<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="wordpress/2.0.10" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>O EDITOR</title>
	<link>http://blog.madras.com.br</link>
	<description>Wagner Veneziani Costa</description>
	<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 16:06:22 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.0.10</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Os Templários</title>
		<link>http://blog.madras.com.br/2008/09/22/os-templarios/</link>
		<comments>http://blog.madras.com.br/2008/09/22/os-templarios/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 16:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
		
		<category>Editor</category>

		<category>Maçonaria</category>

		<category>Maçonaria - Escola de Mistérios</category>

		<category>Os Templários</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.madras.com.br/2008/09/22/os-templarios/</guid>
		<description><![CDATA[Por Wagner Veneziani Costa
Meus Caros Irmãos,
Minhas Cordiais Saudações&#8230;
Esse trecho foi retirado da minha obra Maçonaria - Escola de Mistérios - A Antiga Tradição e seus Símbolos (Wagner Veneziani Costa - Madras Editora - 2006, 1ª ed.), com mais de 7 mil exemplares vendidos e com 672 páginas. A segunda edição será impressa em breve, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por<strong> Wagner Veneziani Costa</em></p>
<p>Meus Caros Irmãos,</p>
<p>Minhas Cordiais Saudações&#8230;</strong></p>
<p>Esse trecho foi retirado da minha obra <em>Maçonaria - Escola de Mistérios - A Antiga Tradição e seus Símbolos</em> (Wagner Veneziani Costa - Madras Editora - 2006, 1ª ed.), com mais de 7 mil exemplares vendidos e com 672 páginas. A segunda edição será impressa em breve, em comemoração aos 13 anos de existência da Madras Editora, comemorados em setembro/2008.<br />
No decorrer desse texto, vocês encontrarão trechos de obras raríssimas, datadas de 1250 e outras de 1698&#8230; entre outros. E a iniciação (compromisso) de um Cavaleiro Templário&#8230;<br />
Essa obra já foi negociada (direitos autorais) em 17 países e muito provavelmente será lançada pela maior editora maçônica do mundo, a Lewis Masonic, em Londres.<br />
Independentemente do que os meus críticos pensam ou falam, os resultados demonstram que estamos no caminho certo. </p>
<p><em>&#8220;&#8230;Enquanto os cães ladram a caravana passa.&#8221;</em></p>
<p>Como em uma das nossas recentes reuniões percebi que houve interesse por parte de todos sobre esse assunto, resolvi dividir com vocês este capítulo a seguir. Porém, sugiro que todos conheçam essa obra referida.</p>
<p><strong>Os Templários</strong></p>
<p><em>“Não por nós, Senhor, não por nós,  mas para que seu nome tenha a Glória.” </em></p>
<p>A Ordem Templária foi fundada em Jerusalém em 1118, logo após a Primeira Cruzada, mesmo havendo alguns indícios de ter sido fundada quatro anos antes. Seu nome está relacionado ao local de seu primeiro quartel-general, no lugar do antigo Templo de Salomão. </p>
<p>Nove monges veteranos dessa Primeira Cruzada, entre eles Hugues de Payens e Godofredo de Saint Omer, reuniram-se para fundar a Ordem em defesa da Terra Santa. Pronunciaram perante o patriarca de Jerusalém, Garimond, os votos de castidade, de pobreza e de obediência, comprometendo-se, solenemente, a fazer tudo aquilo que estivesse ao seu alcance para garantir as rotas e os caminhos e a defender os peregrinos contra os assaltos e os ataques dos infiéis. Foi dada a fundação da <em>Ordre de Sion </em>(Ordem de Sião) a Godofredo de Bouillon, por volta de 1099. A original Ordem de Sião foi estabelecida para que muçulmanos, judeus e outros indivíduos elegíveis pudessem aliar-se à Ordem cristã e tornar-se Templários.</p>
<p>Freqüentemente podemos encontrar os Templários sendo denominados Soldados de Cristo (<em>Christi Milites</em>), Soldados de Cristo e do Templo de Salomão. A regra que lhes foi concedida por ocasião do Concílio de Troyes, em Champagne, é: <em>Regula pauperum commilitonum Christi Templique Salomonici</em>.</p>
<p>Eles, no começo, viviam exclusivamente da caridade, e tamanha era sua pobreza que não podiam ter mais do que um só cavalo cada um. O antigo sinete da Ordem, no qual aparece a representação de dois cavaleiros em um só cavalo, comprova essa humildade primitiva.</p>
<p>O bispo de Chartres escreveu a respeito dos Templários em 1114, chamando-os de <em>Milice du Christi</em> (Soldados de Cristo).</p>
<p>O primeiro Grão-Mestre da Ordem foi Hugues de Payens, certamente um homem superior. Durante toda a sua vida, testemunhou um pensamento seguro e uma indomável coragem. Inspirado pelo espírito cavalheiresco de seu século, ele não podia ter se tornado apenas um cruzado cujo nome caiu no esquecimento, como o de tantos outros nobres e bravos senhores. Era grandioso armar-se com oito soldados contra legiões numerosas; oferecer-se, sob um céu implacável, aos golpes de um inimigo que observava atentamente sua empreitada e que podia afogá-lo definitivamente, já no primeiro combate, no sangue de seu punhado de bravos.</p>
<p>E foi assim que viveram durante dez anos. Sem pedir reforços nem subsídios, nenhuma recompensa, nenhuma prebenda esperava por eles. Viviam segundo suas próprias leis, vestidos e alimentados pela caridade cristã.</p>
<p>Martin Lunn, em seu livro <em>Revelando o Código de Da Vinci</em> (Madras Editora), fala-nos do Priorado de Sião, que compartilhava com a Ordem do Templo (Cavaleiros Templários) o mesmo Grão-Mestre; eram dois braços da mesma organização até algo conhecido como a “Corte do Olmo”, que aconteceu em Gisors, em 1118. Essa separação entre as duas Ordens foi supostamente causada pela chamada “traição” do Grão-Mestre Gerard de Ridefort que, de acordo com os Dossiês Secretos, resultou na perda de Jerusalém pela Europa para os sarracenos.</p>
<p>Quando do Concílio de Troyes (1128), Hugues e outros seis Cavaleiros compareceram diante dos mais altos dignitários da Igreja. O papa e o patriarca Étienne lhes deram um hábito, e o célebre abade de Clarval, São Bernardo de Clairvaux, encarregou-se da composição de sua regra, modificando parcialmente os estatutos primitivos da sociedade. Foi também São Bernardo quem revitalizou a Igreja Celta da Escócia e reconstruiu o mosteiro de Columba, em Iona (tal mosteiro havia sido destruído em 807 por piratas nórdicos). O juramento dos Cavaleiros Templários a São Bernardo exigia a “Obediência de Betânia – o castelo de Maria e Marta”.</p>
<p>Durante a era das cruzadas, que perfazem um total de oito e  as quais continuaram até 1291 no Egito, na Síria e na Palestina, apenas a primeira, de Godofredo, foi de alguma utilidade, como afirma Laurence Gardner, um magnífico autor de nossa editora: “(&#8230;) Mas mesmo essa foi desfigurada pelos excessos das tropas responsáveis que usaram sua vitória como desculpa para o massacre de muçulmanos nas ruas de Jerusalém. Não apenas Jerusalém era importante para os judeus e cristãos, porém se tornara a terceira Cidade Santa do Islã, após Meca e Medina. Como tal, a cidade até hoje está no cerne de contínuas disputas. (Embora os muçulmanos sunitas considerem Jerusalém sua terceira cidade Sagrada, os muçulmanos xiitas colocam-na em quarto lugar após Carabala, no sul do Iraque.) </p>
<p>A segunda cruzada para Odessa, liderada por Luiz VII da França e pelo imperador alemão Conrado III, fracassou miseravelmente. Então, cerca de cem anos após o sucesso inicial de Godofredo, Jerusalém caiu sob o poder de Saladino do Egito, em 1187. Foi quando engatilhou a terceira cruzada de Felipe Augusto, da França, e Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, que, entretanto, não conseguiram recuperar a Cidade Santa. A quarta e quinta cruzadas concentraram-se em Constantinopla e Damieta. Jerusalém foi retomada brevemente dos sarracenos após a sexta cruzada, mas ficou longe de reverter a situação. Por volta de 1291, a Palestina e a Síria estavam firmemente sob o controle muçulmano e as cruzadas haviam terminado.</p>
<p>Vejamos alguns preceitos da nova legislação, mas é importante lembrarmos que nessa época os cavaleiros não eram classificados em graus como os nobres. Todo homem que não fosse sacerdote ou servo podia aspirar à Cavalaria e à nobreza moderna tinha aí sua origem. A partícula <em>de</em> não indicava seus nomes, mas a cidade, a vila ou o lugarejo que habitavam. Mais tarde, o nome de sua residência transformou-se em seu nome de família. </p>
<p>Todos os cavaleiros que tenham professado vestem mantos brancos de comprimento médio. Os mantos usados são entregues aos Escudeiros e irmãos servos, ou aos pobres.</p>
<p>Os mantos brancos que os escudeiros e servos vestiam originalmente foram substituídos por mantos negros ou cinzas.</p>
<p>Apenas os cavaleiros vestem mantos brancos.</p>
<p>Cada cavaleiro possui três cavalos, pois a pobreza não permite que tenham mais que isso.</p>
<p>Cada cavaleiro tem somente um escudeiro ao qual não poderá castigar, já que ele o serve gratuitamente.</p>
<p>Ninguém pode sair, escrever ou ler cartas sem autorização do Grão-Mestre.</p>
<p>Os cavaleiros casados habitam à parte e não vestem clâmides ou mantos brancos.</p>
<p>Os cavaleiros seculares que desejam ser admitidos no Templo serão examinados e ouvirão a leitura da regra antes de seu noviciado.</p>
<p>O Grão-Mestre escolhe seu capítulo dentre seus Irmãos. Nos casos importantes que dizem respeito à Ordem ou na admissão de um Irmão, todos podem ser chamados para o capítulo, se essa for a vontade do chefe.</p>
<p>Na obra <em>A História dos Cavaleiros Templários</em>, de Élize de Montagnac, da Madras Editora, encontramos um texto muito oportuno a respeito da iniciação, que passamos a transcrever: “(&#8230;) Os estatutos e regulamentos recomendavam, acima de tudo, a prece, a caridade, a esmola, a modéstia, o silêncio, a simplicidade, o desdém à riqueza e à opulência, a abnegação, a obediência, a proteção aos pobres e oprimidos; cuidar dos enfermos; o respeito aos mortos entre outros”. Tal Código de regras é composto de 72 artigos e foi descoberto em 1610, em Paris, por Aubert-le-Mire, cientista e historiador, decano de Anvers.</p>
<p>Mas a cada dia os regulamentos concernentes à hierarquia, à disciplina e ao cerimonial eram ajustados e adaptados ao <em>Código Latino</em>, assim declarado perfectível.</p>
<p>“Portanto não é de se surpreender que, além desse, hoje são conhecidos outros três códigos manuscritos, os quais não são nada mais do que sua continuação. Um foi descoberto em 1794, na biblioteca do príncipe Corsini, pelo cientista dinamarquês Münster; o outro foi encontrado na biblioteca Real por M. Guérard, conservador e restaurador; o terceiro foi encontrado nos arquivos gerais de Dijon por M. Millard de Cambure, mantenedor dos arquivos de Borgúndia.”</p>
<p>E desse último, datado de 1840, é que extraímos a descrição do modo de iniciação dos irmãos cavaleiros; a verdade sobre essas recepções nos sugere serem elas revestidas de um grande interesse, após as absurdas e terríveis lendas que as cercam. Por favor, observem a quantidade de coincidências com nossos rituais (maçônicos).</p>
<p>“Antes que um novo Irmão fosse recebido, era necessário sondar os espíritos para saber se ele vinha de Deus: <em>Probate Spititus, si ex Deo Sunt</em>. Em razão disso, ao longo de certo período, impunham-se ao candidato diversas privações de todas as naturezas; incumbiam-lhe os trabalhos mais pesados e baixos da casa, tais como: cuidar do fogão e da cozinha, girar o moinho, cuidar das montarias, tratar dos porcos, etc. Após isso, procedia-se à admissão, a qual era feita da seguinte forma:</p>
<p>A Assembléia reunia-se, ordinariamente, à noite. O candidato esperava do lado de fora; por três vezes, dois cavaleiros se dirigiam a ele para perguntar-lhe o que ele desejava; e por três vezes o candidato respondia que era sua vontade adentrar a Casa. A seguir, então, o candidato era conduzido à Assembléia, e o Grão-Mestre, ou aquele que presidia a sessão em seu lugar, apresentava-lhe tudo de rude e penoso que o aguardava naquela vida em que estava prestes a entrar. Dizia-lhe: ‘Devereis ficar desperto e alerta quando mais quiserdes dormir, suportar o cansaço quando mais quiserdes repousar. Quando sentirdes fome e quiserdes comer, ser-vos-á ordenado que vades aqui ou acolá, sem vos ser dada nenhuma explicação ou motivo. Pensai bem, meu querido Irmão, se sereis capaz de sofrer todas as asperezas.’ Se o candidato respondesse ‘Sim, eu me submeterei a todas, se assim agradar a Deus!’, o Mestre complementava: ‘Estai ciente, querido Irmão, de que não deveis pedir a companhia da Casa para obter benesses, honrarias e riquezas, nem satisfazer o vosso corpo, principalmente em relação a três aspectos:</p>
<p>1º, Evitar e fugir dos pecados deste mundo;</p>
<p>2º, Servir ao nosso Senhor;</p>
<p>3º, Ser pobre e fazer a penitência nesta vida para a santidade da alma.</p>
<p>Sabei também que sereis, a cada dia de vossa existência, um servo e escravo da Casa.</p>
<p>Estais certo de vossa decisão?’</p>
<p>‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor’.</p>
<p>‘Estais disposto a renunciar para sempre à vossa própria vontade, e nada mais fazer além daquilo que vos for determinado?’</p>
<p>‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor’.</p>
<p>‘Então, retirai-vos e orai a nosso Senhor para que Ele vos aconselhe’.</p>
<p>Assim que o candidato se retirava, o presidente da Assembléia continuava: ‘Beatos senhores, puderam constatar que essa pessoa demonstrou ser possuidora de um grande desejo de ingressar na Casa, e declarou estar disposta a dedicar toda a sua vida como servo e escravo. Se há entre vocês alguém que saiba alguma coisa que possa impedir que essa pessoa seja recebida como cavaleiro, que nos dê conhecimento agora, pois, após sua admissão, ninguém mais terá crédito para fazê-lo’. Caso nenhuma contestação fosse apresentada, o Mestre perguntava: ‘Admitamo-lo como oriundo de Deus?’</p>
<p>‘Por inexistir qualquer oposição, fazei-o retornar como vindo de Deus.’</p>
<p>Então um dos membros que se manifestaram saía ao seu encontro e o instruía como ele deveria pedir seu ingresso.</p>
<p>Retornando à Assembléia, o recipiendário ajoelhava-se e, com as mãos postas, dizia:</p>
<p>‘Senhor, eu compareço perante Deus, perante vós e perante os Irmãos, para vos pedir e implorar em nome de Deus e de Nossa Senhora que me acolham em vossa Irmandade, e nos benefícios da Casa, espiritual e materialmente, como um que será servo e escravo da Casa, em cada um dos dias de toda a sua vida.’</p>
<p>O presidente da Assembléia lhe respondia: ‘Pensastes bem? Ainda pensais em renunciar à vossa vontade em favor do próximo? Estais decidido a submeter a todas as dificuldades e asperezas que vigoram na Casa e a cumprir tudo aquilo que vos for mandado?’</p>
<p>‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor.’</p>
<p>E continuava o presidente, agora se dirigindo aos cavaleiros presentes à Assembléia: </p>
<p>‘Então levantem-se, nobres senhores, e orem a Nosso Senhor e a Nossa Senhora Santa Maria pedindo que ele seja bem-sucedido.’</p>
<p>Em seguida, cada um deles recitava um Pai-Nosso, enquanto os capelães recitavam a oração ao Espírito Santo, e, em seguida, traziam o Evangelho, sobre o qual o recipiendário prestava o seu juramento de responder com franqueza, sinceridade e lealdade às questões seguintes:</p>
<p>1º, Não tendes nem esposa nem noiva?</p>
<p>2º, Não estais engajado em nenhuma outra Ordem; não fizestes nenhum outro voto, juramento ou promessa?</p>
<p>3º, Tendes alguma dívida convosco mesmo ou com algum outro, a qual não vos seja possível pagar?</p>
<p>4º, Estais em plena saúde física?</p>
