, natação e outras modalidades esportivas entre as Lojas, podendo participar Cunhadas, Sobrinhos e Dependentes, com a finalidade de arrecadações de alimentos não-perecíveis, roupas e calçados para doações.
Fazer convênios com academias e quadras poliesportivas para a Família Maçônica.
Trabalhar em conjunto com a Prefeitura e Governo do Estado em projetos para tirar crianças das ruas (promovendo campeonatos entre escolas).
Criar um banco de alimentos não-perecíveis, roupas e calçados para doação aos mais carentes.
O intuito dessas ações é trazer nossos familiares para as nossas atividades beneficentes, com descontração e diversão, conseguindo unir ainda mais os IIr. e seus familiares, despertando a chama da Solidariedade e da Fraternidade em seus corações.

10) Departamento de Administração Interna (DAI) – presidido pelo Irmão César Luis Bueno.
Coordena, planeja e administra os Coordenadores. Organiza e secretaria as reuniões entre os Departamentos da GSCEM. É responsável pela comunicação interna dos Irmãos dos Departamentos e conta com três Divisões: Divisão de Pessoal, Divisão de Logística e Apoio (viabiliza a estrutura de todos os cursos e eventos) e Divisão de Imprensa e Divulgação (Divulga todas as ações, cursos e palestras, de modo que todos os Irmãos possam tomar conhecimento das atividades desenvolvidas e delas participar. Uma das ferramentas que passamos a utilizar para difundir nossas atividades foi a Internet. Procuramos cadastrar os endereços eletrônicos todos os Irmãos do Estado de São Paulo, para que recebessem as novidades da nossa Secretaria, bem como de todo o GOSP, o mais rápido possível).

Publicações de obras literárias
Publicamos o livro Manual Completo para Lojas Maçônicas, de autoria dos Irmãos Amado Espósito dos Santos, Carlos Brasílio Conte, Cláudio Roque Buono Ferreira e Wagner Veneziani Costa. A primeira tiragem da obra (3 mil exemplares) foi distribuída, gratuitamente, com um exemplar para cada Loja e para algumas Dignidades do GOB e do GOSP e a todos os Grão-Mestres e seus Adjuntos em todo o País.
Recebemos farta correspondência dos Irmãos de todo o Brasil, discorrendo acerca da importância dessa publicação para seus trabalhos em Loja, pois o livro é um guia para todas as atividades maçônicas na Loja.
Estamos preparando um livro sobre o Rito Escocês Antigo e Aceito.

Viagens
Em janeiro de 2006, realizamos um cruzeiro marítimo, denominado “Qualidade de vida em alto mar”, no navio Island Scape, quando tivemos oportunidade de confraternizar com diversos Irmãos e seus familiares. Foram vendidas 120 cabines para os maçons. No próximo ano, faremos outra viagem semelhante, para a qual já estamos com a turma fechada.
No último mês de julho, promovemos outro tour com a Família Maçônica, o qual chamamos de “Qualidade de vida em terra.” O local escolhido foi um aconchegante hotel na cidade de Itatiaia. Desse modo, incentivamos a união entre os Irmãos.
Estamos planejando uma viagem no início do ano de 2007 para o Egito com visitas em todos os Templos, Pirâmides, passeios de navio no rio Nilo e outros lugares turísticos.

Apresentação
Apresentação de Coral Maçônico no Dia das Mães. Na oportunidade, fizemos uma homenagem a todas as nossas Cunhadas, mães de nossos filhos, netos e sobrinhos, o sustentáculo de nossos lares.
No Dia dos Pais, promovemos um concerto musical: “A Flauta Mágica”, de Mozart, no Templo Piratinga, para homenagear todos os pais. Desse modo, é possível proporcionar cultura, lazer e bem-estar entre as famílias.

Atualização de Cadastro do GOSP - Virtual
Começaremos a enviar por e-mail informações úteis sobre as determinações do nosso Grão-Mestre, assim como acerca das atividades as educativas e culturais (cursos; palestras; eventos em geral). Para isso, estamos fazendo a atualização dos dados cadastrais de todos os Irmãos, de modo virtual, pois isso agiliza todo o nosso processo de comunicação.

Atividades a serem desenvolvidas no segundo semestre de 2006

● Promoveremos, apoiados pela Secretaria de Ritualística e seus Secretários Adjuntos, Dinâmicas Ritualísticas – Vivências em todos os ritos regulares (com liberdade de interação);
● Palestras sobre os Ritos: Escocês, Brasileiro, York, Adoniramita, Schoreder e Moderno;
● Promover encontro para debates e estudos maçônicos;
● Promover dois concursos para a Família Maçônica: Concurso de Artes ( pintura, escultura e artesanato) e Concurso Literário (contos, prosas e poesias).
● Colocar mais alguns títulos à disposição dos Irmãos no site do GOSP, para download. O Irmão José Castelani nos cedeu a obra A História do Grande Oriente de São Paulo, e o Eminente Cláudio Roque Buono Ferreira nos cedeu a obra Os Templários.
● Temos em nosso Acervo mais ou menos 15 obras para serem escaneadas e colocadas à disposição dos Irmãos no site do GOSP. Reiteramos que tudo isso será gratuitamente.
● Promoção de um churrasco, em 25 de novembro de 2006, no E. C. Banespa de Vinhedo. Serão distribuídos 1.000 convites (por adesão) aos Delegados das Regiões de São Paulo, Sorocaba, Campinas, Piracicaba, Limeira, Jundiaí, Americana, São José dos Campos, Santos, entre outros. Será uma oportunidade de confraternização da Família Maçônica.

Considerações finais
Lembramos que o nosso trabalho na GSCEM só termina em 10 de junho de 2007. Até lá, queremos fazer muito mais atividades. Promoveremos todos os cursos e palestras novamente, inclusive estamos com um projeto para fazer isso eletronicamente, a exemplo de filmagem dos cursos para as Dignidades Maçônicas, pois temos recebido pedidos de todo o Brasil para realizarmos nossos cursos em diversas localidades. Desse modo, poderemos disponibilizar gratuitamente esses cursos pela Internet.
Fica aberto também o convite aos Irmãos palestrantes para integrarem nossos quadros de colaboradores. Mandem seus currículos para avaliação (meu endereço eletrônico é: wagner@madras.com.br).
Nesses três anos, respondemos a aproximadamente 3 mil e-mail, sanando, ou pelo menos tentando, às dúvidas de Irmãos a respeito da Ordem Maçônica e de nossos trabalhos.
Neste momento, sentimos que cumprimos o nosso propósito, mas ainda estamos longe da Perfeição, o que poderá ser conquistado quando os aproximadamente 19 mil Obreiros somarem fileiras nesse trabalho, interagindo e contribuindo para o progresso de nossa sublime Instituição. Assim, então, sentiremo-nos plenamente realizados.
Jamais diria que na Grande Secretaria de Cultura e Educação Maçônicas há um Grande Secretário. Sinto não orgulho, mas satisfação por todos prestarem seus apoios incondicionais à GSCEM. Tudo o que foi realizado foi um trabalho de equipe, com espírito de União, porque acredito piamente que ninguém faz nada sozinho. Digo que foi um trabalho de equipe até mesmo porque o membro mais freqüente desse grupo foi e é o Eminente Cláudio Roque Buono Ferreira, o Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo, um Irmão sempre presente e atuante.
Meu muito obrigado a todos os Irmãos que vestiram e suaram suas camisas nessa jornada que, repito, ainda não se findou. Sabemos que a Educação é tão importante, que Aristóteles chegou a dizer que “a sorte de um país está na Educação de sua mocidade”. Por isso, acredito que não acumulamos mais uma função na Maçonaria, mas que passamos a desempenhá-la, com toda a nossa vontade de formar uma base consistente para a família maçônica e para a família brasileira, com mais Cultura e mais Educação!
Que o Grande Arquiteto do Universo ilumine a todos com sua Verdadeira Luz!

