Moisés existiu???

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MOISÉS EXISTIU ???

Publicado por Editor em 21 Mai 2008 | sob: Editor, Madras, Livros, Moisés existiu???

Meus Irmãos,

Recebam as minhas Cordiais Saudações!!!

Tenho dentro de mim, algo que pode ser, de certa forma, confirmado através do texto que compilei…
Moisés Existiu??? Ou é mais um Fruto criado por umadas Religião sedenta pelo Poder e pela Glória…
Vocês tirarão as suas próprias conclusões…

Estabelecer um ponto de partida para identificar uma das principais figuras bíblicas e a maior da história egípcia. Quem foi José, o patriarca que trouxe a tribo de Israel de Canaã para o Egito? Quem foi o faraó desconhecido que o apontou como um ministro sênior, o verdadeiro governante do país em nome do rei? Quem foi Moisés? Se, como acredito, o Velho Testamento foi uma obra fundamentalmente verídica, os personagens tinham de estar ligados à história egípcia.

Há anos me deparei com a pista vital (em retrospecto, o que parece um momento de inspiração) embebida em um texto bíblico tão familiar que achei difícil acreditar que a sua significância não tivesse me alcançado muitos anos antes. A passagem em questão está no Livro do Gênesis. Os irmãos do patriarca José, como é dito, venderam-no como escravo no Egito onde, como um resultado da interpretação do sonho do faraó a respeito dos sete anos de abundância que seriam seguidos por sete anos de miséria, ele foi apontado como ministro sênior do rei. Os irmãos depois fizeram duas visitas ao Egito na época da fome em Canaã. Em uma segunda ocasião, José revelou sua identidade para eles, mas lhes assegurou que não deveriam se envergonhar por tê-lo vendido ao comércio de escravos, porque não foram eles que o enviaram “para aqui, mas Deus mesmo. Ele tornou-me como o pai do faraó.” (Gen. 45:8.)

Um pai para o faraó! Pensei imediatamente — e, como eu disse, não poderia entender por que não tinha feito a ligação antes — em Yuya, ministro de dois governantes da Décima Oitava Dinastia. Embora Yuya aparentemente não tivesse sangue real, sua tumba foi encontrada no Vale dos Reis em 1905. Pouca atenção foi concedida a ele porque foi considerado comparativamente sem importância. Yuya ainda é a única pessoa cujo título it ntr n nb tawi — santo pai do Senhor das Duas Terras, título formal do faraó — foi encontrado na tumba. Há ocorrência em um dos seus ushabti (estatueta funerária real nº 51.028 no catálogo do Museu do Cairo) e mais de 20 vezes nos papiros funerários.

José e Yuya poderiam ser a mesma pessoa? E a partir de muitas fontes de consulta, todas as coisas começaram a entrar nos eixos:

- É possível criar cronologias correspondentes de Abraão a Moisés por um lado, e de Tutmósis III, o sexto governante da Décima Oitava Dinastia, a Seti I, o segundo governante da Décima Nona Dinastia, por outro.
Também ficou claro que:

- Dos três períodos do Velho Testamento — quatro gerações, 400 anos e 430 anos — para a permanência israelita no Egito, quatro gerações está correto, pois é um ponto de vista a que os estudiosos judeus chegaram por outros cálculos;

- Como se sabe, os israelitas estavam no Egito no fim da Décima Oitava Dinastia e no começo da Décima Nona Dinastia; então, o descendente deve ter aparecido mais de dois séculos depois do que a maioria dos estudiosos acreditava, o que explica por que seus esforços para relacionar as figuras bíblicas com as egípcias foram tão prolongados. Eles concentraram sua busca na época errada;

- Os quatro reis de Amarna: Akhenaton, Semenkhkare, Tutankhamon e Aye — que governaram durante um período tumultuado da história egípcia, no qual uma tentativa foi feita para substituir os vários deuses antigos por um Deus monoteísta — eram todos descendentes de José, o patriarca;

- O Êxodo foi precedido pelo fim da Amarna governada por Horemheb, o último rei da Décima Oitava Dinastia.
Vamos demonstrar que Moisés deve ser considerado o faraó Akhenaton.

