Arquivo de Maio de 2008

RELIGIÃO: VOCÊ PRECISA TER UMA ?

Antes mesmo de entrarmos no assunto, quero explicar o que é religião.

Religião deriva do termo latino “Re-Ligare”, que significa “religação” com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

Sendo assim o hábito, geralmente por parte de grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita, não têm apoio na definição do termo. Seita, derivado da palavra latina “Secta”, nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como tal também é religião.

Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra “ciência” social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.

Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, “filosófico” e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.

Hoje em dia, apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando previsões que anteveram seu fim. A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a Religião continua a promover diversos movimentos humanos, e mantendo estatutos políticos e sociais.

Tal como a Ciência, a Arte e a Filosofia, a Religião é parte integrante e inseparável da cultura humana, é muito provavelmente sempre continuará sendo.

Há várias formas de religiões. Para não dizer centemas, ou até mesmo, milhares. Pessoalmente como um estudioso do assunto, prefiro uma classificação que leva em conta as características, e divido as religiões em quatro grandes grupos distintos:
Panteístas; Poleteístas; Monoteístas; Ateístas.

Nessa divisão há uma ordem cronológica. As Religiões Panteístas são as mais antigas, dominando em sociedades menores e mais “primitivas”. Tanto nos primórdios da civilização mesopotâmica, européia e asiática, quanto nas culturas das Américas, África e Oceania.

As Religiões Poleteístas por vezes se confundem com as Panteístas, mas surgem num estágio posterior do desenvolvimento de uma cultura. Quanto mais a sociedade se torna complexa, mais o Panteísmo vai se tornando Politeísmo.
Já as Monoteístas são mais recentes, e atualmente as mais disseminadas, o Monoteísmo quantitativamente ainda domina mais de metade da humanidade.

E embora possa parecer estranho, existem religiões Ateístas, que negam a existência de um ser supremo central, embora possam admitir a existência de entidades espirituais diversas. Essas religiões geralmente surgem como uma reação a um sistema religioso Monoteísta ou pelo menos Politeísta, e em muitos aspectos se confunde com o Panteísmo embora possua características exclusivas.

Essa divisão também traça uma hierarquia de rebuscamento filosófico nas religiões. As Panteístas por serem as mais antigas, não têm Livros Sagrados ou qualquer estabelecimento mais sólido do que a tradição oral, embora na atualidade o renascimento panteísta esteja mudando isso. Já as politeístas muitas vezes possuem registros de suas lendas e mitos em versão escrita, mas Nenhuma possui uma Revelação propriamente dita. Isto é um privilégio do Monoteísmo. Todas as grandes religiões monoteístas possuem sua Revelação Divina em forma de Livro Sagrado. As Ateístas também possuem seus livros guias, mas por não acreditarem num Deus pessoal, não tem o peso dogmático de uma revelação divina, sendo vistas em geral como tratados filosóficos.
Panteísmo: Religiões silvícolas, xamanismo, religiões célticas, druidismo, amazônicas, indígenas norte americanas, africanas e etc.

Politeísmo: Religião Grega, Egípcia, Xintoísmo, Mitologia Nórdica, Religião Azteca, Maia etc.
Monoteísmo: Bhramanismo, Zoroastrismo, Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Sikhismo.
Ateísmo: Orientais: Taoísmo, Confucionismo, Budismo, Jainismo. Ocidentais: Filosofias NeoPlantônicas, Ateísmo Filosófico (Não Religioso)
Neo Panteísmo: Racionalismo Cristão, Neo-Gnosticismo, Teosofia, Wicca, “Esotéricas”, etc.

Cada uma com os seus rituais específicos, símbolos e sua mitologia.

Eu particularmente, sou espiritualista universalista e para mim isso não é uma religião, mas também não deixa de ser uma forma de religar-me ao divino, mesmo acreditando que ele sou eu e eu sou ele. O que é isso? Através de estudos acabei conhecendo as religiões, ou melhor, muitas delas. E acabei percebendo, que todas acabam por escravizar a minha mente. Seja através de doutrinas, seja em seus rituais, e em seus detalhes. Isso pode, aquilo não pode, isso é pecado…papai do céu não gosta disso, comer isso é proibido, comer aquilo também é proibido. Fico imaginando se Aquino, o pai da lógica, não tivesse limitações (religiosas), credos, a cada passo do caminho, Aquino esbarra no mistério divino e dá um passo atrás. Isso não posso explicar, daqui não posso ir. Agostinho foi outro gênio, ambos autores são monumentos vivos dos efeitos nocivos dos dogmas sobre cérebros que, de outro modo, seriam brilhantes. E de certa forma foram…Mas sem as restrições religiosas poderiam ter ido muito mais longe, disso não me resta dúvidas.

E falando sobre as religiões monoteístas, faço sempre uma pergunta: Sendo Deus eterno e imutável, autor de coisas muito boas, qual é, então, a origem do mal?

E por favor, não me venham com aquela estorinha de Lúcifer… o Anjo caído…é absurda! No mínimo ridícula.

Em Platão, o tema do mal também é bastante presente. Gostaria apenas de salientar que no Protágoras, chega-se à conclusão que nenhum homem deseja o mal (assim como Agostinho) , mas o escolhe apenas por ignorância do que seja o bem.

Baseado nesse e em milhares de outros questonamentos, busquei dentro de mim mesmo algumas trasformações, minha própria Lux. Busquei e busco, me conhecer…e percebi que tudo, posso desde que tenha Vontade…Tenho absoluta certeza que algo divino habita em mim. Colho diariamente aquilo que planto. Sou pura energia, vibração, estou em contato direto com o universo, faço parte dele.

Vamos ver se consigo exlicar o que é espiritualidade. Para mim a espiritualidade é um estado de consciência; é reconhecer em si a Vida, e a mesma Vida em tudo e em todos. É consciência não-condicionada pela mente. É consciência livre da mente, para ser o que é: não aquilo que pensamentos e muitas crenças dizem ser.

As palavras em um ensinamento espiritual apenas apontam para o estado de consciência essencial do ser humano.

Alcançado esse estado de consciência, o ser humano vive a vida na Terra a partir dessa liberdade, expansividade e se torna mestre sobre a realidade interna e externa, pois está alinhado com a essência daquilo que o criou: a vasta inteligência criativa que permeia e dá Vida a todo o Universo. Você pode chamar essa essência de Deus? Lógico, que podemos… Podemos tudo! Nossos pesamentos criam a nossa realidade.

Wagner Veneziani Costa

Adicionar comentário 26 de Maio de 2008 às 13:52 Editor

A Igreja Católica e a Maçonaria

Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: “Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito”.
Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.
Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os Papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito Canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da maçonaria, o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a maçonaria.
É dificil encontrar um tema - explica Federico R. Aznar Gil, em seu ensaio La pertenencia de los católicos a las agrupaciones masónicas según la legislación canónica actual (1995) - sobre o qual as autoridades da Igreja Católica tenham se pronunciado tão reiteradamente com no caso da maçonaria: desde 1738 a 1980 conservam-se não menos de 371 documentos, aos quais deve-se acrescentar abundantes intervenções dos dicastérios da Cúria romana e, a partir sobretudo do Concílio Vaticano II, as não menos numerosas declarações das Conferencias Episcopais e dos bispos de todo o mundo. Tudo isto está indicando que nos encontramos frente a uma questão vivamente debatida, fortemente sentida e cuja discussão não pode se considerar fechadas.
Quase desde a sua aparição, a maçonaria gerou preocupações na Igreja. Clemente XII, “In eminenti”, havia condenado a maçonaria. Mais tarde, Leão XIII, em sua encíclica “Humanum genus”, de 20 de abril de 1884, a qualificava de organização secreta, inimigo astuto e calculista, negadora dos princípios fundamentais da doutrina da Igreja. No cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelecia-se que “aqueles que dão seu nome à seita maçônica, ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra as potestades civis legítimas, incorrem ipso facto em excomunhão simplesmente reservada à Sede Apostólica”.
O delito - segundo Federico R. Aznar Gil - consistia em primeiro lugar em dar o nome ou inscrever-se em determinadas associações. (…) Em segundo lugar, a inscrição devia se realizar em alguma associação que maquinasse contra a Igreja: se entendia por maquinar “aquela sociedade que, em seu próprio fim, exerce uma atividade rebelde e subversiva ou as favorecesse, quer pela própria ação dos membros, quer pela propagação da doutrina subversiva; que de forma oral ou por escrito, atua para destruir a Igreja, isto é, sua doutrina, autoridades em quanto tais, direitos, ou a legítima potestade civil”. (…) Em terceiro lugar, as sociedades penalizadas eram a maçonaria e outras do mesmo gênero, com o qual o Código de Direito Canônico estabelecia uma clara distinção: enquanto o ingresso na maçonaria era castigado automaticamente com a pena de excomunhão, a pertença a outras associações tinha que ser explicitamente declarada como delitiva pela autoridade eclesiática em cada caso. Os motivos que argumentava a Igreja católica para sua condenação à maçonaria eram fundamentalmente: o caráter secreto da organização, o juramento que garantia esse caráter oculto de suas atividades e os pertubadores complôs que a maçonaria empreendia contra a Igreja e os legítimos poderes civis. A pena estabelecia diretamente a excomunhão, estabelecendo-se também uma pena especial para os clérigos e os religiosos no cânon 2336.
Também recordavam as condições estabelecidas para proceder à absolvição desta excomunhão, que consistiam no afastamento e a separação da maçonaria, reparação do escândalo do melhor modo possível, e cumprimento da penitência imposta. As conseqüências da excomunhão incluiam, por exemplo, a privação de sepultura eclesiática e de qualquer missa exequial, de ser padrinho de batismo, de confirmação, de não ser admitidos no noviciado, e o conselho - no caso das mulheres - de não contrair matrimônio com maçons, assim como a proibição ao pároco de assistir núpcias sem consultar o Ordinário.
A partir da celebração do Concílio Vaticano II, um incipiente diálogo entre maçons e católicos fez com que a situação começasse a mudar. Alguns Episcopados (França, Países Escandinavos, Inglaterra, Brasil ou Estados Unidos) começaram a revisar a atitude frente a maçonaria; por um lado revendo na história os motivos que levaram a Igreja a adotar essa atitude condenadora, tais como sua moral racionalista maçônica, o sincretismo, as medidas anticlericais promovidas e defendidas pelos maçons; e por outro lado, foi questionado que se pudesse entender a maçonaria como um bloco único, sem levar em conta a cisão entre a maçonaria regular, ortodoxa e tradicional, religiosa e aparentemente apolítica, e a segunda, a irregular, irreligiosa, política, heterodoxa.
Estes motivos e as mais ou menos constantes petições chegadas de várias partes do mundo a Roma, diálogos e debates, fizeram com que, entre 1974 e 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé retomasse os estudos sobre a maçonaria e publicasse três documentos que supuseram uma nova interpretação do cânon 2335. Neste ambiente de mudanças, não é de se estranhar que o cardeal J. Krol, arcebispo de Filadélfia, perguntasse à Congregação para a Doutrina da Fé se a excomunhão para os católicos que se afiliavam à maçonaria seguia estando em vigor. A resposta a sua pergunta foi dada por seu Prefeito, em uma carta de 19 de julho de 1974. Nela é explicado que, durante um amplo exame da situação, tinha-se dado uma grande divergência nas opiniões, segundo os países. A Sede Apostólica acreditava oporutno, conseqüentemente, elaborar uma modificação da legislação vigente até que se promulgasse o novo Código de Direito Canônico. Advertia-se, entretanto, na carta, que existiam casos particulares, mas que continuava a mesma pena para aqueles católicos que dessem seu nome a associações que realmente maquinassem contra a Igreja. Enquanto que para os clérigos, religiosos e membros de institutos seculares a proibição seguia sendo expressa para a sua afiliação em qualquer associação maçônica. A novidade nesta carta residia na admissão, por parte da Igreja católica, de que poderiam existir associações maçônicas que não conspirassem em nenhum sentido contra a Igreja nem contra a fé de seus membros.
As dúvidas não tardaram em surgir: qual era o critério para verificar se uma associação maçônica conspirava ou não contra a Igreja?; e que sentido e extensão devia se dar a expressão conspirar contra a Igreja?
O clima generalizado de aproximação entre as teses de alguns católicos e maçons foi quebrado pela declaração de 28 de abril de 1980 Conferência Episcopal Alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Como aponta Federico R. Aznar Gil, a declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: “A maçonaria - diziam os bispos alemães - não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã. (…) As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se armonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;
Também o conceito de religião é relativista (…) e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do “Grande Arquiteto do Universo” é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos (…).
Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.

