Archive for janeiro, 2010

18 jan

LOST E A FILOSOFIA

por Wagner Veneziani Costa

Lost começa com o acidente de um avião que saiu de Sydney com destino a Los Angeles e caiu numa misteriosa ilha tropical em algum lugar do Oceano Pacífico.

Os sobreviventes deverão trabalhar juntos contra as cruéis condições climáticas, as dificuldades do terreno e a convivência em grupo se quiserem permanecer vivos.

Mas a ilha também tem muitos segredos, como o constante barulho das misteriosas criaturas na floresta, o que os aterroriza. Felizmente, graças à calma e inteligência do líder Jack, eles têm esperança de sobreviverem na ilha.

Sucesso de crítica e público, Lost teve uma média 15,5 milhões de espectadores por episódio durante todo o seu primeiro ano de exibição e garantindo vários prêmios da indústria audiovisual, incluindo o Award Emmy para melhor série televisiva na categoria drama em 2005, melhor série americana importada na Academia Britânica de Prêmios Televisivos também em 2005 e o Globo de Ouro por melhor drama em 2006.

A série foi logo agregada à cultura pop americana, por ser um fenômeno que encanta cada vez mais espectadores e mídias externas, como comerciais, revistas em quadrinhos, webcomics, revistas de humor e canções populares. Todo o Universo fictício da série foi explorado também através de novelas e de jogos de realidade alternativa, com o Lost Experience e o Find 815.

Em maio de 2007 foi anunciado que Lost continuará com uma quarta, quinta e sexta temporada, concluindo com 117 episódios produzidos até Maio de 2010. As três próximas temporadas consistirão de apenas 16 episódios, exibidos semanalmente sem interrupções ou reprises. A quarta temporada estreou no dia 31 de janeiro de 2008 nos Estados Unidos e Canadá, movida das quartas para as quintas-feiras, às 21 horas.

Vamos entrar em Lost através da Filosofia…

Bem, vamos imaginar que se você estivesse naquele avião, o que você faria?

Será que você é a pessoa que afirma ser?

Você gosta de quem você é?

Já tentou imaginar que de uma hora pra outra você pode desencarnar?

Será que você seria exatamente isso que é?

Como você lidaria com situações diferentes, alteradas?

Qual personagem você seria agora?

Apague a luz, agora. O que você vê?

O que estou tentando fazer é trazer a tona o seu caráter, pois as situações colocadas nos seriados é exatamente essa, pois há todos os instantes elas nos convidam a trazer, a refletir, sobre o que faríamos se estivéssemos separados de nosso ambiente cultural e natural. Considerando duas narrativas antigas, cujo cenário é uma ilha, que têm certa relação com Lost: O Épico homérico de Odisseu, na ilha de Calipso, e a famosa história do século XVIII de Daniel Defoe, sobre um marinheiro sobrevivente de um naufrágio, Robinson Crusoé, e outro sucesso, só que esse bem mais atual, Naufrago, com Tom Hanks. Nesse filme uma das cenas que mais me chama a atenção é a relação entre Tom Hanks e sua Bola inseparável, “Wilson”, é simplesmente fantástico, quando “Wilson” se solta da embarcação… O desespero do ator por ver “Wilson” se distanciar é trágico, mas ao mesmo tempo magnífico… Pronto perdi meu melhor amigo!…

No poema de Homero, Odisséia, Odisseu está voltando das ruínas de Tróia em uma viagem que durou dez anos, à sua terra natal, Ítaca, onde sua esposa e filho o aguardam. No início da jornada para casa, Odisseu vai parar na ilha de Ogígia, onde Calipso, uma linda ninfa divina, o aprisiona. Sob o encantamento de Calipso, Odisseu se torna seu amante e escravo por sete anos. Ele é seduzido por sua beleza e promessa de imortalidade (juventude eterna), sendo tentado a esquecer sua família; mas, por fim, acaba convencendo Calipso a libertá-lo e ajudá-lo em sua viagem de volta. Essa história é usada para ilustrar uma escolha que algumas pessoas têm de fazer: ir atrás do sonho do eterno prazer juvenil (com Eros) ou optar pela domesticidade, ou seja, ter um lar e uma família, aceitar o avanço da idade.