Em agosto de 1799, enquanto as tropas francesas reparavam as fortificações ao norte de Rachid — na margem esquerda do Nilo, cerca de 40 quilômetros a leste de Alexandria —, um oficial, encarregado de demolir um muro velho, atingiu uma pedra preta com sua picareta. Acreditava-se que a pedra fizesse parte de um templo antigo, pois revelou possuir três inscrições. No topo, havia 14 linhas de hieróglifos; no centro, 32 linhas de demótico, a forma simplificada da antiga escrita egípcia; e na margem inferior, 54 linhas de grego. O texto em grego foi traduzido e publicado, mas a real importância da Pedra de Roseta, cujo nome é derivado da denominação européia do lugar em que foi encontrada, só veio à tona em 1818. Thomas Young (1773-1829), físico, cientista e filólogo britânico, teve sucesso ao decifrar o nome de Ptolomeu na seção hieroglífica e estabelecer o valor fonético correto à maioria dos hieróglifos. Embora o estudioso tenha dado os primeiros passos, a decodificação final da pedra foi feita três anos depois por um brilhante filólogo francês chamado, François Champollion (1790-1832).

Com essa recente descoberta, Champollion foi capaz de traduzir alguns textos egípcios que até então eram um completo mistério para os historiadores. Entre eles estavam os cartuchos da lista dos reis nas paredes do templo de Osíris em Abidos, no Alto Egito. A lista, que incluía os nomes dos reis da Décima Oitava Dinastia, não fez menção a Akhenaton ou aos outros três reis de Amarna — Semenkhare, Tutankhamon e Aye — que o seguiram. Nessas circunstâncias, não é surpreendente que, quando na metade do século XIX os arqueólogos se depararam com a figura de Akhenaton estranhamente descrita nas ruínas de Tell el-Amarna no Médio Egito, inicialmente não tiveram certeza do que fazer com ela. Alguns acreditam que, como a rainha Hatshepsut, esse faraó recém-descoberto era uma mulher que se disfarçava de rei. Surgiram mais contribuições à conjectura pelo fato de Akhenaton ter ascendido ao trono como Akhenaton IV e depois mudado o nome. Eles estavam lidando com um ou dois faraós?
No início do século XX, quando a cidade de Amarna foi escavada e soube-se mais a respeito de Akhenaton e de sua família, ele se tornou o foco de interesse para os egiptólogos do período, que o viam como um humanitarista visionário e como o primeiro monoteísta. Akhenaton foi revelado como um rei revolucionário, que aboliu o sistema religioso do Antigo Egito, o Deus Amon (oculto) com suas várias divindades representadas por amuletos ou formas animais. Ele substituiu os velhos deuses por um único Deus, Aton, que não possuía imagem ou forma, um Deus universal não apenas para o Egito, mas também para o Kush (Núbia) ao sul e para a Síria ao norte, um Deus para o mundo todo.

Ele foi o poeta que escreveu o hino a Aton, que possui notável semelhança com o Salmo 104 da Bíblia. Instruiu seus artistas a expressarem livremente o que viam e sentiam, possibilitando uma arte realista simples e nova, diferente em vários aspectos da forma tradicional da expressão artística egípcia. Foi-nos permitido ver o rei como um ser humano, com sua esposa e filhas, comendo, bebendo e fazendo oferendas a Aton. Ele não tinha o estereótipo militar dos faraós da Décima Oitava Dinastia. Embora os reis e príncipes da Ásia ocidental tentassem envolvê-lo em guerras recorrentes, ele recusou-se a participar dessas disputas. Não há dúvida de que os egiptólogos do século XX, prematuramente, viram nele uma expressão de suas próprias idéias modernas.