No Brasil
Por volta de 1390, conforme registrado no Manuscriptus Regius, o relacionamento entre a Igreja Católica e a Maçonaria era bom. Naquela época, a Maçonaria operativa prestava serviços a Igreja, construindo catedrais. O chefe de cantaria normalmente era um clérigo, que orientava os obreiros, inclusive nos assuntos religiosos.
No que se refere ao Brasil, no final do século XIX, os padres defendiam abertamente idéias liberais, identificando-se com os maçons da época. Em conseqüência, muitos deles foram admitidos na maçonaria, alguns com o consentimento e outros contando apenas com a tolerância de seus Bispos.
“A paz termina quando, numa homenagem prestada pelas Lojas maçônicas do Rio de Janeiro ao seu grão-mestre, Visconde do Rio Branco, registra-se um incidente de maior monta. O padre Almeida Martins, que também é maçom, se apresenta na cerimônia em seus trajes de sacerdote e faz um discurso de saudação, representando a Loja do Grande Oriente do Lavradio, recebendo, por isso, uma punição do bispo diocesano, D. Pedro Maria de Lacerda. Reincidente em sua atuação, é, então, suspenso das ordens sacras. Começa aqui uma guerra surda em que os maçons passam a hostilizar a Igreja, enquanto esta, por seus bispos, age duro contra os religiosos renitentes na prática da maçonaria. Ocorre, então, um incidente mais grave. O bispo de Olinda, D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, jovem de vinte e poucos anos, resolveu aplicar, na área sob sua jurisdição, as recomendações da Encíclica de 1864, do papa Pio IX, proibindo o clero de participar de cerimônias patrocinadas por maçons. O bispo chama particularmente cada um dos sacerdotes envolvidos e ordena-lhes que se dediquem tão somente à vida religiosa, afastando-se de atividades estranhas aos conventos. Encontrando oposição, D. Vital acabou por suspender as irmandades recalcitrantes, impedindo-as de receber novos membros, de participar de ofícios religiosos e até de vestir os seus hábitos. Algumas dessas irmandades recorrem ao Governo e D. Vital, por sua parte, recorre ao Papa que lhe dá poderes para agir com rigor contra os rebelados. Está formado o embrulho, provocado pela espúria união entre o Estado e a Igreja. O acordo entre o Governo e o Vaticano determinava que todas as bulas papais, para serem cumpridas no país, deveriam primeiro receber o execute-se do Governo brasileiro o que não acontecera com a Encíclica cujas recomendações o bispo insistia em aplicar. A crise agrava-se mais ainda quando o bispo do Pará, D. Antônio Macedo Costa, faz um protesto formal contra a maçonaria e se solidariza com D. Vital.
Foi a conta. O Governo apresenta ação criminal contra os dois religiosos, perante o Supremo Tribunal de Justiça, por desrespeito aos poderes do Império. Presos, os dois bispos são levados ao Rio de Janeiro, julgados e condenados a dois anos de prisão com trabalhos forçados, sendo instaurados processos também contra outros padres que lhes deram apoio. Isto ocorreu em 1º de julho de 1873 e só ao final da pena é que os dois bispos foram anistiados, por decreto do Gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Mas o desastre já acontecera e seus efeitos são irremediáveis. Já no início do século XVIII, a maçonaria trabalhava no sentido de separar a igreja do estado; instituir o casamento civil; introduzir o sistema republicano de governo; instituir a liberdade religiosa, etc. As encíclicas papais que atacaram a Maçonaria explicitam estas questões: O Papa Leão XII disse em sua encíclica de 13/03/1825, “as obras sobre religião e sobre a república que seus membros ousam dar a luz à publicidade…” A semente da república estava sendo lançada; os líderes religiosos da época começaram a se preocupar com a possibilidade de perder o poder temporal.
O Papa Leão XIII em sua encíclica de 20/04/1884 disse: “os maçons defendem a idéia de que os chefes do governo têm poder sobre o vínculo conjugal. Na educação dos filhos não há nada a lhes prescrever em matéria de religião. A cada um deles compete, quando estiver em idade, escolher a religião que lhe aprouver. Já em muitos países, mesmos os católicos, está estabelecido que fora do casamento civil não há união legítima”. Nesta encíclica, o papa protestava veementemente contra a maçonaria, por estar defendendo a liberdade de religião e a instituição do casamento civil. Isto poderia ser traduzido em perda de influência da igreja sobre os féis. Leão XIII também disse nesta encíclica que: “segundo os maçons, todo poder está no povo livre; os que exercem o poder só são detentores pelo mandato ou pela concessão do povo”. A mesma encíclica afirmava que o poder pertencia a DEUS, o qual transferiu à igreja a responsabilidade de governar, ou de indicar alguém que fosse capaz de fazê-lo. Esta questão é hoje traduzida pelo abuso da televisão que redundou na liberdade sexual, na degeneração da família, no poder atribuído ao dinheiro, etc.
Outro fato digno de nota, é que, no final do século XIX e início do século XX os esforços para a evolução social e política eram divididos entre os católicos conservadores, os liberais e os “cientificistas”. A Igreja católica defendia o pensamento conservador e a maçonaria o liberal. A Igreja tinha nas mãos as escolas que educavam somente os ricos; a maçonaria agiu no sentido de mudar esta situação. Criou escolas noturnas e conseguiu diminuir o custo do ensino, tornando-o mais acessível às classes menos abastadas.
Isto frustrou o objetivo da igreja, que era manter o status quo da época, ou seja, impedir que o poder mudasse de mãos. Do início do século XX até os dias de hoje não se tem notícias de grandes conflitos entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Aliás, é interessante mencionar que entre os membros da maçonaria estão inúmeros católicos praticantes e evangélicos. Em 1984 após a publicação do novo código canônico, a Loja de Pesquisa Quatro Coroados de Londres fez uma pesquisa no Vaticano no sentido de saber como era vista a Maçonaria entre os Clérigos. O resultado mostrou que a maioria achava que somente a maçonaria que tinha tirado Deus de seus Postulados Fundamentais é que era condenável, ou seja, o Grande Oriente da França; não havia nenhuma restrição quanto à maçonaria que exigia que seus membros acreditassem em Deus.
Entretanto, esta não era uma posição oficial, pois, não tinha a aprovação das autoridades religiosas do Vaticano.
Mas também existem documentos anteriores ao Regius.

O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc, foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.
Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356.
Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.
Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:
“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.”
Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship os Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.
Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, do “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.”
Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.

Bibliografia:

http://www.acidigital.com/controversia/catolicomacom.htm

Elias Mansur Neto - O Que Você Precisa Saber Sobre Maçonaria.
Assis carvalho - O Aprebdiz Maçom - Editora Trolha.

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Fotos

Wagner recebe Título de Cidadão Sorocabano

Wagner tomando posse como Grande Secretário de Planejamento do Grande Oriente do Brasil

Sessão do Consistório

As Lojas Madras, Cosmos e Complexo Pitágoras, a participaram do AVANÇAMENTO ao Grau de Maçom da Marca Inglês, Somente Mestres Maçons

Grão-Mestre da Grande Loja de Marca do Brasil Fernando Túllio Colacioppo Jr. e Grão-Mestre Assistente Wagner Veneziani Costa

Grande Secretário de Relações Exteriores Adj. do Grande Oriente

Wagner Veneziani Costa

Cavaleiros Templarios - Sagração - Santos

Cavaleiros Templarios

Cavaleiros Templarios

Cavaleiros Templarios

Casamento Realizado em um Igreja Católica

Casamento

Casamento

20° Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2008

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LOJA MADRAS - 3359

Em nossa Loja, não iremos reprovar ninguém, muito menos espioná-los, é você quem irá decidir se progride ou engana a si mesmo. Lembrem-se que todos pagam para estar aqui. Tenha certeza que durante um tempo você se sentirá, desde que estude, um homem melhor. Poderá sentir através de seus atos e pensamentos o quanto você esta progredindo e evoluindo, tanto materialmente como espiritualmente.
Gostaríamos que todos pudessem se desenvolver, mas isso leva tempo…
Também não é nossa intenção agradar a gregos e troianos. Na verdade utilizaremos muitas, muitas e muitas vezes de uma linguagem simbólica, para “transportar” o Irmão aoutros Universos… imbutindo outros valores… Sem dúvidas, a linguagem simbólica deve ser desenvolvida a níveis tais que não seja preciso sequer pronunciar palavras. Mesmo na linguagem de sinais isto pode se dar. Compreendendo isso se gera uma reação em cadeia de imagens e entendimento tal que a linguagem falada torna-se mais rica, paradoxalmente mais lenta. Então a linguagem simbólica serve para estimular o individuo intelectualmente falando? Esta seria uma forma paupérrima de descrever os benefícios. Milhões de outros motivos decorrem deste aprendizado além do hermetismo conseguido, que garante a segurança e seriedade do grupo, além da velocidade e simplicidade de se obter um entendimento, além de uma nova concepção de vida e norteadores de procedimentos e bons hábitos.
Nos “apegamos” ao conhecimento essa é nossa meta. Nesta busca pelo saber aprendemos que é deveras importante saber-saber, o conhecimento de nada serve sem sabedoria, e a coleção por “bons hábitos” são a chave para a sabedoria.
Provar ao Homem que ele pode “TUDO”, e que tudo que acontece em sua vida e ao seu redor, esta ligado diretamente a ele, seja através de seus pensamentos, atitudes, ações, sentimentos, emoções, desejos, vontades…Se ele conseguir conhecer sua essência, sua missão, saberá o que pode e vai ajudálo ou prejudicá-lo.
Os seres humanos possuem diversas vantagens sem precedentes no reino animal. Só os humanos podem rir, nenhum outro animal pode rir; no entanto existem pessoas que se recusam a achar graça ou a sorrir. Só os seres humanos podem “querer”, só eles podem escolher uma coisa ou situação e resolverem tê-la. Os animais o fazem por instinto de preservação. Infelizmente muitos humanos se deixam guiar e influenciar pelo instinto. O “querer” deve ser entendido, estudado e usado como propósito ordenador, ou seja, daquele que processa a ordem. E a ordem é o meio para que se consiga o fim. Todo grupo necessita de união, metas e objetivos. Para que os objetivos sejam alcançados é preciso esta união em nível de confiabilidade, esta confiança precisa de pureza ou sempre haverá desconfiança, esta pureza é verificada nos pilares de iniciação e na própria iniciação, nela reside toda a essência de nossa irmandade, o laço que nos mantém unidos e que configura um segredo impossível de ser revelado, e se mantém assim até os dias de hoje.
Notem a diferença entre “desejo” e “Vontade”. Outro fator muito importante é aprender a verificar suas emoções. Aprender a dominar seus pensamentos. Ninguém tem o direito de fazer você se sentir bem ou mau, triste ou alegre, a não ser que você queira.
Como vivemos em comunidades, em grupos, em sociedade é imprescindível que nos entendamos, uns aos outros e principalmente a nós mesmos.
A alquimia diz que o interno deve ser idêntico ao externo só que numa outra forma. Ou seja, o micro universo é uma imagem pobre do macro universo; o homem é a imagem mais simples de Deus; uma Família é uma imagem mais simples da população; uma formiga do formigueiro; um bairro de uma nação; uma frase de uma filosofia e etc.
O que estamos propondo é uma “mudança” imediata, não só para a nossa loja, mas principalmente para a Maçonaria. Por mais complexa que uma Mudança possa parecer, ela não é. Ela esta ligada a “Ação” que é o grande chamado diário no mundo atual. MOVA-SE, faça acontecer… Triunfe! Tudo é possível para aquele que realmente quer (Vontade).
E ela, a mudança, já se faz presente desde o momento em que você foi iniciado. Cedo ou tarde você sentirá a necessidade de evoluir em sua crença e aprofundar seus conhecimentos, isto é viver a vida…
Viver é realizar, é fazer….Viver incorre em ação, em amar, em ser…viver é diferente de existir… viver é ação só explicado por verbos de ação. Enquanto há existência deve-se incentivar a vida.
Há Honra em retribuição e reconhecimento ao merecimento de cada Irmão que carrega a mesma bandeira, aos que aspiram carregá-la.
Os Irmãos de nossa Augusta Oficina querem desenvolver seus conhecimentos e a investigação da sabedoria, e nesse percurso se protegem dos preconceituosos, ignorantes, maldosos, perversos, invejosos e outros que desejam evitar que os seres humanos adquiram conhecimento ou evoluam financeira, intelectual, espiritual ou moralmente. Nos protegemos e auxiliamos mutuamente. Como faziam os antigos, como farão os todos vocês, iniciados.
Cada membro é senhor de seus avanços e seu único inimigo é ele próprio. O conhecimento vem com a perseverança e estudos
Nossa Loja é feita de amigos que se ajudam, distinguem seus membros dos demais homens sem preconceitos, mas por simplicidades. Possui sua filosofia própria, sempre motivadora, construtivista e altruísta; quando ajuda o homem a ajudar a humanidade.
Um grupo de amigos, um grupo de leitores, um grupo de escritores, um grupo de ouvintes, um grupo de entrevistadores, um grupo de Cavaleiros. Isto é a a Loja Madras. Pouquíssimos falam nela, raríssimos a vêem, só escolhidos fazem parte dela, assim, sua simplicidade se mistura com a grandeza dos seus membros e dos intuitos destes.
Não oferecemos sistema de salvação algum, não garante passagem para o céu, e tão pouco para o inferno. Não constitui anátema por ser conhecimento, nem pecado por ser natural do ser humano inteligente.
Possuímos nossa própria filosofia e estudo, abrindo os horizontes, e as mentes dos homens, através da cultura e da leitura, mudamos suas vidas pela mudança de seu pensar, graças a educação por bons hábitos. Construimos lideres e sábios.
A nobreza de tuas ações e a tua sinceridade dão-te o direito de seres aqui o único na tua crença. Se estiveres errado, talvez a verdade te ilumine, mas te encaminharas para ela livremente”. Em matéria de religião, o principal dever é o da prática da tolerância absoluta em relação às crenças alheias, no elevado intuito de, a despeito dos seus antagonismos, aproximar todos os homens de boa vontade, sob a bandeira da investigação. Toda ignorância falha ou defeito moral, é assim considerado desde que traga impossibilidade de sucesso, e assim, é banido e execrado de seu meio por estudo e auto-análise de cada um, livre e conscientemente; sendo assim declara: Cada um é réu, juiz, júri e acusador no tribunal pessoal, em todo o caminho deve-se buscar a isenção de culpas. A cultura serve para abrir os olhos e evidenciar os hábitos que precisam ser mudados. Todos os membros recebem seus “conselheiros” como amigos e ouvintes. Não há hierarquia ou verdade absoluta, só respeito e amizade.
Cerque-se de bons hábitos e bons assuntos, será sempre bem querido por todos, mesmo teus inimigos te respeitarão. Aprenda a liderar, e a se elevar na vida da vida. Você merece, você foi escolhido para isto por você mesmo.