<p>5º, Não destes, ou prometestes dar, dinheiro a nenhuma pessoa para que, assim, facilitasse vossa admissão à Ordem do Templo?</p>
<p>6º, Sois filho de um cavaleiro e de uma dama; pertencem vossos pais à linhagem dos cavaleiros?</p>
<p>7º, Não sois nem padre, nem diácono, nem subdiácono?</p>
<p>8º, Não fostes excomungado?</p>
<p>Procurai não mentir, pois, se o fizerdes, sereis considerado perjuro e tereis de abandonar a Casa.</p>
<p>Concluído esse interrogatório, o Grão-Mestre, ou aquele que substituía, ainda se dirigindo à Assembléia, indagava se ainda havia algumas outras perguntas a serem formuladas e, caso reinasse o silêncio, ele se voltava ao recipiendário, dizendo:</p>
<p>‘Ouvi bem, meu caro Irmão, o que ainda vos vamos pedir:</p>
<p>Prometei a Deus e a Nossa Senhora que, ao longo de toda a vossa vida, obedecereis ao Mestre do Templo e ao comandante sob cujas ordens estareis sujeito.</p>
<p>E mais: que todos os dias de vossa vida vivereis imaculado.</p>
<p>E mais ainda: prometei a Deus e a Nossa Senhora Santa Maria que, em todos os dias de vossa vida, respeitareis os bons costumes vigentes na Casa e aqueles que os Mestres e os doutos haverão de acrescentar.</p>
<p>Mais: que, em cada um dos dias de vossa vida, ajudareis, com todas as forças e com todo o poder que Deus vos outorgou, a conquistar a Terra Santa de Jerusalém e a proteger e defender as propriedades dos cristãos.<br />
E ainda: que jamais abandonareis essa religião em favor de outra, seja ela qual for, sem permissão do Grão-Mestre e da Assembléia, etc.’</p>
<p>E a cada vez o futuro Cavaleiro devia responder:</p>
<p>‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor.’</p>
<p>Isso feito, aquele que conduzia a Assembléia assim anunciava  sua admissão:</p>
<p>‘Vós, por Deus e por Nossa Senhora, por São Pedro de Roma, por nosso Padre Apóstolo e por todos os Irmãos do Templo, acolhei, vosso pai e mãe, e todos aqueles que foram acolhidos em vossa linhagem e em todos os benefícios que já fizeram e farão. E vos comprometeis sobre o pão e sobre a água e sobre a pobre vestimenta da Casa, do sacrifício e do trabalho farto.’</p>
<p>A seguir, tomando o manto do templário, ele o colocava no pescoço do novo cavaleiro, seguido pelo Irmão capelão que entoava o salmo: </p>
<p>&#8216;<em>Ecce quam Bonum et quam jucundum habitare in unum&#8230;</em>’ (‘Oh! Quão bom e quão agradável viverem unidos os Irmãos!&#8230;’)</p>
<p>Segundo M. Mignard, algumas vezes, durante as iniciações, eles entoavam alguns versículos dos Salmos, ou alguma alocução em alusão ao espírito da fraternidade, como o Salmo 133. E a oração do Espírito Santo; </p>
<p>‘O Espírito de Deus me criou e o sopro do Todo-Poderoso me deu a vida.’</p>
<p>(João 33: 4)</p>
<p><center><br />
<em>Veni, Creátor Spíritus   </em><br />
[ Ao Espírito Santo]</p>
<p><em>Veni, Créator Spíritus,   </em><br />
[Espírito criador ]                       </p>
<p><em>Mentes tuórum visita,   </em><br />
[Visita a alma dos teus]                    </p>
<p><em>Imple supérna grátia,   </em><br />
 [Nos corações que criaste]</p>
<p><em>Quae tu creásti péctora.   </em><br />
[derrama a graça de Deus]</p>
<p><em>Qui díceris Paráclitus,   </em><br />
[Ó fogo quem vem do alto,]</p>
<p><em>Altíssimi donum Dei,   </em><br />
[Teu nome é consolador,]</p>
<p><em>Fons vivus, ignis, cáritas,   </em><br />
[Unção espiritual,]</p>
<p><em>Et spiritális únctio.   </em><br />
[perene sopro de amor.]</p>
<p><em>Tu septifórmis múnere,   </em><br />
[Por Deus Pai tão prometido,]</p>
<p><em>Dígitus patérnae déxterae,   </em><br />
[És dedo da sua mão,]</p>
<p><em>Tu rite promíssum Patris,   </em><br />
[Os teus sete dons são fonte]</p>
<p><em>Sermóne ditanas gútura.   </em><br />
[De toda vida e oração]</p>
<p><em>Accénde lúmen sénsibus.   </em><br />
[Acende o lume das mentes,]</p>
<p><em>Infunde amórem córdibus.   </em><br />
[Infunde em nós teu amor;]</p>
<p><em>Infirma nostri córporis,   </em><br />
[nossa carne tão frágil,]</p>
<p><em>Virtúte firmans pérpeti.   </em><br />
[sustenta com teu vigor.]</p>
<p><em>Hostem repéllas lóngius,   </em><br />
[Atira longe o inimigo,]</p>
<p><em>Pacémque dones prótinus,   </em><br />
[Conserva em nós tua paz,]</p>
<p><em>Ductóre sic te praevio,   </em><br />
[A ti queremos por guia,]</p>
<p><em>Vitémus omne nóxium.   </em><br />
[noss’alma em ti se compraz]</p>
<p><em>Per te sciámus da Patrem,    </em><br />
[Ao Pai e ao Filho possamos]</p>
<p><em>Noscámus atque Fíluim,   </em><br />
[Em tua luz conhecer;]</p>
<p><em>Teque utriúsque Spíritum   </em><br />
[Dos dois tu és o Espírito,]</p>
<p><em>Credámus omni témpore.   </em><br />
[O sol de todo saber.]</p>
<p><em>Deo Patri glória   </em><br />
[Louvemos ao Pai celeste,]</p>
<p><em>Et Filio qui a mórtuis   </em><br />
[Ao Filho que triunfou,]</p>
<p><em>Surréxit, ac Paráclito,   </em><br />
[E a quem, de junto ao Pai,]</p>
<p><em>In saeculórum saecula. Amen.    </em><br />
[à santa Igreja enviou. Amém.]</center></p>
<p>&#8230;então aquele que tornou Irmão o novo cavaleiro levanta-o, beija-lhe a boca (era costume que o Irmão capelão assim o fizesse, como também era normal que os reis se cumprimentassem dessa mesma forma) e, convidando-o a sentar-se diante de si, diz: ‘Caro Irmão, nosso Senhor vos conduziu ao vosso desejo e vos introduziu em uma fraternidade tão bela como esta Cavalaria do Templo, pela qual deveis dedicar extrema atenção para jamais cometer algo que vos faça perdê-la – que assim Deus vos conserve!’ </p>
<p>Finalmente, depois de enumerar as causas que poderiam acarretar a perda do hábito e da Casa, depois de ter lido para ele os regulamentos disciplinares, acrescentava:</p>
<p>‘Já vos dissemos as coisas que deveis fazer e as coisas das quais deveis manter-se afastado&#8230; E, se por acaso não abordamos tudo o que deveria ser dito sobre os nossos deveres, vós indagareis. E Deus vos ajudará a falar e a fazer o bem. Amém!’ (referência ao maior deus egípcio Amon). (Nesse momento, o Grão-Mestre selava com os lábios o cóquis (cóccix), o fim ou início da espinha dorsal, que é o equilíbrio do homem, seu eixo central, um chacra, que são pontos energéticos no corpo humano.)</p>
<p>Pois bem, aí está, segundo as únicas regras conhecidas, como eram realizadas as cerimônias de iniciação qualificadas de infames, e nas quais eram ultrajadas tanto a divindade como a moral; mas nas quais, na realidade, o maior crime cometido era o de continuarem secretas.</p>
<p>O mistério com o qual os templários cercavam suas reuniões enchia de terror a imaginação dos contemporâneos daquela época, e não foge muito de nossa época também. Em geral, tudo o que os homens não podiam ver ou compreender adquiria, aos seus olhos, as mais sinistras tonalidades. Em 1789, quando a população sitiou a Bastilha, imaginava-se ser de boa-fé trabalhar pela libertação de grandes grupos de prisioneiros abandonados nas celas das prisões. Qual não foi o seu espanto ao ver as vítimas do despotismo real? Não havia mais do que sete, entre os quais falsários e dois desequilibrados mentais”.</p>
<p>A influência templária cresceu rapidamente. Os templários guerrearam heroicamente nas diversas cruzadas e também chegaram a ser os grandes financiadores e banqueiros internacionais da época; em conseqüência, acumularam grandes fortunas. Calcula-se que, antes da metade do século XIII, eles possuíam nove grandes propriedades rurais apenas na Europa. O Templo de Paris foi o centro do mercado mundial da moeda, e sua influência, assim como sua riqueza, era também muito grande na Inglaterra. No fim do mesmo século, diz-se que haviam alcançado uma receita cujo montante era equivalente a dois milhões e meio de libras esterlinas atuais, ou seja, maior que a de qualquer país ou reino europeu daqueles dias. Acredita-se que, a essa altura, os templários eram cerca de 15 ou 20 mil cavaleiros e clérigos; porém, ajudando-os, havia um verdadeiro exército de escudeiros, servos e vassalos. Pode-se conceber uma influência com base no fato de que alguns membros da Ordem tinham a obrigação de assistir aos grandes Concílios da Igreja, como o Concílio de Lateranense, de 1215, e o de Lyons, de 1274.</p>
<p>Os cavaleiros templários trouxeram para o Ocidente um conjunto de símbolos e cerimônias pertencentes à tradição maçônica, e possuíam um certo conhecimento que agora é transmitido somente nos Graus filosóficos e capitulares da Maçonaria. Desse modo, a Ordem era também um dos depositários da sabedoria oculta na Europa durante os séculos XII e XIII, embora os segredos completos fossem dados somente a alguns membros; portanto, suas cerimônias de admissão eram executadas pelo Grão-Mestre, ou Mestre que esse designasse, pois eram estritamente religiosas e em absoluto segredo, como já mencionamos. Por causa desse segredo, a Ordem sofreu as mais terríveis acusações. </p>
<p>Há também uma passagem no ritual templário, na qual o pão e o vinho eram consagrados em capítulo aberto durante uma esplêndida cerimônia: tratava-se de uma verdadeira eucaristia, um maravilhoso amálgama do sacramento egípcio com o cristão.</p>
<p><strong>A Eliminação dos Templários</strong></p>
<p>A supressão dessa poderosa Ordem é uma das maiores máculas na tenebrosa história da Igreja Católica Romana. Os relatos do processo francês foram publicados por Michelet, o grande historiador, entre 1851-61, e existe uma excelente compilação das provas apresentadas, tanto na França como na Inglaterra, em uma série de artigos que apareceram em 1907 na Ars Quattuor Coronatorum (XX, 47, 112, 269). Vamos apenas apresentar um esboço do que aconteceu:</p>
<p>Filipe, o Belo, então rei da França, necessitava desesperadamente de dinheiro. Já havia desvalorizado a moeda e aprisionado os banqueiros lombardos e judeus e, depois de confiscar-lhes suas riquezas, acusando-os falsamente de usura – algo abominável para a mente medieval –, expulsou-os de seu reino. Em seguida, resolveu desfazer-se dos templários, depois que eles haviam lhe emprestado bastante dinheiro e, como o papa Clemente V devia sua posição às intrigas de Filipe, o assunto não foi difícil de ser resolvido. Sua tarefa foi facilitada ainda mais pelas acusações apresentadas pelo ex-cavaleiro Esquin de Floyran, que tinha interesse pessoal no assunto e pretendeu revelar todo o tipo de coisas malévolas: blasfêmia, imoralidade, idolatria e adoração ao demônio na forma de um gato preto.</p>
<p>Essas acusações foram aceitas por Filipe com deleite. E em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307, todos os templários da França foram aprisionados sem nenhum aviso prévio por parte do mais infame tribunal que jamais existiu, um aglomerado de demônios em forma humana, chamado, em grotesca burla, de Santo Ofício da Inquisição que, nesses dias, tinha plena jurisdição naquele e em outros países da Europa. Os templários foram horrivelmente torturados, de modo que alguns morreram e os outros assinaram toda a classe de confissões que a Santa Igreja desejava. Os interrogatórios se relacionavam principalmente à suposta negação de Cristo e ao fato de terem cuspido na cruz e, em menor grau, com graves acusações de imoralidade. Um estudo das evidências revela a absoluta inocência dos templários e a engenhosidade diabólica mostrada pelos oficiais do Santo Ofício, encarregados da prisão dos acusados pela Inquisição, que os mantinha incomunicáveis, carentes de defesa adequada e de consulta pertinente, ao mesmo tempo em que faziam circular a versão de que o Grão-Mestre havia confessado diante do papa a existência de crueldades na Ordem. Os Irmãos foram convencidos por meio de adulações e promessas, subornados e torturados, até confessarem faltas que jamais haviam cometido, e tratados com a mais diabólica crueldade. </p>
<p>Assim era a “justiça” daqueles que usavam o nome do Senhor do Amor durante a Idade Média; assim era a compaixão exibida em relação a seus fiéis servidores, cuja única falta foi a riqueza, obtida legalmente para a Ordem e não para si mesmos. Filipe, o Belo, obteve dinheiro. Mas, que carma, mesmo com 20 mil vidas de sofrimento, poderá ser suficiente para um ingrato vil? A Igreja romana, sem dúvida, tem sua participação. E pergunto: como cancelar uma maldade tão incrível quanto essa?</p>
<p>O papa desejava destruir a Ordem e reuniu o concílio em Viena, em 1311, com tal objetivo, mas os bispos recusaram-se a condená-la sem primeiro escutá-la. Então, o papa aboliu a Ordem em um consistório privado efetuado em 22 de novembro de 1312, apesar de ter aceitado o fato de que as acusações não haviam sido comprovadas. As riquezas do Templo deviam ser transferidas à Ordem de São João; porém, o certo é que a parcela francesa foi desviada para os cofres do rei Filipe.</p>
<p>O último e mais brutal ato dessa desumana tragédia ocorreu em 14 de março de 1314, quando o Venerável Jacques de Molay, Grão-Mestre da Ordem Templária, e Gaufrid de Charney, Grande Preceptor da Normandia, foram queimados publicamente como hereges reincidentes, em frente à grande Catedral de Notre Dame. Quando as chamas os rodearam, o Grão-Mestre incitou o rei e o papa a que, antes de um ano, se reunissem a ele diante do trono de julgamentos de Deus e, de fato, tanto o papa como o rei morreram dentro do prazo de 12 meses. </p>
<p>Temos notícias que alguns cavaleiros templários franceses se refugiaram entre seus Irmãos do Templo da Escócia e, naquele país, suas tradições chegaram a fundir-se, em certa medida, com os antigos ritos celtas de Heredom, formando, assim, uma das fontes das quais mais tarde brotaria o Rito Escocês Antigo e Aceito.</p>
<p>Há muito pouco tempo, a escritora Barbara Frale encontrou na biblioteca do Vaticano um documento denominado “Chinon”. Trata-se de uma carta na qual o papa Clemente V perdoa o Grão-Mestre Jacques de Molay. Você poderá saber disso com mais detalhes na obra de Barbara Frale:<em> Os Templários – E o Pergaminho de Chinon encontrado nos arquivos secretos do Vaticano</em>, da Madras Editora.</p>
<p><strong>O Santo Graal e a Arca da Aliança</strong></p>
<p>A Habrit Arca da Aliança é conhecida em hebraico como Aron. É sagrada para o Judaísmo e o Cristianismo.</p>
<p>Do ponto de vista historiográfico, essa versão é tida como a mais aceita e foi documentada. Não se pode, porém, excluir a hipótese de que os templários estivessem de posse de algum segredo histórico ou alquímico visado pelo rei da França. Qual seria esse segredo, não se sabe.</p>
<p>Segundo Rocco Zíngaro, os templários conservavam o Santo Graal, o cálice da Última Ceia, cuja posse conferiria poderes sobre-humanos. E segundo outro templário sob investigação, são Bernardo de Chiaravalle, eles conservavam a Arca da Aliança, a caixa em que Moisés guardava as tábuas da Lei, seu cajado e sobre a qual Deus se manifestava. Por outro lado ainda, o segredo dos templários poderia estar ligado ao conhecimento da Sagrada Geometria, para construir-se as catedrais góticas. Há, enfim quem sustente que o segredo dos templários estivesse relacionado com o Sudário. Nos processos contra os templários, diz-se que eles guardavam uma “cabeça barbuda de um morto”, que teria permanecido com eles entre 1204 e 1307. Para o cientista britânico Allan Mills, em linha com essa hipótese do italiano Carlo Giacchè, a imagem do Sudário seria de um cruzado templário morto em batalha, e não de Jesus. Algo mais recente abre a possibilidade de ser o Sudário uma obra do maravilhoso artista Leonoardo da Vinci.</p>
<p>Para o pesquisador francês Jacques de Mahieu, os templários possuíam, por exemplo, cartas geográficas atlantes que contrastavam com a visão oficial de mundo imposta pela Igreja e que revelam a posição da América, séculos antes de seu descobrimento. E prossegue, dizendo que os cavaleiros templários tinham alcançado, escondidos, o “novo continente”, muito tempo antes de Colombo. Chegando ao México, teriam se apoderado de minas de prata, procurando obter para si imensas quantidades de dinheiro que permitiram ao Oriente expandir-se para toda a Europa e construir gigantescas fortificações e majestosas catedrais.</p>