“O mais impressionante de todos os faraós e o primeiro indivíduo da história humana” são as palavras que James Henry Breasted, estudioso americano, escolheu para descrevê-lo. Esse foi um tema ao qual ele retornou e que desenvolveu posteriormente em um livro: “É importante notar… que Akhenaton era um profeta… Como Jesus, que, por um lado tirava suas lições dos lírios do campo, das aves do ar ou das nuvens do céu e, por outro, da sociedade humana ao seu redor em histórias como o Filho Pródigo, a Boa Samaritana ou a mulher que perdeu seu dinheiro. Portanto, esse profeta revolucionário do Egito fazia seus ensinamentos a partir de uma contemplação tanto da natureza como da vida humana…”

O mesmo tema encontra um eco na obra de Arthur Weigall, egiptólogo britânico: “… o nome Akhenaton surge das sombras como uma figura mais clara do que qualquer outro faraó e com isso vêm o cantar dos pássaros, as vozes das crianças e o perfume de várias flores. Desta vez podemos olhar diretamente dentro da mente de um rei do Egito e vermos um pouco das suas obras, e tudo o que é observado é digno de admiração. Akhenaton tem sido chamado de ‘o primeiro indivíduo na história humana’, mas é também o primeiro de todos os fundadores das doutrinas religiosas. Ele pode ser classificado na categoria do tempo e, em vista da nova classificação criada por ele, talvez na categoria de gênio, como o primeiro idealista mundial.”

Para o reverendo James Baikie, outro egiptólogo britânico, ele era “um sonhador idealista, que realmente acreditava que os homens viviam em verdade e falavam a verdade.”

Entretanto, nem todos os estudiosos tiveram uma visão tão entusiástica e favorável a respeito do primeiro dos reis de Amarna. Alguns, como o filólogo britânico Alan H. Gardiner, escreveu que “o colosso restante do peristilo de sua corte em Karnak tinha o olhar da determinação fanática, assim como sua história subseqüente que foi confirmada tão fatalmente.” John Pendlebury, que estava muito envolvido no início da exploração em Armana, chegou à conclusão: “Sua [de Akhenaton] preocupação principal era com a religião. Ele e [a rainha] Nefertiti se tornaram devotos de Aton. Nos dias de hoje os chamaríamos de fanáticos.”

A natureza controversa do caráter de Akhenaton e de seus ensinamentos finalmente atraíram o interesse do judeu Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, que introduziu um novo elemento no debate assim que a Europa começou sua guinada em direção à guerra em meados de 1930. Em julho de 1934, Freud escreveu o rascunho do que posteriormente seria a primeira parte do livro Moses and Monotheism (Moisés e Monoteísmo). Sua introdução foi publicada inicialmente na revista alemã Imago em 1937 sob o título de “Moses an Egyptian” (Moisés um Egípcio).

Freud demonstrou em seu artigo que o nome do líder judeu não era derivado do hebraico, como se acreditava até então, mas tinha como fonte uma palavra egípcia, mos, significando “uma criança”. Ele também mostrou que a história do nascimento de Moisés é uma réplica daqueles de outros mitos antigos dos grandes heróis da história. Entretanto, Freud apontou que o mito do nascimento e da exposição de Moisés permanece à parte dos de outros heróis e difere deles em um ponto essencial. Para esconder o fato de que Moisés era egípcio, o mito de seu nascimento foi invertido para fazer dele originário de pais humildes e assistido por uma família de boa situação social: “É bem diferente no caso de Moisés. Aqui, a primeira família — geralmente tão distinta — é bastante modesta. Ele é filho de levitas judeus. Mas, a segunda família — humilde, em que heróis governadores são criados — é substituída pela casa real do Egito. Essa divergência comum soou estranha a vários pesquisadores.”

Depois, em 1937, a Imago publicou um artigo de Freud sob o título de “Se Moisés fosse um egípcio”. A matéria questionava por que o judeu encarregado de transmitir as leis de Deus, se realmente fosse egípcio, teria passado a seus seguidores uma crença monoteísta em vez do clássico egípcio antigo da pletora de deuses e imagens. Ao mesmo tempo, Freud encontrou grande similaridade entre a nova religião que Akhenaton tinha tentado impor em seu país e os ensinamentos religiosos atribuídos a Moisés. Por exemplo, ele escreveu: “O povo judeu diz: ‘Schema Yisrael Adonai Elohenu Adonai Echod’.” (‘Ouça, Ó Israel, o Senhor teu Deus é um Deus’.) Como a letra hebraica d é a transliteração da letra egípcia t e e vira o, ele explicou que essa frase do povo judeu poderia ser traduzida como: “Escute, Ó Israel, nosso Deus Aton é o único Deus”.