Wagner Veneziani Costa
Grande Secretário de Cultura e Educação Maçônicas do GOSP-GOB

1 comentário 28 de Setembro de 2006 às 16:32 Gerente Editorial

A História Secreta da Maçonaria

História Secreta

Introdução à Edição Brasileira

Mesmo diante de todo conhecimento existente acerca da Maçonaria, não se conhece, ainda, sua verdadeira origem. Isso é atribuído ao fato de a Ordem, por ser secreta e sigilosa, em tempos remotos, ter transmitido seus conhecimentos de boca para ouvido, não os registrando, portanto, documentalmente. Essa escassez de referências documentais, pertinentes a essa época, associada a uma abordagem superficial, contribui sobremaneira para que apareçam idéias que não se relacionam a fatos reais e históricos, fazendo com que as origens reais da Ordem Maçônica permaneçam sempre envoltas em contradições e obscuridades.
De acordo com David Murray-Lyon, as atas mais primitivas conseguidas até agora são datadas de 1390, e as que se referem à reformulação da Maçonaria datam de 1717. Além dessas, há o Estatuto de Bolonha, o mais antigo, com data de 1248. Elas foram encontradas após profundas pesquisas realizadas por inúmeros historiadores maçons, destacando-se entre eles J. F. Flndelo e Dr. Wolhelm Begemann — dois grandes historiadores alemães — R. F. Gould, W. J. Hughan, G. W. Speth, Chetwod Crawle e o próprio David Murray-Lyon e tantos outros, pertencentes à Loja Quattour Coronati, nº 2076. Eles adquiriram, por meio de documentos autênticos, ensinamentos históricos e arqueológicos muito ricos, pelos quais retratam a Ordem Maçônica nas atas das Lojas e em documentos diversos.
Porém, por utilizarem um método de investigação que se baseia em comprovações documentais, esses historiadores foram limitados em seu trabalho, mesmo após acumularem toda uma gama de material, tratados, decretos e sentenças. É a partir disso que toda a nebulosidade se entrelaça com a história verdadeira.
Muitos escritores maçônicos têm buscado esclarecer essa origem turva da Ordem apoiando seus conceitos em uma crença literal do Antigo Testamento e em lendas curiosas da própria Ordem, das antigas Observâncias ou Constituições.
Além dos historiadores, há também os antropólogos, detentores de um vasto cabedal de informações acerca dos costumes dos povos antigos, de religião e iniciação. Por meio dessas informações, eles provam, com resultados notáveis, que a Maçonaria existe muito antes de sua reformulação, fazendo analogias surpreendentes com os antigos Mistérios, que possuíam claramente nossos símbolos e sinais.
Diante de tais informações, as regiões que mais nos chamam a atenção, devido às suas crenças religiosas que se assemelham incrivelmente com nossos ritos maçônicos, são a Síria e a Índia. Podemos também citar o Egito, o México, a China, a Grécia, Roma, os Templos de Burna, as catedrais da Europa Medieval e outros santuários indianos que apresentam ritos, sinais e símbolos comunicados da mesma maneira que os nossos.
Ao contrário dos anteriormente mencionados, que se preocupam apenas com pesquisas históricas, os místicos apresentam uma visão diferente em relação aos Mistérios da Ordem. Sob o prisma da união consciente com Deus, eles se preocupam muito mais com a sensibilidade espiritual e com a interpretação, fazendo-nos lembrar Édouard Schuré em sua obra Os Grandes Iniciados: “… muitos são iniciados, poucos despertados…”, ou seja, à Maçonaria cabe guiar os buscadores de Deus, enquanto a estes cabe compreendê-la e segui-la adequadamente, segundo sua livre escolha.
Há ainda os ocultistas. Estes têm o conhecimento do lado interno da natureza maçônica, acreditando que a Iniciação pode ir muito além do despertar de um Irmão. Ela, por meio de uma longa e cuidadosa disciplina de meditação, pode acordá-lo e treiná-lo. A semelhança entre os místicos e os ocultistas é que ambos têm o mesmo objetivo da união consciente com Deus, encontrando-se uma divergência apenas na maneira de alcançá-la: os primeiros utilizam-se da natureza física, emocional e mental; os segundos, de seu estado evolutivo e da evolução espiritual. Podemos, entretanto, afirmar que tanto um como o outro conduzem a Deus.
Percebam então, nossos Irmãos, que não é fácil a tarefa de escrever sobre a origem da Maçonaria, que apresenta-se mediante tantos pensamentos divergentes em determinados aspectos. Poderíamos tomar esta ou aquela Escola como a mais clara e verdadeira, ou afirmar que Rama, Krishna, Moisés, Tutankhamon, Sócrates, Pitágoras, Davi, Salomão, Noé e Jesus foram maçons. Mas como provaríamos isso?
Buscamos desmistificar a pesquisa maçônica apoiando-nos numa busca constante da verdade, fazendo uma separação entre aquilo que é bom e o que não o é, fixando-nos em fatos concretos. Portanto, cabe-nos aqui apenas apresentar os pensamentos de forma imparcial, realçando os pontos mais notáveis da evolução do espírito humano, rasgando o véu que cobre uma história muito interessante. Para isso, colocamos de lado nossas paixões submetidas à força material, velada pelo símbolo externo capaz de traduzir aquilo que foi colocado no papel.
Entretanto, é evidente que a falta de documentos e registros dignos de crédito envolvem nossa Ordem numa penumbra histórica, o que faz com que a espiritualidade dos grandes avatares se perca nas brumas do tempo.
Aproveitamos para citar aqui o artigo décimo quinto do Manuscrito Halliwell, denominado “O Regius” (1390):
“O maçom não deve ter para com os outros homens um comportamento hipócrita, nem seguir os Companheiros no caminho do erro, qualquer que seja o benefício que possa ter.
Ele nunca deverá fazer um falso julgamento, e com amor deverá preocupar-se com sua alma, sob pena de trazer ao ofício a vergonha e para si a repreensão.”
Encerramos esta nossa introdução com uma simples pergunta: quantos e quantos documentos antigos não foram destruídos pela ignorância ou pela má fé?
Somos,

Cláudio Roque Buono Ferreira
Eminente Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo — GOSP

Wagner Veneziani Costa
Grande Secretário de Cultura e Educação Maçônicas do GOSP

1 comentário às 15:21 Gerente Editorial

“Viverei para sempre ou morrerei tentando.”