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Curriculum Profano (Resumido)

Curriculum Vitae

WAGNER VENEZIANI COSTA
Endereço Comercial: Madras Editora Ltda.
Rua Paulo Gonçalves, 88 / Santana - São Paulo/SP - Brasil
CEP: 02403-020
Tel.: 55 (11) 2959-1127 / 55 (11) 2281-5555 / Fax.: 55 (11) 2959-3090
Cargo: Presidente e Editor-Geral da Madras Editora Ltda.
E-mail: wagner@madras.com.br

Endereço Residencial:
Rua Francisco Baruel, 70 / Santana - São Paulo/SP - Brasil
CEP: 02403-026
Brasileiro – Nascido em 25/08/1963
Casado, pai de duas filhas

Escolaridade

Formação Superior – Direito – 1992 Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU) –SP
Faculdades Oswaldo Cruz – Administração, Economia e Contabilidade
Doutor Honoris Causa Pela Universitas Internacionalis Studiorum Superiores - Statibus Fedratis Americae
Jornalista – MTB 35032

Cursos

Inglês CCAA - 4 anos
Curso de Constitucionalista – Inst. Pimenta Bueno (USP)
Marketing e Planejamento – FGV
E-Business – ADMB
Oratória – Prof. João Batista de Oliveira
Mestre Master Reiki
Mestre Terapêutico / CRT 31626
Shiatsu / Tarô / Búzios / Quiromancia / Numerologia / Terapia em Sincronicidade / Terapia Corporal / Cromoterapia

Livros Escritos / Obras Publicadas

- Além do que se Vê
- Além do que se Ouve
- Almas Gêmeas – Reencarnação
- Aromaterapia – A Magia do Aroma e dos Perfumes
- Contratos – Manual Prático e Teórico
- Diário de Magia - Manual de Esoterismo
- Dicionário Jurídico
- Gênesis - O Primeiro Livro de Moisés
- Grande Livro das Orações, O - Para Todos os Fins
- Hierarquia Angelical
- Livro da Sorte e do Destino
- Livro Completo dos Heróis, Mitos e Lendas, O
- Livro Sagrado das Orações, O
- Manual Completo para Lojas Maçônicas
- Maçonaria – Escola de Mistérios – A Antiga Tradição e Seus Símbolos
- Modelos de Contratos
- Mundo Encantado dos Orixás, O
- Novo Exame de Ordem
- Orações para o seu Anjo da Guarda
- Palavras de Sabedoria
- Pompoarismo e Tantrismo
- Preces Espíritas para Todos os Momentos
- Salmos da Bíblia, Os
- Tarô do Cigano – com 36 cartas coloridas
- Tarô dos Anjos
- Tarô Encantado dos Gnomos

Atividade Principal

Presidente e Editor-Geral da Madras Editora Ltda.

Atividades Paralelas

Também é membro das seguintes organizações:

- Fraternidade Rosacruz – Amorc – 1995
- Ordem Civil e Mil. Cavaleiros do Templo – Grã-Cruz – 1996
- Ordo Templi Orientis – OTO – 1999 (WLUX)
- Diretor da Assoc. Brasileira de Arte e Cultura Histórica - Grau Comendador – 1998
- Soberana Ordem de Fraternidade Universal - Grau Comendador – 1999
- Baba Elegan – Federação Espírita Guardiões da Luz
- Diretor da Associação dos Profissionais de Imprensa de São Paulo
- DD. Membro da Comissão de Relações Corporativas e Institucionais da OAB/SP – Ordem dos Advogados do Brasil – 2004
- Membro do Conselho Consultivo da Câmara Brasileira do Livro – CBL – 2005-2007
- Diretor Editor da Câmara Brasileira do Livro – CBL – 2007
- Hóspede Oficial da Estância Turística de Águas de São Pedro – 2005
- Aplausos da Estância Turística de Águas de São Pedro – 2005
- Jornalista Colaborador do Jornal da Madras & Rede Colméia
- Jornalista Responsável da revista Palavra Maçônica
- Jornalista Responsável do Guia Domínio de Negócios
- Jornalista Responsável do Jornal de Umbanda Sagrada

1 comentário às 11:20 Editor

Curriculum Maçônico (Resumido)

WAGNER VENEZIANI COSTA

CIM – 176691
ARLS ALVORADA – n° 1352
APRENDIZ – 09/03/1994
COMPANHEIRO – 12/04/1995
MESTRE – 27/09/1995

CARGOS

GRANDE SECRETÁRIO GERAL DE PLANEJAMENTO GOB - 2008
GRANDE SECRETÁRIO GERAL ADJUNTO DE RELAÇÕES EXTERIORES MAÇONICAS GOB – 2007
GRÃO-MESTRE ASSINTENTE DA LOJA DE MARCA DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL GOB – 2007
MESTRE-DE-CERIMÔNIAS – 10/05/1995
ORADOR – 14/05/1997
DEPUTADO FEDERAL – 12/05/1999
M.´.I.´. ARLS MADRAS 3359 - 2001/2002 - 2002/2003
GARANTE DE AMIZADE (THE GRAND LODGE OF TEXAS) – 27/08/2002
MEMBRO DO ILUSTRE CONSELHO (GOSP) – 2003/2006
GRANDE BENEMÉRITO ESTADUAL DA ORDEM - Espírito Santo – 2007
GRANDE SECRETÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO MAÇÔNICAS (GOSP) – 2003/2007

GRAUS FILOSÓFICOS

GRAU 04 - 09/12/1996
GRAU 09 - 14/05/1997
GRAU 10 - 05/08/1997
GRAU 14 - 29/03/1999
GRAU 15 - 19/04/2000
GRAU 18 - 25/06/2004
GRAU 19 - 17/02/2005
GRAU 22 - 10/08/2005
GRAU 29 - 01/02/2006
GRAU 30 - 16/11/2006
GRAU 31 - 12/04/2007
GRAU 32 - 14/08/2007
GRAU 33 - 24/11/2007

HONRARIAS RECEBIDAS

- Miembro de Honor da Loja Igualdad n° 133 / Paraguay – Desde 24/08/2003
- Honorary Membership of Antalya Lodge nº103 – Desde 21/04/2005
- Membro Honorário da Loja Estrela do Porvir nº 3003 – Desde 29/10/1997
- Membro Honorário da Loja Tupan nº 3244 – Desde 04/06/2005
- Membro Honorário da Loja os Templários nº 2722 – Desde 25/08/1998
- Venerável de Honra da Loja Mestre Pythágoras nº 3134 - 13/09/2005
- Venerável de Honra da Loja Madras nº 3359
- Venerável de Honra da Loja Amon-Rá nº 3336
- Venerável de Honra da Loja Acqua Illuminati nº 3651
- Venerável de Honra da Loja Mount Moriah nº 3327
- Venerável de Honra da Loja Colunas Libanesas nº 3648
- Venerável de Honra da Loja São João D´Acre nº 2714
- Venerável de Honra da Loja João Otávio dos Santos nº 2916
- Venerável de Honra da Loja Paul Harris nº 2146
- Venerável de Honra da Loja Tempo-de-Estudos
- Venerável de Honra da Loja Artes Liberais nº 3781
- Venerável de Honra da Loja Cavaleiros do Grande Oriente nº 3730
- Venerável de Honra da Loja Direito Liberdade e Dignidade nº 2995
- Venerável de Honra da Loja Estrela Vargem grandense nº 3721
- Venerável de Honra da Loja Fraternidade Acadêmica Alpha e Ômega nº 3295
- Venerável de Honra da Loja Herdeiros de Hiran nº 3762
- Venerável de Honra da Loja Horus nº 3811
- Venerável de Honra da Loja Ícaro nº 3840
- Venerável de Honra da Loja Gênesis Fraterna nº 3672
- Venerável de Honra da Loja Cavaleiros do Triplo Triangulo nº 3843
- Venerável de Honra da Loja Perfeita União nº 3840
- Venerável de Honra da Loja Sentinela da Ordem nº 3645
- Venerável de Honra da Loja Sublime Harmonia e Paz nº 3510
- Venerável de Honra da Loja União e Felicidade nº 3752
- Venerável de Honra da Loja Amadeus nº 3731
- Venerável de Honra da Loja Arquitetos de Hiran nº 3738
- Venerável de Honra da Loja Arte e Imortalidade nº 3770
- Venerável de Honra da Loja Caminhos da Sabedoria nº 3213
- Venerável de Honra da Loja Cruz Templária nº 2848
- Venerável de Honra da Loja Mestre Pythágoras nº 3134
- Venerável de Honra da Loja Francisco das Chagas Barros nº 2558
- Venerável de Honra da Loja Acácia de Perus nº 3758
- Venerável de Honra da Loja Nove de Julho nº 3670
- Venerável de Honra da Loja Aleister Crowlley nº 3632
- Venerável de Honra da Loja Jardim das Acácias nº 3671
- Venerável de Honra da Loja Orvalho de Hermon nº 2966
- Mestre Maçom da Marca da Loja Barão de Mauá – SP – 2004
- Mestre Maçom da Marca da Loja Madras nº 1859 – 2005
- Venerável Mestre da Marca da Loja Madras nº 3 - 2006
- Venerável Mestre da Loja Tempo de Estudos nº 3830 - 2007
- Mestre Maçom do Arco Real – do Grande Capítulo da Loja Pégasus n°1 / Brasília/DF 2004
- Cavaleiro Templário e Cavaleiro Malta– do Grande Capítulo da Loja Pégasus n°1 / Brasília/DF 2004
- Eminente Preceptor do Preceptório Cosmos do Grande Oriente do Brasil - 2007
- Segundo Principal do Supremo Capítulo Cosmos dos Maçons do Arco Real - Exmo. Argeu - 2007
- Past Grande Registrador do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Santo Real Arco de Jerusalém do Estado de São Paulo/Brasil – 2005
- Grande Guarda Interno da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil
- Grande Oficial do Grande Oriente do Brasil dos Mestres Maçons da Marca - Grande Mestre Supervisor - 2007
- Membro Correspondente da Loja de Pesquisas Maçônicas Quatuor Coronati Lodge nº 2076 (Inglaterra)
- Past Master, pelo Capítulo Mount Moriah de Maçons do Real Arco
- Mestre da Marca, pelo Capítulo Mount Moriah de Maçons do Real Arco
- Ordem da Trolha de Prata, no grau de Excelente Companheiro, pelo grande Capítulo dos Maçons Crípticos do Brasil, filiado ao General Grand Council of Criptic Masons International
- Primeiro Principal do Capítulo do Arco Real Cosmos;
- Preceptor do Perceptório Capítulo Cosmos;
- Prior do Priorado Cosmos Capítulo Cosmos;
- Comandante Venerável dos Nautas da Arca Real, Loja Cosmos nº. 05
- Diploma de Maçom do Real Arco, pelo Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, junto a The General Grand Chapter of Royal Arch Masons International
- Super Excelente Mestre, pelo Grande Conselho de Maçons Crípticos do Brasil, filiado ao General Grand Council of Criptic Masons International
- Vice Presidente da Academia Maçônica de Letras – São Paulo – Brasil – 2004/2007
- Jubileu de Prata do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso do Sul - 2005
- Sumo Sacerdote do Capítulo dos Maçons do Real Arco Mount Moriah nº 19 - 2007
- Grande Colégio dos Sacerdotes Cavaleiros Templários do Santo Arco Real - Tabernáculo Brasil - 2006

