Maio 2008

Arquivo Mensal

PLATÃO

Publicado por Editor em 21 Mai 2008 | sob: Editor, Platão

PLATÃO

“Que aqui não adentre quem não souber geometria”.

Seu verdadeiro nome era Aristócles, em homenagem ao seu avô, nasceu em Atenas, Grécia, em 428 ou 427 a.C., e lá morreu em 347 a.C. Platão é um nome que, segundo alguns, derivou de seu vigor físico e da largueza de seus ombros (platos significa largueza). Ele era filho de uma abastada família, aparentada com famosos políticos importantes, por isso não espanta que a primeira paixão de Platão tenha sido a política.

Inicialmente, Platão parece ter sido discípulo de Crátilo, seguidor de Heráclito, um dos grandes filósofos pré-Socráticos, sua máxima era: “Tudo Flui”, “Tudo se move”, “exeto o movimento”. Ele exemplifica, dizendo que não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, porque, ao entrarmos pela segunda vez, não serão as mesmas águas que estarão lá, e a pessoa mesma já será diferente (de fato, a Biologia veio a descobrir muito mais tarde que nossas células estão em constante renovação, e isso é uma mudança).

O pensamento de Heráclito sobre Deus era: “O Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome; mas se alterna como o fogo, quando se mistura a incensos, e se denomina segundo o gosto de cada um.”

Nesse argumento, podemos ver que Heráclito considerava as diversas divindades da mitologia grega, que eram adoradas pelos homens de seu tempo, como sendo apenas fogo misturado a diferentes tipos de incensos.

E a alma consiste apenas de mais uma rarefação do fogo e sofre as mesmas mudanças que todas as outras coisas também experimentam; e a morte traz a completa extinção da alma.

“Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra, e de terra nasce água, e de água alma.”
Novamente aqui, nesse raciocínio, vemos Heráclito descrever seus caminhos “para baixo” e “para cima”. “Para Deus tudo é belo e bom e justo; os homens, contudo, julgam umas coisas injustas e outras justas.”

Posteriormente, Platão entra em contato com Sócrates, tornando-se seu discípulo, com aproximadamente vinte anos de idade e com o objetivo de se preparar melhor para a vida política. Mas os acontecimentos acabariam por orientar sua vida para a filosofia como a finalidade de sua vida.

Platão tinha cerca de vinte e nove anos quando Sócrates foi condenado à beber o cálice de cicuta (veneno fortíssimo). Ele havia acompanhado de perto o processo de seu mestre, e o relata na Apologia de Sócrates. O fato de Atenas, a mais iluminada das cidades-estados gregas, ter condenado à morte “o mais sábio e o mais justo dos homens” - como falara mediunicamente o oráculo de Apolo, em Delfos - lhe deixou marcas profundas que determinariam as linhas mestras de toda a sua atividade de filósofo.

Faço aqui mais um corte no texto para falar um pouco sobre Delfos, o Umbigo do Mundo. Durante mais de 15 séculos, do nascimento ao fim da cultura grega antiga, o Oráculo de Delfos, ou templo de Apolo, serviu como local onde os peregrinos vindos das mais diversas latitudes do mundo helênico consultavam as pitonisas, as sacerdotisas oraculares, para saber qual o seu destino, da sua família ou da sua pátria. Delfos tornou-se um dos lugares sagrados mais venerados pelos gregos, sendo que suas previsões e predições tiveram enorme repercussão nos destinos de reis, de tiranos e de gente famosa daqueles tempos.

O nome Delfos tem origem em Delphinios, um epíteto para Apolo originado em sua ligação com golfinhos. De acordo com a lenda, Apolo foi a Delfos com sacerdotes de Creta no dorso de golfinhos. Outra lenda sustenta que Apolo chegou a Delfos vindo do norte e parou em Tempe, uma cidade na Tessália para colher louro, planta sagrada para ele. Com base nesta lenda, os vencedores nos Jogos Píticos recebiam uma coroa de louro colhido em Tempe. Na juventude, Apolo matou a terrível serpente Píton, que viveu em Delfos perto da Fonte Castalian, — de acordo com alguns — porque Píton tinha tentado violar Leto quando se encontrava grávida de Apolo e Ártemis. Esta era a fonte que emitia os vapores que permitiam ao oráculo de Delfos fazer as suas profecias. Apolo matou Píton, mas teve que ser punido por isso, dado que Píton era filho de Gaia. O altar dedicado a Apolo provavelmente foi originalmente, dedicado a Gaia e depois a Posseidon. O oráculo nesse tempo predizia o futuro baseado na água ondulante e no sussurro das folhas das árvores.

Acredita-se que todas, ou uma boa parte da obra de Platão nos chegou inteira. Além de cartas e da Apologia de Sócrates, Platão escreveu cerca de trinta Diálogos que têm sempre invariavelmente Sócrates como protagonista. Nestas obras excepcionais, Platão tenta reproduzir a magia do diálogo socrático, imitando o jogo de perguntas e respostas, com todos os meandros da dúvida, com as fugazes e imprevistas revelações que impulsionam para a verdade, sem, contudo, revelá-la de modo direto. O motivo pelo qual sua obra nos chegou praticamente intacta reside no fato de Platão ter fundado uma escola que se tornou famosa, e que era dedicada ao herói ático Academos. Daí o nome Academia.

Platão foi o responsável pela formulação de uma nova ciência, ou, para ser mais exato, de uma nova maneira de pensar e perceber o mundo. Este ponto fundamental consiste na descoberta de uma realidade causal supra-sensível, não material, antes apenas esboçada e não muito bem delineada por alguns filósofos, embora tenha sido um pouco mais burilada por Sócrates. Antes de Sócrates, era comum tentar-se explicar os fenômenos naturais a partir de causas físicas e mecânicas. Platão observa que Anaxágoras, um dos pré-socráticos, tinha atinado para a necessidade de introduzir uma Inteligência universal para conseguir explicar o porquê das coisas, mas não soube levar muito adiante esta sua intuição, continuando a atribuir peso preponderante às causas físicas. Entretanto, se perguntava Platão, será que as causas de caráter físico e mecânico representam as “verdadeiras causas” ou, ao contrário, representam simples “concausas”, ou seja, causas a serviço de causas mais elevadas? Não seria o visível fruto de algo mais sutil?

Para encontrar a resposta às suas dúvidas, Platão empreendeu aquilo que chamou simbolicamente de “a segunda navegação”. A primeira navegação seria o percurso da filosofia naturalista. A segunda navegação seria a orientação metafísica de uma filosofia espiritualista, do inteligível. O sentido do que seja essa segunda navegação fica claro nos exemplos dados pelo próprio Platão.

Se se deseja explicar por que uma coisa é bela, um materialista diria que os elementos físicos como o volume, a cor e o recorte são bem proporcionais e causam sensações prazerosas e agradáveis aos sentidos. Já Platão diria que tudo isso seria apenas qualidades que evocariam uma lembrança de algo ainda mais belo, vista pela alma no plano espiritual, mas que não está acessível ao plano físico. O objeto seria apenas uma cópia imperfeita, por ser material, de uma “Idéia” ou forma pura do belo em si.