Devemos sempre procurar novos objetivos e novas fronteiras
Prever o futuro ou, pelo menos, compreender como o desenvolvimento tecnológico afetará a nossa vida não é tarefa fácil. No entanto, adaptarmo-nos a novos conceitos e paradigmas será essencial no competitivo mundo do amanhã, ou melhor, já está sendo necessário. Caso contrário, corremos o risco de nos tornarmos obsoletos. Pior ainda, a sociedade e as suas instituições podem sofrer as conseqüências da inabilidade de olhar para o futuro antes de definir o presente.
Durante os últimos cem anos, os avanços da Ciência foram, no mínimo, notáveis. A Ciência progrediu mais no período compreendido entre a descoberta da teoria da relatividade e da energia atômica e o desenvolvimento do projeto do Genoma Humano do que em toda a antecedente História humana. Recentes desenvolvimentos na informática, na astrofísica, nas ciências biológicas e na manipulação molecular da matéria nos levam a pensar que esta tendência de evolução científica deve continuar ou mesmo acelerar. Devemos, portanto, antecipar novas revoluções científicas num futuro próximo. Estar preparado pode significar a diferença entre o sucesso e o desastre.
Quando fui iniciado, e recebi o nome espiritual de Goura Chandra, várias faces da minha vida foram-me reveladas, e uma delas era o desafio de ultrapassar as barreiras colocadas por seres que tudo fazem para que a humanidade não evolua.
Para quem desconhece Cosmologia, ressaltamos que a singularidade em Astronomia é o centro de um buraco negro; vejam bem, não é branco, é negro. Ninguém sabe, ou sequer imagina, aquilo que se passa na singularidade do buraco negro. As equações de astrofísica dão resultados contraditórios ou impossíveis.
De acordo com a lei de Moore, a capacidade dos computadores aumenta de modo expansivo. Baseados em avanços nas áreas de informática, inteligência artificial e nanotecnologia, acreditamos que muitas mudanças ainda ocorrerão no meio tecnológico. Vivemos à sombra de um futuro glorioso que se pode transformar em catástrofe se, por miopia cultural, política, ou religiosa, não soubermos lidar com essas tecnologias de um futuro próximo. “O passado é de todos, o futuro só de alguns.” Mas estamos progredindo com a humanidade e a globalização; e, identificados com tal progresso, lançamos a obra Inteligência Artificial — Um Guia para Iniciantes, do cientista Blay Whitby.
Por ora, perguntamos por que o Genoma passou a ser um assunto de destaque na mídia? Que impacto essas pesquisas poderão ter em nossas vidas? Estará o nosso destino “escrito” no DNA? Será que teremos de substituir o estado espiritual (espírito) por DNA? Para mim, mudam somente os nomes; isso existe e sempre existiu. E mais: temos o direito de ler esse destino? Os planos de saúde ou seguro terão esses direitos? Poderemos, no futuro, modificar nossos genes? Será ético agirmos assim? Irão os genes virar mercadoria, ou já viraram?
Surge, porém, uma grande questão: retrocedemos ao materialismo brutal ou ao agnosticismo inócuo? Somos, ou seremos, mais capazes? Somos mais inteligentes que os nossos ancestrais? Ainda há novas teorias e possibilidades a explorar? Enfim, são muitas as perguntas e poucas as respostas que podem (e devem) ser feitas.
Líder no mercado editorial nas áreas de Magia, Maçonaria, Bruxaria, Holismo, Misticismo, Ocultismo, Fraternidade Branca, a Madras Editora, cuja equipe gerencial tem o vigor da juventude e a vivência da maturidade (em média 30 anos), vem abrindo novos horizontes aos seus leitores, desenvolvendo uma linha pedagógica elogiadíssima por professores doutores no assunto; são obras provenientes da Espanha, da Alemanha, da França, da Inglaterra e dos Estados Unidos, com uma nova proposta educacional e com tecnologias de comunicação inovadoras.
E, paralelamente, uma nova proposta nas áreas de Filosofia e Mitologia, editando, além dos clássicos (Nietzsche, Platão, Sócrates e outros), obras inovadoras, como Matrix — Bem-vindo ao Deserto do Real, um grande sucesso. Lançamos Os Simpsons e a Filosofia, Seinfeld e a Filosofia, Buffy: a Caça Vampiros e a Filosofia, A Paixão de Cristo e a Filosofia, Harry Potter e a Filosofia, Star Wars e a Filosofia, A Família Soprano e a Filosofia, Super-Heróis e a Filosofia, e muito mais vem por aí.
Outra coleção importante que está tendo sucesso, não só em vendas como em crítica, é a “O Livro Completo”: O Livro Completo da Filosofia; O Livro Completo da Mitologia Clássica; O Livro Completo sobre Einsten; O Livro Completo da Psicologia, O Livro Completo dos Heróis, Mitos e Lendas; O Livro Completo sobre Wicca e Bruxaria e O Livro Completo sobre a História e o Legado dos Judeus, todos de grande utilidade para o público estudantil e para os interessados em enriquecer seus conhecimentos históricos e culturais.
O público também aprovou a inovação da Madras Editora ao trazer para o Brasil clássicos da Antiguidade que discorrem acerca de estratégias militares originadas no Oriente e que são atualíssimas ao povo do Ocidente, ou seja, casando-as com os clássicos ocidentais, pois são estratégias perfeitas para se vencer a guerra do cotidiano, seja nas grandes empresas, seja na vida particular. Trata-se das obras A Arte da Guerra, Dominando a Arte da Guerra, O Livro dos 5 Anéis, Bushido — O Código do Samurai e Da Arte da Guerra.
A Madras trouxe também a seus leitores o maravilhoso romance arqueológico A Deusa Dourada, obra que figurou na lista dos livros mais vendidos do The New York Times.
Não podemos deixar de ressaltar o crescente sucesso dos livros do Mestre Rubens Saraceni, que, com sua mente inovadora, brinda o nosso público com seis livros editados em um único mês: O Cavaleiro da Estrela Guia — O Início da Saga, O Cavaleiro da Estrela Guia — A Saga Continua, O Cavaleiro da Estrela Guia — A Saga Completa, Aprendiz-Sete — O Filho de Ogum, Guardião Sete — O Chanceler do Amor e Magia Divina dos Elementais.
Nossa ousadia não pára por aqui; nossos amigos leitores e internautas, que já dispõem do nosso catálogo completo na Internet (www.madras.com.br). Também disponibilizamos jogos de Runas, Tarô, entre outros, além de consulta ao seu Horóscopo.
Diferentemente de outros editores que, enganosamente, afirmam que obras a respeito de anjos, misticismo e ocultismo já não ajudam os leitores e que somente livros práticos que ensinam como pagarem suas contas no fim do mês são úteis, nós, da Madras Editora, nunca estivemos tão confiantes nas energias superiores e no Universo, que conspira a nosso favor.
Que o nosso público não se preocupe, pois a Madras é uma editora de obras tradicionais e, sem perder a sua característica principal, ela procura cumprir a sua missão, que é abrir os portais da mente e do coração, convidando seus leitores a alçar novos vôos, ultrapassar novas fronteiras, conhecer novas verdades, aprendendo, assim, a aceitar o novo e a recusar o obsoleto. Avançar sempre! Sem mudanças, algo adormece dentro de nós e raramente desperta. Como afirma William Blake: “Sem contrários não há progresso”.
Quero lembrar, ainda, que como a Madras Editora tornou-se consagrada pelo seu público como a Maior Editora Holística do Brasil, vale destacar que Holismo significa o Todo existente em cada parte, e cuja lei maior afirma que tudo o que existe emana de uma Realidade Una. Logo, tudo o que há é uma Unidade. E mais: em Ciência Espiritual, reconhece-se que é uma ilusão sentirmo-nos separados. Por acreditar firmemente nessa Lei, não me canso de repetir:

Eu Sou Apenas isso,
Eu Sou Você,
Você Sou Eu,
Eu Sou, a Sua Manifestação…
Eu Sou, Wagner Veneziani Costa

1 comentário 27 de Setembro de 2006 às 12:06 Gerente Editorial

A Paixão de Cristo e a Filosofia

A Paixão de Cristo

Prefácio

A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, tornou-se um dos filmes mais polêmicos já produzidos e já é um estouro da cinematografia. Seus defensores entusiasticamente o consideram uma das mais comoventes e influentes obras de arte religiosa já criadas. Mas os detratores argumentam com comparável veemência que a violência e o sangue contidos no filme, seu alegado anti-semitismo, uma abordagem peculiar da mensagem cristã, e uma falta de correção histórica e bíblica fazem dele nada mais que uma espécie de propaganda política. O padre Thomas Rosica elogiou o filme como uma das grandes obras-primas da arte religiosa, mas o humanista secular Paul Kurtz o considera uma arma política nas mãos da Direita Religiosa. Os críticos de cinema dividem-se no julgamento, dando ao filme algo entre zero e cinco estrelas. Independentemente do que se acha do filme, porém, seu impacto pessoal e social é inquestionável. Discussões acerca do filme proliferam em toda parte, e não muito tempo atrás correu a notícia de que um ministro cristão no Brasil morrera de ataque cardíaco após ver o filme, tamanha teria sido sua emoção. A Paixão mexe profundamente com as pessoas.
Quem está certo e quem está errado? Boa pergunta. Mas talvez mais importante que a pergunta sejam os motivos existentes por trás dela. Muitas outras obras de cultura popular levantam questões importantes e geram controvérsia. Filmes como Matrix ou O Senhor dos Anéis apresentam interessantes dilemas a respeito do bem e do mal, da natureza da realidade, do inevitável fim da humanidade, do tempo e da moral, da felicidade, do livre-arbítrio e do determinismo, por exemplo. Diferentemente de muitas dessas obras, porém, A Paixão vai além do interesse teórico e mergulha no coração das acalentadas crenças e valores de muitas pessoas. Embora outros filmes possam abordar questões semelhantes àquelas propostas por esse filme, a obra de Gibson as coloca em um contexto religioso e social que lhes dá uma especial significância. Vendo o filme, as platéias não conseguem deixar de se sentir perturbadas e desafiadas por uma mensagem que diz respeito às próprias raízes de sua fé e à compreensão do mundo à sua volta. A importância do próprio Jesus, a trágica história de sua vida e a subseqüente história do Cristianismo atingem nervos mais profundos que uma história de ficção científica como Matrix ou uma fantasia como O Senhor dos Anéis. Afinal, ninguém teve maior impacto que Jesus na história do mundo. Já morreram pessoas por causa da mensagem cristã e outras porque a rejeitaram; portanto, não estamos falando aqui de um assunto banal. A Paixão desafia tanto os cristãos quanto os não-cristãos a reexaminar a história do julgamento, da acusação e da crucificação de Cristo, vista sob a perspectiva apresentada no filme.
Uma obra assim tão poderosa oferece uma oportunidade incomum de levantarmos e abordarmos alguns dos temas filosóficos mais fundamentais a respeito da realidade humana em um contexto em que o público geral consegue se identificar com eles. A Filosofia começou com controvérsia e vive de controvérsia; por isso, era de se esperar que ela absorvesse alguns dos desafios propostos por A Paixão de Cristo. Esta coletânea de ensaios trata de alguns deles. Começa com um capítulo que traz a pergunta fundamental: Quem é Cristo? Somos levados a considerar o modo como a descrição que Gibson faz da Paixão de Cristo e do excruciante sofrimento por qual ele passou contribui para a compreensão da identidade de Cristo.
Isso nos leva a uma das duas perguntas mais debatidas acerca de A Paixão, que é também o título da primeira parte do livro: “Cristo tinha de sofrer tão violentamente?” Obviamente, Gibson não só achava que sim mas também julgou necessário retratar a violência no filme, o que nos faz perguntar como essa violência nos é compreensível e em quais condições ela pode se tornar inteligível. Daí chegamos à noção do sacrifício como redenção. Será que a profundidade do pecado humano exige o tipo de sofrimento por que Jesus teria suportado, como se vê em A Paixão? Se exigir, então o que isso nos diz sobre a humanidade, o pecado e o Cristianismo? Esse sofrimento faz sentido, tanto como sacrifício quanto cinematograficamente? A Paixão distorce a pessoa integral de Cristo, concentrando-se no sangue e na violência? E essa ênfase contribui para o valor do filme como obra de arte?
A segunda pergunta mais debatida a respeito de A Paixão tem a ver com seu suposto anti-semitismo e o envolvimento dos judeus na morte de Cristo. Assim, a seção seguinte do livro é intitulada: “A Paixão é anti-semita?” O filme, por acaso, culpa todos os judeus pela morte de Jesus? É um filme racista? E leva em conta o fato de que Jesus era um judeu bem inserido em uma tradição mística judaica? O que explica as diferentes reações que as pessoas têm ao filme, particularmente no contexto do anti-semitismo?
No coração do filme, e relacionada às perguntas feitas até agora, está a compreensão da mensagem de Deus e da relação entre fé e verdade. Mais importante para os filósofos é a questão do que é a verdade em si e de como se relaciona à fé. De um modo geral, como se pode conhecer a verdade e, especificamente, como se pode saber que aquilo em que se acredita pela fé é verdadeiro? Ainda mais contundente, se os Evangelhos forem interpretados como a palavra de Deus, precisamos refletir sobre o melhor modo de abordá-los e perguntar se Gibson efetivamente trata desse desafio no filme. Como a transferência da palavra para o filme afeta a mensagem das palavras? E, por fim, o que devemos pensar das mulheres que amavam Jesus? Qual é a verdadeira importância delas na história da Paixão? Esses temas são explorados na parte intitulada “O que é a verdade?”
Essa seção é seguida por uma denominada “Por que Cristo foi morto?”, apontando tanto para as razões quanto para o significado da morte de Cristo, que envolve a redenção e seu sentido. Qual é a importância de seu auto-sacrifício? O que implica a cruz, especificamente para os filósofos, e em geral para o mundo? Ela responde a algumas das perguntas para as quais os filósofos não têm resposta? Na verdade, a morte de Cristo se compara à de outro grande mártir, Sócrates, que é considerado o filósofo por excelência?
A escolha de Cristo em morrer pela humanidade leva naturalmente a temas como liberdade, pré-conhecimento divino e responsabilidade moral, que se encontram tanto no centro da fé cristã quanto no de A Paixão. Cristo teria a liberdade de escolher a morte quando, como Deus, ele sabia desde toda a eternidade que faria isso? O tema da liberdade aplica-se somente a Cristo como Deus. Os seres humanos também enfrentam um problema, que pode ser inserido no contexto da situação de Judas: Como Judas pode ser considerado moralmente responsável pela traição de Jesus quando Deus sabia que ele agiria assim e que sua ação era necessária para a realização da redenção humana? Logicamente, surgem daí questões pertinentes a como os seres humanos são capazes de resistir ao mal, e qual é a melhor maneira de fazer isso. E isso nos traz de volta ao comportamento não-violento de Cristo e a seu ensinamento da não-violência. Esses temas são explorados em uma seção encabeçada pela pergunta: Quem é moralmente responsável?
Esses tópicos são explorados por 20 filósofos e estudiosos bem conhecidos nos ensaios curtos, diretos e provocantes deste volume. Suas experiências e seus conhecimentos tornam os assuntos por eles abordados dinâmicos e desafiantes, ao mesmo tempo respeitando sua natureza séria. Todos se envolvem fortemente, talvez apaixonadamente, com as questões que discutem aqui, mas partem de diferentes perspectivas oriundas de convicções profundamente enraizadas. Alguns dos autores são cristãos evangélicos, outros católicos romanos, outros judeus, pelo menos um é mórmon, alguns não seguem religião alguma e outros são militantes anti-religiosos. Também estão representados os dois sexos e diferentes formações étnicas, todos juntos proporcionando uma boa amostra dos diversos pontos de vista das pessoas em relação ao filme e aos temas políticos por ele levantados. Os textos visam tanto à profundidade quanto à acessibilidade e devem gerar discussão e reflexão.
O livro como um todo não toma partido nenhum nas controvérsias que cercam A Paixão. Ele tem a intenção de ser um livro de Filosofia, embora boa parte de seu conteúdo esteja enraizada na religião e dela trate; e a tarefa da Filosofia é aprofundar e ampliar o nosso entendimento de tópicos que costumam ser abordados superficial e resumidamente. Não é uma apologia nem um ataque a este ou àquele ponto de vista específico, embora exponha problemas e temas que vão muito além das fronteiras de um exercício acadêmico, incitando os autores a tomar partido. Cabe àqueles que lerem os ensaios decidir o que pensar; estamos apenas oferecendo um ponto de partida.