OUTRAS ATRIBUIÇÕES

Jornalista (MTB 35032)
Jornalista Responsável do jornal eletrônico Nova Era Maçônica 2003/2007
Jornalista Responsável da revista Palavra Maçônica 2004/2006
Jornalista Responsável do Guia Domínio de Negócios
Jornalista Colaborador do Jornal da Madras & Rede Colméia

às 10:09 Editor

MOISÉS EXISTIU ???

Meus Irmãos,

Recebam as minhas Cordiais Saudações!!!

Tenho dentro de mim, algo que pode ser, de certa forma, confirmado através do texto que compilei…
Moisés Existiu??? Ou é mais um Fruto criado por umadas Religião sedenta pelo Poder e pela Glória…
Vocês tirarão as suas próprias conclusões…

Estabelecer um ponto de partida para identificar uma das principais figuras bíblicas e a maior da história egípcia. Quem foi José, o patriarca que trouxe a tribo de Israel de Canaã para o Egito? Quem foi o faraó desconhecido que o apontou como um ministro sênior, o verdadeiro governante do país em nome do rei? Quem foi Moisés? Se, como acredito, o Velho Testamento foi uma obra fundamentalmente verídica, os personagens tinham de estar ligados à história egípcia.

Há anos me deparei com a pista vital (em retrospecto, o que parece um momento de inspiração) embebida em um texto bíblico tão familiar que achei difícil acreditar que a sua significância não tivesse me alcançado muitos anos antes. A passagem em questão está no Livro do Gênesis. Os irmãos do patriarca José, como é dito, venderam-no como escravo no Egito onde, como um resultado da interpretação do sonho do faraó a respeito dos sete anos de abundância que seriam seguidos por sete anos de miséria, ele foi apontado como ministro sênior do rei. Os irmãos depois fizeram duas visitas ao Egito na época da fome em Canaã. Em uma segunda ocasião, José revelou sua identidade para eles, mas lhes assegurou que não deveriam se envergonhar por tê-lo vendido ao comércio de escravos, porque não foram eles que o enviaram “para aqui, mas Deus mesmo. Ele tornou-me como o pai do faraó.” (Gen. 45:8.)

Um pai para o faraó! Pensei imediatamente — e, como eu disse, não poderia entender por que não tinha feito a ligação antes — em Yuya, ministro de dois governantes da Décima Oitava Dinastia. Embora Yuya aparentemente não tivesse sangue real, sua tumba foi encontrada no Vale dos Reis em 1905. Pouca atenção foi concedida a ele porque foi considerado comparativamente sem importância. Yuya ainda é a única pessoa cujo título it ntr n nb tawi — santo pai do Senhor das Duas Terras, título formal do faraó — foi encontrado na tumba. Há ocorrência em um dos seus ushabti (estatueta funerária real nº 51.028 no catálogo do Museu do Cairo) e mais de 20 vezes nos papiros funerários.

José e Yuya poderiam ser a mesma pessoa? E a partir de muitas fontes de consulta, todas as coisas começaram a entrar nos eixos:

- É possível criar cronologias correspondentes de Abraão a Moisés por um lado, e de Tutmósis III, o sexto governante da Décima Oitava Dinastia, a Seti I, o segundo governante da Décima Nona Dinastia, por outro.
Também ficou claro que:

- Dos três períodos do Velho Testamento — quatro gerações, 400 anos e 430 anos — para a permanência israelita no Egito, quatro gerações está correto, pois é um ponto de vista a que os estudiosos judeus chegaram por outros cálculos;

- Como se sabe, os israelitas estavam no Egito no fim da Décima Oitava Dinastia e no começo da Décima Nona Dinastia; então, o descendente deve ter aparecido mais de dois séculos depois do que a maioria dos estudiosos acreditava, o que explica por que seus esforços para relacionar as figuras bíblicas com as egípcias foram tão prolongados. Eles concentraram sua busca na época errada;

- Os quatro reis de Amarna: Akhenaton, Semenkhkare, Tutankhamon e Aye — que governaram durante um período tumultuado da história egípcia, no qual uma tentativa foi feita para substituir os vários deuses antigos por um Deus monoteísta — eram todos descendentes de José, o patriarca;

- O Êxodo foi precedido pelo fim da Amarna governada por Horemheb, o último rei da Décima Oitava Dinastia.
Vamos demonstrar que Moisés deve ser considerado o faraó Akhenaton.

Em agosto de 1799, enquanto as tropas francesas reparavam as fortificações ao norte de Rachid — na margem esquerda do Nilo, cerca de 40 quilômetros a leste de Alexandria —, um oficial, encarregado de demolir um muro velho, atingiu uma pedra preta com sua picareta. Acreditava-se que a pedra fizesse parte de um templo antigo, pois revelou possuir três inscrições. No topo, havia 14 linhas de hieróglifos; no centro, 32 linhas de demótico, a forma simplificada da antiga escrita egípcia; e na margem inferior, 54 linhas de grego. O texto em grego foi traduzido e publicado, mas a real importância da Pedra de Roseta, cujo nome é derivado da denominação européia do lugar em que foi encontrada, só veio à tona em 1818. Thomas Young (1773-1829), físico, cientista e filólogo britânico, teve sucesso ao decifrar o nome de Ptolomeu na seção hieroglífica e estabelecer o valor fonético correto à maioria dos hieróglifos. Embora o estudioso tenha dado os primeiros passos, a decodificação final da pedra foi feita três anos depois por um brilhante filólogo francês chamado, François Champollion (1790-1832).

Com essa recente descoberta, Champollion foi capaz de traduzir alguns textos egípcios que até então eram um completo mistério para os historiadores. Entre eles estavam os cartuchos da lista dos reis nas paredes do templo de Osíris em Abidos, no Alto Egito. A lista, que incluía os nomes dos reis da Décima Oitava Dinastia, não fez menção a Akhenaton ou aos outros três reis de Amarna — Semenkhare, Tutankhamon e Aye — que o seguiram. Nessas circunstâncias, não é surpreendente que, quando na metade do século XIX os arqueólogos se depararam com a figura de Akhenaton estranhamente descrita nas ruínas de Tell el-Amarna no Médio Egito, inicialmente não tiveram certeza do que fazer com ela. Alguns acreditam que, como a rainha Hatshepsut, esse faraó recém-descoberto era uma mulher que se disfarçava de rei. Surgiram mais contribuições à conjectura pelo fato de Akhenaton ter ascendido ao trono como Akhenaton IV e depois mudado o nome. Eles estavam lidando com um ou dois faraós?
No início do século XX, quando a cidade de Amarna foi escavada e soube-se mais a respeito de Akhenaton e de sua família, ele se tornou o foco de interesse para os egiptólogos do período, que o viam como um humanitarista visionário e como o primeiro monoteísta. Akhenaton foi revelado como um rei revolucionário, que aboliu o sistema religioso do Antigo Egito, o Deus Amon (oculto) com suas várias divindades representadas por amuletos ou formas animais. Ele substituiu os velhos deuses por um único Deus, Aton, que não possuía imagem ou forma, um Deus universal não apenas para o Egito, mas também para o Kush (Núbia) ao sul e para a Síria ao norte, um Deus para o mundo todo.

Ele foi o poeta que escreveu o hino a Aton, que possui notável semelhança com o Salmo 104 da Bíblia. Instruiu seus artistas a expressarem livremente o que viam e sentiam, possibilitando uma arte realista simples e nova, diferente em vários aspectos da forma tradicional da expressão artística egípcia. Foi-nos permitido ver o rei como um ser humano, com sua esposa e filhas, comendo, bebendo e fazendo oferendas a Aton. Ele não tinha o estereótipo militar dos faraós da Décima Oitava Dinastia. Embora os reis e príncipes da Ásia ocidental tentassem envolvê-lo em guerras recorrentes, ele recusou-se a participar dessas disputas. Não há dúvida de que os egiptólogos do século XX, prematuramente, viram nele uma expressão de suas próprias idéias modernas.

“O mais impressionante de todos os faraós e o primeiro indivíduo da história humana” são as palavras que James Henry Breasted, estudioso americano, escolheu para descrevê-lo. Esse foi um tema ao qual ele retornou e que desenvolveu posteriormente em um livro: “É importante notar… que Akhenaton era um profeta… Como Jesus, que, por um lado tirava suas lições dos lírios do campo, das aves do ar ou das nuvens do céu e, por outro, da sociedade humana ao seu redor em histórias como o Filho Pródigo, a Boa Samaritana ou a mulher que perdeu seu dinheiro. Portanto, esse profeta revolucionário do Egito fazia seus ensinamentos a partir de uma contemplação tanto da natureza como da vida humana…”

O mesmo tema encontra um eco na obra de Arthur Weigall, egiptólogo britânico: “… o nome Akhenaton surge das sombras como uma figura mais clara do que qualquer outro faraó e com isso vêm o cantar dos pássaros, as vozes das crianças e o perfume de várias flores. Desta vez podemos olhar diretamente dentro da mente de um rei do Egito e vermos um pouco das suas obras, e tudo o que é observado é digno de admiração. Akhenaton tem sido chamado de ‘o primeiro indivíduo na história humana’, mas é também o primeiro de todos os fundadores das doutrinas religiosas. Ele pode ser classificado na categoria do tempo e, em vista da nova classificação criada por ele, talvez na categoria de gênio, como o primeiro idealista mundial.”

Para o reverendo James Baikie, outro egiptólogo britânico, ele era “um sonhador idealista, que realmente acreditava que os homens viviam em verdade e falavam a verdade.”

Entretanto, nem todos os estudiosos tiveram uma visão tão entusiástica e favorável a respeito do primeiro dos reis de Amarna. Alguns, como o filólogo britânico Alan H. Gardiner, escreveu que “o colosso restante do peristilo de sua corte em Karnak tinha o olhar da determinação fanática, assim como sua história subseqüente que foi confirmada tão fatalmente.” John Pendlebury, que estava muito envolvido no início da exploração em Armana, chegou à conclusão: “Sua [de Akhenaton] preocupação principal era com a religião. Ele e [a rainha] Nefertiti se tornaram devotos de Aton. Nos dias de hoje os chamaríamos de fanáticos.”

A natureza controversa do caráter de Akhenaton e de seus ensinamentos finalmente atraíram o interesse do judeu Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, que introduziu um novo elemento no debate assim que a Europa começou sua guinada em direção à guerra em meados de 1930. Em julho de 1934, Freud escreveu o rascunho do que posteriormente seria a primeira parte do livro Moses and Monotheism (Moisés e Monoteísmo). Sua introdução foi publicada inicialmente na revista alemã Imago em 1937 sob o título de “Moses an Egyptian” (Moisés um Egípcio).