Vejamos um outro exemplo:

Sócrates está preso, aguardando a sua condenação. Por que está preso? A explicação mecanicista diria que é porque Sócrates possui um corpo corpulento, composto de ossos e nervos etc., que lhes possibilitam e lhe permitiram locomover-se e se deslocar por toda a vida, até que, por ter cometido algum erro, tenha-se dirigido à prisão, onde lhe sejam postas as amarras. Ora, qualquer pessoa sabe a simplificação desse tipo de argumento, mas é justamente assim que falam o materialistas-mecanicistas até os dias de hoje. Mas este tipo de explicação não oferece o verdadeiro “porquê”, a razão pela qual Sócrates está preso, explicando apenas o meio pelo qual pode uma pessoa ser posta num cárcere devido ao seu corpo. Explica o ato, descrevendo-o, e não suas causas. A verdadeira causa pela qual Sócrates foi preso não é de ordem mecânica e material, mas de ordem superior, da mesma forma que um computador não executa um complexo cálculo matemático pela ação de seus componentes em si, mas devido a algo de ordem superior e mais abstrato: o seu programa, o software. Sócrates foi condenado devido a um julgamento de valor moral usado a pretexto de justiça para encobrir ressentimentos e manobras políticas das pessoas que o odiavam. Ele, Sócrates, decidiu acatar o veredicto dos juízes e submerter-se à lei de Atenas, por acreditar que isso era o correto e o conveniente, pois ele era cidadão de Atenas, mesmo ciente da injustiça de sua condenação. E, em conseqüência disto, dessa escolha de ordem moral e espiritual, ele, em seguida, moveu os músculos e as pernas e se dirigiu ao cárcere, onde se deixou ficar prisioneiro.

A segunda navegação, portanto, leva ao conhecimento de dois níveis ou planos do ser: um fenomênico e visível (em nível do hardware, como diríamos em linguagem de computação); outro, invisível e meta fenomênico, (a nível do software), inteligível e compreensível pela razão e pela intuição. Podemos definir que é a realidade do mundo…

Podemos afirmar como falam Reale & Antiseri, que a segunda navegação platônica constitui uma conquista e assinala, ao mesmo tempo, a fundação e a etapa mais importante da história da metafísica. Todo o pensamento ocidental seria condicionado definitivamente por essa “distinção” entre o físico (o hardware) e o causal (o software, a ordem implicada que causa a ordem explicada), tanto na medida da sua aceitação quanto de sua não aceitação através da história. Se ela não é aceita, a pessoa que não a aceita terá de justificar a sua não aceitação, gerando uma polêmica onde continuará dialeticamente a ser condicionada ao fato de que existe - ao menos filosoficamente - algo que se chama metafísica.

Só após a “segunda navegação” platônica é que se pode falar de material e espiritual. E é à luz dessas categorias que os físicos anteriores a Sócrates, e muitos físicos modernos, podem ser tachados de materialistas, mas agora a natureza não pode mais ser vista como a totalidade das coisas que existem, mas como a totalidade das coisas que aparecem. Como diria o Físico David Bohm (Madras Editora), a ordem explícita é apenas conseqüência de uma ordem implícita, superior e invisível. O “verdadeiro” ser é constituído pela “realidade inteligente” e “inteligível” que lhe é transcendente.

Segundo Platão, a união da alma espiritual com o corpo é extrínseca, até violenta. A alma não encontra no corpo o seu complemento, o seu instrumento adequado. Mas a alma está no corpo como num cárcere, o intelecto é impedido pelo sentido da visão das idéias, que devem ser trabalhosamente relembradas. E diga-se o mesmo da vontade a respeito das tendências. E, apenas mediante uma disciplina ascética do corpo, que o mortifica inteiramente, e mediante a morte libertadora, que desvencilha para sempre a alma do corpo, o homem realiza a sua verdadeira natureza: a contemplação intuitiva do mundo ideal.

O Mito da Caverna

É o próprio Platão quem nos dá uma idéia magnífica sobre a questão da ordem implícita e explícita no seu célebre “Mito da Caverna” que se encontra no centro do Diálogo A República.

Essa história tem como intuito ilustrar como a maioria das pessoas vive com um véu sobre seus olhos, o que permite apenas uma noção distorcida e indefinida sobre coisas como a Verdade e a Beleza. Imagine um grupo de indivíduos acorrentados em uma caverna escura, iluminada apenas por uma grande fogueira atrás deles. Esses homens da caverna podem somente enxergar sombras de si mesmos e outras imagens tremeluzindo nas paredes em frente aos seus olhos. Essa é a realidade deles.

Vejamos o que nos diz Platão, através da boca de Sócrates: Imaginemos homens que vivam numa caverna cuja entrada se abre para a luz em toda a sua largura, com um amplo saguão de acesso. Imaginemos que esta caverna seja habitada, e seus habitantes tenham as pernas e o pescoço amarrados de tal modo que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da caverna, onde há uma parede. Imaginemos ainda que, bem em frente da entrada da caverna, exista um pequeno muro da altura de um homem e que, por trás desse muro, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra e madeira, representando os mais diversos tipos de coisas. Imaginemos também que, por lá, no alto, brilhe o sol. Finalmente, imaginemos que a caverna produza ecos e que os homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas vozes ecoem no fundo da caverna.

Se fosse assim, certamente os habitantes da caverna nada poderiam ver além das sombras das pequenas estátuas projetadas no fundo da caverna e ouviriam apenas o eco das vozes. Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles acreditariam que aquelas sombras, que eram cópias imperfeitas de objetos reais, eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes seria o som real das vozes emitidas pelas sombras. Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes consiga se soltar das correntes que o prende. Com muita dificuldade e sentindo-se freqüentemente tonto, ele se voltaria para a luz e começaria a subir até a entrada da caverna. Com muita dificuldade e sentindo-se perdido, ele começaria a se habituar à nova visão com a qual se deparava. Habituando os olhos e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se por sobre o muro e, após formular inúmeras hipóteses, por fim compreenderia que elas possuem mais detalhes e são muito mais belas que as sombras que antes via na caverna, e que agora lhes parece algo irreal ou limitada. Suponhamos que alguém o traga para o outro lado do muro. Primeiramente ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz; depois, habituando-se, veria as várias coisas em si mesmas; e, por último, veria a própria luz do sol refletida em todas as coisas. Compreenderia então, que estas e somente estas coisas seriam a realidade e que o sol seria a causa de todas as outras coisas. Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das causas últimas das coisas. Assim, ele, por amor, voltaria à caverna a fim de libertar seus irmãos do julgo da ignorância e dos grilhões que os prendiam. Mas, quando volta, ele é recebido como um louco que não reconhece ou não mais se adapta à realidade que eles pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras. E, então, eles o desprezariam…

Qualquer semelhança com a vida dos grandes gênios e reformadores de todas as áreas da humanidade não é mera coincidência.

A Teoria de Platão

A teoria de Platão é uma história mística que postula que, muito tempo atrás, a espécie humana era constituída por criaturas andrógenas, significando que elas compreendiam tanto o sexo masculino como o sexo feminino. Os Deuses separaram essas criaturas em duas partes, criando homens e mulheres. A crença afirma que cada um de nós, em um nível profundamente subconsciente, sabe que algo está faltando dentro de nós e, assim, continuamos a procurar a totalidade. O idealista alemão Schopenhauer disse que a polaridade, ou a divisão de uma força em metades iguais e opostas, é um tipo fundamental de todos os fenômenos da natureza, “desde o cristão e o imã até o próprio homem”.

Muitas teorias sobre a alma gêmea diferem da teoria de Platão. Os puristas e os românticos concordam com Platão que a verdadeira alma gêmea é sua outra metade, também chamada “dissociação”, “almas idênticas” ou “chama gêmea”.