Wagner Veneziani Costa

1 comentário às 10:57 Gerente Editorial

Diário da Bruxa e do Bruxo

Introdução

Vênus é a estrela mais brilhante do espaço sideral. É a rainha dos planetas, jóia da coroa de nosso sistema solar.
Vênus, a deusa mais popular do Olimpo grego, é símbolo do amor e da beleza. Filha de Zeus e de Dione ou, segundo outra versão, da espuma do mar. Fecundada pelo sangue de Urano (Céu), nasceu uma jovem levada em primeiro lugar para a ilha de Cítera e, em seguida, a Chipre.
Deusa encantadora, não tardou percorrer a costa, e as flores nasciam em seus pés delicados. Chama-se Afrodite (Vênus), deusa da beleza e dos prazeres, dos fogos e dos risos.
O filósofo grego Pitágoras descobriu que a estrela da manhã e a estrela da noite eram, de fato, a mesma. A estrela matutina, Vênus Lúcifer, é vista no leste, na aurora do dia. A estrela vespertina, Vênus Hésperus, é vista no oeste, no crepúsculo. No Brasil, é conhecida como estrela-d’alva. Vênus rege as sextas-feiras.
Os latinos chamavam o planeta Vênus de Lúcifer, que significa “Portador da Luz” (vem do latim lux, lucis = luz; ferre = carregar), cuja correspondência em grego significa phosphoros, o “portador da luz”, aquele que traz a luz.
Em Apocalipse 22:16 está escrito: “Eu, Jesus,… Eu sou a raiz e o descendente de Davi, sou a estrela radiosa da manhã”.
Todos devem saber que Vênus, por sua proximidade ao Sol, “aparece” quando este se encontra no horizonte, durante os crepúsculos, seja esse matutino ou vespertino. Durante o amanhecer, a “estrela” Vênus aparece no horizonte antes do “nascimento” do Sol.
Está mais do que claro que assim como é na Terra, embaixo, é no Céu, em cima, e Vênus, o planeta-irmão de nossa querida Terra, foi sacrificado pela ambição, para mostrar nosso planeta como “Escolhido” do Senhor. E Vênus tornou-se o bode expiatório. Isso ocorreu na Idade Média. Os pais da Igreja fizeram-no com o incansável desejo de provar um insignificante sistema teológico construído a partir de antigos materiais pagãos, como sendo o único correto e sagrado.
Não podemos deixar de citar que Vênus-Afrodite, a deusa nascida da espuma, a “Mãe Divina”, era chamada “Estrela da Manhã”, “Virgem do Mar”, “Rainha do Céu” (daí Maria), “O Grande Abismo”, títulos dados hoje pela Igreja Romana à sua Virgem Maria. Todas estavam ligadas à “Lua”, em sua fase crescente, ao Dragão e ao planeta Vênus, uma vez que a mãe de Cristo estava relacionada a todos esses atributos.
Lembrem-se: onde há mistério, supõe-se haver também o mal. Isso foi e é detectado pela mente humana inclinada para o mal, até mesmo nos olhos luminosos que espreitam nosso perverso e ignorante mundo através do véu do éter.
Poderia estender este assunto por muitas e muitas páginas, mostrando que os “bons padres” do templo da Igreja do Cristianismo sabiam como utilizar o material pagão para difamá-los em seus dogmas. Basta lembrar que não fora ele, “o diabo”, o Salvador, o Redentor, o Crucificado seria nada mais que um ridículo supernumerário, e a cruz, um insulto ao bom senso.
Dificilmente podemos deixar de nos perguntar por que pessoas educadas ainda são ignorantes o bastante, em pleno Terceiro Milênio, a ponto de associar um planeta ou qualquer outra coisa da Natureza criada pelo Incriado, o Onipotente, Onisciente e Onipresente, ao Diabo.
Para finalizar, saiba que a natureza tem um vasto arquivo de memória, e que o ser humano, por meio de estágios de evolução e capacidades espirituais, pode acessar diretamente esses arquivos, pois são infalivelmente precisos e inesgotavelmente minuciosos.
Lembre-se de que todas as pessoas que vivem no presente desempenham um papel muito importante na missão Divina. Que todos possam, no centro, encontrar seu “eu mesmo”.
Do irreal leve-me ao Real.
Das trevas leve-me à Luz.
Da morte leve-me à Imortalidade.