Freud demonstrou em seu artigo que o nome do líder judeu não era derivado do hebraico, como se acreditava até então, mas tinha como fonte uma palavra egípcia, mos, significando “uma criança”. Ele também mostrou que a história do nascimento de Moisés é uma réplica daqueles de outros mitos antigos dos grandes heróis da história. Entretanto, Freud apontou que o mito do nascimento e da exposição de Moisés permanece à parte dos de outros heróis e difere deles em um ponto essencial. Para esconder o fato de que Moisés era egípcio, o mito de seu nascimento foi invertido para fazer dele originário de pais humildes e assistido por uma família de boa situação social: “É bem diferente no caso de Moisés. Aqui, a primeira família — geralmente tão distinta — é bastante modesta. Ele é filho de levitas judeus. Mas, a segunda família — humilde, em que heróis governadores são criados — é substituída pela casa real do Egito. Essa divergência comum soou estranha a vários pesquisadores.”

Depois, em 1937, a Imago publicou um artigo de Freud sob o título de “Se Moisés fosse um egípcio”. A matéria questionava por que o judeu encarregado de transmitir as leis de Deus, se realmente fosse egípcio, teria passado a seus seguidores uma crença monoteísta em vez do clássico egípcio antigo da pletora de deuses e imagens. Ao mesmo tempo, Freud encontrou grande similaridade entre a nova religião que Akhenaton tinha tentado impor em seu país e os ensinamentos religiosos atribuídos a Moisés. Por exemplo, ele escreveu: “O povo judeu diz: ‘Schema Yisrael Adonai Elohenu Adonai Echod’.” (‘Ouça, Ó Israel, o Senhor teu Deus é um Deus’.) Como a letra hebraica d é a transliteração da letra egípcia t e e vira o, ele explicou que essa frase do povo judeu poderia ser traduzida como: “Escute, Ó Israel, nosso Deus Aton é o único Deus”.

Pouco tempo após a publicação desses dois artigos, soube-se que Freud estava com câncer. Três meses depois, os alemães invadiram a Áustria; em junho de 1938, ele deixou Viena e se refugiou em Londres, onde, sentindo seu fim se aproximando, decidiu que desejava ver os dois artigos e uma terceira seção escritos em um livro em inglês. Ele achou que isso proporcionaria um clímax apropriado para sua vida distinta. Suas intenções não iam ao encontro da aprovação de vários estudiosos judeus, no entanto, eles achavam que algumas de suas visões e, em particular, sua reivindicação na terceira seção não publicada de que Moisés havia sido assassinado por seus próprios seguidores em protesto contra a aspereza de suas crenças monoteístas, apenas se somariam aos problemas dos judeus, que já enfrentavam uma nova e dura opressão dos nazistas. O professor Abraham S. Yahuda, teólogo e filólogo judeu-americano, visitou Freud em sua nova casa em Hampstead, Londres, e implorou a ele que não publicasse seu livro, mas Freud recusou-se a ser dissuadido e Moses and Monotheism foi lançado em março de 1939. Nesse livro, Freud sugere que um dos altos oficiais de Akhenaton, provavelmente chamado Tuthmose, era adepto da religião de Aton. Após a morte do rei, Tuthmose selecionou a tribo hebraica, já vivendo em Gósen no Delta oriental, para ser seu povo escolhido, levou-a do Egito no tempo do Êxodo e transmitiu a ela as máximas da religião de Akhenaton.

Freud morreu aos 83 anos, seis meses depois que seu livro foi publicado. A explosão da Segunda Guerra Mundial não apenas pôs fim a todas as escavações no Egito como retardou a resposta à bomba que Freud havia deixado para trás. Isso não demoraria muito a ser remediado assim que o mundo retornasse à paz. O novo concorrente a entrar para a lista era outro psicanalista judeu, Immanuel Velikovsky, que nasceu e foi educado na Rússia no início do século XX e depois emigrou para a Palestina antes de se estabelecer nos Estados Unidos. Em 1952, ele publicou a primeira parte de seu livro Ages in Chaos (Eras no Caos), no qual tentou apresentar algumas provas de erupções vulcânicas no Sinai quando houve o Êxodo judeu do Egito, no início da Décima Oitava Dinastia, dois séculos antes do reinado de Akhenaton, para colocar Moisés em um ponto distante na história que precedeu o rei egípcio. Não apenas isso. Em uma obra à parte, Oedipus and Akhenaten (Édipo e Akhenaton), ele propôs mostrar que o Édipo da mitologia clássica grega tinha uma origem histórica egípcia e que Akhenaton era o rei Édipo que se casou com sua própria mãe, a rainha Tiye.

Pode-se dizer que a obra de Velikovsky acertou o tom nos anos pós-guerra quanto aos apontamentos para Akhenaton. Ao todo, estudiosos têm se esforçado para destruir sua imagem inicial favorável e estabelecer alguma ligação entre ele e o monoteísmo de Moisés. Um dos primeiros a embarcar nesta cruzada foi Cyril Aldred, egiptólogo escocês. Em seu livro a respeito do primeiro dos reis de Amarna, publicado em 1968, ele tentou explicar a ausência de genitália em um colosso nu do rei de Karnak pelo fato de Akhenaton ter sido vítima de uma doença penosa:

Todas as indicações são de que estas características físicas peculiares foram resultado de uma doença conhecida pelos médicos e patologistas como Síndrome de Fröhlich. Os pacientes homens com essa desordem freqüentemente exibem uma corpulência semelhante a Akhenaton. A genitália permanece infantil e pode não ser visível por ficar enfronhada na gordura. A adiposidade pode variar em grau, mas há uma distribuição tipicamente feminina de gordura nas regiões dos seios, abdome, púbis, coxas e nádegas. Entretanto, os antebraços são delgados e as pernas, por exemplo, lembram calças de jogar golfe… Há justificativa em se pensar que ele sofreu da síndrome de Fröhlich e desejava ser representado com todas as deformidades que distinguiam sua aparência do resto da humanidade.

Entretanto, realmente temos provas conclusivas de que Akhenaton teve ao menos seis filhas com a rainha Nefertiti. Aldred apresentou uma explicação engenhosa para esta aparente contradição: “Até recentemente era possível especular que, embora as filhas de Nefertiti sejam descritas como filhas de um rei, de forma nenhuma é certo que este rei foi Akhenaton, particularmente se Amenhotep III ainda estava vivo dois anos depois que a mais nova nasceu. Embora possa parecer prepotente que Amenhotep III se responsabilizasse pelas obrigações maritais de um co-regente estéril, no meio do reinado divino um alargamento de suas responsabilidades não é impensável.”

Todavia, posteriormente, no mesmo livro, ele nos diz que Akhenaton não era, no fim das contas, impotente. O autor contradiz sua especulação anterior sugerindo que Akhenaton se casou com sua filha mais velha, Meritaton, e teve uma criança com ela: “Na morte de Nefertiti, seu lugar foi ocupado por Meritaton… Poderia parecer que ela era mãe de uma princesa Meritaton, a pequena, de uma inscrição publicada recentemente em Hermópolis [A cidade que atravessa o rio de Amarna, cujas pedras Ramsés II usou para sua construção], mas é impossível dizer quem era o pai, embora a inferência pareça indicar Akhenaton.”
O autor vai adiante para sugerir que o rei tinha um relacionamento homossexual com seu irmão/co-regente/genro Semenkhkare. A tentativa de Aldred de destruir a antiga imagem favorável de Akhenaton levou-o a um caminho que outros estudiosos provaram ser o adequado a seguir. O mais recente adepto da teoria de Aldred é o professor Donald Redford é, da Universidade de Toronto, um estudioso eminente em assuntos do Velho Testamento e de Egiptologia, que escreveu o livro Akhenaten, the Heretic King (Akhenaton, o Rei Herético), publicado em 1984:

O Akhenaton histórico é marcadamente diferente da figura que os populistas criaram para nós. Humanista ele não foi, muito menos romântico humanitário. Fazer dele a figura de um “Cristo” trágico foi pura falsidade. Ele não foi o mentor de Moisés: uma lacuna vasta é fixada entre o monoteísmo do faraó e o henoteísmo hebreu [crença em um Deus sem afirmar que ele é o único] que em qualquer caso vemos por meio do prisma distorcido dos textos escritos 700 anos após a morte de Akhenaton.
Redford resume sua aversão ao rei nas seguintes palavras: “Um homem considerado feio pelos padrões aceitáveis atualmente, isolado no palácio em sua minoridade, certamente próximo à mãe, possivelmente ignorado pelo pai, superado por seu irmão e irmãs, inseguro; Akhenaton sofreu a infelicidade singular de ascender ao trono do Egito e seu império.” E então: “Se o rei e seu círculo inspiram-me algo como desprezo, é apreensão que sinto quando contemplo sua ‘religião’.”

A tentativa pós-guerra de crucificar Akhenaton e desacreditar sua religião tem sido unânime, pois quaisquer estudiosos que poderiam sustentar visões menos hostis mantiveram um silêncio suspeito. Na raiz da campanha de vilificação reside um desejo de realçar Moisés e seu monoteísmo ao desacreditar Akhenaton, o intruso egípcio, e as crenças que ele tentou introduzir em seu país. Ironicamente, os acadêmicos que conduzem sua impiedosa campanha escolheram o alvo errado. Ao atacar Akhenaton, eles estão, na verdade, atacando seu próprio herói — como Freud chegou tão perto de demonstrar, Akhenaton e Moisés eram uma única pessoa.

Para quem quer se aprofundar no assunto sugiro a leitura da obra:

Moisés e Akhenaton: a história secreta do Egito no tempo do Êxodo/Ahmed Osman, Madras Editora, 2005.



Adicionar comentário 21 de Maio de 2008 às 14:47 Editor

SOMOS NÓS QUEM CRIAMOS A NOSSA REALIDADE!

A todos os meus Amigos, Parceiros, Irmãos, Irmãs, Clientes e Leitores,

Recebam os meus mais Sinceros Votos de Luz, Amor e Paz!!!

Permitam-me manifestar o meu ponto de vista…


EU SOU a Presença de Deus em Ação.
EU SOU a Chama Trina deste coração, que transborda Luz, Amor e Paz!!!
EU SOU a porta aberta que ninguém poderá fechar.
EU SOU o que EU SOU.

“Não digais: Encontrei a verdade. Diga, de preferência: Encontrei uma verdade. Nenhum homem poderá revelar-vos nada senão o que já está adormecido na aurora do vosso entendimento. O astrônomo poderá falar-vos de sua compreensão do espaço, mas não vos poderá dar sua compreensão, porque a visão do homem não empresta suas asas a outro homem. E assim como cada um de vós se mantém só no conhecimento de Deus, assim cada um de vós deve ter sua própria compreensão de Deus e sua própria interpretação das coisas da Terra”.


(Gibran Khalil Gibran)

Uma coisa é você ser um cientista e dizer que não há evidências científicas que suportem eventuais teorias; outra é dizer que, por não haver tais evidências, o que a outra pessoa acredita é uma bobagem que pode ser facilmente explicada e, então, inventar uma explicação pseudocientífica que poderia ser dita pelos padres ou por qualquer pessoa imaginativa que queira desacreditar alguém (é como dizer a um piloto de avião que avista um óvni: “Você viu o planeta Vênus, amigão, e por causa de um problema de pressão na cabine, o ar rarefeito fez você achar que o planeta estava dando piruetas… não há nada com o que se preocupar!”).

A cada dia que passa, fica mais claro e evidente que somos nós mesmos quem controlamos os comandos de nossos movimentos, a partir dos quais prevejo os efeitos que podem ser decisivos e extremamente importantes, em cujo caso sinto e assumo por eles total responsabilidade.

A única inferência possível e que, a partir disso, imagino, é que Eu – no sentido mais amplo da palavra, ou seja, toda mente consciente que jamais disse ou sentiu o “EU” – sou a pessoa, se é que existe alguma, que controla “o movimento dos átomos”, de acordo com as Leis da Natureza.

A idéia, em si, não é nova. Os registros mais antigos datam, até onde sei, de 2.500 anos atrás. Desde os primitivos Upanishades (textos sagrados da Antiguidade), no pensamento indiano, a identificação de ATHMAN = BRAHMAN (o Eu pessoal iguala-se ao Eu Eterno, Onipresente e Onisciente) representava a quintessência da mais profunda intuição quanto aos acontecimentos do mundo. O maior empenho de todos os estudiosos da escola Vedanta era, após o aprendizado dos movimentos dos lábios para a pronúncia correta, realmente assimilar em suas mentes esse pensamento, o mais grandioso de todos.