Platão escreveu, principalmente, na forma de diálogos. A coleção desses escritos, considerados autênticos, e numa ordem provavelmente cronológica, são:

1 - Hípias (menor): trata do agir humano;
2 - Alcibíades (Primeiro): trata da doutrina socrática do auto-conhecimento;
3 - Alcibíades (Segundo): trata do conhecimento;
4 - Apologia de Sócrates: relata o discurso de defesa de Sócrates no tribunal de Atenas;
5 - Eutífron: trata dos conceitos de piedade e impiedade;
6 - Críton: trata da justiça;
7 - Hípias (maior): discussão estética; O que é belo?
8 - Laques: trata da coragem;
9 - Lísis: trata da amizade/amor;
10 - Cármides: diálogo ético;
11 - Protágoras: trata do conceito e natureza da virtude;
12 - Górgias: trata do verdadeiro filósofo em oposição aos sofistas;
13 - Mênon: trata do ensino da virtude; O que é virtude? ela pode ser ensinada?
14 - Fédon: relata o julgamento e morte de Sócrates e trata da imortalidade da alma;
15 - Banquete: trata da origem, as diferentes manifestações e o significado do amor sensual;
16 - Fedro: trata da retórica e do amor sensual;
17 - Íon: trata de poesia;
18 - Menêxeno: elogio da morte no campo de batalha;
19 - Eutidemo: crítica aos sofistas;
20 - Crátilo: trata da natureza dos nomes;
21 - A República: aborda vários temas, mas todos subordinados à questão central da justiça;
22 - Parmênides: trata da ontologia. É neste diálogo que o jovem Sócrates, a personagem, defende a teoria das formas que é duramente criticada por Parmênides;
23 - Teeteto: trata exclusivamente da Teoria do Conhecimento; O que é Ciência?
24 - Sofista: diálogo de caráter ontológico, discute o problema da imagem, do falso e do não-ser;
25 - Político: trata do perfil do homem político;
26 - Filebo: versa sobre o bom e o belo e como o homem pode viver melhor;
27 - Timeu: trata da origem do universo;
28 - Crítias: Platão narra aqui mito de Atlântida através de Crítias (seu avô). É um diálogo inacabado;
29 - Leis: aborda vários temas da esfera política e jurídica. É o último (inacabado), mais longo e complexo diálogo de Platão;
30 - Epidômite;
Cartas (dentre as quais, somente a de número 7 é considerada realmente autêntica).

Bibliografia:
Platão - Político, in Diálogos II (Ed.Globo, P.Alegre, 1955);
Carlos Antonio Fragoso Guimarães;
Mannion, James – Livro Completo da Filosofia – Madras Editora, 2006.
PLATÃO. A República. São Paulo: Hemus, 1970

MARTINHO LUTERO

Publicado por Editor em 21 Mai 2008 | sob: Editor, Martinho Lutero


Um homem que, por amor aos ensinamentos de Jesus, foi contra a máquina de lucrar (e matar) da Igreja Católica.

A Europa foi abalada por uma série de movimentos religiosos que contestavam abertamente os dogmas da Igreja Católica e a autoridade do papa. A esses movimentos deram o nome de Reforma, pois eram de cunho religioso (contrário à forma de ser da Igreja Católica). Por outro lado, ocorria ao mesmo tempo mudança na economia européia, juntamente com a ascensão da burguesia.

Nessa época, a Igreja, havia se afastado muito de suas origens e de seus ensinamentos, como pobreza, simplicidade, sofrimento. Agora ela era uma religião de pompa, luxo e ociosidade.

As críticas não paravam, entre elas o grande clássico de Erasmo de Rotterdam, Elogio da Loucura (Madras Editora), que serviu como base para que Martinho Lutero efetivasse o rompimento com a Igreja Católica.

Moralmente, a Igreja estava em decadência, assim como hoje, só que naquela época sua preocupação era maior com questões políticas e econômicas do que com as questões religiosas.

Preocupada em aumentar, ainda mais, suas riquezas, começou a vender cargos eclesiásticos, relíquias e as famosas indulgências (o papado dava ao indivíduo a garantia de que cada cristão “pecador” poderia comprar o perdão por intermédio da Igreja), que foram a causa imediata da crítica de Lutero. Havia um padre dominicano, Tetzel, que pregava sobre as indulgências com grande exibicionismo. Ele dizia: “Cada vez que a moeda cai na bolsa do frade, uma alma sai do purgatório”.

Com o declínio da autoridade papal, o rei e a nação passaram a ser mais importantes.

Os principais reformadores foram:

- Martinho Lutero: Nasceu na cidade de Eisleben, em 10 de novembro de 1483. Veio de uma família humilde; seu pai, Hans Luther, e sua mãe, Margarete Ziegler Luther, eram agricultores (proprietários agrários). Teve uma próspera carreira acadêmica: foi ordenado sacerdote em 1507, entrando na ordem agostiniana; estudou Filosofia na Universidade de Erfurt; doutorou-se em Teologia e lecionou como professor em Wittemberg. Também recebeu o grau de mestre em artes. Lutero deixou oficialmente a Igreja Romana em 1521. Casou-se com uma ex-freira em 1525. Faleceu, com 62 anos de idade, em 1546.

- Huldreich Zwinglio: Nasceu em 1484 no povoado de Wildhaus, de família de fazendeiros. Recebeu o grau de bacharel em artes estudando nas Universidades de Viena e Basiléia. Antes disso, havia se tornado sacerdote católico e teve Glarus como sua primeira paróquia. Por volta de 1519, já sob a influência dos escritos de Erasmo e Lutero, começou a pregar em Zurique contra certos abusos da Igreja Católica e logo em seguida a deixou, convertendo-se.

- João Calvino: Nasceu em 1509 na cidade francesa de Nóyon, na Picardia. Seu pai era cidadão abastado e por isso se valeu do benefício de estudar na Universidade de Paris. Mais tarde, estudou advocacia na Universidade de Orleans e em Bourgs. Calvino converteu-se às idéias da Reforma em 1533. Foi forçado a abandonar a França por colaborar com a Reforma, instalando-se em Basiléia onde terminou sua obra As Institutas da Religião cristã.

- João Knox: Nasceu em 1515 e viveu até 1572. Era padre escocês. Cerca de 1540, começou a pregar idéias da Reforma. Em 1547, foi preso pelo exército francês e mandado para a França. Passou por Genebra onde absorveu completamente a doutrina de Calvino. Em 1559, voltou à Escócia para liderar um movimento de Reforma Nacional.

A moderna Maçonaria reverencia como seus grandes mestres da Antiguidade Zoroastro, Pitágoras, Platão e muitos outros, além disso, ministra, em alguns de seus graus, um breve sumário de suas doutrinas. Em um certo sentido, a Maçonaria inclui a todos e adota seus preceitos, uma vez que eram iniciados nos mistérios e suas doutrinas tinham, fundamentalmente, um só teor.

Todas ensinavam a existência do Grande Arquiteto do Universo (cuja sigla em inglês é G. A. O. U.), a imortalidade da alma e a fraternidade incondicional do homem. E a Maçonaria está de pleno acordo com essas verdades primitivas e fundamentais.

As sociedades de maçons ou edificadores, com as quais a moderna Maçonaria afirma ter ligação, sem dúvida sugeriram a denominação maçom, que é o simbolismo de edificador e talvez a forma de organização ou ascensão por graus, como os de aprendiz, companheiro e mestre, com o objetivo de neles representar os três graus dos mistérios antigos.

Os dois ou três últimos séculos, no máximo, abrangem toda a história da moderna Maçonaria. A organização é recente, porém seus princípios, quando claramente definidos e inteligentemente interpretados, são eternos e acordam plenamente com os grandes mistérios da Antiguidade.

O comentário histórico precedente a respeito de alguns pontos referenciais antigos nos permitirá estabelecer comparações e deduzir interpretações dos símbolos e grifos maçônicos, com base nos mistérios antigos e, dessa forma, desvendar a ciência e a filosofia que constituem o caráter da Maçonaria. A Maçonaria é uma imitação dos mistérios da Antiguidade, mas deveria transmutar-se por meio de sua restauração e perpetuação, através dos séculos vindouros, não pelo relaxamento de sua disciplina ou alterações em seu ritual, mas pelo aprofundamento de seus ensinamentos, intensificação do zelo e elevação da meta de cada irmão, em todo o planeta.