<p>Quanto à América, não é estranho. Se analisarmos, as caravelas que descobriram o Brasil possuíam velas brancas com a cruz de malta em vermelho no centro. Conheça um trecho da obra <em>O Templo e a Loja</em>, de Leigh e Baigent:</p>
<p>“Em Portugal, os Templários foram dissolvidos por um inquérito e, simplesmente, modificaram o seu nome, tornando-se os cavaleiros de Cristo. Eles sobreviveram sob esse título até o século XVI, com as suas explorações marítimas deixando marcas indeléveis na História. (Vasco da Gama era um cavaleiro de Cristo; o príncipe Henrique, o Navegador, era um Grão-Mestre da Ordem. As embarcações dos cavaleiros de Cristo navegavam sob a conhecida cruz vermelha templária. E foi sob essa mesma cruz que as três caravelas de Colombo atravessaram o Atlântico rumo ao Novo Mundo. O próprio Colombo era casado com a filha de um Grão-Mestre anterior da Ordem, e teve acesso aos mapas e diários de seu sogro.)”.</p>
<p>Alguns estudiosos supõem que os cavaleiros chantageassem o Vaticano, ameaçando revelar que Jesus não havia morrido; outros explicam com a “descoberta” da América (diversas lendas mexicanas falam de misteriosos homens usando mantos brancos e longas barbas, vindo do Ocidente).</p>
<p>Assim, a italiana Bianca Capone, em seu <em>Guida all’Italia dei templari</em>, afirma:</p>
<p>“Antes muito pobres, os cavaleiros templários se expandiram rapidamente pela Europa, construindo pontes, igrejas, hospedarias, estradas e vilas. Uma rede de casas fortificadas recobria toda a Europa, da Suécia à Inglaterra, da França à Itália, da Alemanha à Hungria e até à Rússia. Os investimentos templários surgiam por todos os lados. Nos centros mais importantes existiam duas e às vezes três dessas fortificações. Das cidades portuárias zarpavam os navios templários para o Oriente, carregados de cruzados, peregrinos e alimentos para homens e animais”.</p>
<p>Em poucos anos os templários não só enriqueceram de maneira impressionante, como também conquistaram um poder desmesurado. O já citado Michel Baigent sustenta que, graças à bula pontifícia de 1139, foi sancionado que eles não deviam obediência alguma, exceto ao papa, e que “tinham o poder de criar e depor os monarcas”. Para deles se desvencilhar, Filipe, o Belo, foi obrigado a tramar intrigas palacianas e processos oportunistas. Mas Baigent faz notar que os templários foram exterminados somente na França. Na Escócia, na Alemanha e em Portugal, os soberanos se negaram a prendê-los, ou, se o fizeram, os livraram de qualquer acusação. E quando a Ordem foi liberada oficialmente pelo papa, eles se transformaram em três outras Ordens e grupos, entre elas: Os Hospitalários de São Giovanni e os Cavaleiros Teutônicos.</p>
<p>Na obra de um dos mais bem conceituados autores e sucesso de venda de nossa editora, A. Leterre, <em>Os Hierogramas de Moisés – Hilaritas</em>, ele nos dá notícias da Arca de Moisés.</p>
<p>“A Arca de Moisés era um tabernáculo no qual Deus deveria residir e falar com esse guia de massas hunas, visto que Deus não podia fazer surgir sarças ardentes a cada passo. A Arca do testemunho, como a chamavam, devendo conter o Fogo Princípio e o Livro da Lei, e cujo modelo Deus prometeu mostrar a Moisés no monte, o que se supõe não ter ocorrido, porque Moisés não relatou a audiência e construiu a Arca, apesar disso.” </p>
<p>Que essa Arca era destinada a receber o Fogo Princípio – a eletricidade, basta confrontar-se o capítulo 25 do Êxodo, com o <em>Livro dos Mortos da Antiga Lei de Rama</em>, capítulos 1: 1,9,10, que diz:</p>
<p><em>“Eu Sou o Grande Princípio da obra que reside na Arca sobre o suporte.” </em></p>
<p> Só esta frase, escrita muitos séculos antes de Moisés aparecer no mundo, prova exuberantemente que já havia arcas idênticas no tempo de Rama e de AbRam, como veremos adiante.</p>
<p>Para Moisés, Deus é um Fogo Devorador (Deuteronômio IX, 3 – Hebreus 12: 29). Basta ler Êxodo. V, 1 a 26, 36 e Deuteronômio 1-2, para se ver que Moisés sempre falava com Deus no Monte Sinai em chamas.</p>
<p>Mas, admitindo mesmo que Deus tivesse mostrado algum modelo de Arca a Moisés, e, embora isso pese aos israelitas e aos que têm a Bíblia como a Palavra de Deus, Jeová nada teria mostrado de original naquela ocasião, a não ser alguns detalhes modernizados e de acordo com os novos acontecimentos das academias templárias, mesmo porque, como vimos anteriormente e veremos mais adiante, esses aparelhos já haviam existido dezenas de séculos antes. </p>
<p>Assim é que os sumerianos, os acadianos, os caldeus, os persas, os indianos, os chineses, os etíopes, os tebanos e os egípcios, todos tiveram um Tabernáculo sobre o qual faziam descer o Fogo Celeste, por meios que nada tinham de material. Era nosso desejo reproduzir aqui esses monumentos da Antiguidade, conservados nos museus europeus e nas páginas da farta literatura arqueológica, mas não o fazemos para não alongar este capítulo, deixando que o leitor pesquisador recorra a esses livros de nossas bibliotecas públicas, até mesmo a da Federação Espírita. Contudo, para dar uma idéia do que eram essas Arcas Sagradas, reproduzimos na figura a seguir a Arca de Amon, cujo termo, em sua tradução, é carneiro, Lei de Rama, e era o santuário de Tebas, capital do Alto Egito, muitíssimo antes de Moisés existir, é bom repisarmos. No desenho, ficam notórias, nas extremidades da Arca, as cabeças de carneiro, símbolo da religião de Rama.</p>
<p><img src="http://www.madras.com.br/blog/arca.jpg" /></p>
<p>Ao centro do tabernáculo, vêem-se dois querubins alados, defrontando-se; suas asas não tocam nas extremidades. Essa Arca é transportada por varais, no ombro de sacerdotes, tal qual veremos com a de Moisés. Mas essa Arca de Tebas já era derivada da Arca usada pelos caldeus, pois igualmente se vêem nos livros arqueológicos, nas gravuras, dois cherub, touros alados, com rostos humanos, defrontando-se com as extremidades das asas desunidas.</p>
<p>Os persas, que são anteriores aos caldeus, já usavam igualmente um altar sobre o qual faziam descer o fogo do céu, que veneravam como sendo o símbolo de Orzmud. Era o deus Agni, o deus do fogo da Índia.</p>
<p>Na Índia milenar, diz o<em> Upnek Hat</em>: “Conhecer a natureza real do fogo, da luz solar, do magnetismo lunar, da eletricidade atmosférica e terrestre, é o terceiro quarto da ciência sagrada”.</p>
<p>O <em>Zend-Avesta</em>, que exploraremos um pouco mais adiante, diz: “Invoca e compreende o Fogo Celeste”.</p>
<p>Phleton escreveu: “Se multiplicas teus apelos, ver-me-ás envolver-te, verás o raio, o fogo móvel que enche e inunda o espaço etéreo dos Céus”.</p>
<p>Em Eusthastius, vemos Salomé construindo um altar na cidade de Olímpia, sobre o qual fazia descer o Fogo Celeste, fato confirmado por Servius.</p>
<p>Segundo Suidas, um dos Zoroastros, porque houve vários, para selar sua missão e poder comparecer perante os deuses superiores, deixou-se voluntariamente fulminar pelo raio que captara.</p>
<p>O bárbaro romano Tullus Hostilius, ignorante, mas rico, no começo da Era Cristã, pesquisando um manuscrito do sacerdote real da Ordem de Rama e encontrando ali alguns fragmentos de uma fórmula eletrodinâmica, quis empregá-la; mas, por falta de ciência, ele se afastou do rito sagrado, o raio explodiu nos Céus e Tullus morreu fulminado em seu palácio, que foi devorado pelas chamas.</p>
<p>Em Ovídio, em Diniz de Halicarnasse, é Silvius Alladas, 11º rei de Abba, desde Enéas, que projeta relâmpagos e raios; mas, por falta de um rito, não se isolou e morreu.</p>
<p>Esse fato se reproduziu com os filhos do pontífice Aarão, Nadabe e Abihu, quando eles penetraram no Santuário da Arca de Moisés, sem estar devidamente isolados, e foram fulminados.</p>
<p>Nas medalhas gregas ou romanas, vêem-se os templos de Juno, na Itália, de Heré, na Grécia, armados de um sistema de pára-raios. </p>
<p>Os brâmanes já conheciam os pára-raios no tempo de Ktesias, os quais ainda são vistos em seus templos milenares.</p>
<p>O templo de Jerusalém, construído sob um plano egípcio e caldeu, por arquitetos sacerdotes de Tyr e de Mêmphis, tinha uma armadura metálica com pontas de ouro e 24 pára-raios comunicando com poços. O historiador Flavius Josephus, que viveu no primeiro século da nossa era, em <em>Guerra dos Judeus</em>, liv. V, cap. 14, registra o fato de o Templo jamais ter sido atingido por um raio, durante mil anos. Khondemir, Dion Chrisóstomo, São Clemente de Alexandria, Suidas e Amiano Marcellino atribuem aos diferentes Zoroastros, aos magos, aos caldeus os mesmos conhecimentos elétricos.</p>
<p>No começo da Era Cristã, vemos em <em>Agathias</em>, de Rebus Justin, liv. V, cap. 4, o arquiteto de Santa Sofia de Constantinopla, Antheme de Tralles, servir-se de eletricidade, de um modo pouco vulgar. Igualmente se vê Zenox projetar relâmpagos e raios e usar do vapor para deslocar um telhado.</p>
<p>Na história eclesiástica de Sazone, liv. IX, cap. 6, assiste-se à heróica resistência das corporações sacerdotais dos etruscos, que estiveram no Brasil, conforme nossa documentação, defendendo a cidade de Narmia, contra Alarico, a golpe de raios, a qual não foi tomada.</p>
<p>Esses mesmos sacerdotes ofereceram aos cristãos de Roma salvar-lhes a metrópole, mas os padres dessa religião, ignorantes, recusaram o auxílio, dizendo que essa ciência provinha do diabo, e Roma foi tomada.</p>
<p>Porsenna fulminou pelo raio, no território de Volsinium, um animal fantástico cuja espécie está extinta; provavelmente, o célebre dragão ou algum iconodonte.</p>
<p>O profeta Elias, conforme se vê em II Reis, 1, 10-12, fulminou por duas vezes com o raio duas escoltas de 50 homens cada, comandadas por seus capitães.</p>
<p>Em I Reis 18, 32 e seguintes, vê-se claramente a descrição da Arca que esse mesmo Elias construiu, semelhante à de Moisés. No versículo 38, lê-se que o fogo do Senhor, depois da invocação, caiu do Céu e consumiu o holocausto, que era um carneiro, bem como as pedras e o pó, além da água que estava no riacho. Nos versículos 24 e 45, assiste-se a Elias invocando esse Fogo Celeste e fazendo chover à vontade. Não é de se admirar que, na Bíblia, profetas e magos faziam chover quando era necessário. Tudo isso provinha da escola de Melquisedeque, de Rama e do deus Amon.</p>
<p>Os brâmanes fulminaram e derrotaram o exército de Semírames, quando essa rainha de Sabá, ex-amante de Salomão, quis invadir a Índia, pelo rio Brahma-Putra, que a partir de então ficou amaldiçoado.</p>
<p>Moisés igualmente, com as mãos, fulminou os exércitos inimigos.</p>
<p>Na China, o catecismo reza que os magos do Tibete eram detentores de uma força que matava mais de mil pessoas de uma vez. Nessa mesma ocasião, falamos do templo da China, em que o último imperador pontífice fazia descer sobre o altar de pedra, encimado pela palavra Sangté, o terrível Fogo Celeste que consumia a oferta.</p>
<p>Em todos os templos de Júpiter e de IEVÉ, cultivava-se cientificamente essa força elétrica, as faculdades morais e o princípio intelectual que se liga à vida do Cosmos.</p>
<p>Sabemos que se esta obra fosse apenas sobre o tema discutido neste capítulo precisaríamos de no mínimo umas 300 páginas, o que não vamos fazer. Entretanto, por  não acreditar ser uma idéia dispensável, então começarei a separar todo o material que pesquisei e escreverei uma obra apenas sobre Templários, Santo Graal, Sudário e a Arca da Aliança.</p>
<p>E Deus falou a Moisés, Êxodo 25:</p>
<p>10. Também farão uma arca de madeira, de acácia; seu comprimento será de dois côvados e meio, e sua largura, de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura.</p>
<p>11. E cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor.</p>
<p>12. E fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos seus quatro cantos; duas argolas de um lado e duas do outro.</p>
<p>13. Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de ouro.</p>
<p>14. Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a arca.</p>
<p>15. Os varais permanecerão nas argolas da arca; não serão tirados dela.</p>
<p>16. E porás na arca o testemunho, que eu te darei.</p>
<p>17. Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; seu comprimento será de dois côvados e meio, e sua largura, de um côvado e meio.</p>
<p>18. Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.</p>
<p>19. Farás um querubim em uma extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório farás os querubins nas duas extremidades dele.</p>
<p>20. Os querubins estenderão suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.</p>
<p>21. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei.</p>
<p>22. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel.</p>
<p>23. Também farás uma mesa de madeira de acácia; seu comprimento será de dois côvados; sua largura, de um côvado e a sua altura, de um côvado e meio.</p>
<p>24. Cobri-la-ás de ouro puro e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.</p>
<p>25. Também lhe farás ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura e ao redor na guarnição farás uma moldura de ouro.</p>
<p>26. Também lhe farás quatro argolas de ouro e porás as argolas nos quatro cantos, que estarão sobre os quatro pés.</p>
<p>27. Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os varais, para levar-se a mesa.</p>
<p>28. Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; e levar-se-á por eles à mesa.</p>
<p>29. Também farás os seus pratos, as suas colheres, os seus cântaros e as suas tigelas que serão oferecidas às libações; de ouro puro os farás.</p>
<p>30. E sobre a mesa porás os pães da proposição perante mim para sempre.</p>
<p>31. Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus cálices e as suas corolas formarão com ele uma só peça.</p>
<p>32. E de seus lados sairão seis braços: três de um lado e três do outro.</p>
<p>33. Em um braço haverá três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e corola; também no outro braço três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e corola; assim se farão os seis braços que saem do candelabro.</p>
<p>34. Mas na haste central haverá quatro copos a modo de flores de amêndoa, com os seus cálices e as suas corolas.</p>
<p>35. E um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só peça; outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; e ainda outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; assim será para os seis braços que saem do candelabro.</p>
<p>36. Seus cálices e seus braços formarão uma só peça com a haste; o todo será de obra batida de ouro puro.</p>
<p>37. Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele.</p>
<p>38. Seus espevitadores e seus cinzeiros serão de ouro puro.</p>
<p>39. De um talento de ouro puro se fará o candelabro, com todos estes utensílios.</p>
<p>40. Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte.</p>
<p>O paradeiro atual da Arca da Aliança é desconhecido.</p>
<p>A história do Santo Graal inspirou vários livros de ficção e imaginação, incluindo filmes populares. A obra que mais gosto é a de Laurence Gardner <em>A Linhagem do Santo Graal – A Verdeira História do Casamento de Maria Madalena e Jesus Cristo</em>, publicada no Brasil pela Madras Editora.</p>
<p>“O termo Graal derivou do Gra-al da Antiga Mesopotâmia, chamado ‘o néctar da suprema excelência’ e Ouro dos Deuses. Os corpos leves (os <em>ka</em>) dos antigos reis sumérios haviam sido alimentados com o Gra-al, que era substituído, no Egito, na Babilônia e na Assíria pela Pedra de Fogo superior, o <em>Shem-na-na</em>, o pó branco de ouro.</p>