Eu Sou, Wagner Veneziani Costa

1 comentário 26 de Setembro de 2006 às 15:34 Gerente Editorial

O Diário dos Magos

Introdução

Distintos leitores, investigadores da Verdade, irmãos que se movimentam e vibram as partículas do nosso Universo. Eu, humildemente, venho mais uma vez agradecer a todos, pela manifestação positiva que têm demonstrado para com a nossa Madras Editora. Procuramos, todos os dias, sermos úteis, gerando alegria, felicidade, abundância, harmonia e, o mais importante, o conhecimento.
Nossa missão continua — que é a de produzir com a mesma qualidade obras que visam a mudar os nossos horizontes, transformando-nos em parte integrante de tudo e de todos. Obviamente, não é uma tarefa fácil, pois o nosso Universo é infinito e o conhecimento que o rege é gigantesco.
O meu maior desejo, e acredito que é parte da nossa missão, é o de despertar o próximo, procurando revelar os princípios e as leis que regem o Universo.
Iluminemos os nossos pensamentos, palavras e ações, para que vibremos em todos os níveis, conscientes de que somos parte de uma Centelha Divina e que a capacidade do nosso ser é ilimitada. Mas nos lembremos de que tudo tem o seu preço, nada é de graça. Toda ação gera uma reação. Temos de estar dispostos a dar e a compartilhar, pois assim o nosso próximo terá a mesma oportunidade de prosperar.
Todas as manhãs, antes de sair do seu lar, desenvolva o hábito de desejar a todos muita Luz, Amor e Paz. Mas o faça com amor; brote esta semente dentro de você e deixe que as pessoas que estão ao seu redor se alimentem desse amor. Mas o faça com força no pensamento; não se esqueça de que o pensamento é uma energia e que energia é força e poder. Logo você envolverá todo o seu universo, repleto de felicidade. Mentalize prosperidade!
Pela redução numerológica, 2004 é equivalente 6, número este que representa a harmonia, o equilíbrio entre matéria e espírito e estética e sensibilidade. Dentre tantas representações, está simbolizado pelo Selo de Salomão (Yoni e Lingan Yoni = Vagina, Lingan = Pênis), o selo com dois triângulos, negativo e positivo, macho e fêmea. O Selo de Salomão também simboliza o macrocosmos.
No Tarô Cigano, o 6 representa os ventos, o sopro da vida.
No Tarô de Marselha, o 6 é atribuído ao arcano “O Enamorado”, conhecido também como o casamento — Eliphas Levi passou a chamá-lo de “Os Amantes”.
Seis é o centro do sistema da Cabala, com Tiphareth, Sephirah. O número 6 é o centro da Árvore da Vida.
Não podemos nos esquecer de que a raiz latina de 6 é sex, que significa sexo. Diremos, então, que o 6 representa a união criativa, é produto do equilíbrio e complementação dos opostos.
A letra hebraica correspondente é Zain. Significa espada, que, forjada no fogo e temperada na água, é o símbolo de polaridade.
Sua atribuição astrológica é Gêmeos, um signo de ar, mutável e governado por Mercúrio. No corpo humano, rege os pulmões, os braços e os ombros. A missão de Gêmeos é a de ter idéias e estimular intelectualmente os outros. Seu principal verbo é: “eu duvido”; sua frase integradora é: “eu dou profundidade ao meu conhecimento por meio da sabedoria da concretização”.
A regência astrológica de 2004 pertence ao planeta Mercúrio, que, por sua vez, é o regente natural de dois signos: Gêmeos e Virgem. Em Virgem, é um Mercúrio de terra; em Gêmeos, é um Mercúrio de ar. Na mitologia, Mercúrio era o mensageiro dos deuses. Ele era rápido — tinha asas em seus pés —, esperto, conhecedor de inúmeros assuntos e possuidor de muitos dons, inclusive o da intuição. Mercúrio possui o caduceu como símbolo do conhecimento universal, ainda hoje usado como símbolo da Medicina.
Mercúrio era filho de Júpiter e Maia, uma das Plêiades, filha de Atlas. Os gregos chamavam-no de Hermes, isto é, mensageiro ou intérprete. Deus da eloqüência e da arte de bem falar. A quarta-feira lhe era consagrada.
Mercúrio também colocará seu foco na casa 6, que é a casa natural do signo de Virgem. Este é o signo do trabalho e da atuação prática.
Procuremos respeitar as Leis, buscar novas filosofias de vida, desenvolver a tolerância e dar vazão ao pensamento livre, pois somente com esta amplitude do nosso Eu Interior é que conseguiremos alcançar os nossos objetivos e fazer cumprir a nossa missão.

Eu Sou Você e Você Sou Eu; Um por todos e todos por Um.
Eu Sou o que Sou,
Wagner Veneziani Costa

Adicionar comentário 25 de Setembro de 2006 às 10:43 Gerente Editorial

Diário da Abundância

Introdução

Tudo está na Linha. Para Mim. Para Você. Para a Humanidade e para o Planeta.