Nossa realidade é uma extensão de nossa imagem, ou seja, SOMOS NÓS QUEM CRIAMOS A NOSSA REALIDADE! Por isso, torna-se imprescindível vigiarmos nossos pensamentos, dirigirmos nossa mente e nossas ações… Como ensinam os Mestres Ascensionados, somos aquilo que acreditamos ser.

Toda vez que pensamos, canalizamos os nossos desejos de vida para nosso centro mental criativo. Quanto mais criatividade, mais emoções e mais definições de formas e cores colocamos em nossos pensamentos, mais energia é adicionada e mais consciente é o nosso pensamento. Isso potencializa as realizações.

A vida espera que usemos mais nossa imaginação e, quando respondemos para a vida com criatividade, ela nos responde com realizações. Então, tudo o que imaginamos podemos realizar. Essa realização tem início quando idealizamos um plano, um projeto, e se concretiza à medida que colocamos nossa determinação em ação. E não se esqueça de que toda ação gera uma reação. Por isso, é de sua total responsabilidade toda ação; por isso, é muito importante que você tenha consciência de suas ações.

Muitas pessoas não entendem o significado de minhas palavras, e isso leva a uma interpretação contrária ao que realmente tudo isso quer dizer. É lógico que acredito na espiritualidade, nas forças externas (energias), pelas quais pratico Magia e tento, além do pensar e do agir, conduzir as forças naturais (energias) para que, juntamente com a minha intenção, auxiliem na conquista dos meus planos e projetos. Não acredito nos “ismos”, em uma religião em particular, e sim, na natureza tal como ela é. Por isso, torna-se necessário conhecermo-nos completamente, assim como o que nos cerca…

É preciso identificar o conhecimento tradicional como sabedoria, a fim de facilitar a conscientização das pessoas quanto à necessidade de respeitar a natureza. Isso, por sua vez, promoveria o compromisso para a igualdade de direitos, o respeito ao meio ambiente e a minimização do racismo. A ciência, então, deve de ser substituída pela natureza holística da sabedoria indígena para entender como uma ação afeta todas as partes e não somente as que estão sendo estudadas independentemente do que as rodeia. Isso também restaurará o balanço entre o ser humano e a terra, a harmonia com o Universo e a natureza.

Hoje já podemos entender que o Universo é vivo e se expande infinitamente, envolvido por todo tipo de vibrações e partículas, e que somos partes constituintes desse mesmo Universo.

O século do Universo Holográfico

O século XXI é o século da conscientização da quadridimensionalidade da existência. A ciência já começa a provar isso com a teoria do Universo Holográfico. E é sempre bom não esquecermos que o Universo esta em constante expansão. Somos um sistema biológico participante, funcionando dentro da biosfera deste planeta, interpenetrados e influenciados pelas energias ao nosso redor, inclusive as energias planetárias, pois cada planeta tem uma energia específica.

Pensando em tudo isso, gostaria de sugerir um filme, isso mesmo, um filme cujo título é “What the Bleep Do We Know”, que chega ao Brasil com o nome de “Quem Somos Nós?” Esse é um daqueles filmes que não é para ser visto entre um compromisso e outro, ou com pessoas conversando ao lado. Ele exige atenção integral; ainda assim, você vai querer assisti-lo novamente para entendê-lo melhor. Relacionado a esse filme, quero lhes falar de um livro-guia que lançaremos nos próximos meses (Título; autor; editora (VER COM CAROL, JÁ TEM EDITORA COM ELE).

Por considerá-lo de interesse geral, tomo a liberdade de citar alguns trechos desse magnífico filme:

“Fomos condicionados a crer que o mundo externo é mais real que o
interno. Na ciência moderna, é justamente o contrário. Ela diz que o
que acontece dentro de nós é que criará o que acontecerá fora.
Existe uma realidade física que é absolutamente sólida, mas só começa
a existir quando colide com outro pedaço de realidade física. Esse
outro pedaço pode ser a gente, claro que somos parte desse momento,
mas não precisa necessariamente ser. Pode ser uma pedra que venha
voando e interaja com toda essa bagunça, provocando um estado
particular de existência.

Filósofos no passado diziam: ‘Se eu chutar uma pedra e machucar meu
dedo, é real. Estou sentindo, é vívido.’ Quer dizer que é a
realidade. Mas isso não passa de uma experiência, e é a percepção dessa
pessoa do que é real.
Experimentos científicos nos mostram que se conectarmos o cérebro de
uma pessoa a computadores e scanners e pedirmos para ela olhar para
determinados objetos, podemos ver certas partes do cérebro sendo
ativadas. Se pedirmos para fecharem os olhos e imaginarem o mesmo
objeto, as mesmas áreas do cérebro se ativarão, como se estivessem
vendo os objetos.
Então os cientistas se perguntam: quem vê os objetos, o cérebro ou os
olhos? O que é a realidade? É o que vemos com nosso cérebro? Ou é o
que vemos com nossos olhos?
A verdade é que o cérebro não sabe a diferença entre o que vê no
ambiente e o que se lembra, pois os mesmos neurônios são ativados.

Então devemos nos questionar, o que é realidade?
Somos bombardeados por grande quantidade de informação que, quando
entram no corpo, são processadas pelos órgãos sensoriais e,
a cada passo, partes da informação vão sendo descartadas. O que
finalmente chega na consciência é o que mais serve à pessoa. O
cérebro processa 400 bilhões de bits de informação por segundo, mas
só tomamos conhecimento de 2 mil bits. E esses 2 mil bits são sobre o
que está ao nosso redor, nosso corpo e o tempo.
Vivemos em um mundo em que só enxergamos a ponta do iceberg. Isso
significa que a realidade está acontecendo a todo momento no cérebro,
mas nós não a absorvemos. Os olhos são como lentes, mas o que
realmente está enxergando é a parte de trás do cérebro. É o córtex
visual, igual a essa câmera.

Você sabia que o cérebro imprime o que ele vê?
Por exemplo: essa câmera de vídeo está vendo muito mais ao meu redor
do que o que está aqui, porque ela não faz objeções ou julgamentos. O
filme que está passando no cérebro é do que temos habilidade para
ver. É possível que nosso olho, nossa câmera, enxergue mais do que o
nosso cérebro tenha a habilidade de, conscientemente, projetar? Do
jeito que nosso cérebro funciona, só conseguimos ver o que
acreditamos ser possível.

Os padrões de associação já existem dentro de nós por meio de um
condicionamento
Uma história incrível, que acredito ser verdadeira, conta que quando
os índios americanos, nas ilhas caribenhas, viram as naus de Colombo se
aproximarem, na verdade eles não conseguiam ver nada, pois as naus não eram parecidas com nada que tivessem visto antes. Quando Colombo chegou no Caribe, nenhum nativo conseguia enxergar os navios, mesmo estando
eles no horizonte. A razão de não verem os navios era porque não
tinham conhecimento. Seus cérebros não tinham experiência de que os
navios existiam.
O xamã começou a notar ondulações no Oceano. Mesmo não vendo os
navios, imaginou o que estaria causando aquilo. Começou, então, a olhar
todos os dias e, depois de um certo tempo, conseguiu ver os navios.
E quando ele enxergou as embarcações, contou para todos que existiam navios
lá.
Como todos confiavam e acreditavam nele, também conseguem enxergar.
Nós criamos a realidade, mas criamos máquinas que produzem realidade,
que afetam a realidade o tempo todo. Sempre perseguimos algo
refletido no espelho da memória.
Se estamos ou não vivendo em um grande mundo virtual, é uma pergunta
sem uma boa resposta, é um grande problema filosófico. E temos que
lidar com ele conforme o que a ciência diz do nosso mundo.
Como somos sempre observadores na ciência, ficamos limitados ao que o
cérebro humano capta. É a única forma de vermos e percebermos as
coisas que fazemos. Então, é possível que isso tudo seja uma grande
ilusão da qual não conseguimos sair para ver a verdadeira realidade.
Seu cérebro não sabe distinguir o que está acontecendo lá fora do que
acontece aqui dentro. Não existe o ‘lá fora’ independente do que está
acontecendo aqui…”

O nosso papel

Conscientes dessa realidade apresentada nos comentários a respeito de “What the Bleep Do We Know”, sentimo-nos ainda mais motivados a inovar e ampliar nossa linha editorial, para que os amigos leitores, nossos clientes, possam tomar contato com esses ensinamentos a fim de contribuir para o seu crescimento intelectual, cultural, filosófico e espiritual.

Portanto, o principal papel de nossa querida Madras Editora é trazer novos conhecimentos e quebrar paradigmas que não somente as religiões pregam, mas também o homem, que, por ignorância, desenvolveu certos conceitos que mantêm o ser humano na obscuridade… Acreditamos que é preciso, urgentemente, elevar o homem (gênero humano) a um patamar de consciência e de percepção mais sutil e de trazer à tona uma aprendizagem em que o “EU” e o “TODO” interajam constantemente, levando a evolução da sabedoria humana até um “salto quântico”, que transformará nossa percepção do mundo e, em última instância, nossa existência.

Lembro-me, a propósito, destas palavras do grande sábio Albert Einstein: “O ser humano é uma parte do todo a que chamamos Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço, que concebe a si mesma, às suas idéias e aos seus sentimentos como algo separado de todo o resto. É como se fosse uma espécie de ilusão de óptica da sua consciência”.

“Em relação a todos os atos de iniciativa e de criação existe uma verdade elementar: no momento em que nos comprometemos, a Providência também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge a nosso favor. Como resultado da decisão, seguem-se todas as formas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum homem jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém, em si mesma, o poder, o gênio e a magia”.(Goethe)

As Novidades

Não são poucas as novidades que gostaríamos de transmitir aos nossos amigos. Estamos ampliando, ainda mais, nossa linha editorial, trazendo para o Brasil as edições que julgamos necessárias para o nosso querido público. Estamos também expandindo nossas instalações, aumentado consideravelmente o número de nossos funcionários e da área física de funcionamento de nossa Editora.

Em 2005 lançamos mais de (………..) títulos. E já projetamos um crescimento neste ano na faixa de 30%, ou seja, lançaremos neste ano (……………) obras, além, é claro, de nossas reedições que não são poucas.

Em dez anos de existência já editamos mais de 1.300 títulos e creio que isso é um recorde em nosso país.

Na intenção de facilitar a exposição de nossos livros, vários recursos estão sendo viabilizados na distribuição dos produtos. Atualmente, você pode encontrar nossas obras em vários pontos alternativos, entre eles lojas de conveniência nos postos de gasolina, além das lojas de artigos para presentes. Estamos investindo fortemente na divulgação de nossos títulos, em vários meios de comunicação, entre eles a TV Espiritualista (www.tvespiritualista.com.br), em diversas revistas que nos apóiam e nas mais diversas emissoras de rádio. Aliás, muito em breve estaremos lançando nossa própria rádio pela internet: www.radiomadras.com.br.

Entre as obras que estamos lançando neste início de ano, o autor Rubens Saraceni nos presenteia com dois romances inéditos (O Guardião da Pedra de Fogo e O Guardião das Sete Porteiras).

Acabamos de lançar uma obra-prima intitulada Dante – O Grande Iniciado – Uma Mensagem para os Tempos Futuros, de Robert Bonnell; Dicionário dos Rosa-Cruzes, de Erik Sablè, contendo a biografia de seus principais criadores;

O Mistério do Pergaminho de Cobre de Qumran – O Registro dos Essênios do Tesouro de Akhenaton, de Robert Feather; o grande clássico A Biblioteca de Nag Hammadi, de James M. Robinson, um compêndio de textos considerados apócrifos; o Livro do MillenniuM; Kabalah revelada; Upanishades da yoga; O Gênio de Alexandre o grande; Comunicando-se com o Anjo Gabriel e os outros livros dessa série; Buda de Heródoto Barbeiro; girando a Chave de Hiram e os outros lançamentos desse (s) autor; Iridiologia Integrada 4 cores; Relacionar-se bem; Criatividade; Star Wars e Super-Heróis; ver com a Carol os livros Nárnia e a Filosofia e os outros que estamos comprando.; Maria Madalena; Os templários e o pergaminho de Chinom em nossa editora possímos mais de 11 títulos a respeito dos Templários; O livro do Sexo; Do brega ao Chique; os livros do Fulcanelli; com um certo destaque o meu livro de Maçonaria; o livro das datas comemorativas; Otimismo e Prosperidade Cláudio e Wagner; Melquisedeque; Aikido; Samurais; a coleção Garotada Criativa, composta por quatro tomos, dedicada à arte infanto-juvenil, entre outras preciosidades, as quais esperamos que possam auxiliá-los e conduzi-los há um outro nível do saber.