<p>O Graal era muitas coisas, físicas e espirituais, mas, de uma forma ou de outra, sempre representava o Sangue Real: o <em>Sangreal</em> messiânico de Judá.</p>
<p>O conceito de Santo Graal permaneceu além do alcance da compreensão, porque a raiz do seu significado dinástico não era de conhecimento comum, uma vez que fora suprimida pela Igreja no início da Idade Média.”</p>
<p><strong>Uma outra versão para o Graal </strong></p>
<p>Normalmente em um país de maioria católica, a figura do Graal é tida como a da taça que serviu Jesus durante a Última Ceia e na qual José de Arimatéia teria recolhido o sangue do Salvador crucificado proveniente da ferida no flanco provocada pela lança do centurião romano Longino (“Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” – João 19:33-34). A Igreja Católica não dá ao cálice mais do que um valor simbólico e acredita que o Graal não passa de literatura medieval, apesar de reconhecer que alguns personagens possam realmente haver existido. É provável que as origens pagãs do cálice tenham causado descontentamento à Igreja. Em <em>Os mistérios do rei Artur</em>, Elizabeth Jenkins ressalta que, “no mundo do romance, a história era acrescida de vida e de significado emocional, mas a Igreja, apesar do encorajamento que dava às outras histórias de milagres, a esta não deu nenhum apoio, embora esta lenda seja a mais surpreendente do ponto de vista pictórico. Nas representações de José de Arimatéia em vitrais de igrejas, ele aparece segurando não um cálice, mas dois frascos ou galheteiros”. Alguns tomam o cálice de ágata que está na igreja de Valência, na Espanha, como aquele que teria servido Cristo, mas, aparentemente, a peça data do século XIV. Independentemente da veneração popular, essa referência é fundamental para o entendimento do simbolismo do Santo Graal já que, como explica a própria Igreja em relação à ferida causada por Longino, “do peito de Cristo adormecido na cruz, sai a água viva do batismo e o sangue vivo da Eucaristia; deste modo, Ele é o cordeiro Pascal imolado”. </p>
<p>A primeira referência literária ao Graal é <em>O Conto do Graal</em>, do francês Chrétien de Troyes, em 1190. Todo o mito – e uma série interminável de canções, livros e filmes – sobre o rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda tiveram seu início ali. Tratava-se de um poema inacabado de 9 mil versos que relata a busca do Graal, da qual Arthur nunca participou diretamente,  que acaba suspensa. Um mito por si só, <em>O Conto do Graal</em> é uma obra de ficção baseada em personagens e histórias reais que serve para fortalecer o espírito nacionalista do Reino Unido, unindo a figura de um governante invencível a um símbolo cristão.</p>
<p>A seguir, estão relacionadas diversas idéias a partir das quais poderíamos refletir melhor sobre a missão da Ordem, segundo C. W. Leadbeater:</p>
<p>  1. Por intermédio da Ordem, as crianças tomariam o primeiro contato com a tônica dos Mistérios, proporcionando que alguns deles retomassem uma vibração já conhecida e que outros iniciassem uma jornada nova.</p>
<p>  2. Nós estamos vivendo atualmente em um momento importante. Encontramo-nos no fim do século, no início de um novo ciclo, no começo de uma nova sub-raça e possivelmente vivendo durante o advento de um novo Instrutor; por tudo isso, já é o momento adequado para acontecer um renascer dos Mistérios. Dentro dessa visão, a Távola (do rei Arthur) seria a primeira escala para aqueles egos mais adiantados que nessa época estão reencarnando. Assim, ela poderia transmitir aquilo que as escolas tradicionais não dariam, e desse modo já estaria preparando esses jovens para passos futuros. </p>
<p>  3. O trabalho da Távola estaria ligado ao da Ordem maçônica. Ao crescerem, as crianças mais interessadas nesse tipo de atividade ritualista já estariam mais bem preparadas para o trabalho maçônico.</p>
<p>4. O fato de se escolher uma qualidade ao ingressar na Távola, qualidade esta que se deve desenvolver e praticar na vida diária, também acontecia nos ritos egípcios, como nos relata C. W. Leadbeater em <em>A Vida Oculta na Maçonaria</em>, no capítulo “Dois maravilhosos rituais”, p. 243. </p>
<p>  5. A cerimônia do pão, do sal e do vinho era uma característica de certos ritos dos Mistérios do passado. Essa cerimônia teria sido herdada pelos essênios dos ritos caldeus e, a partir delas,  chegou-se aos Mistérios cristãos; passando pelos cavaleiros templários foi que se chegou ao grau moderno da Rosa-Cruz de Heredom (Grau 18 do Rito Escocês Antigo e Aceito) e dali à Ordem da Távola Redonda. </p>
<p>  6. No seu livro <em>Pequena História da Maçonaria</em>, falando sobre o rei Arthur, o Irmão Leadbeater diz que a “sua Távola é também um fato e não uma ficção, e que seus cavaleiros usavam um rito dos Mistérios cristãos”. </p>
<p>  7. Em uma das aulas oferecidas na Escola de Sabedoria, em Adyar, o Irmão Geoffrey Hodson disse que “toda a lenda do Santo Graal é uma alegoria dos caminhos do discipulado e da iniciação. Todos os acontecimentos e as aventuras descrevem experiências interiores dos discípulos e iniciados, com o rei Arthur como Hierofante”. </p>
<p>  8. Os quatro graus da Távola Redonda se encontram nos Graus do Rito Templário, segundo nos mostra Papus no livro <em>O que deve saber um Mestre Maçom</em>, p. 36. O primeiro grau dos templários era “Aprendiz” (Pajem); o segundo, “Companheiro”; o sétimo, “Escudeiro”; e o oitavo, “Cavaleiro”. </p>
<p>  9. Como o Irmão Leadbeater diz, “Os Mistérios do Santo Graal foram celebrados simultaneamente em vários centros, onde indubitavelmente se misturaram com outras linhas de tradição, e neles encontramos evidentes vestígios das Escolas Secretas, em que resplandeceu a chama da sabedoria oculta durante o começo da Idade Média” (<em>Pequena História da Maçonaria</em>, p. 159).</p>
<p>10. Parece-nos haver uma íntima relação entre o conteúdo do livro <em>A Mãe do Mundo</em>, do Irmão Leadbeater, e os objetivos da Ordem da Távola Redonda, principalmente pela chamada feita por Nossa Senhora e pelo seu profundo interesse na educação das crianças. E também porque a dra. Annie Besant e Rukmini Devi Arundale, entre outras, foram pessoas ligadas ao movimento Mãe Universal, e terem tido participação ativa na Ordem da Távola Redonda”. </p>
<p><strong>Os Grão-Mestres do Priorado de Sião</strong></p>
<p>   A Ordem do Priorado de Sião tinha conexões com Rennes-le-Château e Stenay e estavam relacionados com a influente família de Lorena. Mas o que todos os iniciados nessa Ordem tinham em comum era sua crença não-ortodoxa. Citarei alguns nomes de Grãos-Mestres dessa Ordem: Leonardo da Vinci, Issac Newton, Jean Cocteau, Nicolas Flamel, René d’Anjou, Sandro Filipepi, Robert Boyle, Carlos Nodier, Victor Hugo, Claude Debussy.</p>
<p>Segundo o <em>Journal Official</em> francês, o Grande Priorado de Sião foi expulso de Orleans, em 1619, surgindo novamente com registro de sua existência em 1956. E nesse ano os estatutos do Priorado de Sião são publicados e declaram que a organização tinha um total de 9.841 membros, divididos em nove classes. Consistia em 729 províncias, 27 distritos e o nível mais alto da hierarquia era um Arco, conhecido como “KYRIA”. O Grão-Mestre é conhecido como “Nautonnier”.</p>
<p>Outra curiosidade que nos chama bastante a atenção é o fato de o emblema que o Priorado de Sião sugeriu, em 1940, para a Europa Unida, que era um círculo de estrelas, ser hoje a bandeira da União Européia. Segundo Baigent, “se o Priorado de Sião existe hoje depois da renúncia de Pierre Plantard de Saint-Claire como seu Grão-Mestre, é assunto de especulação”. Pierre disse a Baigent, Leigh e Lincoln que renunciou em 1984 por causa da situação insustentável causada por um contingente de infiltração “anglo-americano”, que queria voltar os objetivos do Priorado para outra direção. Outra razão para a renúncia, segundo o mesmo Baigent, é que havia uma informação explosiva que estava prestes a ser publicada em um livro chamado <em>The Scandals of the Prieure de Sion</em>, escrito por “Cornelius”. E no mesmo livro haveria informações que detalhavam várias transações financeiras de caráter duvidoso envolvendo o Priorado de Sião, um político italiano proeminente de banqueiros nos Estados Unidos; ligações do Priorado e da Máfia italiana e com uma Sociedade Secreta conhecida como P2, entre outros.</p>
<p>P2, cujo nome completo é Raggruppamento Gelli Propaganda Due, fundada em 1966, é uma facção maçônica que também se envolveu na luta contra o comunismo, segundo Martin Lunn, Grão-Mestre da Ordem do Dragão. Na opinião do líder do Partido Republicano da Itália na época, a P2 transformou-se no “centro de poluição da vida nacional – secreta, perversa e corrupta”. Ela derrubou o governo do primeiro-ministro Arnaldo Forlani e agia como um canal para o fornecimento de fundos do Vaticano e da CIA para organizações anticomunistas na Europa e na América Latina.<br />
Alguns dizem que a P2 foi, e provavelmente ainda é, controlada pela máfia. Outros, que a KGB, a CIA ou até mesmo o Priorado de Sião são responsáveis. </p>
<p>Martin Lunn vai mais fundo e em seu livro <em>Revelando o Código Da Vinci</em>, Madras Editora, página 136:</p>
<p>“A P2 foi exposta quando o ‘banqueiro de Deus’, Robert Calvi, foi encontrado morto, suspenso sob a ponte Blackfrias, em Londres, em 1982. Calvi canalizava milhões de dólares do Vaticano para o grupo revolucionário polonês ‘Solidariedade’. Quando o banco privado de Calvi teve problemas, ele pediu ajuda ao Vaticano, fazendo vagas ameaças em expor a origem do apoio da Solidariedade. Ele viveu por mais 12 dias antes de sua morte repentina – e do desaparecimento de sua pasta, que o Vaticano mais tarde comprou por aproximadamente 10 milhões de Euros. </p>
<p>A P2 operava por intermédio do Grão-Mestre Licio Gelli, convencendo membros em potencial de que ele tinha grande influência, e eles acreditavam que Gelli poderia pavimentar o caminho para seu próprio sucesso pessoal. Esse sistema se autoperpetuava, e o poder de Gelli aumentava exponencialmente. Ele procurava extrair segredos oficiais de seus membros, segredos que poderia usar para aumentar seu poder e chantagear outros.</p>
<p>Em 1981, quando a polícia invadiu propriedades de Gelli, descobriu as listas de membros que eram publicadas na imprensa italiana. Um dos encabeçados era ‘Opus Dei’ e um dos membros estava relacionado como Giulio Andreotti, o político cristão democrata que foi seis vezes primeiro-ministro da Itália e alegava ser membro do Priorado de Sião. Em 1995, ele foi acusado de vender favores políticos para a máfia e de cumplicidade no assassinato de um jornalista em 1979. Em 1999, foi absolvido de ambas as acusações. Essa decisão foi sustentada na corte de apelação em 2003.</p>
<p>A Ordem Soberana Militar do Templo de Jerusalém também era mencionada na lista de membros da P2”.</p>
<p>O Opus Dei é uma Prelazia pessoal da Igreja Católica. Foi fundado em Madrid em 2 de outubro de 1928 por São José María Escrivá. Atualmente pertencem a essa Prelazia cerca de 80 mil pessoas dos cinco continentes. A sede prelatícia – com a igreja do Prelado – encontra-se em Roma.</p>
<p>Essa organização vem crescendo muito nos últimos anos, pois o papa João Paulo II era muito ligado a eles.</p>
<p>Segundo Marco Aurélio Weissheimer e Verena Glass, “O fortalecimento das correntes mais conservadoras da Igreja foi uma das principais marcas da gestão de João Paulo II, o que ficou evidenciado tanto na nomeação de cardeais quanto na escolha dos seus colaboradores mais próximos – como o alemão Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e guardião da moral e dos dogmas da Igreja; o espanhol Julián Herranz, presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos; e o também espanhol Joaquín Navarro-Valls, porta-voz do pontífice por muitos anos (os últimos, membros do Opus Dei)”.</p>
<p>Em 2002, o papa João Paulo II canonizou José María Escrivá de Balaguer, o fundador do Opus Dei. Isso é brincadeira! Qual foi o milagre que esse cidadão fez para virar santo? Será que os católicos estão sempre dormindo?</p>
<p>Emilio J. Corbière, autor do livro <em>Opus Dei. El totalitarismo católico</em>, definiu a organização como “a mais forte manifestação integralista de poder na Igreja”. Segundo Corbière, o Opus Dei esteve intimamente ligado ao regime de Franco, na Espanha, ocupando altos cargos no governo, em bancos, editoras, revistas e em outras publicações. No Vaticano, a influência política do grupo teria crescido quando da quebra do Banco Ambrosiano e da conseqüente insolvência do Instituto de Obras Religiosas (IOR), instituição financeira da Santa Sé que mantinha negócios com o banco. O Opus Dei auxiliou financeiramente o Vaticano, evitando a quebra do IOR. Os negócios do Banco Ambrosiano sempre foram cercados de polêmica. A instituição financiava, entre outras coisas, o regime do ditador nicaragüense Anastásio Somoza. O nome da instituição ficou conhecido mundialmente quando, em abril de 1992, o banqueiro Roberto Calvi, foi encontrado enforcado sob uma ponte, em Londres,como já mencionamos. Na Itália, o Opus Dei também esteve envolvido em um escândalo político quando o semanário L’Expresso publicou, em 1986, alguns dos 479 artigos de um suposto regulamento secreto da organização, que teria estado em vigor até 1982. Parlamentares italianos solicitaram a instauração de um inquérito, pois, confirmada a veracidade das regras, o Opus Dei cairia no estatuto de sociedade secreta, proibida pela legislação italiana. A investigação não foi levada adiante. Ao longo da década de 1990, o Opus Dei foi se transformando em base política do conservadorismo teológico, servindo como contato entre o Vaticano e governos direitistas europeus e americanos. Vários “opusdeístas” ocuparam (e ainda ocupam) cargos-chave no Vaticano, como o então porta-voz do papa, Joaquín Navarro Valls, e o substituto do controvertido bispo Paul Marcinkus (ex-diretor do IOR), Eduardo Martínez Somalo, como secretário de Estado romano.</p>
<p>“A Igreja acabou de se separar do mundo com a designação de um inquisidor como papa”, disse o historiador e analista político Gerardo Caetano, diretor do Instituto de Políticas da Universidade do Uruguai, comentando a respeito de Bento XVI. Para Caetano, Ratzinger foi “a pior escolha”, porque é “ultra-ortodoxo”: </p>
<p>“O alemão rompe com a idéia de uma Igreja em equilíbrio. Foi ele quem ordenou a supressão do debate sobre o sacerdócio feminino e fincou o pé em uma moral sexual que o mundo não cumpre. Temos de lembrar ainda que era o candidato da conservadora prelazia Opus Dei”. </p>
<p>Cabe aqui apenas o meu alerta&#8230; Principalmente se você for maçom.</p>
<p>Deixo o restante à sua livre vontade.</p>
<p>Com as minhas reverências,</p>
<p>Eu Sou, isso</p>
<p><strong><em>Wagner Veneziani Costa</strong></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.madras.com.br/2008/09/22/os-templarios/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A Golden Dawn - A Aurora Dourada</title>
		<link>http://blog.madras.com.br/2008/07/24/a-golden-dawn-a-aurora-dourada/</link>
		<comments>http://blog.madras.com.br/2008/07/24/a-golden-dawn-a-aurora-dourada/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 19:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
		
		<category>Editor</category>

		<category>A Golden Dawn - A Aurora Dourada</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.madras.com.br/2008/07/24/a-golden-dawn-a-aurora-dourada/</guid>
		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA
Por Wagner Veneziani Costa
Meus Caros Irmãos  e Amigos,
Recebam os meus mais Sinceros Votos de Luz, Amor e Paz!!!
