Introdução

“A liberdade do outro amplia a minha ao infinito!” (Bakunin, 1814-1876)

Meus Irmãos, Amigos e Parceiros,
Recebam os meus mais Sinceros Votos de Luz, Amor e Paz!!!
TUDO É, VERDADEIRAMENTE, DEUS.
TUDO É DA NATUREZA DE DEUS.
TUDO É NECESSÁRIO.
Somos, antes de tudo, buscadores da “Verdade” na grande Aventura da Vida.
A Madras Editora é formada por um grupo de pessoas (funcionários, autores, amigos, irmãos e colaboradores) que acredita que os sonhos se realizam e que é pelo nosso trabalho que o Caminho surge para a realização de nossas vontades.
Nosso objetivo é o de despertar no homem sua própria Consciência Maior, o seu “EU” Superior. Acreditamos que o livre-arbítrio e o destino acontecem aqui e agora, regados pelo despertar de nossas consciências que buscam a liberdade de espírito.
Cientes de que a verdadeira liberdade não está no livre-arbítrio de simplesmente escolher entre o bem e o mal, mas sim escolher entre o bem e um bem maior. E que essa escolha seria impossível sem CONHECIMENTO, SABEDORIA E ESPIRITUALIDADE.
Somos Guerreiros dos Mistérios, Cavaleiros da Luz, do Amor e da Paz!!!
Diferentes, sim, por não aceitarmos nenhum tipo de imposição ou crença. E acreditamos que a “unanimidade é ignorante”. Cremos, também, que tudo no Universo é bipolar, e isso nos inclui. Somos uma energia que tanto pode atuar no lado negativo quanto no positivo, ou seja, somos Luz e Sombra; negativo e positivo; fêmeas e machos; o Yin e Yang, duas forças opostas em harmonia.
Tudo o que enxergamos é definido pela nossa visão por meio da Luz. Porém, necessitamos de um oposto à luminosidade, as Sombras. Se vivêssemos em um Universo onde só houvesse Luz intensa ou profunda Escuridão, não conseguiríamos definir as formas, os contrastes e as nuanças. Podemos concluir, então, que uma necessita da outra e que somente juntas dão origem aos tons e às formas. E não é só isso, pois nem tudo o que enxergamos é o que estamos olhando. Stephen Covey defende que os modelos mentais são as lentes através das quais vemos o mundo, o que determina o nosso modo de pensar e de agir. Isso quer dizer que enxergamos o mundo não exatamente como ele é, mas como nós estamos condicionados a vê-lo. Vocês se recordam de Matrix?
Lembrem-se também do que vemos quando olhamos para o Universo, o que vemos é o passado muito distante.
Quando falo de visão, logo me vem à mente uma outra visão, não a que nos faz “ver” com os olhos, mas com a mente, o coração e o espírito, a INSPIRAÇÃO. Momento em que enxergamos o que queremos ou alguma resolução qualquer, um projeto, uma ação específica, até mesmo o ato de levantar em busca de algo. Somos dependentes da inspiração, de algum motivo que nos faça correr atrás do que queremos naquele momento.
Dependemos sempre de algum fato ou elemento físico que nos desperte a mente e ative o mecanismo de busca para aquele objetivo. O encontro perfeito do Eu com a possibilidade de atuação plena. É o processo da busca da conexão que possamos utilizar para desenvolver nossos dons, tornando-nos úteis. Uma Fonte Divina que está dentro e fora de nós.
A inspiração é o momento em que o arquivo mental entra em ação e abre-se uma porta para a entrada de uma grande idéia.
E ao me passarem o trabalho de editar, compilar, criar e prefaciar nosso Diário Abracadabra, logo surgiram duas luzes: a primeira foi os símbolos do Sol e da Lua; e a segunda, o Alfa e o Ômega. Achei estranho… mas logo viria a resposta… Estamos em 2006, que em sua redução numerológica tem o resultado 8, número da matéria, do infinito, símbolo do Alfa. No tarô, é a carta “A Justiça”, um arcano que exprime toda a força do equilíbrio necessário perante as correntes antagonistas, mas também a disciplina do espírito e a força de cortar. Nessa carta de tarô podemos ver claramente o símbolo da balança, perfeitamente equilibrada, o equilíbrio Cósmico. Duas vezes quatro, e mostra a plena e total encarnação do espírito, em uma matéria que se torna criadora e autônoma, originando suas próprias leis em harmonia com as leis cósmicas: “Como é o acima, assim é o embaixo”. Lamed é a letra atribuída a esse Arcano. É uma letra simples, feminina, sua cor é verde-esmeralda e seu valor numérico é trinta. Hieroglificamente, Lamed representa uma serpente desenrolando-se ou também a asa de um pássaro esticando-se para levantar vôo. No caminho cabalístico de Lamed, ela une e equilibra Tiphareth (a Beleza) com Gueburah (a Força). Na Maçonaria, estaria representando as duas colunas: Boaz e Jaquin. Sua atribuição astrológica é Libra, um signo de Ar, cardinal, governado por Vênus. Governa