O Caráter e a Grandeza de Winston Churchill
Meus Caros Irmãos,
Minhas Cordiais Saudações…
Quero apresentar um pouco da vida e obra de uma dos maiores personalidades de nossa história. Essa não é apenas a minha opinião, é a opinião de centenas de historiadores.
Estou me referindo a Winston Churchill (1874 - 1965) e começo parafraseando o próprio:
“Qual o sentido de viver se não for para lutar pelas causas nobres e fazer deste mundo confuso um lugar melhor para se viver depois que partirmos?”
“As pessoas que não estão preparadas para fazer coisas impopulares e desafiar o clamor não são adequadas para ser Ministros em tempos de crise.”
Fantástico, não?
Winston Churchill veio ao mundo durante um dos períodos mais ofegantes de mudança e levantes na história. Para entender o quão extensa foi essa mudança, lembre-se de que a Guerra Civil Americana, que ocorreu menos de uma década antes do nascimento de Churchill, foi lutada com rifles, sabres, ataques de cavalaria e canhões. Essa guerra terminou em 1865. Menos de 50 anos depois, em 1914, começava a Primeira Guerra Mundial. Surpreendentemente, ela foi lutada com tanques, aviões, metralhadoras, gás mostarda, telefones, caminhões e submarinos. Em meio século, o mundo tinha mudado um milênio.
Não vou fazer aqui uma biografia dessa personalidade, darei algumas pinceladas sobre sua passagem nesse planeta.
Para os que gostarem sugiro a leitura de uma obra sensacional com o título “O Caráter e a Grandeza de Winston Churchill” - Herói nos Tempos de Crise - de Stephen Mansfield - Madras Editora - 2010.
“”" Deve existir um propósito em tudo. Eu acredito que fui escolhido para um propósito que está muito além de nosso raciocínio simples.”
Vou reproduzir aqui um Capítulo, sem as notas de rodapé, sem referências dessa obra, para que todos possam degustar… Os textos em destaque e a quebra das linhas são por minha conta…
Críticas
Em certo aspecto, um ataque da cavalaria é como uma vida comum. Desde que você esteja bem, firme na sela, com o cavalo sob controle e bem armado, muitos inimigos lhe darão bastante espaço para se mover. Mas, quando perder o estribo, as rédeas forem cortadas, sua arma derrubada, você for ferido, ou seu cavalo for ferido, então neste momento, os inimigos o atacarão, vindos de todos os lugares.
Uma das marcas decisivas de um grande líder é o modo como ele lida com as críticas. A liderança, afinal de contas, é uma questão de coisas, como manter os princípios, exercer autoridade, e reunir recursos, mudança e poder – as coisas que provocam críticas.
A têmpera de um líder é testada pelas críticas que recebe.
Ele não pode se dar ao luxo de ignorá-las ou se preocupar com elas. Nem pode permitir o surgimento de uma amargura que ameace seu julgamento. Pelo contrário, tem de analisar por completo as críticas feitas contra ele, ainda que duras ou injustas, retirar delas qualquer sabedoria possível, e seguir em frente.
Winston Churchill era o tipo de homem que as pessoas adoravam criticar. Seu ego e animada autoconfiança, sua aparência um tanto estranha, a fala, a personalidade explosiva e os hábitos incomuns davam aos críticos um alvo muito tentador para ser ignorado. O que realmente atraía os ataques, todavia, era o fato de Churchill ser um homem de princípio resoluto, pois nada atrai tanta oposição quanto a confiança que nasce da certeza de estar agindo de modo correto.
Desde o início, Churchill presumiu que líderes fortes automaticamente recebiam críticas: “As pessoas que não estão preparadas para fazer coisas impopulares e desafiar o clamor não são adequadas para ser ministros em tempos de crise”. Ele conseguia lidar com as críticas desde que estivesse em paz consigo mesmo, desde que soubesse que estava fazendo a coisa certa: “O único guia de um homem é sua consciência”, disse por ocasião da morte de Neville Chamberlain.