Editar, coordenar e produzir uma obra como esta é motivo de muito orgulho. Esperei muitos anos para poder publicar esta enciclopédia em língua portuguesa. Agora, quero dividir e agradecer a todos os meus amigos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA</p>
<p><em>Por Wagner Veneziani Costa</em></p>
<p>Meus Caros Irmãos  e Amigos,</p>
<p>Recebam os meus mais Sinceros Votos de Luz, Amor e Paz!!!</p>
<p>Editar, coordenar e produzir uma obra como esta é motivo de muito orgulho. Esperei muitos anos para poder publicar esta enciclopédia em língua portuguesa. Agora, quero dividir e agradecer a todos os meus amigos, irmãos, frateres e leitores, pois conseguimos, juntos, realizar mais um de meus sonhos.<br />
Como editor da Madras, sempre busquei fazer nossas obras com o mais puro amor, com muita dedicação e carinho. Divulgá-las e colocá-las à disposição da maioria dos brasileiros (dentre outros  países de língua portuguesa) não é tarefa fácil. Até porque, infelizmente, ainda hoje sofremos os resultados da histeria, das encenações narcisistas e das conotações históricas negativas. Por um lado, um pouco disso se deve a interesses da mídia ou de psicoses; por outro lado, pelas doutrinas e dogmas de diversas religiões que estão espalhadas pelo mundo afora, para escravizar ainda mais o ser humano, deturpando e distorcendo o “Ocultismo”. Mas não estamos aqui para criticar quem quer que seja, e lembramos sempre que todas elas, as religiões, possuem uma centelha divina. Estamos aqui para festejar a nossa vitória! Então, vamos lá&#8230;<br />
Não tenho dúvidas quando afirmo que a Golden Dawn foi a maior dentre as ordens secretas de Magia do passado, a Pedra Fundamental. A maior contribuição dessa Ordem foi e é ensinar seus membros a respeito do Hermetismo, das Ciências Ocultas e da Magia e a torná-los mais que humanos. Um processo que conduz à realização do EU.<br />
Quem de nós não parou algumas vezes para pensar a respeito das Sombras?  Mas, para todo estudioso, esse é um caminho essencial que se deve ser traçado, pois é fundamental que nos conheçamos inteiramente&#8230;<br />
Ocultismo é um conjunto de práticas e teorias cujo maior objetivo é desvendar os segredos contidos na Grande Mãe Natureza, o Universo. O Ocultismo trata de um tipo de conhecimento que está além da esfera do conhecimento empírico, o que é sobrenatural e secreto, aquilo que precisa ser revelado.  Está relacionado aos fenômenos sobrenaturais, ou seja, são conjecturas metafísicas e teológicas.<br />
Muitas vezes o ocultista é referenciado como Mago (Sábio), Pagão, Bruxo, Místico; e outras, como Rebeldes, sendo por muito tempo perseguidos, excluídos e condenados. As raízes mais antigas conhecidas do Ocultismo são os mistérios do Egito, relacionados com o deus Hermes ou Thoth. Essa parte do Ocultismo, ou doutrina, é tratada no Hermetismo.</p>
<p><strong>Princípios do Hermetismo</strong></p>
<p>O Hermetismo, em sentido estrito, surgiu no final da época helenística, afirmando-se como uma revivescência de um legado egípcio. Compunha-se, como seu antepassado, de um complexo de conhecimentos em que se destacavam a Astrologia, a Alquimia e a Magia. Segundo essa tradição, o deus egípcio Thoth (Hermes para os gregos, Mercúrio para os romanos) teria sido o portador dos primeiros conhecimentos que os homens receberam sobre a matemática, a escrita e as ciências da natureza em geral (sem se esquecer de que, nessa perspectiva, a natureza é encarada sempre como manifestação do espírito, e não como território puramente “material” isolado).<br />
Hermes significa “mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses (daí o termo Hermenêutica). Era um deus da mitologia grega, correspondente ao Mercúrio romano. É um dos 12 deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Maia, nasceu na Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência.<br />
Thoth é o nome em grego de Djehuty, um deus pertencente ao panteão egípcio, conhecido como deus da sabedoria, um deus cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses. É uma divindade lunar (o deus da Lua) que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos.<br />
Os Princípios da Verdade são sete; aquele que os conhece perfeitamente possui a Chave Mágica, com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente. São eles o Princípio do Mentalismo, da Correspondência, da Vibração, da Polaridade, do Ritmo, da Causa e Efeito e do Gênero. Eis a síntese de cada um deles:<br />
<strong>Lei do Mentalismo:</strong> “O Todo é Mente; o Universo é mental.”<br />
<strong>Lei da Correspondência: </strong>“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima.”<br />
<strong>Lei da Vibração:</strong> “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra.”<br />
<strong>Lei da Polaridade: </strong>“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados.”<br />
<strong>Lei do Ritmo:</strong> “Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação.”<br />
<strong>Lei do Gênero: </strong>“O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação.”<br />
<strong>Lei de Causa e Efeito: </strong>“Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nenhum escapa à Lei.”<br />
O Hermetismo é a base de todo o misticismo ocidental, enquanto os Vedas o são do oriental. Não existe religião oriental que não tenha como base os ensinamentos dos Vedas. No Ocidente também não há nenhuma organização que possa dizer que não possui o Hermetismo como base, seja ela a Alquimia, a Cabala, a Magia, a Maçonaria, o Rosacrucianismo e muitas outras, juntamente com todas as religiões, direta ou indiretamente, são “filhas” do Hermetismo. Falamos de duas fontes básicas, mas vale salientar que na verdade elas têm uma mesma origem. Apenas uma parte entrou neste ciclo de civilização através dos Vedas, e outra, pelo Egito. Atualmente, estamos vendo um reencontro entre as duas fontes; já é bem grande o sincretismo entre as doutrinas orientais e as ocidentais. Todos esses conceitos de magia e ritual se tornaram elementos centrais de muitas outras tradições, como a Wicca, a Thelema e outras formas de espiritualidade atuais.</p>
<p><strong>A Golden Dawn</strong></p>
<p>O fundador da Golden Dawn foi William Wynn Westcott, por volta de 1888, em Londres. Os outros fundadores e sócios de Westcott eram William Robert Woodnam, médico e cabalista, e Samuel Liddell MacGregor Mathers, ocultista e grande estudioso. Os três eram maçons e pertenciam a uma Ordem que no Brasil chamamos de Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico (Grande Oriente do Brasil). Na verdade, tratam-se de Ordens Além da Maçonaria Simbólica, e este é exatamente o título de um obra recentemente traduzida e editada pela Madras, de autoria de Keith B. Jackson, que traz um resumo de cada uma dessas Ordens, as quais são praticadas na Inglaterra.<br />
A Ordem que mencionei anteriormente, e à qual os três pertenciam, era a Societas Rosicruciana in Anglia, ou Inglaterra (Sociedade Rosa-Cruz em Anglia). Essa Ordem foi fundada em 1867 por Robert Wentworth Little, com incentivo de muitos outros maçons. Baseia-se em tradições e simbolismos de uma Ordem muito antiga, conhecida como Fraternidade da Rosa e da Cruz. Alegavam que as suas origens eram de um caráter imortal, real ou mítico, conhecido como Christian Rosenkreutz.<br />
Essa Sociedade serviu como modelo para as modernas sociedades na Escócia e nos Estados Unidos. Atualmente, nessa Sociedade são conferidos nove Graus: I - Zelador; II - Theoricus; III - Practicus; IV - Philosophus; V - Adeptus Minor; VI - Adeptus Major; VII - Adeptus Exemptus; VIII - Magister e IX - Magus. Para fazer parte desse Colégio (Sociedade), todos os candidatos devem ser Mestres Maçons ativos e pertencerem a Obediências Regulares, ou seja, que possuam tratados de reconhecimento com a Grande Loja Unida da Inglaterra. Além disso, os candidatos devem ter caráter e abraçar os princípios do Cristianismo; espera-se que todos possam ter habilidade suficiente para apreciar os estudos da Sociedade, que incluem a revelação de Filosofia, Ciência e Teosofia.<br />
E por falar em Teosofia, Westcott era membro da Sociedade Teosófica, que foi a força motriz da fundação da Golden Dawn. Mathers era um intelectual, falava mais de oito idiomas, era tradutor e pesquisador; além disso, possuía um grande talento para escrever trabalhos e rituais, integrando-os com o simbolismo oculto.<br />
Os manuscritos de Cypher foram a base da Golden Dawn; diferentemente da Maçonaria, aceitavam mulheres e homens, desde que fossem cristãos. Já na Maçonaria, só podem ingressar homens que acreditem em um Ser Supremo. Esses manuscritos foram encontrados e cifrados por Westcott, no meio da papelada de Kenneth Mackenzie, ocultista inglês e discípulo de Eliphas Levi. Para muitos, esses textos foram ditados (revelados); outros acreditam que eles foram até mesmo canalizados.</p>
<p><strong>Os membros famosos da Ordem</strong></p>
<p>Várias pessoas famosas participaram da Golden Dawn; citarei alguns exemplos: a atriz Florence Farr; a revolucionária irlandesa Maud Gonne;  o jornalista e escritor de novelas e contos de terror e fantasia, Arthur Machen; o poeta irlandês, senador e detentor do Prêmio Nobel de Literatura de 1923, William Butler Yeats, que em 1924 compartilhou o Prêmio Gothenburg de Poesia com Rudyard Kipling; e o maior ocultista do século XX, Edward Alexander Crowley, mais conhecido como Aleister Crowley, que concebeu a doutrina de Thelema e, em 1907, fundou a Astrum Argentum.<br />
Dizem que Bram Stocker, autor do livro Drácula (editado pela Madras), também fazia parte da Golden Dawn, mas não se tem provas documentais sobre isso. Dion Fortune, Austin Osman Spare, Allan Bennett, Sam Rohmer, Edita Montés, William Peck, Gerard Kelly são outras personalidades que pertenciam à Ordem.<br />
Não poderíamos deixar de citar John Dee (13 de julho de 1957-1608), matemático, geógrafo, astrólogo, alquimista, filósofo (hermético), astrônomo e conselheiro particular da rainha Elizabeth I (na verdade era seu astrólogo e mago). Ele foi, sem dúvidas, um dos homens mais instruídos de seu tempo.<br />
Dee era um cristão fervoroso, mas a sua interpretação a respeito de religião foi influenciada pelas doutrinas hermética e platônica que eram dominantes na Renascença. Ele também acreditava que os números eram a base de todas as coisas e a chave para o conhecimento. Do Hermetismo, extraiu a opinião de que o homem tem potencial para o poder divino, e acreditava que esse “divino” poderia ser exercido por meio da Matemática.<br />
Ele desenvolveu um sistema de magia cerimonial, mais conhecido como Magia Enochiana ou simplesmente “enochiana”, que consistia em um sistema de teurgia, magia angélica, psiquicamente transmitida ao alquimista. Crowley utilizou-se desse sistema na concepção do Liber 418, A Visão e a Voz.<br />
O que venho tentando explicar é que a proposta da Golden Dawn era colocar em prática os rituais e os ensinamentos da Magia, que eram fortemente influenciados por John Dee, Eliphas Levi e  Francis Barret, entre tantos outros. Seus ensinamentos são fundamentados em graus de aprimoramento, em que o estudante evolui de acordo com as suas aptidões. São 11 graus divididos em três classes&#8230; Esses graus estão baseados na Árvore da Vida, proveniente da Qabalah ou Kabbalah.  </p>
<p><strong>Eliphas Levi</strong></p>
<p>Já que o citei anteriormente, quero aguçar a curiosidade dos leitores. Preciso falar a respeito do abade francês Alphonse Louis Constant, conhecido nos meios ocultistas como Eliphas Levi Zahed (tradução hebraica de seu nome). Ele é considerado por muitos, o mais importante ocultista do século XIX. Nasceu no dia 8 de fevereiro de 1810, em Paris, filho do sapateiro Jean Joseph Constant e da dona de casa Jeanne-Agnès Beaupurt.<br />
Embora saibamos que os estudos ocultistas de Levi começaram no mosteiro, a data de sua iniciação, propriamente dita, ainda é duvidosa. Sabe-se que ele colaborou e foi amigo do famoso iniciador, o mago Papus. No entanto, tudo indica que o ocultista polonês Hoene Wronski tenha sido o seu introdutor no “Caminho”. Inclusive, ao falecer em 1853 em Paris, Wronski deixou 70 manuscritos catalogados por sua esposa a Eliphas Levi; outros foram doados à Biblioteca Nacional de Paris.<br />
Em 1855, Levi fundou a Revista Filosófica e Religiosa, sendo que vários artigos da mesma seriam posteriormente utilizados em seu livro A Chave dos Grandes Mistérios, editado pela Madras. Nesse mesmo ano, publicou sua obra mais conhecida: Dogma e Ritual de Alta Magia, também editada pela Madras, desvendando as várias faces do saber mágico. Publicou também o poema Calígula, retratando na personagem o imperador Napoleão. Desse modo, foi preso imediatamente, sendo solto após algum tempo.<br />
Em 1859, publicou História da Magia, no qual relata o desenvolvimento mágico ao longo da história, e que compõe, com os dois livros anteriores, o conjunto de obras ocultistas tidas como uma “bíblia” por todos os que vieram a estudá-las. Eliphas Levi não foi apenas um grande ocultista, mas também um grande homem. </p>
<p><strong>A fragmentação da Golden Dawn</strong></p>
<p>Quando Mathers passou a chefiar sozinho a Golden Dawn, criou uma Ordem interna: a Rubrae Rosae et Aurae Crucis (R.R.A.C.). Após vários episódios dramáticos, Mathers afastou-se da Golden Dawn e, em 1900, a Ordem foi dividida em diversos segmentos: Ordem de São Rafael; Stella Matutina; Alfa-Ômega; Luz Interior e Builders of the Adytum.<br />
Portanto, como se pode ver, a Ordem original foi fragmentada, e eu, particularmente, estou tentando de várias formas unificá-la. Apesar de não serem poucos os problemas, coloco-me à disposição das autoridades da Ordem, na Inglaterra, para ser eleito no Brasil, quiçá na América do Sul, como Grão-Mestre da Golden Dawn. Apesar de ter a palavra de vários Mestres que compõem a O.T.O. de que isso é apenas uma questão de tempo, gostaria de manifestar a minha “vontade” (thelema) e farei tudo o que estiver ao meu alcance para reativar a Golden Dawn no Brasil. Que os líderes desses segmentos contem com meu apoio, com minha ombridade, com minha dedicação e, principalmente, com a minha fé.</p>
<p><strong>Santo Anjo Guardião</strong></p>
<p>Não poderia falar sobre Magia sem mencionar AbraMelin e seu texto sagrado, que nos traz uma magia incorruptível dos Santos Anjos. A propósito, ao introduzir o leitor a esta edição brasileira de A Golden Dawn, creio ser fundamental apresentar-lhes os conselhos de Abraham bem Simão a seu filho Lamek, que se encontram na obra <em>Santo Anjo Guardião – A Magia Sagrada de AbraMelim, o Mago</em>, lançado pela Madras Editora:<br />
<em>“Lamek, por que lhe é dado este livro? Porque se leva em consideração sua condição de último filho e, por este livro, conhecerá o que lhe pertence. Quanto a mim, cometeria uma falta grave se o privasse dessa graça de Deus que me foi concedida com tanta liberalidade e profusão.<br />
Neste Primeiro Livro, tratei de evitar explicações demasiadamente abundantes, com a intenção de expor essa ciência venerável e indubitável, cuja verdade sincera e direta não necessita de muitos esclarecimentos e longas exposições.<br />