Quando Odisseu chega em casa, há uma cena de alegria doméstica, invejável (depois que ele expulsa os rivais e inimigos). Odisseu e sua esposa Penélope passam a primeira noite juntos fazendo três coisas: contando suas histórias nesse tempo em que ficaram separados, fazendo amor e dormindo. O épico de Homero usa eficientemente a narrativa da vida na ilha para que seu principal personagem descubra quem ele ama de verdade (Penélope, não Calipso) e tome a decisão de negar a gratificação imediata e o deslumbramento das aparências para estar ao lado da pessoa amada…

A vida na ilha oferece um contexto ímpar para o autoconhecimento e autotransformação…

Quantas vezes ficamos perdidos?

Pois, com certeza você já ficou perdido. O seriado Lost aborda o medo mais profundo: o de ser isolado de tudo o que você conhece e ama, deixado à própria sorte em uma terra estranha. Esse é um medo filosófico porque fala da condição humana. Ele nos compele a confrontar aquelas perguntas profundas acerca de nós mesmos e do mundo.

E é esse o papel desse livro Lost e a Filosofia, fazer com que você se aprofunde em você mesmo…

Descobrir quem realmente somos, é fundamental para o entendimento do mundo e da nossa essência. Ao trabalharmos a consciência interior, passamos a agir com inteligência emocional, verdade e segurança, o que restaura o poder espiritual e retira o controle da nossa vida das mãos dos outros e dos acontecimentos negativos.

06 jan

Não Quero me Transformar…

Meus caros Irmãos,

Recebam todos os meus mais sinceros votos de

Luz, Amor e Paz!!!

“Aprender sem Pensar é tempo perdido” Confúcio

Como é difícil sobreviver ileso das críticas negativas e de muitos desaforos, quando se tem personalidade e caráter…

Realmente não consigo entender porque as pessoas querem que vivamos a vida delas e não nos permitem viver nossa própria experiência.

Você fica impedido de ter opiniões próprias… Que absurdo! Como existem medíocres, hipócritas,…

Quando não ocorre dessa forma (a respeito de opiniões) criam “normas de conduta” e “regras” para “se dar bem”! Adeus Valores, Adeus Princípios… Adeus Educação!!!

Deixe de fazer o que você realmente acredita e faça o que a sociedade lhe impõe. “Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”.

Quantas vezes, nesses últimos meses ouvi de diversos conhecidos: “Você não é político”. “Você é muito sincero e isso é prejudicial”. “Agora não é hora de falar, escute apenas”. Onde é que eles leram isso? Será que faltei na escola nesse dia?

E me pego perguntando: Não é melhor saber o que realmente Eu Sou? Até mesmo porque, nunca serão pegos de surpresa por uma atitude minha.

Falamos mal dos calhordas políticos, mas acredito que o ser humano gosta mesmo é de ser enganado. Colocam seu ego acima de tudo e de todos… Vão gostar de ser enganados assim, lá embaixo…

Quando temos personalidade e caráter é fácil passar de Amigos para Inimigos num mesmo instante, basta você ser o que é, e pronto, está feita a festa… As linhas entre o Amor e o ódio são paralelas muito próximas…

É bom alertá-los: “O que eles fazem para os outros, farão por ou com você” e “O que eles falam dos outros, falarão de você”.

Senso Crítico

É a busca da “verdade”, pelo questionamento do “eu”, do “outro” e do “mundo”. Tenciona-se, com isso, superar as concepções ingênuas formadas pela “ideologia” dominante.