Pouco tempo após a publicação desses dois artigos, soube-se que Freud estava com câncer. Três meses depois, os alemães invadiram a Áustria; em junho de 1938, ele deixou Viena e se refugiou em Londres, onde, sentindo seu fim se aproximando, decidiu que desejava ver os dois artigos e uma terceira seção escritos em um livro em inglês. Ele achou que isso proporcionaria um clímax apropriado para sua vida distinta. Suas intenções não iam ao encontro da aprovação de vários estudiosos judeus, no entanto, eles achavam que algumas de suas visões e, em particular, sua reivindicação na terceira seção não publicada de que Moisés havia sido assassinado por seus próprios seguidores em protesto contra a aspereza de suas crenças monoteístas, apenas se somariam aos problemas dos judeus, que já enfrentavam uma nova e dura opressão dos nazistas. O professor Abraham S. Yahuda, teólogo e filólogo judeu-americano, visitou Freud em sua nova casa em Hampstead, Londres, e implorou a ele que não publicasse seu livro, mas Freud recusou-se a ser dissuadido e Moses and Monotheism foi lançado em março de 1939. Nesse livro, Freud sugere que um dos altos oficiais de Akhenaton, provavelmente chamado Tuthmose, era adepto da religião de Aton. Após a morte do rei, Tuthmose selecionou a tribo hebraica, já vivendo em Gósen no Delta oriental, para ser seu povo escolhido, levou-a do Egito no tempo do Êxodo e transmitiu a ela as máximas da religião de Akhenaton.

Freud morreu aos 83 anos, seis meses depois que seu livro foi publicado. A explosão da Segunda Guerra Mundial não apenas pôs fim a todas as escavações no Egito como retardou a resposta à bomba que Freud havia deixado para trás. Isso não demoraria muito a ser remediado assim que o mundo retornasse à paz. O novo concorrente a entrar para a lista era outro psicanalista judeu, Immanuel Velikovsky, que nasceu e foi educado na Rússia no início do século XX e depois emigrou para a Palestina antes de se estabelecer nos Estados Unidos. Em 1952, ele publicou a primeira parte de seu livro Ages in Chaos (Eras no Caos), no qual tentou apresentar algumas provas de erupções vulcânicas no Sinai quando houve o Êxodo judeu do Egito, no início da Décima Oitava Dinastia, dois séculos antes do reinado de Akhenaton, para colocar Moisés em um ponto distante na história que precedeu o rei egípcio. Não apenas isso. Em uma obra à parte, Oedipus and Akhenaten (Édipo e Akhenaton), ele propôs mostrar que o Édipo da mitologia clássica grega tinha uma origem histórica egípcia e que Akhenaton era o rei Édipo que se casou com sua própria mãe, a rainha Tiye.

Pode-se dizer que a obra de Velikovsky acertou o tom nos anos pós-guerra quanto aos apontamentos para Akhenaton. Ao todo, estudiosos têm se esforçado para destruir sua imagem inicial favorável e estabelecer alguma ligação entre ele e o monoteísmo de Moisés. Um dos primeiros a embarcar nesta cruzada foi Cyril Aldred, egiptólogo escocês. Em seu livro a respeito do primeiro dos reis de Amarna, publicado em 1968, ele tentou explicar a ausência de genitália em um colosso nu do rei de Karnak pelo fato de Akhenaton ter sido vítima de uma doença penosa:

Todas as indicações são de que estas características físicas peculiares foram resultado de uma doença conhecida pelos médicos e patologistas como Síndrome de Fröhlich. Os pacientes homens com essa desordem freqüentemente exibem uma corpulência semelhante a Akhenaton. A genitália permanece infantil e pode não ser visível por ficar enfronhada na gordura. A adiposidade pode variar em grau, mas há uma distribuição tipicamente feminina de gordura nas regiões dos seios, abdome, púbis, coxas e nádegas. Entretanto, os antebraços são delgados e as pernas, por exemplo, lembram calças de jogar golfe… Há justificativa em se pensar que ele sofreu da síndrome de Fröhlich e desejava ser representado com todas as deformidades que distinguiam sua aparência do resto da humanidade.