Todas as grandes religiões têm suas histórias internas e externas. As primeiras mais ocultas, com doutrinas de mistério, com uma tradição esotérica. Ela é passada no fundo dos templos, nas confrarias secretas, a ciência profunda. Já a história exterior são os dogmas e os mitos ensinados publicamente nos templos.

A exemplo disso, destaco a antiga Grécia, onde o pensamento esotérico era mais visível e mais oculto que em outros lugares. A escola de Alexandria nos fornece chaves úteis, pois foi a primeira a publicar em parte e a comentar o sentido dos mistérios, em meio ao esquecimento da religião grega e face ao Cristianismo crescente.

Vamos tentar explicar com um pouco mais de detalhes.

A Queda da Igreja Católica

A Igreja Católica detinha o monopólio de Deus e seus líderes buscavam monopolizar todos os outros aspectos da cultura. Os reis inclinavam-se perante os papas e aqueles que ousassem desafiar a Igreja eram ameaçados com o terrível espectro da excomunhão. Um católico excomungado naqueles dias era o pária definitivo, um leproso espiritual afastado nesta vida e sentenciado às regiões infernais na próxima. Em outras palavras, ninguém deveria brincar com a Santa Madre Igreja.

A Reforma Protestante foi em parte uma resposta à corrupção desenfreada que havia se espalhado no papado. Martinho Lutero sentia-se ultrajado pela venda de indulgências — ou seja, como citado anteriormente, o pagamento de uma taxa monetária pelo sacramento da confissão, A Renascença transformou os europeus em homens arrogantes e eles começaram a discordar abertamente de muitas das práticas do papado daquela época. Um dos exemplos mais ultrajantes do abuso da autoridade religiosa era a venda de indulgências. A Igreja Católica tem um sacramento chamado Confissão (atualmente, recebe o nome mais moderno e politicamente correto de Reconciliação) e ela era oferecida, livre de taxas, àqueles que desejassem permanecer nas boas graças de Deus durante grande parte do milênio. Isso começou a mudar durante a Renascença, quando a Igreja precisava de dinheiro para financiar seus diversos empreendimentos.

Martinho Lutero, enfureceu-se com o que ele entendeu como graves injustiças realizadas pela Igreja. Ele considerava que a mensagem estava sendo obscurecida por homens com ambições e objetivos mundanos e desejos decididamente seculares. Lutero enfatizou a “experiência interna” da fé. Em outras palavras, esses homens enfeitados e ricos intermediários que viviam em palácios ornamentados estavam turvando as águas espirituais. O indivíduo poderia ter uma experiência direta com Deus por meio de suas preces, meditações e pela volta aos preceitos. Ou seja, tudo o que você precisa saber está no Antigo e no Novo Testamento e graças a Gutenberg e sua prensa tipográfica, a Bíblia estava agora disponível para as massas.

Lutero tinha outros problemas com a Igreja e eles foram ignorados na tradição protestante. A tradição da Virgem Maria recebia menor atenção. A ela não mais caberia o lugar especial de reverência na tradição protestante como a existente no coração dos católicos. Lutero também não concordava com a noção de transubstanciação da Eucaristia (cerimônia em que o pão e o vinho transformam-se no corpo e no sangue de Cristo durante a Missa). Lutero acreditava que isso era um ritual simbólico. E ainda havia o voto de castidade. Lutero abandonou sua ordem religiosa, casou-se e constituiu uma família.

Uma nota interessante sobre Lutero e Calvino é a contribuição para suas respectivas línguas. Essa era uma época em que os homens instruídos falavam latim. Com o movimento Humanista e a Reforma, as nações celebraram sua singularidade e suas línguas. Os escritos extensos de Lutero e Calvino em suas línguas nativas contribuíram para a evolução do francês e do alemão
modernos.

A Igreja não levou Lutero a sério em um primeiro momento. O Papa não poderia ser incomodado com uma “briga de monge” como ele a chamava. A Igreja considerava-se intocável. Três anos depois de Lutero ter pregado seus protestos escritos na porta de sua igreja local veio a resposta da Igreja. Os ventos da mudança estavam soprando por toda a Europa. Apoiada pelo príncipe alemão e outros príncipes e políticos do Norte da Europa que favoreceram um rompimento com Roma nas áreas do poder e da economia, a Reforma era uma força ofensiva.

João Calvino

Na França, outro reformador radical estava perturbando a ordem das coisas. Sua filosofia não apenas redefiniu a religião, mas também influenciou o pensamento econômico para sempre. João Calvino, era um teólogo francês e um humanista que se juntou ao grupo da Reforma e foi influente em muitos outros campos além do espiritual. Quando ele adotou o movimento reformista e começou a escrever extensivamente sobre suas crenças, foi forçado a viver uma vida em constante fuga para evitar os raivosos padres da Igreja. Seu produtivo tratado chamado Princípios da Igreja Católica consolidou sua reputação como o maior proponente do Protestantismo.

O que é predestinação?

Predestinação é a crença germinada pelo reformador protestante João Calvino de que Deus já decidiu antecipadamente quem vai para o Céu e quem vai para o Inferno, e nada do que você possa fazer nesta vida poderá mudar essa decisão. Conseqüentemente, os seguidores de Calvino tornaram-se austeros, diligentes e cuidadosos com o dinheiro. Isso é um absurdo…

Como Lutero, Calvino enfatizou a experiência espiritual individual e reiterou que tudo o que você precisa saber pode ser encontrado nas Escrituras, conhecimento não filtrado pelos dogmas católicos. Calvino, como Lutero, acreditava em uma interpretação literal da Bíblia. Ele considerava que não somente as instituições religiosas deveriam ser guiadas por este princípio, como também a sociedade como um todo deveria ser estruturada sob esse conceito e deveria ser considerada responsável por uma interpretação literal das Escrituras. Essa idéia é chamada de teocracia, ou seja, um governo guiado por autoridades religiosas. Os líderes dessa teocracia, em vez de serem governadores, senadores e congressistas, seriam moldados na estrutura organizacional do início da Igreja Católica, conforme descrito nos Atos dos Apóstolos do Novo Testamento, sendo divididos em quatro categorias:

- Pastores: esses cinco homens estariam no comando de todas as questões religiosas;
- Professores: esse grupo ensinaria a doutrina da Igreja aos cidadãos;
- Anciões: doze homens (como os doze Apóstolos), escolhidos pela burocracia municipal, que supervisionariam tudo o que fosse feito na cidade;
- Diáconos: esse grupo seria responsável por prestar auxílio aos doentes, às viúvas, aos órfãos e aos pobres.
Calvino colocou esse governo teocrático em prática na cidade suíça de Genebra, mas os moradores logo o rejeitaram; Ele e seus seguidores deixaram a cidade.

Diferentemente de Lutero, Calvino enfatizou o conceito de predestinação. A predestinação significava que, antes de você nascer e sem que você fosse culpado de qualquer coisa, Deus já havia decidido quem estava destinado para o Céu e quem estava destinado ao Inferno. A predestinação também era chamada de “doutrina dos eleitos” e “doutrina dos santos vivos”.

Com a noção de predestinação, surgiu um senso de moderação e espiritualidade que se tornou conhecido como O Trabalho Ético Protestante. A graça de Deus seria alcançada por meio do trabalho, da vida modesta e do sucesso econômico. O voto de pobreza que é comum entre muitas ordens religiosas católicas não seria encontrado no Calvinismo. Essa filosofia espiritual obteve resultados transformadores em mais do que questões da alma. Ela estimulou a era do capitalismo e a economia de mercado livre na Europa.

