Introdução

Vênus é a estrela mais brilhante do espaço sideral. É a rainha dos planetas, jóia da coroa de nosso sistema solar.
Vênus, a deusa mais popular do Olimpo grego, é símbolo do amor e da beleza. Filha de Zeus e de Dione ou, segundo outra versão, da espuma do mar. Fecundada pelo sangue de Urano (Céu), nasceu uma jovem levada em primeiro lugar para a ilha de Cítera e, em seguida, a Chipre.
Deusa encantadora, não tardou percorrer a costa, e as flores nasciam em seus pés delicados. Chama-se Afrodite (Vênus), deusa da beleza e dos prazeres, dos fogos e dos risos.
O filósofo grego Pitágoras descobriu que a estrela da manhã e a estrela da noite eram, de fato, a mesma. A estrela matutina, Vênus Lúcifer, é vista no leste, na aurora do dia. A estrela vespertina, Vênus Hésperus, é vista no oeste, no crepúsculo. No Brasil, é conhecida como estrela-d’alva. Vênus rege as sextas-feiras.
Os latinos chamavam o planeta Vênus de Lúcifer, que significa “Portador da Luz” (vem do latim lux, lucis = luz; ferre = carregar), cuja correspondência em grego significa phosphoros, o “portador da luz”, aquele que traz a luz.
Em Apocalipse 22:16 está escrito: “Eu, Jesus,… Eu sou a raiz e o descendente de Davi, sou a estrela radiosa da manhã”.
Todos devem saber que Vênus, por sua proximidade ao Sol, “aparece” quando este se encontra no horizonte, durante os crepúsculos, seja esse matutino ou vespertino. Durante o amanhecer, a “estrela” Vênus aparece no horizonte antes do “nascimento” do Sol.
Está mais do que claro que assim como é na Terra, embaixo, é no Céu, em cima, e Vênus, o planeta-irmão de nossa querida Terra, foi sacrificado pela ambição, para mostrar nosso planeta como “Escolhido” do Senhor. E Vênus tornou-se o bode expiatório. Isso ocorreu na Idade Média. Os pais da Igreja fizeram-no com o incansável desejo de provar um insignificante sistema teológico construído a partir de antigos materiais pagãos, como sendo o único correto e sagrado.
Não podemos deixar de citar que Vênus-Afrodite, a deusa nascida da espuma, a “Mãe Divina”, era chamada “Estrela da Manhã”, “Virgem do Mar”, “Rainha do Céu” (daí Maria), “O Grande Abismo”, títulos dados hoje pela Igreja Romana à sua Virgem Maria. Todas estavam ligadas à “Lua”, em sua fase crescente, ao Dragão e ao planeta Vênus, uma vez que a mãe de Cristo estava relacionada a todos esses atributos.
Lembrem-se: onde há mistério, supõe-se haver também o mal. Isso foi e é detectado pela mente humana inclinada para o mal, até mesmo nos olhos luminosos que espreitam nosso perverso e ignorante mundo através do véu do éter.
Poderia estender este assunto por muitas e muitas páginas, mostrando que os “bons padres” do templo da Igreja do Cristianismo sabiam como utilizar o material pagão para difamá-los em seus dogmas. Basta lembrar que não fora ele, “o diabo”, o Salvador, o Redentor, o Crucificado seria nada mais que um ridículo supernumerário, e a cruz, um insulto ao bom senso.
Dificilmente podemos deixar de nos perguntar por que pessoas educadas ainda são ignorantes o bastante, em pleno Terceiro Milênio, a ponto de associar um planeta ou qualquer outra coisa da Natureza criada pelo Incriado, o Onipotente, Onisciente e Onipresente, ao Diabo.
Para finalizar, saiba que a natureza tem um vasto arquivo de memória, e que o ser humano, por meio de estágios de evolução e capacidades espirituais, pode acessar diretamente esses arquivos, pois são infalivelmente precisos e inesgotavelmente minuciosos.
Lembre-se de que todas as pessoas que vivem no presente desempenham um papel muito importante na missão Divina. Que todos possam, no centro, encontrar seu “eu mesmo”.
Do irreal leve-me ao Real.
Das trevas leve-me à Luz.
Da morte leve-me à Imortalidade.

Eu Sou, Wagner Veneziani Costa