Entretanto, realmente temos provas conclusivas de que Akhenaton teve ao menos seis filhas com a rainha Nefertiti. Aldred apresentou uma explicação engenhosa para esta aparente contradição: “Até recentemente era possível especular que, embora as filhas de Nefertiti sejam descritas como filhas de um rei, de forma nenhuma é certo que este rei foi Akhenaton, particularmente se Amenhotep III ainda estava vivo dois anos depois que a mais nova nasceu. Embora possa parecer prepotente que Amenhotep III se responsabilizasse pelas obrigações maritais de um co-regente estéril, no meio do reinado divino um alargamento de suas responsabilidades não é impensável.”

Todavia, posteriormente, no mesmo livro, ele nos diz que Akhenaton não era, no fim das contas, impotente. O autor contradiz sua especulação anterior sugerindo que Akhenaton se casou com sua filha mais velha, Meritaton, e teve uma criança com ela: “Na morte de Nefertiti, seu lugar foi ocupado por Meritaton… Poderia parecer que ela era mãe de uma princesa Meritaton, a pequena, de uma inscrição publicada recentemente em Hermópolis [A cidade que atravessa o rio de Amarna, cujas pedras Ramsés II usou para sua construção], mas é impossível dizer quem era o pai, embora a inferência pareça indicar Akhenaton.”
O autor vai adiante para sugerir que o rei tinha um relacionamento homossexual com seu irmão/co-regente/genro Semenkhkare. A tentativa de Aldred de destruir a antiga imagem favorável de Akhenaton levou-o a um caminho que outros estudiosos provaram ser o adequado a seguir. O mais recente adepto da teoria de Aldred é o professor Donald Redford é, da Universidade de Toronto, um estudioso eminente em assuntos do Velho Testamento e de Egiptologia, que escreveu o livro Akhenaten, the Heretic King (Akhenaton, o Rei Herético), publicado em 1984:

O Akhenaton histórico é marcadamente diferente da figura que os populistas criaram para nós. Humanista ele não foi, muito menos romântico humanitário. Fazer dele a figura de um “Cristo” trágico foi pura falsidade. Ele não foi o mentor de Moisés: uma lacuna vasta é fixada entre o monoteísmo do faraó e o henoteísmo hebreu [crença em um Deus sem afirmar que ele é o único] que em qualquer caso vemos por meio do prisma distorcido dos textos escritos 700 anos após a morte de Akhenaton.
Redford resume sua aversão ao rei nas seguintes palavras: “Um homem considerado feio pelos padrões aceitáveis atualmente, isolado no palácio em sua minoridade, certamente próximo à mãe, possivelmente ignorado pelo pai, superado por seu irmão e irmãs, inseguro; Akhenaton sofreu a infelicidade singular de ascender ao trono do Egito e seu império.” E então: “Se o rei e seu círculo inspiram-me algo como desprezo, é apreensão que sinto quando contemplo sua ‘religião’.”

A tentativa pós-guerra de crucificar Akhenaton e desacreditar sua religião tem sido unânime, pois quaisquer estudiosos que poderiam sustentar visões menos hostis mantiveram um silêncio suspeito. Na raiz da campanha de vilificação reside um desejo de realçar Moisés e seu monoteísmo ao desacreditar Akhenaton, o intruso egípcio, e as crenças que ele tentou introduzir em seu país. Ironicamente, os acadêmicos que conduzem sua impiedosa campanha escolheram o alvo errado. Ao atacar Akhenaton, eles estão, na verdade, atacando seu próprio herói — como Freud chegou tão perto de demonstrar, Akhenaton e Moisés eram uma única pessoa.

Para quem quer se aprofundar no assunto sugiro a leitura da obra:

Moisés e Akhenaton: a história secreta do Egito no tempo do Êxodo/Ahmed Osman, Madras Editora, 2005.