A plenitude da Sabedoria
Um dia desses, em uma discussão, provocaram-me com a seguinte pergunta: Por que você não se ajoelha e não jura com a mão na Bíblia? Você, na verdade, é quem está fechando suas portas ou se impedindo de elevar-se nos altos graus da Ordem. Ao que logo respondi: Por que deveria me ajoelhar perante outros homens, se eles não são Iniciados… Alguns Maçons são ridicularizados ao receberem seu avental do terceiro grau (grau de Mestre), pois acreditam que naquele momento eles são “Mestres” e eu pergunto: Mestre do que? De quem? Isso não é o pior, a Instalação do Irmão ao Trono de Venerável Mestre, isso então é de dar dó… Sem receber nenhuma revelação de Sabedoria. O nível de cultura desses Irmãos é no mínimo lamentável.

Sabemos que o principal objetivo das escolas de iniciação era de formar instrutores para ajudar seus semelhantes escalar os degraus da jornada evolutiva para a LIBERTAÇÃO do Sofrimento. E diante das dificuldades, Fracassos e Vitórias, nessa Magnífica Jornada que chamamos “VIDA” chegássemos à compreensão do nosso EU Superior, separando o joio do trigo.

Muitos homens dentro da ordem confundem religião com espiritualidade. Fé com religião. Posso ter fé e ser espiritualista e não ter nenhuma religião.

A Sabedoria está acima das leis ocultas da Natureza. Aquele que a possui age como Deus no oculto das sementes, jamais esquecendo que o primeiro ato do Sábio é descobrir a semente dentro de si mesmo. Por isso, pela Sabedoria o Homem pode modificar sua própria natureza, que outra coisa não é senão aquilo que chamamos o ato da vontade. Convém notar, porém, que a Vontade de Deus no Homem sempre tende ao Amor.

Ao refletir sobre esse questionamento que me fizeram, deparei-me com estas belas palavras:

“Saber que não se sabe é o bem supremo.
Não saber que não se sabe é como padecer um mal.
Quem toma consciência deste padecimento fica livre dele.
O sábio não sofre este mal porque já padeceu com ele.
Assim, ele pode evitá-lo.”
(Lao Tse - Tao Te King - Verso 71)

Explicação de Humberto Rohden
“O sábio sabe e saboreia que toda a erudição meramente intelectual é deslumbrante vacuidade e fascinante ilusão. A diferença entre o sábio e o erudito está no fato de que o sábio sabe por experiência própria o que é a Realidade, ao passo que o simples erudito ignora essa Realidade e a confunde com as facticidades. O sábio sabe que ignora mil vezes mais do que sabe – e nisto está a sua sapiência. Quem não tem plena certeza da sua vacuidade não pode ser plenificado pela plenitude.”

Por tudo isso, sou um eterno buscador da “Verdade”, esteja ela onde estiver.

“Viverei para sempre ou morrerei tentando…”

Eu Sou o que Sou,

Wagner Veneziani Costa

1 comentário às 14:47 Editor

SEU PENSAMENTO PODE TRANSFORMAR O SEU MUNDO , AGORA!

Meus Amigos, Clientes, Frateres, Sorores, Fornecedores, Irmãos e Irmãs,

Recebam os meus mais verdadeiros votos de Luz, Amor e Paz!!!

“Nossos pensamentos e crenças são a causa de tudo o que nos acontece, são os agentes desencadeadores de toda a realidade que nos cerca. Devemos mudar o paradigma de sermos vítimas para o de sermos responsáveis por tudo o que nos acontece.”

O processo do autoconhecimento é lento e muito difícil, ou melhor, é bastante delicado, pois depende única e exclusivamente de cada um de nós. O Universo nos oferece os instrumentos, mas somos nós que temos de tocar as notas certas da grande sinfonia da vida. Para isso, temos de ficar ligados e sensíveis a tudo o que nos acontece, e também a tudo que vibra ao nosso redor… Não é fácil entender as “lições que a vida nos dá”, nem como ela transmite seus ensinamentos todos os dias…

Precisamos urgentemente interagir com a Mãe Natureza. Buscar lá no fundo do nosso Ser o nosso verdadeiro “Eu”, para nos conhecermos melhor… Não devemos nos omitir simplesmente por querer agradar aos outros. Temos que ousar! Sermos nós mesmos, como tudo na Criação. Sermos tão naturais quanto a própria Natureza…

Está na hora de buscarmos as nossas “Verdades” e não as verdades dessa sociedade podre e corrompida que vive de acordo com seus interesses particulares. Livremo-nos da prisão de nossa própria mente apegada às coisas mundanas… De conceitos prontos, preestabelecidos, que nos foram impostos pela família, pela sociedade ou pela religião… Dessas religiões vazias e hipócritas contaminando-nos com os seus “tais pecados”.

Mas, o que é pecado? Nada é pecado, tudo é possível, não existe certo ou errado… Tudo depende do ponto de vista de quem vê a situação. O que ocorre é que geralmente tememos deixar de existir, nossos egos temem deixar de ter vida. Com isso, muito deixamos de ganhar, pelo simples medo de tentar operar a mudança interior, por meio da qual tudo se transforma no nosso exterior.

Nessas horas, precisamos mergulhar para dentro de nós mesmos e descobrir, de fato, quem somos… E tenha a mais absoluta certeza de que você não irá se decepcionar… Meditemos sobre nossos pensamentos, atitudes, palavras, gestos, olhares, defeitos, qualidades… O que realmente nos faz bem… Então, siga o seu caminho, não o caminho do outro… Você é único e, por isso, diferente… Não existem iguais. Existem apenas semelhantes!

Muitos de nós vivemos e lutamos em nome da liberdade. E eu pergunto: o que é ser livre? Alguns vão defender: “o meu ‘pensamento’, a minha mente”… E eu volto a questionar: como um ser ignorante de si mesmo pode ser livre?

David Bohm, em sua obra O Pensamento Como um Sistema, Madras Editora 2007, toma como ponto inicial o papel do pensamento e do conhecimento em cada plano relacionado às questões humanas, partindo de nossas reflexões pessoais sobre identidade individual até nossos esforços em moldar uma civilização “tolerante”. Ao falar sobre os princípios que envolvem a relação mente-matéria, o professor Bohm rejeita a noção de que os nossos processos mentais retratam, de forma neutra, o que está presente no mundo objetivo. Ele explora a maneira como o pensamento participa ativamente na formação das nossas percepções, sentidos e atividades diárias. Bohm sugere, ainda, que o pensamento coletivo e o conhecimento têm se automatizado e que somos controlados por eles, com uma subseqüente perda de autenticidade, liberdade e ordem.

O mundo atravessa uma fase ruim, nossos valores mais caros estão perdidos. Preferimos “ignorar” a “ajudar” o próximo. E isso me faz refletir profundamente no texto de um dos maiores homens que viveram em nosso Planeta, Charles Chaplin, proferido no final do filme O grande Ditador, que é um dos mais belos textos pacifistas já escritos, um legado para todas as gerações, pois não ficou preso a um contexto social ou político, nem ficou parado no tempo:

Nós continuamos a luta pela paz, pela esperança. Nós ainda queremos um mundo melhor para os nossos filhos… Mas nos acomodamos nas trincheiras dos sentidos.

A cobiça envenenou a alma do homem… Levantou no mundo as muralhas do ódio… E tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e aos morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência tornou-nos empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem… Um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora… Milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir, eu digo: Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… Da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem, e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… Que vos desprezam… Que vos escravizam… Que arregimentam as vossas vidas… Que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da Humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… Os que não se fazem amar e os inumanos.

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela “liberdade”! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas de todos os homens! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… De fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da “democracia” – usemos esse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… Um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice…

É Pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da “democracia”, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

E por que não mudamos já?

Não mudamos porque buscamos em livros, palestras, doutrinas, seminários ou cultos apenas a confirmação de nossas crenças. Não nos abrimos ao novo, ao que, na realidade, a vida tenta nos passar, mostrar e ensinar. Nossas crenças nos trouxeram até onde estamos. Para seguirmos adiante, precisamos quebrar os paradigmas atuais. Temos de questionar a realidade e todos os fatos… Obviamente, enquanto continuarmos a repetir as mesmas ações, nossos resultados serão sempre os mesmos todos os dias, não há como ser diferente. Quem planta maçã, não colhe morango!

Não mudamos porque gostamos de ser o que somos e como somos… Estamos acomodados e acostumados a viver o que vivemos e como vivemos; não nos damos chances para experimentar algo diferente… Na verdade, temos medo de tudo que não conhecemos… O novo nos assusta, pois nos leva a fazer escolhas, a nos desapegar de muitas coisas, requer atitude, e isso nos leva a viver na eterna ignorância… Não nos permitimos vislumbrar a Luz, que está logo ali à nossa frente, para nos dar a direção do caminho promissor que buscamos: o da sabedoria, da criação, da alegria, da prosperidade, da saúde, ou qualquer outro que seja o nosso objetivo na vida. E para isso, basta dar o primeiro passo…

Religiões novas aparecem todos os dias em nossos horizontes, prometendo operar verdadeiros milagres… Ora, nós é que somos os Deuses e Deusas deste Planeta… Somos nós, apenas isso, nós mesmos, os grandes milagres da vida… Irmãos, por favor, não confundam Espiritualidade com religião…

Nossa forma de ser, nosso comportamento, nossos pensamentos estão tomados por mecanismos de defesa que nós próprios criamos, adquiridos por meio de experiências, sofrimentos e dores vivenciados ao longo de nossa existência. Fomos construindo-nos, moldando-nos, para evitar as sensações de dor e estimular as sensações de prazer.

Não mudamos porque nos falta vontade, força, honestidade, sinceridade, capacidade de renúncia. Uma mudança, uma transformação, significaria deixarmos de ser quem somos. E, como somos apegados a nós mesmos, ao que somos ou ao que achamos ser, reagimos negativamente à possibilidade de uma mudança. Tememos nos transformar em algo que os outros não vão gostar. Tememos perder o pouco que temos ou achamos ter, e nos esquecemos da Morte, que quando vem… vem… Tememos ser rejeitados, perder a popularidade, a fama, o status, a consideração, os prazeres. Tememos deixar de existir, nossos egos temem deixar de existir. Mas, tenha a mais absoluta certeza de uma coisa: após sua morte, só lembrarão de você cinco minutos… Isso mesmo, só cinco minutos!!! E o Universo esquecerá que você um dia visitou nosso Planeta.

Então, por que não mudar? Por que não gostar mais de si mesmo, ou melhor, por que não se amar de verdade e parar de se preocupar com o que os outros vão dizer ou pensar de você? Pense você em você! Seja você mesmo! Permita-se mudar agora mesmo, você pode, é só querer… A poderosa força do Universo está com você!

Geralmente, acreditamos que, por freqüentarmos uma religião, por conhecermos e seguirmos certas teorias, doutrinas, conceitos morais e éticos, estamos mudando, evoluindo. Mas, na verdade, o que estamos fazendo é apenas nos aprisionarmos em celas (cadeia) mais bonitas. Precisamos expandir esses exemplos, explorá-los e compreendê-los. Devemos meditar muito, rogar a essa Divindade Interior maravilhosa, à nossa Mãe Divina, ao nosso Pai Interno, que nos livre do auto-engano, da ilusão, e nos mostre a “verdade”.

Mas, por outro lado…

Tudo no Universo opera por meio de vibração. Nosso corpo é constituído de átomos, que são cercados por elétrons que giram em velocidades tão grandes que os cientistas não conseguem saber onde o elétron está em determinado momento. Imagine bilhões de átomos cercados de elétrons dentro do seu corpo e você vai ter uma idéia do que estou falando. Estamos em movimento constante…

Mas a vida reserva bem mais surpresas, se formos mais a fundo nas pesquisas. O átomo deixou de ser a menor partícula há muito tempo. Os cientistas descobriram o táquion. Ele tem uma propriedade interessante: existe e não existe. Uma hora ele está lá, na outra não está. Seguindo alguns cálculos, os pesquisadores descobriram que essa partícula pode viajar no tempo; pode estar no futuro e no passado, ou seja, viaja muito. O interessante é que você precisa procurar bem fundo na estrutura da matéria para ir encontrando essas partículas, o que nos leva à seguinte conclusão: proporcionalmente, há mais vazio dentro de você do que há na sala/quarto em que você está.