Bastará que seja obediente a tudo que lhe disser, que seja sincero, bom e realista, para obter um benefício ainda maior do que me irá prometer.<br />
Deus, o único e santo, não concede a todos o talento necessário para poder conhecer e penetrar os altos mistérios da Cabala e da Lei, e, mais ainda, temos de ter consciência e nos contentar com o que o Senhor nos dá, e, se pretendêssemos ir contra a sua vontade divina e voar mais alto do que Ele nos permite, como seu filho Lúcifer, cairíamos, e essa queda seria vergonhosa e fatal.<br />
Por essa razão, é preciso que seja extremamente prudente e compreenda a intenção que tenho ao descrever essa operação e que, levando em conta a sua juventude, não pretendo outra coisa senão animá-lo a empreender a busca dessa Magia Sagrada. A forma de adquiri-la virá logo, com toda a sua perfeição, quando chegar o tempo apropriado para isso.<br />
Depois, tudo que lhe será ensinado será feito por mestres mais elevados que eu e, ainda, pelos Santos Anjos de Deus. Neste mundo ninguém nasce sendo mestre e, por isso mesmo, todos somos obrigados a um aprendizado. Só aprende aquele que estuda e se aplica, e para um homem não pode existir uma referência mais baixa e vergonhosa do que ser chamado de ignorante.”</em><br />
Essa referida edição de Santo Anjo Guardião coloca à disposição do leitor de língua portuguesa uma das mais fascinantes e antigas obras sobre a Magia Sagrada de AbraMelin. A obra é dividida em três livretos. O Livro I traz a autobiografia de Abraão, o Judeu, na qual ele descreve os anos em que procurou a Sagrada Sabedoria e as suas decepções pelo caminho. O Livro II é composto de instruções para a Magia Sagrada, que Abraão afirma ter copiado de próprio punho do original de AbraMelin. Ele também explica sua própria filosofia sobre Magia. E o Livro III é uma coleção de talismãs formados por quadrados mágicos, em cuja prática as pessoas precisam proferir juramento ao dar suas Obrigações. Nela você encontrará as invocações, os sinais, o lugar, as horas e os dias dos diversos anjos. O texto também mostra como conhecer e descobrir o que o futuro nos reserva. Trata-se, portanto, de leitura obrigatória a todo estudante de Ocultismo.</p>
<p><strong>A Obra-prima</strong></p>
<p>Israel Regardie, inglês nascido em 1907, foi atraído pela Teosofia de Madame Blavatsky, pelo Yoga e pela Filosofia Hindu. Fazia parte da Societas Rosicruciana in Anglia e foi  secretário de Aleister Crowley. É graças à sua ousadia que hoje temos acesso a esta obra-prima a respeito da maior Ordem mágika dos últimos tempos.<br />
O lançamento de  A<em> Golden Dawn – A Aurora Dourada </em>em língua portuguesa marca um momento especial da Madras Editora, que está às vésperas de celebrar seus 14 anos de existência, dia 11 de setembro de 2008, e, sem querer ser piegas, um dia após o aniversário de minha mulher, Sônia Veneziani Costa, que me deu todo apoio para incentivar e desenvolver a espiritualidade de uma grande massa, se me permitem denominar assim, de todas as sociedades tidas como “secretas”, mas que, na verdade, são apenas um mistério de toda a existência da vida. Um viva à Humanidade!<br />
Esperamos, com esta obra, oferecer aos nossos leitores um tratado de Magia que lhes proporcione um verdadeiro despertar a cada aurora do dia, enriquecendo ainda mais seus conhecimentos.<br />
Com muito carinho e com muito amor,</p>
<p>Eu Sou Você e Você Sou Eu.<br />
Somos apenas Um.<br />
Eu Sou,<br />
<em><strong>Wagner Veneziani Costa</strong></em></p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<p>ABRAMELIN. Santo Anjo Guardião – A Magia Sagrada de AbraMelin, o Mago. São Paulo: Madras Editora, 2007.<br />
AGRIPPA, Henrique Cornélio. Compilação e notas de Donald Tyson. Os Três Livros de Filosofia Oculta. São Paulo: Madras Editora, 2008.<br />
CICERO, Chic e TABATHA, Sandra. Essencial da Golden Dawn. São Paulo: Madras Editora, 2008.<br />
DEE, John. A Mônada Hieroglífica. São Paulo: Madras Editora, 2004.<br />
FELDMAN, Daniel Hale. Qabalah – O Legado Místico dos Filhos de Abraão. São Paulo: Madras Editora, 2006.<br />
LEET, Leonora. A Kabbalah da Alma. São Paulo: Madras Editora, 2006.<br />
LEVI, Eliphas. A Chave dos Grandes Mistérios. São Paulo: Madras Editora, 2005.<br />
———. Dogma e Ritual de Alta Magia. São Paulo: Madras Editoral 2004.<br />
REGARDIE, Israel. Magia Hermética – A Árvore da Vida. São Paulo: Madras Editora, 2003.<br />
SUSTER, Gerald. John Dee. São Paulo: Madras Editora, 2007.<br />
WESTCOTT, William Winn. Coletânea Hermética. São Paulo: Madras Editora, 2003.<br />
———. Uma Introdução ao Estudo </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.madras.com.br/2008/07/24/a-golden-dawn-a-aurora-dourada/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O PODER DOS CHIFRES</title>
		<link>http://blog.madras.com.br/2008/07/16/o-poder-dos-chifres/</link>
		<comments>http://blog.madras.com.br/2008/07/16/o-poder-dos-chifres/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 13:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
		
		<category>Editor</category>

		<category>O Poder dos Chifres</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.madras.com.br/2008/07/16/o-poder-dos-chifres/</guid>
		<description><![CDATA[Por Wagner Veneziani Costa
Meus Caros,
Recebam os meus mais sinceros votos de Luz, Amor e Paz&#8230;
Antes de começarmos a escrever a pesquisa sobre os &#8220;Chifres&#8221;, é interessante falarmos um pouco sobre Livre-Arbítrio, que nada mais é que a capacidade que o ser humano tem de escolher seu próprio caminho; portanto, é muito importante você respeitar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Wagner Veneziani Costa</em></p>
<p>Meus Caros,<br />
Recebam os meus mais sinceros votos de Luz, Amor e Paz&#8230;</p>
<p>Antes de começarmos a escrever a pesquisa sobre os &#8220;Chifres&#8221;, é interessante falarmos um pouco sobre Livre-Arbítrio, que nada mais é que a capacidade que o ser humano tem de escolher seu próprio caminho; portanto, é muito importante você respeitar os diferentes, você não deve tentar manipular ou interferir no livre-arbítrio dos outros.<br />
Além de muitas outras interpretações que conheceremos, logo abaixo não podemos deixar de mencionar que até hoje, nas Consagrações dos &#8220;Templos&#8221;, em várias Religiões e Sociedades, o chifre é usado&#8230; Algumas colocam sementes dentro dele, que simbolicamente são interpretadas como fonte de Abundância e Prosperidade&#8230;<br />
&#8230;Na Grécia Antiga, conta-se que Zeus, quando nasceu, foi alimentado pelas abelhas, que lhe davam mel, e a cabra Almatéia deu-lhe o leite. O carneiro era consagrado a Zeus e era de seu chifre a famosa “Cornucópia” que derrama os tesouros sobre a Terra, símbolo da prosperidade e da abundância. </p>
<p>O Sagrado Masculino existe também sob muitos nomes, entre eles Pan (Pã), Dionísio, Baco, Quíron, Hermes, Moisés, Baphomet, Amom-Rá, Mitra, Odin, Wotan  e Cernunnos. Ele é uma representação masculina da divindade, e é mais conhecido como o Deus Chifrudo.<br />
Calma! Não é nenhum diabo. Nas civilizações antigas, os chifres eram uma representação de poder e masculinidade. Os chifres sempre foram sinal de algo divino. Na Babilônia, por exemplo, o grau de importância dos deuses era identificado pelo número de chifres atribuído a ele. Os chifres foram incorporados pelo homem quando perceberam que se vestir como animal facilitava a sua aproximação durante a caça.<br />
Inicialmente era um Deus da caça, depois vieram novas atribuições, como a de Deus protetor das florestas, dos animais, da chuva, do vinho, entre muitos outros. É representado pelo Sol.<br />
O Deus Cornífero foi transformado no diabo pelos cristãos, ou melhor, pela Igreja Católica, com o objetivo de acabar com o culto das bruxas na Europa Ocidental. Não havia outra razão. Mesmo muito antes disso, os egípcios já adoravam o Deus do Oculto, do escuro, Amon, que também possuía chifres.<br />
Antes da aparição do Cristianismo, o Deus de Chifres era tido como símbolo de vida, sexualidade, êxtase e liberdade.<br />
Muitas deidades pagãs foram adaptadas pelo Cristianismo.<br />
O Deus representa tudo que é livre, é o caçador que representa inovação, vitalidade, força e fertilidade.</p>
<p>Aspectos da vida relacionados ao Deus Cornífero:</p>
<p>- Atrair coragem, garra e vigor;<br />
- Trazer fertilidade e gravidez;<br />
- Livrar-se do estresse;<br />
- Atrair o vigor sexual;<br />
- Aumentar a percepção e os instintos;<br />
- Resolver problemas difíceis;<br />
- Estabilizar situações;<br />
- Atrair prosperidade e riqueza;<br />
- Buscar a razão;<br />
- Invocar os poderes da fartura e da prosperidade.</p>
<p>Hoje em dia, os chifres são vistos como símbolos da traição, do &#8220;babaca&#8221;&#8230;<br />
Ninguém sabe o motivo. Aliás, a grande variedade de teorias já levantadas a respeito só vem confirmar o mistério dessa modificação no significado atribuído aos chifres, a partir da Idade Média européia. Antes disso, os cornos não eram o símbolo da pessoa que é traída pelo(a) parceiro(a), mas representavam energia, comando e potência sexual: todos os sátiros da mitologia tinham chifres, e os guerreiros vikings, bem como os gauleses da aldeia de Asterix, portavam-nos orgulhosamente em seus capacetes. Ovídio, no Canto XV das Metamorfoses, descreve, sem a menor ironia, o episódio em que Cipus, o famoso pretor romano, acorda certo dia com um portentoso par de cornos na cabeça, simbolizando o glorioso papel que desempenharia no futuro de Roma – história que não poderia ter sido narrada por um escritor medieval ou renascentista sem um inevitável sentido burlesco (fico só imaginando o efeito que esta passagem de Ovídio teria no meu tempo de ginásio, em que desatávamos a rir maldosamente só porque mencionavam a Cornualha, na Inglaterra, ou as famosas jóias de Cornélia &#8230;). Além de símbolo da força, os chifres eram – e são, até hoje – considerados uma poderosa defesa contra o mau-olhado e a feitiçaria, seja na sua forma córnea natural, seja no conhecido sinal que se faz com a mão fechada, deixando o indicador e o mindinho estendidos.<br />
O certo é que, num dado momento, por motivos inexplicáveis, estabeleceu-se uma associação entre a traição e os chifres. Todas as hipóteses conhecidas são fantasiosas ou vagas demais, ou localizadas demais para justificar a difusão desse símbolo por todos os países do Ocidente, pois mesmo na Inglaterra e na França, em que o marido traído é associado, por razões também obscuras, ao pássaro cuco – cuckold (ing.) e cocu (fr.) –, os chifres estão lá, ornando a testa de todos os infelizes que foram minotaurizados. Voltaire, por exemplo, sustentava que o costume viria dos gregos, que chamavam de &#8220;bode&#8221; ao marido traído pela mulher (segundo ele, a cabra, na cultura grega, era o símbolo da fêmea dissoluta); no entanto, se isso fosse verdade, os romanos, que herdaram e absorveram a cultura grega, teriam conservado a tradição – coisa que não ocorreu, como bem demonstra o texto das Metamorfoses . Outros preferem buscar a explicação no brumoso passado dos celtas; das inúmeras versões, a mais conhecida envolve Cernunos, um dos principais deuses gauleses, que presidia a vinda da primavera, representada por um ancião com a cabeça enfeitada por chifres de veado. Segundo a lenda, ele vive embaixo da terra, mas sempre que sua mulher o engana – o que ela parece fazer regularmente, todos os anos – ele sobe à superfície, trazendo consigo o fim do inverno. Os antropólogos, por sua vez, lembram que, em muitas aldeias da Europa primitiva, a comunidade costumava humilhar o marido cuja mulher desse à luz um filho de outro homem, obrigando-o a desfilar com a cabeça ornada por chifres de boi ou de cervo – mas não explicam por que escolhiam o chifre, e não o rabo, ou o casco, ou a pele do animal, o que teria nos dado rabudos, cascudos e peludos, em lugar de cornudos.<br />
Uma versão literária atribui a origem deste símbolo ao relato que Geoffrey de Monmouth faz em sua obra A Vida de Merlin (1148): &#8220;O famoso mago Merlin retirou-se para a solidão da floresta, insinuando à sua mulher Gwendolina que não se importaria muito se ela casasse de novo, desde que ele não fosse obrigado a conhecer o felizardo. Um dia, no entanto, os astros lhe informam que o casamento dela está próximo e ele se dirige ao seu antigo palácio, montado num cervo, acompanhado de muitos outros animais selvagens, para levar-lhe o seu presente de bodas. Ao chegar lá, sua ex-mulher e o namorado estão em uma das janelas da torre e riem muito da estranha comitiva de Merlin, o qual, furioso, arranca os cornos de um cervo e arremessa-os contra o pretendente, matando-o instantaneamente e fazendo-o descer ao mundo dos mortos com uma bela galhada na testa&#8221;.<br />
Esta, a meu ver, é a menos provável, pois acaba colocando os cornos no traidor, não no traído.<br />
Vamos nos aprofundar um pouco mais na pesquisa e veremos que os chifres eram um símbolo de Poder.<br />
Começaremos pelas Sagradas Escrituras:</p>
<p>Não podemos deixar de citar que o &#8220;Cordeiro&#8221; possui chifres, e vemos na tabela acima que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, e por Ele foi sacrificado.</p>
<p><em><strong>Os dois chifres pequenos</strong></em></p>
<p>Tanto em Daniel 7 como em Daniel 8, o poder de um pequeno chifre se torna proeminente. Uma comparação de suas características mostra não apenas que são o mesmo poder, mas ajuda a fortalecer nossa posição sobre quem é ele. Foram dadas muitas informações sobre esses pequenos chifres, mais detalhes sobre eles do que sobre qualquer dos outros reinos. Isso deve significar duas coisas: primeiro, obviamente, esses pequenos chifres simbolizam um poder importante na história profética do mundo e, segundo, que Deus quer que saibamos com certeza que poder eles representam.<br />
Seguem abaixo as semelhanças entre os dois chifres pequenos. Ao estudar essas características e semelhanças, pense como essas características ajudam a confirmar nossa interpretação desse poder:</p>
<p>1. São representados pelo mesmo símbolo, um chifre (Dan. 7:8 e 20; 8:9).<br />
2. São poderes perseguidores (Dan. 7:21 e 25; 8:10 e 24).<br />
3. Ambos são arrogantes e blasfemos (Dan. 7:8, 20 e 25; 8:10, 11 e 25).<br />
4. Têm como alvo o povo de Deus (Dan. 7:25; 8:24).<br />
5. Têm aspectos de sua atividade determinados por tempo profético (Dan. 7:25; 8:13 e 14).<br />
6. Existem até o tempo do fim (Dan. 7:25 e 26; 8:17 e 19).<br />
7. Serão destruídos por uma força sobrenatural (Dan. 7:11 e 26; 8:25).<br />
Quando você tem dois poderes representados pelo mesmo símbolo profético e que executam as mesmas ações básicas no mesmo período no fluxo das visões, parece mais do que óbvio que se trata do mesmo poder. Considerando, também, as descrições desse poder, o ônus da prova recai fortemente sobre os que interpretam esse poder como alguma coisa que não seja Roma.</p>
<p><em><strong>O Deus Cornífero na Wicca</strong></em><br />
O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente, é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para se começar o ritual. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.<br />