O Calvinismo produziu o Trabalho Ético Protestante, o que levou diretamente ao surgimento do capitalismo (propriedade privada, mercado livre e nenhuma vergonha na obtenção do lucro) como o maior sistema econômico da Europa. O capitalismo substituiu o feudalismo, sistema no qual o senhor local controlava todos os aspectos das vidas dos camponeses em seu território.

A Contra-Reforma Católica

Para não ser ultrapassada, a Igreja Católica também iniciou uma reforma que passou a ser conhecida como Contra-Reforma. O almoço de graça havia terminado para os padres ricos e bispos gordos. O materialismo desumano de muitos clérigos renascentistas estava conseguindo uma péssima reputação para a Santa Madre Igreja. Era hora de parar e voltar a um estilo de vida espartano e ascético, ou pelo menos cultivar essa imagem mediante boas relações públicas e com a ajuda da Inquisição.

Como na Divisão de Assuntos Internos de uma agência de cumprimento de leis, a Igreja Católica começou a policiar a si mesma.
Em 1534, o Papa Paulo III encorajou o desenvolvimento de novas ordens religiosas, a mais notável sendo a Companhia de Jesus ou os Jesuítas. Fundada por Santo Inácio de Loyola, eles eram uma elite de clérigos dedicados à propagação da fé por meio da educação. Muitas universidades jesuítas foram estabelecidas na Europa e eventualmente no Novo Mundo. Não podemos deixar de citar, que foi a Maçonaria que abriu suas portas aos Jesuitas, dando-lhes abrigo, quando foram expulsos de toda a Europa.

A Igreja Católica iniciou a Contra-Reforma em resposta à Reforma Protestante. Tão lenta nas ações quanto qualquer burocracia inchada, a Igreja levou anos para finalmente marcar uma reunião para discutir sua reforma. A reunião, conhecida como o Concílio de Trento, durou dezoito anos.

A Contra-Reforma teve seu lado sombrio. A abominável Inquisição Espanhola foi iniciada. Os inquisidores possuíam um modo único de encorajar a fé entre a multidão. Um atiçador quente é uma afirmação mais intensa do que um sermão severo. A censura também foi institucionalizada na forma do Índex de Livros Proibidos. Volumes de literatura eram agora considerados inapropriados para o público e as penalidades por possuir um dos volumes proibidos eram severas.

Outro elemento da Contra-Reforma era evangelizador. As Boas Novas eram espalhadas por todo o Novo Mundo. A Igreja investiu pesadamente e não sabia aceitar um “não” como resposta. A resistência provou ser inútil para os povos indígenas das Américas.
Alguns pontos de Lutero, expostos nas 95 teses que ele afixou na porta da Igreja, em 1517:

- A única coisa que salva o homem é a fé. Sem ela, de nada valem as obras de piedade, os preceitos e as regras. O homem está só diante de Deus, sem intermediários: Deus estende ao homem sua graça e salvação; o homem estende para Deus sua fé.
- O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones, nem pode redimir culpa alguma.
- A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.
- Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos. Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
- Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando (do purgatório para o céu). Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
- Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
- Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de São Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
- Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de São Pedro.

Por isso a Igreja não tem função, o papa é um impostor, a hierarquia eclesiástica, uma inutilidade. Outra idéia de Lutero era o livre-exame. A Igreja era considerada incompetente para salvar o homem; por isso sua interpretação das Sagradas Escrituras não era válida: Lutero queria que todos os homens tivessem acesso à Bíblia (por isso a traduziu do latim para o alemão, uma coisa tão revolucionária e pioneira que a bíblia se tornou um padrão para a língua alemã). Todo homem poderia interpretar a Bíblia segundo sua própria consciência, emancipando-se no plano da ideologia religiosa.

Bibliografia:
Costa, Wagner Veneziani, Maçonaria - Escola de Mistérios - 2006/2007 - Madras Editora.
Guia Completo das Religiões do Mundo - completar - Madras Editora
Erasmo de Roterdã - Elogio a Loucura - Madras Editora

HINDUÍSMO

Publicado por Editor em 19 Mai 2008 | sob: Diário Oculto, Hinduísmo

“Ouve, ó forte Herói! A doutrina mais importante que te quero expor, porque a minha palavra te alegra e porque quero o teu bem.

Não conhecem a minha origem, nem os anjos, nem os deuses, nem os grandes espíritos, nem os adeptos ou outros homens adiantados no saber; porque Eu sou a origem deles todos.

Quem se adiantou em sabedoria, tanto Me conhece como Ser Infinito, sem princípio e sem fim, o Senhor do Universo, esse anda sem pecado, sem ilusão e sem erro, no meio dos mortais.

Sabe que de Mim procedem todas as qualidades dos seres individuais, como: razão, conhecimento, sabedoria, paciência, verdade, clemência, domínio de si próprio, tranqüilidade, prazer e dor, nascimento e morte, coragem e medo.

Igualmente: a inocência, equanimidade, abstinência, contentamento, afabilidade, caridade, severidade, glória e modéstia.

Poucos são os homens que, no meio dos milhares da raça, têm suficiente discernimento para desejar chegar à Perfeição. E, destes poucos, tão raros são os que a procuram com sucesso, que se acha apenas, cá e lá,
alguém que Me conhece em minha natureza essencial.

(…) Eu, porém, sou a fonte de que toda a criação provém e à qual tudo volta: Eu sou o Princípio da criação e da dissolução do Universo.

Eu sou o líquido da água; Eu sou a luz do Sol e da Lua; Eu sou a sílaba sagrada AUM; Eu sou o cântico dos livros sagrados; Eu sou a harmonia dos sons que vibram no éter; Eu sou a virilidade dos homens.

Eu sou o perfume da terra e o esplendor do fogo; Eu sou a vida de todos os vivos; Eu sou a yoga dos yogis, a santidade dos santos.

Eu sou a semente eterna e imortal de todos os seres. Eu sou a sabedoria dos sábios, a razão dos racionais, a glória dos gloriosos, a nobreza dos nobres.

Eu sou a força dos fortes, livres de toda avidez e paixão. Eu sou o amor puro em todos os seres, que não pode ser proibido por lei alguma.”

Krishna
(Bhagavad Gita)

ORAÇÃO DO SEGREDO

Publicado por Editor em 19 Mai 2008 | sob: Diário Oculto, Oração do segredo

Eu ORDENO a retirada de minha mente de crenças, conceitos, pensamentos, imagens, frases, pessoas
negativas e TUDO que me limitou até aqui em meu crescimento moral, pessoal e financeiro. Se há algum inimigo, revelado ou não, querendo me atingir, que seja iluminado neste momento e se torne meu amigo, porque em minha vida só há lugar para amigos. Abençoe, abençoe, abençoe!

Coisas maravilhosas chegam a minha vida neste momento, neste dia e pela eternidade.

Eu conquisto meus objetivos com facilidade. Vivo minha vida com calma, serenidade e harmonia comigo e com todo o universo.

Agradeço tudo o que sou e tudo o que tenho.

Sei que o Poder da consciência é ilimitado e que a Consciência Una está comigo em todos os lugares.

Reconheço que sou um ser em constante movimento de evolução. Escolho agora meu progresso físico, mental, emocional e espiritual e agradeço por meu estado de bem-aventurança. Sou feliz porque consigo sempre o que preciso, e em abundância.

Dentro de mim estão qualidades, competência e inteligência, que fazem minha vida feliz, realizada e ampla.

Supero qualquer tipo de obstáculo. Diante de mim se desenha um futuro de muita ação, construção e alegria.

As opiniões dos outros são muletas. Quem tem pernas fortes como eu não precisa de muletas.