“O único escudo para sua memória é a retidão e a sinceridade de suas ações. É muito imprudente viver sem esse escudo, porque somos zombados com tanta frequência pelo fracasso de nossas esperanças e a perturbação de nossos cálculos; mas com esse escudo, qualquer que seja o destino, sempre marchamos nas fileiras da honra.”
Churchill vivia com uma confiança incomum, porque vivia como um homem de consciência. Outros podem ter considerado arrogante quando ele dizia coisas como: “Não tenho intenção de passar os anos que me restam explicando ou retirando qualquer coisa que disse no passado, menos ainda pedindo desculpas”, mas isso era, na verdade, a coragem de um homem de princípios.
Isso não significa que Churchill se recusava a aprender com as críticas que recebia. “A crítica no corpo político é como a dor no corpo humano. Não é agradável, mas onde estaria o corpo sem ela?”. Embora não fosse como E. Stanley Jones em sua atitude em relação à crítica – “Minhas críticas são os guardiões não pagos de minha alma”, disse Jones –, Churchill se parecia muito com Marco Aurélio, que escreveu em Meditações:
“Quando outra pessoa o culpa ou o odeia, ou quando os homens dizem coisas injuriosas a seu respeito, aproxime-se da pobre alma deles, penetre-a, e veja que tipo de homens eles são. Você descobrirá que não há razão para se dar ao trabalho de fazer com que eles tenham uma boa opinião sobre você. No entanto, seja-lhes favorável, porque, por natureza, são amigos”.
Como homem de ação, o que de fato perturbava Churchill eram as críticas feitas por pessoas ociosas.
“Criticar é fácil; realizar algo é difícil.”
Em particular durante a guerra, ele sofreu ataques incessantes de grupos que se recusavam a erguer um dedo sequer para ajudar. Isso o irritava: “Não é direito do observador frio… se colocar como juiz imparcial de acontecimentos que jamais teriam ocorrido se ele tivesse estendido a mão para ajudar na hora certa”. Churchill acreditava que a voz da crítica merecia ser ouvida, que havia débitos a serem pagos antes que alguém ganhasse o direito de ser ouvido. Ele pagara. Esperava que os outros fizessem o mesmo.
Ficava especialmente perturbado quando os políticos chegavam a extremos ridículos para evitar os ataques decorrentes de se assumir uma posição. Acreditava que as políticas de apaziguamento, às quais se opôs com tanta eloquência na década de 1930, resultavam não apenas da fraqueza moral e falta de visão, mas também do medo de ofender um público mal orientado. Churchill acreditava que os líderes tinham de agir de acordo com seus melhores instintos: “Nada é mais perigoso em tempos de guerra do que viver na atmosfera temperamental de uma Pesquisa Gallup, sempre tomando o pulso e medindo a temperatura”. Mas também se preocupava com líderes que permitiam à opinião pública fazer com que agissem de modo prematuro. Ele vira a “febre da guerra” levar nações à destruição na Grande Guerra, e acreditava que os líderes deviam ter um melhor julgamento:
“Aprendamos nossas lições. Nunca, nunca, nunca acredite que uma guerra será tranquila e fácil, ou que qualquer pessoa que embarca na estranha viagem pode medir a maré e os furacões que encontrará. O estadista que se rende à febre da guerra deve perceber que uma vez que o sinal seja dado, ele não é mais o mestre da política, mas o escravo de eventos imprevisíveis e incontroláveis”.
Churchill não estava imune à dor das críticas. Ele falava por experiência quando disse:
“A política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. Na guerra você só pode morrer uma vez; na política muitas vezes”.
Mas ele sabia que a liderança verdadeira automaticamente gera críticas; que a oposição é o ambiente natural dos líderes eficazes; e que resistir à reação extrema contra a crítica é a chave para se manter firme no comando. De fato, às vezes, parecia que Churchill usava as críticas como um tipo de sistema de orientação, que ele as recebia como confirmação de um curso correto. A Escritura diz que o homem é testado pelo elogio que recebe. Churchill sabia que a crítica pode ser de igual valor.
Creio meus Irmãos que através desse pequeno Capítulo, vocês podem ter um pequena ideia da riqueza e importância dessa obra…
Visitem o site www.madras.com.br
Fraternalmente,
Wagner Veneziani Costa