os rins, que são os órgãos eliminadores que purificam o sangue das impurezas. Seu verbo é: “Eu equilibro”, e sua sentença integradora é: “Eu gero harmonia com beleza e autenticidade”. A figura central dessa carta é uma mulher jovem. Em vários tarôs o centro da balança é uma espada. É a espada dos Magos, que aparece no Ás de Espada, com seus três sóis e duas luas no punho. É a arma de Elohim Gebor, nome Divino de Gueburah. Pode fazer a guerra ou forçar a paz. Como a mente que afirma e nega, a espada é um símbolo da polaridade. Podemos perceber que esse Arcano é a expressão simbólica das forças cósmicas que ajustam e equilibram o Universo, desde o Cosmos como um Todo até cada uma de nossas células e partículas subatômicas. Para manter tal equilíbrio, essas forças vão construindo aqui, destruindo lá, ajustando os fenômenos particulares…
A Lua e o Sol são o par Divino. Segundo Plutarco, a Lua é a morada dos homens bons, após a morte. Eles levam uma vida que não é divina nem bem-aventurada, mas sem preocupações até a segunda morte, pois o homem deve morrer duas vezes: da segunda morte resultará um Novo nascimento.
“No caminho da Iluminação Mística, a Lua ilumina o caminho sempre perigoso da imaginação e da Magia, enquanto o Sol abre o caminho real da iluminação e da objetividade”.
A Lua é a dura conquista do “Verdadeiro”, sujeitando-nos a todas as armadilhas e a todos os desvios dos sentidos, à ilusão, em todas as suas formas.
O Sol, depois de todas as ilusões, revela a nossa “Verdade” e aquela do Mundo, e nos conduz para a iluminação material e a espiritual. Ele simboliza a Luz do Conhecimento e a sede da Energia, e, por meio delas, a Irradiação Divina. No plano da Alquimia operativa, a Lua e o Sol correspondem à fase de transmutação do chumbo em ouro.
A Lua é o regulador do fluxo e do refluxo. Leva tradicionalmente o número 18 – duas vezes nove e, por redução, também é nove. Este também é o número da escuridão, do inacessível, do céu além do Abismo. A Letra atribuída à Lua e Koph. É simples, masculina, carmesim, e seu valor numérico é 100. Está relacionada ao cerebelo, que é um órgão de vital importância, pois governa os chamados processos involuntários, como as pulsações cardíacas e a respiração. No processo cabalístico, o caminho de Koph leva de Malkuth (o Reino) a Netzach (a Vitória), unindo as naturezas física e emocional. Peixes é o signo correspondente a essa carta. É um signo de Água, mutável, feminino, governado por Netuno e Júpiter. Rege os pés, as mucosas, o sistema linfático e a aura. A missão desses nativos é Servir. Seu verbo é “Eu acredito”.
O Sol no tarô egípcio leva o título de “A Inspiração”. Seu título esotérico é “O Senhor do Fogo do Mundo”. O Sol leva tradicionalmente o número 19. A Letra atribuída ao Sol é Resh, que significa cabeça ou fisionomia. Simbolicamente, representa o Fogo e se relaciona com as faculdades de pensar, querer e sentir. É uma letra dupla, masculina, laranja, cujo valor numérico é 200. No caminho cabalístico, este sendeiro une Yesod (o Fundamento), a mente inconsciente e o psiquismo da Lua, com Hod (a Glória), a mente racional, concreta e consciente, relacionada com Mercúrio. Governa o signo de Leão. Rege o coração, a circulação sangüínia, as artérias, a coluna vertebral e os olhos.
Diante disso tudo, podemos notar que nesses aforismos básicos estão incluídos os três elementos de toda a criação: Espírito, Matéria e Energia. Todos os seres que existem no Cosmos possuem esses três elementos eternos e conjugados, os quais estão constantemente interligados no ciclo da evolução. Em nosso Universo (constituído de sete planos) não existe o que, normalmente, chamamos de “morte”; o que ocorre, na verdade, é que todos os elementos estão constantemente em evolução; nessa transformação, novas condições de vida são criadas e tudo é reabsorvido no seio do Cosmos Infinito. Esses aforismos citados, embora sintéticos, têm sido um manancial de tratados dos Mestres da Fraternidade sobre Filosofia, Ciência e Religião. A Vida manifestada nos Universos é, em si, eterna, pois é inerente à natureza de Deus.
Somos heróis em nossa jornada, arriscamos nossa sanidade para ousar viver em um mundo melhor, em um Universo de Amor Incondicional. Assim construímos nosso trabalho, com fibra por fibra de nossos corações, com a força e a destreza da espada árdua da perseverança. Este grupo somos nós, desbravadores de uma realidade melhor da Verdadeira Vida. Acreditamos que não há mérito sem esforço, nem vitória sem dor. Seja bem-vindo entre nós!

Wagner Veneziani Costa
Presidente da Madras Editora