Surpresas maravilhosas chegam agora em minha vida. É maravilhoso como em todos os momentos estou mais feliz!

Meus músculos são fortes, minha pele é firme, suave e viçosa, cheia de jovialidade.

Minhas células renovam-se normal e ordenadamente, assim como meus hormônios.

Meu organismo funciona harmonicamente e sou só saúde, paz, vivacidade, beleza e alegria.

É maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso!

Minha vida e meus negócios sempre prosperam. Todo dinheiro de que preciso vem a mim facilmente a partir de fontes infinitas do bem. O dinheiro sempre flui para mim em avalanche e abundância, pois a riqueza me pertence e faz parte a todo instante de minha vida.

Meus amigos abrem portas oportunas e vantajosas ao meu crescimento, que sempre contagia e espalha prosperidade e otimismo a todos com quem convivo.

Obtenho sempre alegria no contato com TODOS.

A riqueza está aqui. O mundo da Consciência Una é aqui e já é perfeito.

Obrigado, obrigado, obrigado!

Minha vida é do tamanho dos meus sonhos!

Solução, solução, solução.

Sou perfeito, sou saudável em corpo e consciência, alegre e forte, tenho amor e muita sorte, sou feliz,
inteligente, vivo positivamente, tenho paz, sou um sucesso, tenho tudo o que peço, acredito firmemente no poder de minha mente!


“EU SOU, EU POSSO, EU CONSIGO, EU REALIZO.”

VENCER A SI PRÓPRIO É A MAIOR DAS VITÓRIAS!

Publicado por Editor em 19 Mai 2008 | sob: Diário Oculto, Vencer a si próprio é a maior das vitórias

por Wagner Veneziani Costa



Meus Amigos, Irmãos, Frateres, Sórores, Clientes e Fornecedores,
Recebam os meus mais Sinceros Votos de Luz, Amor e Paz!!!

O mundo é movido pelas ações dos homens.
Atrás de cada ação, existe uma decisão.
Atrás de cada decisão, existe um pensamento.
Pensamentos são transformados em ações por meio de decisões.
As ações são necessárias em todas as esferas da vida para a
sobrevivência e o Progresso do Ser Humano.


Baseado em diversas obras que a Madras publicou, estou cada vez mais certo de que o homem é um ser espiritual e imortal. Somos portadores dos mesmos poderes dos Deuses e das Deusas, que apenas estão adormecidos em cada um de nós, e que é possível despertar a qualquer momento… Isso depende única e exclusivamente de você!

Basta pensar positivo?

Não. É claro que pensar positivamente faz parte do processo. É um caminho muito importante. Mas do que adianta você pensar em alguma coisa e ficar inerte? Ou, ainda, pensar em determinadas coisas e agir de forma diferente? Não podemos nos esquecer de que nossos pensamentos são magnéticos e que também emitem uma freqüência poderosa capaz de influenciar as pessoas e as coisas ao nosso redor. Mas para isso é fundamental que você tenha autocontrole sobre seus pensamentos e exercite sua mente. Quero lembrá-los também de que é o pensamento que nos motiva (motivação é o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta). E não pense que basta pensar positivamente para que sua conta bancária engorde… Você terá que agir, fazer, criar, trabalhar, desenvolver, adequar, perseverar…

Toda ação gera uma reação, e isso também serve para os nossos pensamentos. Por isso repito o quanto é importante dominá-los ou, pelo menos, policiá-los.

Quando você tiver um objetivo bem definido, coloque toda a sua “energia” nele, e o resultado dessa dedicação acabará aparecendo.

Cada pessoa é senhor de seu destino, basta entender que todo o Universo conspira a seu favor e empenhar-se e motivar-se naquilo que você faz, qualquer que seja sua área de atuação; lembre-se, o poder de transformação existe em seu interior, busque a motivação em casos de sucesso, estude, pesquise, não tenha medo de ousar, afinal, uma pessoa motivada se transforma no líder de seu próprio destino.

O mesmo acontece com as nossas palavras ou sons, e estes estão além das palavras. E muitos confirmam o poder desses sons até mesmo em curas. Sua vibração possui um enorme poder…

Isso me faz lembrar do surpreendente trabalho do pesquisador japonês Masaru Emoto, que ficou conhecido como “aquele que soube conversar com a água”. Durante oito anos, ele e sua equipe cristalizaram e fotografaram moléculas de água das mais variadas partes do mundo. As amostras foram retiradas de rios, lagos, chuva, neve e submetidas às vibrações de pensamentos, sentimentos, palavras, idéias e músicas. O mais admirável é que foi possível registrar em imagens a reação das moléculas de água a esses estímulos – tanto os considerados positivos quanto os negativos.

Logo na abertura, a autora Roberta Piliego observa que “a água contém em si um número infinito de respostas, mas a questão não está na sua capacidade de responder, e sim na demanda”. Uma outra entrevista interessantíssima realizada por Reiko Myamoto foi publicada no site The Spirit of Ma’at. Nela, o professor falou, por exemplo, sobre a diferença entre o efeito da prece de uma única pessoa e de um grupo de pessoas sobre as moléculas de água.

A linguagem da vibração é um dos pontos destacados pelo professor. “A palavra falada tem vibração. A palavra escrita também tem vibração. Todas as coisas na existência têm vibração. Se eu fizer um círculo, a vibração do círculo será criada. Se eu escrever as letras L-O-V-E, então essas letras vibrarão amor. A água pode ser impressa com essas vibrações. Bonitas palavras têm bonitas e claras vibrações. Palavras negativas não formam clusters (as estruturas geométricas e harmoniosas) e produzem vibrações incoerentes, feias e desarmoniosas.”

Além, é claro, do poder que as palavras possuem, tanto para fazer as pessoas felizes – trazendo satisfações, alegrias e prazeres – quanto para fazê-las tristes – trazendo mágoas, raivas e medos. Produzimos pensadores e pensamentos, inibimos o surgimento de novas idéias, tolhemos a criação
de um momento, tornamos sensíveis os olhares e uma infinidade de outras coisas.

PROSPERIDADE E ABUNDÂNCIA

Quando se pensa em prosperidade, é importante entender que se trata de um recurso que flui através de nós. Somos um canal para a abundância.

Logo que entendermos isso, começaremos a identificar o fato de que somos nós mesmos que escolhemos como canalizar esse recurso. Parece simples? E na verdade é…

Muitas pessoas confundem ter Prosperidade e Abundância com ter dinheiro. Dinheiro não determina quem você é, ele simplesmente é um recurso, uma conseqüência de algo que você realizou, ou até mesmo ajudou a realizar.

Ter um forte juízo interno de si mesmo é o que realmente importa. Dinheiro é meramente um elemento externo. Assim que as pessoas param de comparar o seu autovalor com o dinheiro, as portas das possibilidades se abrem, porque elas estão propensas a tentar outras coisas. Ao se sentirem bem com elas mesmas, elas ficam menos medrosas e mais abertas para tentar algo completamente diferente: Não temer às mudanças também é fundamental para que isso se opere.

É só uma questão de dizer para si mesmo: “Aqui está o resultado que eu quero, e existem diversas maneiras de alcançá-lo, várias possibilidades. Se uma não funcionar, então eu tentarei outra”.

Quando as pessoas se comparam a alguém, o que estão fazendo é um julgamento entre elas e a outra pessoa. Em algum nível, elas estão baseando sua identidade e autovalor em elementos externos.