Aos meus Amigos, Clientes, Parceiros, Fornecedores, Fraters, Sórores e Irmãos, os meus mais sinceros e calorosos votos de Luz, Amor e Paz!!!
Onde há visão, pode surgir uma vontade. E onde há vontade, surge um caminho…
Podemos declarar nossa imensa satisfação de estar cumprindo nossa missão. Mais do que uma editora, somos, com certeza, os divulgadores e mensageiros de uma “Verdade” por muitos desconhecida e ignorada.
Estamos cientes de nosso trabalho e do compromisso que temos para com os seres dessa e de outras dimensões e galáxias. Sabemos que estamos sendo assistidos… E podem estar certos de que Eu não temo nada e ninguém, pois Eu Sou O Que Sou.
Vivemos um grande momento, em que as vibrações no planeta e em cada um de nós estão aceleradas; isso tem um porquê, para que ocorram as mudanças necessárias.
O homem vem procurando por meio da física moderna o que classificam como a “Teoria unificada do todo”. Essa busca levou a algumas descobertas que julgo ser surpreendentes, que inclui supercordas, quarks e supercondutividade, junto com a consciência de planos de existência até então desconhecidos, além de nosso familiar espaço-tempo e que agora podem ser manipulados. Na mecânica quântica, os cientistas confirmaram que a matéria pode, na verdade, estar em dois lugares ao mesmo tempo. O teletransporte está muito perto de se tornar uma realidade. Já anunciam o material antigravitacional para o transporte aéreo.
Portais estão sendo abertos há muito, há muito tempo…, mas nunca houve tantos seres sendo despertados e ao mesmo tempo temerosos com o que está acontecendo. Surgem, com isso, milhares de questões que nos são formuladas todos os dias. Percebo que o medo, a desconfiança, a confusão, a curiosidade e o tumulto estão cada vez mais presentes, assim como, por outro lado, a certeza de que fazemos parte das Leis que regem o Universo, da cura, do amor incondicional, da sensibilidade e da magia que crescem a todo instante. A cada dúvida surge um tipo de resposta… É como se estivéssemos acordando de um “Sonho”. Um sonho que muitos já percebiam estar vivendo.
Começamos, juntos a essas mudanças, um processo de descobertas no qual, dirigidos pelos planos superiores, movemo-nos até uma nova espiral consciencial em que as energias da dualidade (antagonismo) e da separatividade estão sendo removidas de nossas esferas. Posso citar um desses exemplos: O Portal 11:11, um projeto que é uma ativação planetária para uma nova espiral de padrão energético completamente nova, diferente daquela que estamos vivendo até então. É um gatilho pré-codificado em nossa memória celular, colocado há muito tempo nas fibras do DNA dos nossos seres, antes de virmos inicialmente à matéria.
Dentro de nós estão os padrões de ilusão, da dualidade e da separação. Nós somos criados no conceito de que somos unidades separadas da Fonte; seres fracassados procurando por um Deus que vive fora, que nos faz sentir solitários e abandonados. No entanto, é chegado o momento de despertarmos e darmos atenção ao nosso Deus Interno, buscar a conexão com o nosso EU SUPERIOR, nossa Presença Divina ou Alma Individual que tem a percepção direta e instantânea da VERDADE, do que é autêntico e do que é realmente importante para o nosso progresso. Temos de ter muito cuidado com o que fascina em vez de elucidar, com o que nos hipnotiza em vez de conscientizar. Um exemplo disso é nossa história, principalmente a religiosa. Chegou o momento de descartarmos velhos hábitos e condicionamentos que estão enraizados na ilusão.
O Portal 11:11 é um símbolo da transformação para aqueles humanos que são conhecidos como as crianças das estrelas ou os trabalhadores claros. Esses humanos não têm as mesmas origens. As crianças das estrelas estão aqui para uma finalidade, mas muitos que encarnaram como seres humanos apagaram toda a memória de suas origens. O código para o símbolo de 11:11 é uma espécie de código genético implantado para fazer com que comecem o processo de recordar. Se você está lendo este texto, é porque está experimentando o enigma; então, você é uma criança da estrela. Aceite o chamado. Respire fundo e tente se conectar. Imagine que neste momento uma grande nave está ancorada sobre o local onde você está. Abra sua mente e seu coração e peça que os seres dessa nave emitam um raio dourado sobre você, como se você estivesse sendo banhado por esse raio dourado. Permita-se experimentar…
Nós não somos o que pensávamos que éramos. Isso mexe muito com cada um de nós. O que somos, então? Somos muito mais expandidos e livres. Somos estrelas. Cada célula em nosso corpo é a representação simular do Universo. Podemos agora, sim, e nesse exato momento, sentir as redes dos nossos seres intertecidas em nosso ser único. Começamos a erguer-nos, uma nova era está começando, nosso ser único começa a entrar em ação. Tornamo-nos vivos. Entramos em novos níveis de existência, conscientes tecidos em unicidade e passamos, então, da onda da Experiência ao Fazer e da onda do Fazer para o SER.
Isso significa que você tem de ser real e verdadeiro e viver seu amor, um amor incondicional, pois tudo que tem uma existência é você também, você é tudo o que pensa, vê, ouve, fala e respira; enfim, você é o todo e por que não dizer, o nada. Os cientistas já sabem, e os físicos já comprovam, que o pensamento cria a realidade e que pode curar; aliás, o pensamento pode tudo, basta que você se liberte totalmente.
Temos um grande desafio: começar agir de forma inteligente dentro do Universo. Não podemos esquecer de que toda a vida é sagrada e toda a espécie desempenha um papel vital. Não apenas os mamíferos, nossos parentes próximos, os répteis também desempenham um poder especial, possuem a incrível inteligência de conhecimentos da consciência da Terra. Cuidado apenas com seus pensamentos, estou falando desse exato momento, o que vocês estão pensando? Que enlouqueci? Ou que estou sonhando acordado? A resposta é que estou vivenciando um momento muito importante… permitindo-me viver os meus sentidos, presenciar os meus insights, acreditar em minhas intuições, deixando vir tudo à tona, expondo-me.
No fundo, vocês precisam encontrar o seu segredo interior, sua mônada pessoal, que não é física e está muito além do emocional. Pensamento puro bem dentro de seu coração, a chama trina. A inteligência desse seu Eu Superior é surpreendente e tudo o que precisam fazer é assumir a responsabilidade de

Adicionar comentário 24 de Setembro de 2006 às 17:47 Gerente Editorial

Diário Abracadabra

Introdução

“A liberdade do outro amplia a minha ao infinito!” (Bakunin, 1814-1876)