Ele nasce da Deusa, como seu complemento, e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e do otimismo. Ele é a força do Sol e, da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.<br />
Segundo os mitos pagãos, o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor, a Deusa engravida e, quando chega o inverno, o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá à luz. Esse mito contém em si os próprios ciclos da natureza, em que no verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.<br />
Para a maioria, pode aparentar algo meio incestuoso, quando se afirma que o Cornífero é filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos, onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso, o simbolismo do mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe, inclusive o próprio Deus; por isso, para Ela, Ele deve voltar.<br />
O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, a vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso, a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância; por isso, eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.<br />
Com a crescimento do Cristianismo e com a intensão do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e, na atualidade, resgatar o status desse importante Deus torna-se bastante difícil.<br />
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção e a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que nos desperta para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.<br />
Ainda hoje existe muita confusão acerca da Bruxaria, e isto se deve à Igreja Medieval, que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.<br />
O culto à Deusa Mãe e ao Deus Conífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do Catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.<br />
A Arte Wiccaniana remonta aos homens das cavernas, e, para entendermos por que uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos, temos de pensar como nossos antepassados.<br />
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos os animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial, uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.<br />
Quando o homem saía em busca de caça, ao retornar à sua tribo, colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele, todo clã seria nutrido, ele era o “Rei”. O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.<br />
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.<br />
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto, como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda os associam.<br />
O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na Terra.<br />
A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo.<br />
Aprendemos o significado de alguns símbolos importantes e o apresentamos aqui: </p>
<p>A besta: representa reinos<br />
Os chifres: símbolo de reis, poder, autoridade<br />
O mar: mar, ou água, representa multidão, pessoas<br />
Os ventos: um símbolo de guerra e contenda<br />
O dia:  representa um ano literal<br />
As asas: representa grande velocidade de conquista </p>
<p><em><strong>Na Astrologia </strong></em><br />
Na Astrologia, o chifre pode ter uma conotação fálica, de potência viril, de força e de iniciação; no entanto, está relacionado também a uma das fases da Lua, tanto que as Deusas da Lua costumavam ser representadas por pequenos chifres, e os animais com chifres eram associados à Lua.</p>
<p>Existem alguns trabalhos meus em que cito o poder dos chifres em alguns Deuses; pediria aos leitores deste artigo que visitassem o meu blog: www.blog.madras.com.br e lessem os textos referentes (O Deus Pã; Baphomet; Moisés; A Deusa Ísis).</p>
<p>Daniel Pelizzari diz que Wicca é uma palavra do inglês arcaico que quer dizer &#8220;bruxo&#8221; (plural: wicce). Há quem diga que seu significado é &#8220;sábio&#8221;, mas isso não corresponde à verdade.<br />
E prossegue, afirmando que a palavra tem sua origem na raiz indo-européia wikk-, significando &#8220;magia&#8221;, &#8220;feitiçaria&#8221;. O nome Wicca é o mais usado para denominar essa religião. Ela também é conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga Religião e Arte dos Sábios, ou simplesmente, a Arte.<br />
Um dos primeiros e, seguramente, o mais importante Deus primitivo a surgir foi o Deus de Chifres.<br />
Alguns membros do clã iniciaram a prática de atividades de caráter mágico-religioso, compostas por um elemento religioso (esboços de rituais e mitos dedicados à adoração do Deus de Chifres, forças da natureza e espíritos dos antepassados) e por um elemento mágico (práticas que tentavam atrair a benevolência dessas divindades e espíritos, a fim de manipulá-los para interesses práticos do clã). Nesse momento, estava se delineando algo que se assemelhava muito, grosso modo,  a uma classe sacerdotal. Esses &#8220;sacerdotes&#8221; realizavam ritos do que hoje é denominado magia simpática, ou seja, práticas baseadas na atração dos semelhantes. Pintavam-se cenas de membros do clã vencendo e abatendo animais cobiçados, para garantir o sucesso da próxima caçada. Miniaturas desses mesmos animais eram confeccionadas, em osso, chifre ou barro, e então simulava-se sua caça e abate. Esses ritos eram freqüentemente dirigidos por um desses &#8220;sacerdotes&#8221;, geralmente usando a primeira de todas as túnicas: peles de animais e uma máscara dotada de chifres.<br />
Em Trois Frères, na França, existe uma pintura de 12 mil anos, conhecida como Le Sorcière (&#8221;O Feiticeiro&#8221;). É a figura de um homem vestido de peles, com cauda e chifres de cervo. À sua volta, paredes cobertas por pinturas de animais em caçadas. A seus pés, uma saliência na rocha, constituindo um altar. Mas as caçadas não eram a única coisa que fazia o clã sobreviver. Havia um Mistério: o da fertilidade. O clã precisava continuar. De tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia, e, ao fim de algumas luas, delas surgia um novo membro da tribo, pequeno, mas que crescia com o passar do tempo. Os animais também tinham filhotes, e isso garantia o alimento das futuras gerações. A chave de todo esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que, se já não bastasse ser a única responsável pela continuação da tribo (ainda não havia a consciência da participação do homem na reprodução), também alimentava as crianças com leite de seu próprio corpo. Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim não morria.<br />
Todas essas constatações deram origem ao surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe. Figuras pré-históricas dessa Deusa são incontáveis. Uma das mais famosas é a Vênus de Willendorf: seu corpo parece uma grande massa disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma proeminente barriga grávida. Ela não tem pés nem braços, e seu rosto está coberto. Essas características são comuns a várias outras &#8220;Vênus&#8221; pré-históricas, e se devem à ênfase que o ser humano primitivo dava ao aspecto de fertilidade da mulher.<br />
A Deusa era a Grande Mãe Natureza, fonte de toda a vida. Com o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na reprodução, e o aspecto de fertilizador passou a ser mais um dos atributos do Deus de Chifres. Ele se tornou filho da Deusa, pois dela era nascido, e também seu amante, pois a fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir dessa concepção, novos ritos foram adicionados às práticas mágico-religiosas, em que se esculpiam ou pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o clã entregava-se ao ato sexual, após ter recebido a graça dos Deuses.<br />
No período Neolítico, o ser humano desenvolveu a agricultura, e começou a formar aldeias e povoados. Com a descoberta das técnicas de plantio, a Deusa assumiu maior importância, passando a acumular também o aspecto de guardiã da colheita. O Deus de Chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre Deus das Florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o homem adquiriu a noção das estações do ano, esboçaram-se as primeiras idéias sobre a Roda do Ano.<br />
Havia um período quente e fértil, quando se realizavam as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Nesse período, reinava a Deusa. Depois as folhas secavam e caíam, e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender da caça para sobreviver, pois não podia viver só dos alimentos armazenados. Quem regia esse período era o Deus das Caçadas, que também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte (nessa época nasceram também os primeiros conceitos sobre a vida após a morte). Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa ao mundo subterrâneo que, séculos mais tarde, tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e na Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar.<br />
As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos, e novos aspectos dos Deuses foram descobertos. Cultos religiosos se estruturaram, centrados nos ciclos de nascimento, morte e renascimento da natureza. O tempo da plantação e o tempo da colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como o período do recolhimento do gado e a época de sua liberação ao pasto. Nessas datas, juntamente com as de mudanças de estação, realizavam-se encenações de mitos nos quais um Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da antiga colheita e o nascimento de uma nova.<br />
Esses cultos possibilitaram o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar representantes como os druidas, sacerdotes celtas que encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e integração com a natureza. Sua erudição era admirável, e acumulavam funções como a de legisladores, médicos, poetas, bardos e guardiões da tradição oral. Na Grécia Antiga, floresceram os Cultos de Mistério, dos quais se devem destacar os Ritos de Elêusis e os Mistérios Órficos. Também foram de grande importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em mente que essas são linhas gerais do início da Bruxaria, que se confunde com o surgimento das primeiras manifestações religiosas humanas.<br />
O que foi relatado acima aconteceu em épocas diferentes, nos mais variados lugares. É verdade que nem tudo ocorreu exatamente da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas civilizações, na Europa ainda se vivia de caça e coleta. Mas o que impressiona e é importante não são as diferenças, e sim as semelhanças dos primeiros esboços de religião.</p>
<p><em><strong>No Judaismo</strong></em><br />
Faz parte da cultura hebraica a lenda do “Bode Expiatório”. Esse bode, deixado só na natureza selvagem, é tido como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação, à época do Templo de Jerusalém.<br />
Dois bodes eram levados juntos com um touro ao lugar de sacrifício, como parte das cerimônias. No templo, os sacerdotes sorteavam ao azar um dos dois bodes. Um era queimado em holocausto no altar de sacrifício. O segundo, tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote punha suas mãos sobre a cabeça do animal e confessava, baixinho, aos seus ouvidos, os pecados do povo de Israel.<br />
Posteriormente, o bode era deixado ao relento na natureza selvagem, levando consigo os pecados de toda a gente, para ser reclamado pelo anjo caído Azazel.<br />
Portanto, o “Bode Expiatório” é nada mais nada menos do que a representação daquele que carrega os pecados do povo e o redime com o sacrifício da própria vida. Essa lenda pode ser interpretada como uma prefiguração simbólica do auto-sacrifício de Jesus, que chama a si os pecados da humanidade, é expulso da cidade sob ordem dos sacerdotes, e é sacrificado no Gólgota. Por sinal, a expressão Gólgota em grego significa: Κρανιου Τοπος (Kraniou Topos, isto é: o topo do crânio).<br />
Sobre a cabeça dos bovídeos encontram-se os chifres. No topo do crânio dos humanos, encontra-se a fontanela ou moleira, o principal ponto de contato do homem com a energia cósmica que permeia todo o Universo.<br />
O shofar é considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos. Somente a flauta do pastor, chamada Ugav, na Bíblia se iguala em idade segundo algumas opiniões, mas a flauta não tem função em serviços religiosos em nossos dias. Embora o shofar seja um símbolo tipicamente judaico, sua mensagem tem um caráter universal. Como explicava o grande filósofo Maimônides, o toque do shofar é um &#8220;despertador espiritual&#8221;, um chamado à introspecção e à ação: &#8220;Acordem do seu sono, vocês que estão dormindo! Reexaminem seus atos. Lembrem-se de Deus e retornem a Ele”. O shofar nos desperta do nosso sono espiritual profundo e nos incita a incorporarmos em nosso cotidiano os verdadeiros e eternos valores morais deixados por Deus.<br />
Todos nós conhecemos a função do sacerdote, que era oficiar diante de Deus. Mas poucos de nós conhecemos a função do shofar. Em nossas traduções da Bíblia, essa palavra vem traduzida como &#8220;trombeta&#8221; e, às vezes, &#8220;buzina&#8221;; porém a tradução correta seria &#8220;chifre de carneiro”, pois o shofar é na realidade um chifre de carneiro usado como um instrumento de sopro. O shofar é feito de um chifre de animal casher (considerado limpo). Qualquer chifre pode ser usado para o shofar, exceto o da vaca ou o do touro, pois esses chifres são chamados em hebraico de &#8220;keren&#8221; e não de shofar, e também porque seu chifre poderia ser um lembrete do Bezerro de Ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egito. A palavra shofar aparece 72 vezes na Tanach (Velho Testamento), o shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro, porém, para os judeus, o shofar não é um instrumento &#8220;musical&#8221;; não é usado por prazer ou divertimento; é considerado sagrado, quase como uma voz celestial.<br />
No Livro dos Números, o shofar é citado como parte do ritual de Rosh Hashaná (o Ano-Novo judaico): &#8220;No primeiro dia do sétimo mês (&#8230;) será tocado o shofar”. Utiliza-se especificamente um chifre de carneiro, em lembrança do episódio da Akedá (episódio da amarração de Isaque para o sacrifício de Abraão), quando Deus determinou que um carneiro fosse sacrificado no lugar de Isaac. Nesse contexto, o shofar representa a misericórdia do Criador para com os homens.<br />
O shofar, como já vimos, é um chifre de carneiro que é tocado em ocasiões especiais e com finalidades especiais. A forma de como ele é tocado também anuncia algo especial. Mas, o mais interessante é que o shofar é feito de chifre de carneiro. E o carneiro na verdade é um cordeiro que já amadureceu (atingiu a idade adulta)! Então, esse instrumento é feito de um animal já pronto, maduro, mostrando-nos que os anúncios, proclamações e decretos do Eterno são feitos a partir de algo (ou alguém) maduro, pronto para tal ato; também são feitos na plenitude dos tempos, ou seja, só no tempo certo! Nada acontece antes ou depois da hora determinada pelo Senhor!<br />