É necessário que você explore mais as suas possibilidades… Quer ver como é simples? Comece por um sonho. Sinta esse sonho bem dentro de você. Analise-o e estude todas as possibilidades que você possui para realizá-lo, para transformar esse seu sonho em realidade… Agora, pergunto-lhe: Esse seu sonho é possível de realizar? Há um fator muito importante, que é o de se aceitar, conhecer a si mesmo e o seu autovalor. A partir dessa fase, as coisas começam a clarear, a transformar-se. Todo o nosso mundo exterior é exatamente um reflexo do nosso mundo interior. Se você se sente bem, geralmente isso se reflete na sua aparência. Não permita que seu mundo externo seja mais real que seu mundo interno.

Se você realmente acreditar que pode atrair Abundância e Prosperidade em sua vida, eis aí um grande começo, mas lembre-se: isso é só o começo, pois é exatamente desse modo que a vida funciona… Estamos partindo para um novo ciclo, já que no ano de 2007 fechamos o ciclo do nove (2+7= 9, na sua redução numerológica). Agora partimos para 2008, que em sua redução é igual a 1.

Nas cartas do Tarô, a carta representada por esse número é O MAGO. O um simboliza a totalidade da existência, a imensidade, a divindade. A verdadeira e divina natureza do Ser, ou seja, além da personalidade. É o “Eu” Superior ou Supraconsciência.

O número um é referência de todo ser, cria o padrão que permite medir, confirma a individualidade, a particularidade e a distinção. O um é o início manifestado, a afirmação do ser, é o falo ereto, o bastão vertical, o princípio Masculino Universal.

A letra hebraica atribuída ao Mago (um) é Beth, que significa “casa”, habitação. Simbolicamente, representa o interior da boca. Sua cor seria o Amarelo. Sua atribuição astrológica é o planeta Mercúrio, que rege a mente racional e discriminativa, os processos de pensar, analisar, extrair experiências, comunicá-las e expressá-las ao desenvolvimento prático das próprias habilidades nas atividades cotidianas. Podemos considerar quatro níveis da mente: instintiva, discriminativa, ética e psíquica, governados pela Lua, por Mercúrio, por Júpiter e por Netuno, respectivamente.

Símbolos



O Mago, a segunda emanação de Kether, é considerado por alguns autores como a forma adulta do Louco. O Mago de Crowley,* desviando-se da tradição medieval, aparece aqui sob a forma de Mercúrio, o mensageiro dos deuses. Usa sandálias aladas, símbolo de elevação.

Está rodeado pelos símbolos dos quatro elementos ou emblemas das quatro séries de Arcanos Menores com os quais opera: o Bastão em chamas, com o qual ele cria; a Copa, com a qual conserva; a Espada, com a qual destrói; e o Disco ou Moeda, com o qual redime. Esses quatro símbolos se relacionam também com seus quatro verbos: querer, saber, ousar e guardar (silêncio).

Acima de sua cabeça, temos a pena, símbolo da vontade, e o papiro, símbolo da palavra, ambos atributos de Mercúrio. Flutuando frente à sua mão direita, está o báculo Fênix, instrumento de Thoth, deus pré-dinástico egípcio, inicialmente conhecido como Djehuti ou Zehuti. Recebeu seu nome dos gregos, que o vinculavam a seu próprio deus Hermes. Hermes e Thoth eram considerados deuses da sabedoria, da escritura e da invenção, mensageiros e porta-vozes dos deuses.

Thoth é um deus lunar, representado como um homem com cabeça de íbis, freqüentemente coroado pela Lua crescente, cujo culto se iniciou no Baixo Egito. Segundo o mito de Hermópolis, cidade onde o culto de Thoth se uniu ao do deus-macaco local Hedj-Wer, foi Thoth que, sob a forma de um íbis, incubou, só com o poder de sua voz, o ovo de onde surgiu toda a criação.

Uma outra lenda sugere que Thoth era o filho de Hórus e Set. Hórus teria colocado sua semente em uma alface que Set engoliu e, como resultado, Thoth surgiu da testa de Set.

Thoth, dono do tempo e inventor da música, ocupou o trono terrenal, quando Hórus o abandonou, e governou uma terra pacífica e próspera durante 3.226 anos. Seu aspecto feminino seria a deusa Seshat, coberta com uma pele de leopardo e uma estrela de sete pontas acima da cabeça, e ainda um par de chifres de vaca invertidos, sugerindo uma Lua crescente.

A Fênix é símbolo de imortalidade e ressurreição. Segundo a tradição egípcia, quando esta ave sente que suas forças estão se esgotando, constrói um ninho de vergônteas perfumadas, que se inflamam com o calor de seu corpo. Depois de se consumir nas chamas, a Fênix renasce de suas próprias cinzas.

Junto à sua mão esquerda, e saindo dela, temos o ovo alado, conhecido como “Ovo Órfico”, que guarda a essência da vida, fruto da união dos opostos.

Seu braço direito está erguido para o céu, procurando inspiração, e, com o esquerdo, aponta para a terra, em sinal de realização material. Acima, aparece o Caduceu. “O Caduceu é um símbolo completo da Gnose. O Sol com asas representa a alegria da vida em todos os planos. As serpentes não só são o Ativo e o Passivo, Hórus e Osíris, mas se correspondem com as qualidades da Águia e do Leão. Este é um símbolo que une o micro ao macrocosmo; é o símbolo da operação mágica pela qual se realiza esta união, e sua aplicação é universal. É o dissolvente universal.” (O Livro de Thoth, A. Crowley) Atrás temos a luz branca de Kether e embaixo, subindo impulsivamente, aparece Hanuman, o deus-macaco da mitologia hindu, cuja missão é provar a verdade, distorcendo a palavra, imitando, ridicularizando e enganando. Representa as dificuldades da mente, pois quando ela entra em ação, e com ela a palavra, o discurso e a escritura, no melhor dos casos, aparece a ambigüidade e, no pior, a falsidade.

Significados gerais: O Mago encarna o Yang, dinâmico, ativo e masculino do Cosmos, o Princípio Masculino Universal.

Em um nível humano, representa a razão, a vontade, o conhecimento, a habilidade, a comunicação.

O NÚMERO 8

Capacidade de execução, discernimento, poder material, sucesso e ambição.

O número 8 representa o que permanece em equilíbrio: A Justiça! Na mitologia egípcia, Anúbis (Saturno) é a representação máxima do número 8. Anúbis faz o julgamento dos mortos por meio de uma enorme balança, onde, em um dos pratos, é colocado o coração do iniciado; no outro, encontra-se uma pena. Este simbolismo indica, para o bom iniciado, que o coração não pode pesar mais que uma pena, daí a importância da pureza em nossa evolução. Compreende-se que a evolução do homem (quadrado) se dá no momento em que ele completa 28 anos (4x7=28). Observamos então o mistério do número 28: (4x7) = 2 (polaridade-equilíbrio), 8 justiça-julgamento), que, curiosamente, é o ciclo de Saturno. No aspecto da evolução da alma, o 2 representa a polaridade entre emoção e mente (alma); o 8, a consciência (espírito) que julga esses veículos, etc. Poderei apresentar símbolos de “n” tradições que nos fala do número 8 (julgamento), bem como espelhar a bem-aventurança que esse número representa para nossa evolução (matéria-espírito), mas me limito em recordar apenas alguns: a terceira visão (7+1=8); o chacra Vibhuti (8 pétalas – oitavo chacra), mencionado pelos hindus; o oitavo continente (Atlântida), mencionado pelos antigos, etc.