Meus Irmãos, Amigos e Parceiros,
Recebam os meus mais Sinceros Votos de Luz, Amor e Paz!!!
TUDO É, VERDADEIRAMENTE, DEUS.
TUDO É DA NATUREZA DE DEUS.
TUDO É NECESSÁRIO.
Somos, antes de tudo, buscadores da “Verdade” na grande Aventura da Vida.
A Madras Editora é formada por um grupo de pessoas (funcionários, autores, amigos, irmãos e colaboradores) que acredita que os sonhos se realizam e que é pelo nosso trabalho que o Caminho surge para a realização de nossas vontades.
Nosso objetivo é o de despertar no homem sua própria Consciência Maior, o seu “EU” Superior. Acreditamos que o livre-arbítrio e o destino acontecem aqui e agora, regados pelo despertar de nossas consciências que buscam a liberdade de espírito.
Cientes de que a verdadeira liberdade não está no livre-arbítrio de simplesmente escolher entre o bem e o mal, mas sim escolher entre o bem e um bem maior. E que essa escolha seria impossível sem CONHECIMENTO, SABEDORIA E ESPIRITUALIDADE.
Somos Guerreiros dos Mistérios, Cavaleiros da Luz, do Amor e da Paz!!!
Diferentes, sim, por não aceitarmos nenhum tipo de imposição ou crença. E acreditamos que a “unanimidade é ignorante”. Cremos, também, que tudo no Universo é bipolar, e isso nos inclui. Somos uma energia que tanto pode atuar no lado negativo quanto no positivo, ou seja, somos Luz e Sombra; negativo e positivo; fêmeas e machos; o Yin e Yang, duas forças opostas em harmonia.
Tudo o que enxergamos é definido pela nossa visão por meio da Luz. Porém, necessitamos de um oposto à luminosidade, as Sombras. Se vivêssemos em um Universo onde só houvesse Luz intensa ou profunda Escuridão, não conseguiríamos definir as formas, os contrastes e as nuanças. Podemos concluir, então, que uma necessita da outra e que somente juntas dão origem aos tons e às formas. E não é só isso, pois nem tudo o que enxergamos é o que estamos olhando. Stephen Covey defende que os modelos mentais são as lentes através das quais vemos o mundo, o que determina o nosso modo de pensar e de agir. Isso quer dizer que enxergamos o mundo não exatamente como ele é, mas como nós estamos condicionados a vê-lo. Vocês se recordam de Matrix?
Lembrem-se também do que vemos quando olhamos para o Universo, o que vemos é o passado muito distante.
Quando falo de visão, logo me vem à mente uma outra visão, não a que nos faz “ver” com os olhos, mas com a mente, o coração e o espírito, a INSPIRAÇÃO. Momento em que enxergamos o que queremos ou alguma resolução qualquer, um projeto, uma ação específica, até mesmo o ato de levantar em busca de algo. Somos dependentes da inspiração, de algum motivo que nos faça correr atrás do que queremos naquele momento.
Dependemos sempre de algum fato ou elemento físico que nos desperte a mente e ative o mecanismo de busca para aquele objetivo. O encontro perfeito do Eu com a possibilidade de atuação plena. É o processo da busca da conexão que possamos utilizar para desenvolver nossos dons, tornando-nos úteis. Uma Fonte Divina que está dentro e fora de nós.
A inspiração é o momento em que o arquivo mental entra em ação e abre-se uma porta para a entrada de uma grande idéia.
E ao me passarem o trabalho de editar, compilar, criar e prefaciar nosso Diário Abracadabra, logo surgiram duas luzes: a primeira foi os símbolos do Sol e da Lua; e a segunda, o Alfa e o Ômega. Achei estranho… mas logo viria a resposta… Estamos em 2006, que em sua redução numerológica tem o resultado 8, número da matéria, do infinito, símbolo do Alfa. No tarô, é a carta “A Justiça”, um arcano que exprime toda a força do equilíbrio necessário perante as correntes antagonistas, mas também a disciplina do espírito e a força de cortar. Nessa carta de tarô podemos ver claramente o símbolo da balança, perfeitamente equilibrada, o equilíbrio Cósmico. Duas vezes quatro, e mostra a plena e total encarnação do espírito, em uma matéria que se torna criadora e autônoma, originando suas próprias leis em harmonia com as leis cósmicas: “Como é o acima, assim é o embaixo”. Lamed é a letra atribuída a esse Arcano. É uma letra simples, feminina, sua cor é verde-esmeralda e seu valor numérico é trinta. Hieroglificamente, Lamed representa uma serpente desenrolando-se ou também a asa de um pássaro esticando-se para levantar vôo. No caminho cabalístico de Lamed, ela une e equilibra Tiphareth (a Beleza) com Gueburah (a Força). Na Maçonaria, estaria representando as duas colunas: Boaz e Jaquin. Sua atribuição astrológica é Libra, um signo de Ar, cardinal, governado por Vênus. Governa os rins, que são os órgãos eliminadores que purificam o sangue das impurezas. Seu verbo é: “Eu equilibro”, e sua sentença integradora é: “Eu gero harmonia com beleza e autenticidade”. A figura central dessa carta é uma mulher jovem. Em vários tarôs o centro da balança é uma espada. É a espada dos Magos, que aparece no Ás de Espada, com seus três sóis e duas luas no punho. É a arma de Elohim Gebor, nome Divino de Gueburah. Pode fazer a guerra ou forçar a paz. Como a mente que afirma e nega, a espada é um símbolo da polaridade. Podemos perceber que esse Arcano é a expressão simbólica das forças cósmicas que ajustam e equilibram o Universo, desde o Cosmos como um Todo até cada uma de nossas células e partículas subatômicas. Para manter tal equilíbrio, essas forças vão construindo aqui, destruindo lá, ajustando os fenômenos particulares…
A Lua e o Sol são o par Divino. Segundo Plutarco, a Lua é a morada dos homens bons, após a morte. Eles levam uma vida que não é divina nem bem-aventurada, mas sem preocupações até a segunda morte, pois o homem deve morrer duas vezes: da segunda morte resultará um Novo nascimento.
“No caminho da Iluminação Mística, a Lua ilumina o caminho sempre perigoso da imaginação e da Magia, enquanto o Sol abre o caminho real da iluminação e da objetividade”.
A Lua é a dura conquista do “Verdadeiro”, sujeitando-nos a todas as armadilhas e a todos os desvios dos sentidos, à ilusão, em todas as suas formas.
O Sol, depois de todas as ilusões, revela a nossa “Verdade” e aquela do Mundo, e nos conduz para a iluminação material e a espiritual. Ele simboliza a Luz do Conhecimento e a sede da Energia, e, por meio delas, a Irradiação Divina. No plano da Alquimia operativa, a Lua e o Sol correspondem à fase de transmutação do chumbo em ouro.
A Lua é o regulador do fluxo e do refluxo. Leva tradicionalmente o número 18 – duas vezes nove e, por redução, também é nove. Este também é o número da escuridão, do inacessível, do céu além do Abismo. A Letra atribuída à Lua e Koph. É simples, masculina, carmesim, e seu valor numérico é 100. Está relacionada ao cerebelo, que é um órgão de vital importância, pois governa os chamados processos involuntários, como as pulsações cardíacas e a respiração. No processo cabalístico, o caminho de Koph leva de Malkuth (o Reino) a Netzach (a Vitória), unindo as naturezas física e emocional. Peixes é o signo correspondente a essa carta. É um signo de Água, mutável, feminino, governado por Netuno e Júpiter. Rege os pés, as mucosas, o sistema linfático e a aura. A missão desses nativos é Servir. Seu verbo é “Eu acredito”.
O Sol no tarô egípcio leva o título de “A Inspiração”. Seu título esotérico é “O Senhor do Fogo do Mundo”. O Sol leva tradicionalmente o número 19. A Letra atribuída ao Sol é Resh, que significa cabeça ou fisionomia. Simbolicamente, representa o Fogo e se relaciona com as faculdades de pensar, querer e sentir. É uma letra dupla, masculina, laranja, cujo valor numérico é 200. No caminho cabalístico, este sendeiro une Yesod (o Fundamento), a mente inconsciente e o psiquismo da Lua, com Hod (a Glória), a mente racional, concreta e consciente, relacionada com Mercúrio. Governa o signo de Leão. Rege o coração, a circulação sangüínia, as artérias, a coluna vertebral e os olhos.
Diante disso tudo, podemos notar que nesses aforismos básicos estão incluídos os três elementos de toda a criação: Espírito, Matéria e Energia. Todos os seres que existem no Cosmos possuem esses três elementos eternos e conjugados, os quais estão constantemente interligados no ciclo da evolução. Em nosso Universo (constituído de sete planos) não existe o que, normalmente, chamamos de “morte”; o que ocorre, na verdade, é que todos os elementos estão constantemente em evolução; nessa transformação, novas condições de vida são criadas e tudo é reabsorvido no seio do Cosmos Infinito. Esses aforismos citados, embora sintéticos, têm sido um manancial de tratados dos Mestres da Fraternidade sobre Filosofia, Ciência e Religião. A Vida manifestada nos Universos é, em si, eterna, pois é inerente à natureza de Deus.
Somos heróis em nossa jornada, arriscamos nossa sanidade para ousar viver em um mundo melhor, em um Universo de Amor Incondicional. Assim construímos nosso trabalho, com fibra por fibra de nossos corações, com a força e a destreza da espada árdua da perseverança. Este grupo somos nós, desbravadores de uma realidade melhor da Verdadeira Vida. Acreditamos que não há mérito sem esforço, nem vitória sem dor. Seja bem-vindo entre nós!

Wagner Veneziani Costa
Presidente da Madras Editora

Adicionar comentário 23 de Setembro de 2006 às 12:03 Gerente Editorial

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