Táquion é um vocábulo derivado do grego, que quer dizer “rapidez”. São partículas subatômicas que se movem mais rápidas do que a velocidade da luz. Ainda apenas “teóricas” nos meios científicos ortodoxos, essas partículas foram inicialmente investigadas por Nikola Tesla, o engenheiro eletrônico que desenvolveu o primeiro motor elétrico produzido em massa pela Westinghouse. Você pode conhecer um pouco mais a respeito da vida e obra desse cientista lendo a obra As Fantásticas Invenções de Nikola, de David Hatcher Childress e Nikola Tesla, Madras Editora.

David Wagner, observando mais profundamente o controvertido trabalho de Tesla, desenvolveu um processo que chama de Quality of One, o qual ele acredita que pode transformar certas substâncias naturais em permanentes antenas de táquions. Essas substâncias são então colocadas sobre e ao redor do corpo, habilitando-o a atrair grandes quantidades de energia táquion que, por sua vez, ajuda na desintoxicação, aumenta a absorção de vitaminas e minerais, expande a energia, cura mais efetivamente e aprofunda a meditação. Os resultados dos experimentos de David habilitaram-no a curar o seu próprio corpo e a ajudar milhares de outras pessoas.

Eu então me pergunto: será que essa energia que Nikola Tesla já conhecia, o “Táquion”, é parte de uma força universal da qual todos fazemos parte e que, portanto, se transformava em uma “ponte” entre a energia de nossas consciências e a do Universo?

Voltando ao assunto vibração, o que nos diferencia de uma pedra é, grosso modo (e materialmente falando), exatamente a vibração. A estrutura das pedras tem um padrão vibratório mais baixo, portanto, mais denso. Eis uma historinha interessante para ilustrar este caso:

Uma aluna de Einstein estava passando pelo pátio da Universidade de Princeton e viu seu mestre parado em frente ao chafariz, balançando a mão rapidamente na frente dos seus olhos. Curiosa, ela foi lá perguntar a Einstein o que ele estava fazendo. Então, ele apontou para o jorro d’água que caía do chafariz, depois mandou que ela fizesse a mesma coisa que ele. Ao passar a mão rapidamente na frente dos olhos, a pessoa “quebra” o efeito de permanência da vista, que é um “defeito” dos olhos, responsável pela movimentação fluida com a qual vemos as coisas (e que nos faz imaginar o movimento perfeito numa seqüência de apenas 24 cenas por segundo). O resultado é que ela conseguia distinguir os pingos d’água caindo, em câmera lenta, em vez do jorro constante.

Onde eu quero chegar com tudo isso? Vibração! Nós vivemos numa grande e tola ilusão sensorial, que os hindus chamam de Maya. Tudo o que somos, tudo o que temos, não passa de um agregado de matéria em estado bruto, réplicas mal-feitas de uma realidade cada vez mais sutil. Sócrates também chegou a essa conclusão com o seu mundo das idéias, em que existe a “idéia cavalo” antes mesmo de existir o cavalo em sua cópia grosseira. Sabiamente, os hindus dizem que o véu de Maya é como uma teia de aranha: esconde, mas também mostra. Se souberem como olhar, claro.

Portanto, caro leitor, se você mudar o foco para o que tem ATRÁS da teia da aranha, vai perceber mais detalhes de um novo mundo. Experimente, e veja quão fantástica pode ser a teia da vida!

Eu Sou Você e Você Sou Eu!

Somos Apenas Um!

Eu Sou, Wagner Veneziani Costa

Fontes:
BOHM, David. O Pensamento Como Um Sistema. Madras Editora, 2007.
BALOTA, Fabio Ferreira.
CHAPLIN, Charles, em O Grande Ditador.
CHILDRESS, David Hatcher e TESLA, Nikola. As Fantásticas Invenções de Nikola Tesla. Madras Editora, 2005.
COSTA, Wagner Veneziani. Maçonaria – Escola de Mistérios – A Antiga Tradição e Seus Símbolos. Madras Editora, 2006.
www.vivendodaLuz.com.br

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MAOMÉ



“Diz: Ele é Deus, o Único!
Deus, O Eterno Refúgio!
Que não gerou nem foi gerado!
E nada é igual a Ele! ”
[Alcorão 112:1-4]

Acredita-se que Maomé nasceu no ano 570 d.C. em Meca, uma cidade da atual Arábia Saudita. Seu pai, que morreu antes do seu nascimento, era membro do clã Hashim da poderosa tribo Quraysh. A mãe de Maomé, Amina, morreu quando ele tinha apenas 06 anos. Ele foi morar então com o seu avô, que era o guardião da Ka’aba, templo nacional do povo árabe. Infelizmente, dois anos mais tarde seu avô também morreu, e desde a idade de 08 anos, Maomé passou a ser criado por seu tio, Abu Talib, que era um negociante junto às grandes rotas de comércio em camelos.

Passou grande parte da juventude num tempo de agitação econômica e descontentamento concernente a vasta diferença entre os ricos e os pobres. Historiadoes muçulmanos afirmam que mesmo quando menino, Maomé já detestava a adoração a ídolos, e que
levava uma vida moralmente pura.

Maomé foi empregado por Khadija, uma viúva rica, para administrar a caravana mercante. Ficou conhecido como “Al-Amin”, o “Digno de Confiança”, e foi proeminente membro da associação mercante de Meca. Aos 25 anos casou-se com Khadija, com quem teve 6 filhos - todos mortos,exceto a filha caçula, Fátima. Maomé e Khadija foram casados durante 25 anos. Mais tarde depois da morte de Khadija, Maomé adotou a poligamia, casando-se com várias mulheres.

Aos 40 anos, ficou muito preocupado com a situação de seus compatriotas e gastou muito de seu tempo em meditação sobre assuntos religiosos. Durante sua vida Maomé conheceu muitos cristãos, sacerdotes e judeus. Muitas vezes buscou conselho de um monge jacobino que lhe ensinou vários aspectos dos costumes religiosos judaicos.

Durante o mês de Ramadan, que é o nono mês no calendário lunar muçulmano, Maomé retirava-se para uma caverna na encosta do Monte Hira, a aproximadamente 5 kilômetros de Meca. Foi durante uma destas ocasiões que ele começou a receber revelações e instruções que ele acreditava serem do arcanjo Gabriel. Estes escritos formam a base do Alcorão (do árabe “al-Quram” = “o recitativo” ou “o discurso”). Foi em Meca ele começou a ensinar a nova religião mas fugiu de lá para Medina em 622, quando soube que a tribo Quraysh planejava acabar com a sua vida. O calendário muçulmano inicia no dia desta fuga, conhecida como Hijra (hégira).

Nessa altura o Islam afirmou-se não só como religião, mas também como comunidade organizada. Muito embora o próprio Maomé afirmasse que o que ele pregava não era uma nova religião, mas a continuação da revelação que Deus tinha dado aos profetas do Antigo Testamento e a Jesus (que não considerava Filho de Deus, mas um grande profeta que devia ser obedecido).

Maomé estabeleceu a constituição Medinense e instituiu o dogma da guerra santa. A idéia da “Jihad” surgiu quando Maomé se encontrava em Medina, depois da fuga de Meca. O profeta precisava de se defender dos habitantes de Meca e para isso precisava de organizar um exército, algo que exigia dinheiro.

Mais tarde Maomé entrou triunfante em Meca. Destruiu os ídolos de pedra com excepção da “pedra negra”. Deu depois inicio à sua obra política. As tribos do deserto converteram-se ao credo de Alá unificando e consolidando o novo modelo de religião-estado.

Além do Alcorão, há o livro de Hadiths. O Hadiths compreende os ensinos de Maomé, e é tão importante quanto o Alcorão em todas as áreas da vida do muçulmano.

Aos poucos, Maomé estruturou sua religião e organizou um exército de seguidores que, em 630, conquistou Meca.

A Kaaba foi transformada num centro de orações, mas, como havia dito acima, Maomé proibiu todos os cultos muçulmanos idólatras que antes existiam.

A doutrina muçulmana também chamada islâmica ou maometana impõe cinco regras:

- Crer em Alá, o único Deus e em Maomé, seu profeta;
- Realizar cinco orações diárias;
- Ser generoso para com os pobres e dar esmolas;
- Obedecer ao jejum religioso durante o ramadã (mês anual do jejum);

Ir a peregrinação a Meca pelo menos uma vez durante a vida.

Ao contrário do que se imagina, nem todo árabe é muçulmano. De fato, apenas 18% dos Muçulmanos são árabes dentre a estimativa de um bilhão e duzentos milhões de pessoas.

A palavra “Islam” significa simplesmente submissão a Deus, e “muçulmano” ou submisso é aquele que segue as leis do Islamismo. A revelação do Islamismo foi dada a Maomé, e este é reverenciado pelos muçulmanos como o maior dentre todos os profetas. De fato “Maomé” não é apenas um nome, mas um título que significa “O louvado” ou ainda “digno de louvor”.

Os árabes são de origem semita. Identificados como descendentes de Ismael, filho de Abraão e Agar, não tinham unidade política. Viviam em tribos independentes, governadas por neques. Cada tribo tinha o seu próprio deus, ao qual se rendia culto num santuário comum, a Ka’aba, existente em Meca. Na Ka’aba encontravam-se 360 ídolos. O mais importante era a “pedra negra” um tipo de meteorito adorado pelas tribos. Além disto haviam mais de 124.000 profetas conhecidos na época.

Os muçulmanos estão divididos em dois grandes grupos, os sunitas e os xiitas. Essas tendências surgem da disputa pelo direito de sucessão a Maomé. A divergência principal diz respeito à natureza da chefia: para os xiitas, o líder da comunidade (imã) é herdeiro e continuador da missão espiritual do Profeta; para os sunitas, é apenas um chefe civil e político, sem autoridade espiritual, a qual pertence exclusivamente à comunidade como um todo (umma). Sunitas e xiitas fazem juntos os mesmos ritos e seguem as mesmas leis (com diferenças irrelevantes), mas o conflito político é profundo.

Sunitas - Os sunitas são os partidários dos califas abássidas, descendentes de all-Abbas, tio do Profeta. Em 749, eles assumem o controle do Islã e transferem a capital para Bagdá. Justificam sua legitimidade apoiados nos juristas (alim, plural ulemás) que sustentam que o califado pertenceria aos que fossem considerados dignos pelo consenso da comunidade. A maior parte dos adeptos do islamismo é sunita (cerca de 85%). No Iraque a maioria da população é xiita.

Xiitas - Partidários de Ali, casado com Fátima, filha de Maomé, os xiitas não aceitam a direção dos sunitas. Argumentando que só os descendentes do Profeta são os verdadeiros imãs: guias infalíveis em sua interpretação do Corão e do Suna, graças ao conhecimento secreto que lhes fora dado por Deus. São predominantes no Irã e no Iêmen. A rivalidade histórica entre sunitas e xiitas se acentua com a revolução iraniana de 1979 que, sob a liderança do aiatolá Khomeini (xiita), depõe o xá Reza Pahlevi e instaura a República islâmica do Irã.

Outros grupos - Além dos sunitas e xiitas, existem outras divisões do islamismo, entre eles os zeiitas, hanafitas, malequitas, chafeitas, bahais, sunitas, hambaditas. Algumas destas linhas surgem no início do Islã e outras são mais recentes. Todos esses grupos aceitam Alá como deus único, reconhecem Maomé como fundador do Islamismo e aceitam o Corão como livro sagrado. As diferenças estão na aceitação ou não da Suna como texto sagrado e no grau de observância das regras do Corão.

Maomé declarou que o Alcorão era a revelação final e superior do único e supremo Deus. Ele baniu a adoração aos ídolos e ensinou que a vida do muçulmano deve ser completamente submissa a Alá (Deus, em árabe), com abluções rituais antes das cinco vezes diárias de oração em direção a Meca. Sexta-feira foi o dia estabelecido para adoração coletiva na Mesquita, o templo muçulmano.

Maomé morreu em 632 d.C. em Medina na Arábia Saudita, onde se encontram seus restos mortais…

Bibliografia :
Manual de Intercessão Pelo Mundo Muçulmano, PráMídia Publicações. 1998
http://wwwalu.por.ulusiada.pt/~21503299/ultima.htm


Wagner Veneziani Costa
CIM 176691
EME 058484

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