É válido lembrar também o óctuplo (do sânscrito ashtanga-marga), caminhos de Budha (correspondente ao chacra Vishuddha), que é o conjunto de atitudes que levam à extinção completa do sofrimento; são estes:

Visão correta (samyak-drishti); Intenção correta (samyak-samkalpa); Fala correta (samyak-vach); Ação correta (samyak-karmata); Meio de vida correto (samyak-ajiva); Esforço correto (samyak-vyayama); Atenção correta (samyak-smiriti); Concentração correta (samyak-samadhi). As habilidades “comuns” do número 8 são: Administração, Organização, Finanças e Justiça. Meios de realização: Associação do esforço, Cooperação da técnica e Repartição da Justiça. Para dispor desses meios, deve-se subordinar toda a sua vida à prudência, saber aplicar a sua mente ao trabalho organizado, renovar e expandir, pela ciência, as facilidades materiais da vida, etc.

Fontes:
COSTA, Wagner Veneziani. Maçonaria – Escola de Mistérios – A
Antiga Tradição e Seus Símbolos. Madras Editora, 2006.
PRAMAD, Veet. Curso de Tarô e Seu Uso Terapêutico.
Madras Editora, 2007.
http://www.aonline.com.br/

Maçonaria - Escola de Mistérios

Publicado por Editor em 19 Mai 2008 | sob: Editor, Escola de Mistérios, Maçonaria - Escola de Mistérios





É comum ouvirmos que a Maçonaria consiste em uma instituição que congrega homens de bons costumes, solidários e transformadores da sociedade. Há quem diga que sua origem remonta às primeiras civilizações do mundo (egípcios, persas, gregos…) e que vem acumulando diversos conhecimentos desde então.

O que podemos afirmar é que a Maçonaria, sem sombra de dúvida, sempre foi uma Escola Iniciática de Mistérios, alicerçada nos símbolos e na tradição. Ninguém ensina Maçonaria para ninguém, é preciso vivenciá-la; isso é algo comum em qualquer escola iniciática. Cabe ao recipiendário absorver e praticar cada palavra, cada símbolo e detê-los em sua existência.

Os Antigos Mistérios não deixaram de existir quando o Cristianismo se tornou a religião mais poderosa no mundo, e a Maçonaria é a prova da sua sobrevivência. Sua estrutura simbólica é muito rica e complexa. A interpretação dessa simbologia é responsabilidade individual do maçom; e é no processo dessa interpretação pessoal que se pode entender a sobrevivência da Ordem Maçônica como um ‘Mistério’. Em Maçonaria - Escola de Mistérios - A Antiga Tradição e Seus Símbolos, Wagner Veneziani Costa apresenta esse universo de Mistérios por meio de uma compilação de textos de autores consagrados, como J. D. Buck e Oswald Wirth, além de fontes como Albert Pike, Saint-Ives d’Alveydre, Eliphas Levi, Fabre d’Olivet, Helena Blavatsky, A. Leterre, C.W. Leadbeater, entre outros.

A descrição dos Mistérios correlatos à Maçonaria, os Mistérios da Índia, os Mistérios Egípcios, os Mistérios de Elêusis, os Mistérios Gregos, os Mistérios do Cristianismo, os Mistérios dos Judeus e dos Essênios, os Mistérios Egípcios, os Mistérios Cabírios, os Mistérios Sagrados de Zoroastro e de Mitra são temas que valem a pena conferir neste compêndio maçônico.

Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Arco Real do Brasil – GOB

Publicado por Editor em 07 Mai 2008 | sob: Maçonaria, Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Arco Real do Br

Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Arco Real do Brasil – GOB

Meus Caros Irmãos,

Minhas Cordiais Saudações…

Essa foi, sem sombra de dúvidas, a Ordem da Maçonaria de que mais se falou e escreveu, e que para muitos é considerada como uma conclusão do sistema da Maçonaria Simbólica.
Não podemos confundir o Arco Real Inglês, com o corpo de Graus Superiores do sistema americano, conhecido como Real Arco, que tem vários Graus.
As palavras Arco Real aparecem, segundo documentos, impressas pela primeira vez na Irlanda em 1743, enquanto o mais antigo registro de admissão é de 22 de dezembro de 1757, data em que três Irmãos foram exaltados ao Grau do Santo Arco Real.
O Arco Real desenvolve-se em uma época muito posterior ao término do glorioso reinado do Rei Salomão. O Templo havia sido destruído, o reinado da judéia fora dividido e os membros de suas tribos, rendidos. A Babilônia finalmente caiu sob o comando de Ciro, o Grande, tornando-se parte do Poderoso Império persa, que liberou os judeus do cativeiro e os convidou a retornar a Jerusalém para começar a reconstrução do Templo.
O restauro dos segredos genuínos de um Mestre Maçom é fornecido pela lenda com a contribuição de uma descoberta feita pelos trabalhadores, e desse fato se produz uma das mais interessantes e instrutivas explicações da natureza de Deus.
A Maçonaria do Arco Real trata do retorno a Jerusalém dos cativos sobreviventes e de seus descendentes. O tema principal está centrado na remoção dos escombros no lugar do Templo para preparar o terreno para as fundações do Segundo Templo. Nessa fase nos é narrado como, em que circunstâncias especiais, se recuperaram os “autênticos segredos”.
Lemos nas escrituras do profeta Ageu que o Segundo Templo não era tão importante, mas o foi, segundo o comentário que diz: “A Glória deste Templo será maior que o anterior”. Dessa declaração se deduz que em lugar do esplendor material do Templo de Salomão, surgiria um desenvolvimento espiritual que inspiraria idéias mais elevadas do Deus de Israel.
O tema do nascimento, a vida, a maturidade, a morte e a ressurreição – ou esperança de sobrevivência em mausoléus imortais – está sem dúvida claro, mas certas frases no ritual da Ordem indicam que o tema não terminou dentro da Maçonaria Simbólica.
Como Candidato para o Arco Real, deverá apresentar-se “com um desejo de aperfeiçoar-se na Maçonaria e dedicar esse aperfeiçoamento à Gloria de Deus e ao bem da humanidade”.
Todos nós aceitamos que a Maçonaria é “um sistema de moralidade velada na alegoria e ilustrada por símbolos”. Isso requer de nós algum esforço para entender, não só o que é expressado nos rituais, mas o que nos conduz a fazer.
Se concordarmos que a Maçonaria nos provê as ferramentas, mas que a eleição das mesmas e o modo de usá-las reside totalmente em nós, sendo assim, a construção do “Templo dentro de nós mesmos” já começou.
A procura da Palavra Perdida realmente começou em um sentido bíblico quando Adão caiu em desgraça e legou à humanidade esta procura perpétua.
Quando os construtores do Primeiro Templo em Jerusalém se desviaram do verdadeiro culto, o mito bíblico se tornou realidade. Porém, a Palavra permaneceu naquele mesmo lugar e quando é contada a maneira de seu redescobrimento e o reconhecimento ao privilégio para aqueles que o tornaram possível, o Arco Real mostra exatamente qual é para todos nós a verdadeira essência da Maçonaria.
O maçom achará no Santo Arco Real muito do que estava procurando no terceiro Grau, além do grande ensinamento simbólico e da imponente cerimônia.

Para ingressar na Ordem é necessário que o Irmão seja Mestre Maçom nos graus simbólicos, de qualquer Rito.
Também desenvolvemos todos os meses, nas duas primeiras terças-feiras, através das Lojas e dos Capítulos Cosmos e Madras, sessões de Avançamento, Exaltação e Instalação das Ordens. Estamos situados na Rua Augusta, 719, sobre Loja – São Paulo.
O preço cobrado é de R$ 90,00 por Ordem, incluindo, taxa anual e ritual. Não estão inclusos os paramentos.
Nas próximas semanas, colocarei textos a respeito das outras Ordens e seus Graus, para que os Irmãos tomem conhecimento.

Um Forte Abraço!!!

Wagner Veneziani Costa
Grão-Mestre Assistente da Grande Loja da Marca do Grande Oriente do Brasil - GOB
Perceptor e Prior dos Capítulos Cosmos e Madras

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