Algo que devemos levar em consideração é que, para se obter um shofar, deveria haver o sacrifício de um cordeiro ou carneiro. Na simbologia profética do shofar, temos uma incrível transparência no plano de salvação do Eterno para a humanidade, pois Cristo foi enviado como cordeiro para estabelecer um reino universal no planeta; segundo as escrituras, chifres representam reinos ou reis. “Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia. Mas o bode peludo é o rei da Grécia, e o chifre grande que tinha entre os seus olhos é o primeiro rei” (Dan. 8: 20-21). A morte do cordeiro de Deus trouxe aos homens a promessa de um verdadeiro reino de paz na Terra, Ele (Yeshua), como rei universal, se tornou o shofar de Israel em seus dias; bradando e convocando o povo corrompido a se voltarem em unidade e santidade para o seu Deus, aqui Ele vem na simbologia do shofar representado como o “Melech Ysrael”, rei de Israel. O shofar é um instrumento de sopro, portanto alguém deve soprá-lo para que ele produza seu som; os primeiros toques do shofar profético Yeshua soprado pelo Eterno convocaram uma comitiva de 12 homens em Israel e, subitamente, várias outras pessoas que após receberem o sopro de Deus no Pentecostes (At. 2: 1-2), que veio como um vento impetuoso e encheu a casa onde estavam, também se tornaram shofares de Deus e bradaram em Israel e nas nações gentílicas anunciando o reino de Deus e convocando os seres humanos a despertarem do sono espiritual e se voltarem para o Deus soberano.<br />
Que incrível, a morte do cordeiro de Deus não somente trouxe um reino universal à Terra, mas também criou um exército de shofares (chifres) chamado de “Reis e Sacerdotes” (Ap. 5: 10-1; 6: 20-6), e mesmo nos nossos dias, os shofares de Deus continuam sendo tocados pelo sopro do Espírito Santo convocando os homens para se reunirem perante o Eterno.<br />
No Velho Testamento há citações de chifres como símbolo de poder divino. Em Deuteronômio está escrito: 33: &#8220;Esta é a bênção que deu Moisés homem de Deus aos filhos de Israel antes de sua morte.&#8221; (&#8230;) 13: &#8220;Disse também a José (&#8230;) 17: A sua formosura é como a do primogênito do touro; os seus cornos são como os cornos do rinoceronte: com eles levantarás ao ar todas as gentes&#8230;&#8221; A própria figura do profeta Moisés é retratada com chifres após receber as Tábuas da Lei. Da mesma forma Jesus, enquanto o Cristo, a Virgem Maria e os santos do Catolicismo também são mostrados ostentando uma aura.<br />
Do mesmo modo, é grande o número de lendas e mitos em quase todas as religiões antigas em que aparecem efígies de Deuses adornados por chifres, como Ísis, a Deusa do Egito, e Odin ou Wotan, o maior dos Deuses vikings, que era o Deus da Sabedoria e governante de Asgard.</p>
<p><em><strong>Em outras culturas milenares</strong></em><br />
No Egito, acreditava-se na união do homem com o animal. Os animais, domesticados ou selvagens, eram dotados de poderes divinos. Tanto que seus grandes Deuses fundiam sua imagem com a dos animais. Amon-Rá é representado com a cabeça de carneiro e corpo de homem; assim, o carneiro era considerado sagrado para os egípcios. O animal mais celebrado do Egito era o touro Ápis, a reencarnação do Deus Ptah, e depois foi associado a Osíris. Hórus, Deus do céu e da beleza, é visto nos relevos como corpo de homem e cabeça de falcão. Anúbis, o Deus da morte, era representado por um homem com cabeça de chacal.<br />
Ísis, a Deusa lunar, era representada com cabeça de íbis; também é simbolizada pelo rosto coberto com um véu. Osíris, Deus dos mortos e da fertilidade, ressuscitou como um lobo, para ajudar Ísis e Hórus a combaterem Seth. Seth, corpo de homem com um animal semelhante a um cachorro (ou bode), no início era um Deus benéfico, mas com o tempo foi considerado a personificação do mal, comandava os trovões e as tempestades.<br />
Hathor, Deusa do amor e &#8220;senhora do céu&#8221;, &#8220;alma das árvores&#8221;, ama-de-leite de Hórus, a vaca Hátor aparece com freqüência nos mitos. É uma deusa benevolente, adorada em várias regiões, principalmente em seu templo de Dendera. Vaca tranqüila que geralmente personifica o olho de Rá. Usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. Deusa do céu e das mulheres, nutriz de Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música, mas também das necrópoles. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca.<br />
Uma cerimônia religiosa, descrita por Platão, conta que os reis, só com cajados e redes, caçavam um touro sagrado e ofereciam a Posêidon. No sacrifício, o sangue do animal podia conjurar o deus e exorcizar os mortos. O sangue era coletado num vaso que tinha a forma de um touro. Os chifres de vaca são símbolos da Lua, e o touro, com sua força procriadora, simboliza a fertilidade. Era um animal sagrado não só na Grécia, mas na Mesopotâmia, no Egito, na Índia e em Roma.<br />
O mito do Minotauro conta que Posêidon, deus do mar, enviou a minos, rei de Creta, um touro branco para ser sacrificado em sua honra, mas o rei, encantado com a beleza do animal, guardou-o para si. Posêidon, indignado, despertou na rainha Pasífae uma paixão doentia pelo touro e, dessa união, nasceu Minotauro, um ser com corpo de homem e cabeça de touro.<br />
Em algumas partes da Grécia, Posêidon era Hippios, Deus dos cavalos, o protetor dos centauros. O mito do centauro, meio homem, meio cavalo, tem em Quiron o personagem mais conhecido, o professor da Medicina e da Astronomia. Zeus o imortaliza na constelação de Centauro.<br />
Outro mito importante era Pégaso, o cavalo alado, representando o lado natural e instintivo. Os sátiros eram criaturas representadas por um homem com orelhas, chifres, cauda e pernas de bode. O mais famoso era Pã. Pã, nome que significa “tudo”, era o Deus da caça, dos pastores e do rebanho. Numa das versões da mitologia grega, Pã se transformou em carneiro branco para seduzir a Deusa lunar Selene.<br />
Na Índia, são adorados o touro, o leão, a serpente e o elefante. A vaca na Índia é até hoje sagrada. É a mãe de milhares de hindus. A proteção da vaca é um presente do Hinduísmo para o mundo. Ligados a um dos principais Deuses do Hinduísmo, Vishnu, o mais alto criador do Universo, estão Naga e Garuda, serpente e pássaro, que conservam e protegem o mundo.<br />
Em sua primeira encarnação, Vishnu era Matsya, o Grande Peixe que salva a humanidade do dilúvio (semelhante a Noé ), que conduzia um barco com todos os animais da Terra, levando-o a terra firme. Kurma foi a segunda encarnação de Vishnu, a Tartaruga; a terceira foi Vraha, o javali; e na quarta, Narsingh, metade homem, metade leão.<br />
Para os hindus, os elefantes eram criaturas extraterrenas. Brahma, o eterno, pegou metades do ovo do pássaro solar Garuda em suas mãos e cantou sete canções sagradas, que deram origens aos elefantes.<br />
A Vaca está associada à Terra e à Lua; numerosas Deusas lunares têm chifres de vaca. Como símbolo da mãe, corresponde à Deusa primogênita Neith, primeira substância úmida e dotada de certas características andróginas, ou melhor, ginandras. No Egito é, assim, associada à idéia de calor vital.<br />
Na Índia, encontramos a Vach, o aspecto feminino de Brahma, também chamada de Vaca Melodiosa ou Vaca da Abundância. O primeiro título deriva da idéia da criação do mundo por meio do som; o segundo, obviamente, relaciona-se com sua função de sustentar o mundo, já que seu leite é a poeira das galáxias.<br />
Vemos nisso tudo a mesma idéia do céu como touro fecundador, mas com inversão e sexo; ambos, porém, são aspectos ativo e passivo das forças geradoras do Universo.<br />
Bem antes de terminar quero esclarecer que para mim em particular o Diabo, Satã nada mais são que a nossa pura ignorância&#8230; Vamos combatê-la! </p>
<p>Eu Sou apenas o que sou&#8230;<br />
Wagner Veneziani Costa</p>
<p>Bibliografia:<br />
O Deus Pã – Wagner Veneziani Costa – artigo. www.blog.madras.com.br<br />
http://blog.madras.com.br/2007/05/22/o-deus-pan/<br />
http://blog.madras.com.br/2006/09/04/<br />
http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1187815981It008<br />
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolos_b%C3%ADblicos<br />
www.sualingua.com.br/02/02_cornudo.htm - 24k -<br />
http://deusesemitos.blogspot.com/2007/12/o-deus-cornforo.html<br />
http://www.atmosferasombria.org/<br />
http://fatosemitos.blogspot.com/2008/02/simbologia-do-chifre.html<br />
Daniel Pellizzari</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.madras.com.br/2008/07/16/o-poder-dos-chifres/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>São João e a Tradição Maçônica</title>
		<link>http://blog.madras.com.br/2008/06/02/sao-joao-e-a-tradicao-maconica-2/</link>
		<comments>http://blog.madras.com.br/2008/06/02/sao-joao-e-a-tradicao-maconica-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 13:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
		
		<category>Editor</category>

		<category>São João e a Tradição Maçônica</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.madras.com.br/2008/06/02/sao-joao-e-a-tradicao-maconica-2/</guid>
		<description><![CDATA[
por Wagner Veneziani Costa*
Na mesma data em que se comemora o solstício de verão, 24 de junho, no Hemisfério Norte, dia de São João Batista, estamos comemorando aqui, o solstício de inverno. Recordemos as festas juninas (São João). No dia 25 de dezembro, comemoramos o solstício de verão e, no Hemisfério Norte, o solstício de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
por Wagner Veneziani Costa</strong>*</p>
<p>Na mesma data em que se comemora o solstício de verão, 24 de junho, no Hemisfério Norte, dia de São João Batista, estamos comemorando aqui, o solstício de inverno. Recordemos as festas juninas (São João). No dia 25 de dezembro, comemoramos o solstício de verão e, no Hemisfério Norte, o solstício de inverno. É a data do nascimento de Avatares como: Krishna, Mitra, Hórus, Buda e Jesus Cristo, todos considerados grandes Sóis (Deuses).<br />
Escavando profundamente alguns trabalhos publicados, descobre-se a evidência de que a personalidade de Jesus está totalmente baseada em mitos e heróis muito mais antigos em torno do globo. Algumas provas disso estão na semelhança com a história, por exemplo, de Krishna, Buda, Hórus e Mitra; vejamos:<br />
<strong>Krishna:</strong> Nasceu de uma virgem, Devaki;<br />
É chamado de o Pastor de Deus, a Suprema Consciência;<br />
É a segunda pessoa da Trindade;<br />
Executava milagres;<br />
Foi perseguido por um tirano em sua infância;<br />
Subiu ao Céu.</p>
<p><strong>Buda: </strong>Nasceu também de uma virgem, Maya;<br />
É chamado de Pastor Bom;<br />
Executava milagres;<br />
Atingiu a Iluminação.</p>
<p><strong>Hórus: </strong>Nasceu de uma virgem, no dia 25 de dezembro;<br />
É considerado o Messias, a Luz e a Verdade;<br />
É chamado de Pastor Bom e de KRST — O Filho Ungido de Deus;<br />
Executava milagres;<br />
Tinha 12 discípulos;<br />
Foi enterrado e, no terceiro dia, ressuscitou um homem.</p>
<p><strong>Mitra:</strong> Nasceu de uma virgem, também em 25 de dezembro;<br />
Era chamado de Mestre e de o Pastor Bom;<br />
Era considerado a Verdade, a Luz, o Redentor, o Salvador, o Messias;<br />
Era identificado com o Leão e o Cordeiro;<br />
Executava milagres;<br />
Teve 12 discípulos;<br />
Também ressuscitou após o terceiro dia;<br />
Seu dia era o Domingo (dia do Senhor).</p>
<p>É óbvio que, se quiséssemos, descreveríamos muito mais detalhes acerca desses mitos, comparando-os com a vida de Jesus Cristo, mas isso é apenas uma pequena prova de como foi e é criado um mito e de como a história pode ter sido corrompida por interesses daqueles que dominavam o povo e o Estado.</p>
<p>Agora, percebam que quem trouxe a Maçonaria para o Hemisfério Sul, não se preocupou com isso. Simplesmente copiou seus Templos com as mesmas características, esquecendo-se de “inverter as posições” de suas “estrelas”, seus “planetas” e também o altar de nossas Dignidades.<br />
A Terra faz um movimento de translação ao redor do Sol em uma órbita plana, quase redonda, com período definido de um ano. Enquanto isso, ela gira em torno de si mesma, originando os dias. O equinócio (Do latim: aequinoctiu = noite igual; aequale = igual + nocte = noite) é o ponto da órbita da Terra onde a duração do dia e da noite são iguais. É o dia a partir do qual, os dias ou as noites começam a crescer (respectivamente primavera e outono), até que se chegue ao solstício (Do latim: solstitiu = Sol Parado), que é o ponto da órbita da Terra onde existe a maior disparidade entre a duração do dia e da noite. Os solstícios são, então, o dia e a noite mais longos do ano (no verão e inverno, respectivamente).<br />
Iniciando então no solstício de inverno (noite mais longa do ano), é a partir dessa data que os dias começam a crescer, até que se alcance uma igualdade entre o dia e a noite (equinócio de primavera), e continua até o ápice do dia no solstício de verão (dia mais longo do ano), data a partir da qual os dias diminuirão até que, mais uma vez, a igualdade se faça presente entre dia e noite (equinócio de outono), seguindo, novamente, para o solstício de inverno, onde começamos nossa explicação, em um ciclo perpétuo.<br />
Durante o intervalo de um ano temos dois solstícios e dois equinócios. Desse modo é possível dividir o intervalo de um ano em quatro períodos, a saber: Primavera, Verão, Outono e Inverno. Esses períodos são chamados de estações do ano. As estações do ano são conseqüência das variações da inclinação do eixo da Terra, girando em sua órbita elíptica em torno do Sol. Não tem a ver com a distância da Terra ao Sol.<br />
O solstício deve ser comemorado com “ágapes solsticiais”. Isso não significa se reunir para comer ou beber, mas sim para compartilhar, agradecer e unir energias a serviço do “Mais Elevado” e da ajuda à humanidade. E por esse motivo, compartilhar uma comida simples.<br />
O historiador José Castellani, explica: “Por herança recebida dos membros das organizações de ofício, que, tradicionalmente, costumavam comemorar os solstícios, essa prática chegou à Maçonaria moderna, mas já temperada pela influência da Igreja sobre as corporações operativas. Como as datas dos solstícios são 21 de junho e 21 de dezembro, muito próximas das datas comemorativas de São João Batista, 24 de junho, e de São João Evangelista, 27 de dezembro, elas acabaram por se confundir com estas, entre os operativos, chegando à atualidade. Hoje, a posse dos Grão-Mestres das Obediências e dos Veneráveis Mestres das Lojas realiza-se a 24 de junho, ou em data bem próxima; e não se pode esquecer que a primeira Obediência maçônica do mundo foi fundada em 1717, no dia de São João Batista.<br />
Graças a isso, muitas corporações, embora houvesse um santo protetor para cada um desses grupos profissionais, acabaram adotando os dois São João como padroeiros, fazendo chegar esse hábito à moderna Maçonaria, onde existem, segundo a maioria dos ritos, as Lojas de São João, que abrem os seus trabalhos (à glória do Grande Arquiteto do Universo Deus e em honra a S. João, nosso padroeiro), englobando, aí, os dois santos.<br />
No templo maçônico, essas datas solsticiais estão representadas num símbolo, que é o Círculo entre Paralelas Verticais e Tangenciais. Este significa que o Sol não transpõe os trópicos, o que sugere, ao maçom, que a consciência religiosa do Homem é inviolável; as paralelas representam os trópicos de Câncer e de Capricórnio e os dois S. João.<br />
Tradicionalmente, por meio da noção de porta estreita, como dificuldade de ingresso, o maçom evoca as portas solsticiais, estreito