O espírito crítico distingue-se do espírito de crítica. No primeiro, procura-se a verdade de forma amadurecida, ou seja, estimula-se o progresso mental, pela ponderação de razões e discussão de motivos. No segundo, desenvolve-se o espírito de contradição, não no sentido positivo, mas no sentido de que, uma vez estabelecida a inquietação pessoal, passa-se à inquietação de muitos. Há que se evitar a crítica contumaz e leviana. Essas que enchem nossos computadores diariamente… E deveriam ser punidos.

O pensador crítico afasta-se das limitações particulares e impulsiona o seu pensamento para as generalizações da existência. Não perde tempo com futilidades, tratando, exclusivamente, dos aspectos relevantes da evolução do ser. Direciona seu entendimento não somente para o futuro obscuro, tentando captar o seu devir, como também para o passado, buscando suas origens. Neste vai-e-vem não esquece o presente, vivendo-o intensamente, com todas as forças de sua alma.

O senso crítico, segundo o espiritismo, é realizado pelo Espírito. Como se explica? Há percepção sensorial e percepção extra-sensorial. Nossa mente capta as sensações e transmite-as ao perispírito. Este, por sua vez, envia-as ao Espírito, que faz a crítica e retorna-as, em seguida, como crítica conceituada. A essência espiritual é a herança de todas as encarnações e, de acordo com nossas vivências anteriores, podemos ser mais ou menos ricos de inteligência e de moral.

O princípio inteligente, na sua escalada evolutiva, adquiriu a atração no reino mineral; a sensação, no reino vegetal; o instinto, no reino animal; o pensamento contínuo, a razão e o livre-arbítrio, no reino nominal. Disso resultam os automatismos de nossa existência, em que a linguagem, o tato e a locomoção são os aspectos positivos, e os vícios e defeitos, os negativos. Na presente encarnação, temos de nos esforçar para estimular os atos bons, reprimindo, em contrapartida, os maus.

A evolução é do Espírito. Para que possamos melhorar o nosso “olhar crítico”, temos de nos despojar dos automatismos negativos. Essa atitude, tornando-se constante, libera a nossa mente para a compreensão das essências mais puras do nosso ser.

Em outras palavras, o senso Crítico baseia-se justamente no confronto de idéias, nem sempre diametralmente opostas, para chegar-se a uma opinião sobre determinado assunto. É o olhar analítico que desenvolvemos e começamos a utilizar em toda informação chegada a nós, analisando-as racionalmente sem tomar nenhuma delas como verdade absoluta. O fruto deste tipo de análise é uma conclusão sustentável e justificável porem não absoluta. Quando duas conclusões pessoais entram em confronto é um momento para reavaliarmos nossas posições, evoluir nossos conceitos e atualizar nossas ideologias

O Senso Crítico é sine qua non para mudarmos esta realidade onde poucos governam defendendo seus próprios interesses e muitos apenas assistem com um ar de permissividade e conformação. Enquanto não assumirmos uma posição crítica na sociedade a democracia continuará garantindo apenas a desigualdade, como é nos dias atuais. Enquanto um voto valer um saco de cimento, por exemplo, nada será mudado. Enquanto os governos gastarem mais com propaganda do que educação, continuaremos vivendo nesta sociedade de contrastes e descaso. E não podemos esperar que a mudança parta deles, é de interesse deles que não aja crítica, que não aja oposição. Uma população desinformada é mais fácil de ser controlada e manipulada.

E está aí a importância do Senso Crítico, do confronto de idéias e argumentos. Do exercício de uma sociedade civil consciente de seus direitos e deveres. Adotando uma postura mais questionadora, crítica e ativa. Nesta condição sim, o homem pode denominar-se um ser racional.

Podemos escolher o que semear, mas seremos obrigados a colher o que plantamos…

Fraternalmente,

Wagner Veneziani Costa

Fontes de consulta:

http://74.125.47.132/search?q=cache:uueW5IbitlUJ:www.ceismael.com.br/filosofia/senso-critico.htm+senso+critico&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

http://www.webartigos.com/articles/21132/1/senso-crtico/pagina1.html