Templo Maçônico
Introdução
Quando recebi o convite para fazer a introdução da obra Templo Maçônico, fiquei muito feliz, não apenas por ser escolhido para essa tarefa, mas também por sentir que estou incentivando outros Irmãos a escreverem.
No início dos tempos da comunicação, havia uma pluralidade de sociedades, de cultura oral, vivendo fechadas em si mesmas. Cada tribo tinha sua própria linguagem e partilhava um contexto único. O conhecimento, limitado às lembranças dos mais velhos, era repassado, de geração a geração, apenas aos membros daquela comunidade. Com a escrita e, em seguida, com a imprensa, abriu-se uma nova perspectiva, universal, de comunicação e difusão de conhecimentos. Os “mais instruídos”, autores dos livros, repassavam sua visão particular do mundo, influenciando a todos e difundindo suas idéias a quem tivesse a oportunidade de ler suas obras.
A escrita trouxe uma nova perspectiva para a comunicação, já que, nas sociedades orais, seus participantes (emissor e receptor de mensagens) partilhavam do mesmo contexto, isto é, a comunicação ocorria, por meio da linguagem, no mesmo tempo e espaço em que ambos se encontravam. A comunicação baseava-se nas lembranças das pessoas, em especial, em sua memória auditiva. Os membros das sociedades sem escrita exploravam ao máximo os artifícios, como dramatizações, rituais, danças e músicas, como forma de transmitir e perpetuar acontecimentos e histórias que consideravam relevantes. Não havia, entretanto, qualquer garantia de que a mensagem oral seria a mesma após vários estágios de transmissão.
Mas ingressemos ao tema desta obra…
Templo, do latim templum, é o edifício consagrado a um culto religioso e, figuradamente, significa lugar respeitável, lugar sagrado; locais onde se reúnem os obreiros em nome do Incognoscível, o Criador de todas as coisas. É também um lugar sagrado onde se celebram instruções e cerimônias. Um templo Martinista, por definição, é um lugar respeitável, uma vez que o Martinismo não é um culto religioso, nem uma seita religiosa. Porém, todo Martinista é encorajado a ter uma religião, seja ela qual for. Assim também é a Maçonaria, que só aceita em seus Quadros homens que acreditem em um Ser Supremo.
Algumas tradições religiosas dedicam nomes específicos para seus templos: igreja ou catedral, no caso do Cristianismo; mesquita, no caso do Islamismo; pagode, no caso do Budismo; pathi, no caso do Ayyavazhi; sinagoga, no caso do Judaísmo; terreiro, no caso do Candomblé, do Batuque, do Xambá e da Umbanda.
No início de sua história mística, o homem usava, para as suas orações, o alto das montanhas, ou o refúgio sob as árvores de bosques e florestas. Os templos só surgiram na época em que, nos locais tradicionalmente destinados ao culto religioso, foram murados para proteção, permanecendo descoberta a parte de cima, para que, de seu interior, fosse possível ver os céus, já que, desde os primitivos tempos, considera-se que é nos céus que residem os deuses. E isso não é estranho, quando se considera que os primeiros deuses da humanidade eram os astros visíveis no firmamento (Sol, Lua, Mercúrio, Marte, Vênus, Júpiter e Saturno).
Os primeiros templos surgiram na Mesopotâmia, “terra entre rios”, situada entre os rios Tigre e Eufrates, mais precisamente entre os sumerianos, por volta do IV milênio a .C., atingindo o seu apogeu na época dos babilônios. Os primitivos templos mesopotâmicos, feitos de tijolos secos ao sol, eram bastante simples, tendo a estátua do deus contra a parede do fundo e cercado pelas demais paredes, sem teto. Os mais importantes templos, todavia, foram os da Babilônia, que eram em forma de zigurate; o grande templo era o do deus Marduc, chamado de Esaguil, “casa do teto alto”, flanqueado, ao norte, pela torre em degraus, o zigurate, chamado Etemenanqui, “templo dos fundamentos dos Céus e da Terra”, e conhecido pelo nome de “Torre de Babel”, cuja base era um quadrado de 91 metros de lado e cuja altura também era de 91 metros. Essa torre, destruída pelo rei assírio Senaqueribe, foi refeita por Nabopolassar e seu filho Nabucodonosor.
Os templos egípcios, que surgiram depois, tiveram sua expressão maior no Novo Império, a partir de 2200 a.C., aproximadamente, e obedeciam a um esquema invariável: havia uma alameda processional cercada, de cada lado, por uma fileira de esfinges, conduzindo à porta de acesso, situada entre suas colunas e por meio da qual se chegava a um pátio interno e, em seguida, ao santuário. Os templos egípcios eram a representações da Terra, da qual brotavam as colunas, como gigantescos papiros, em direção ao céu estrelado. No início, o próprio céu, nos templos descobertos; depois, um teto imitando a abóbada celeste.
Os templos egípcios e babilônicos influenciaram, evidentemente, os templos hebraicos, inclusive o lendário grande Templo de Jerusalém, ou Templo de Salomão, que viria a ser o arquétipo das igrejas. Mas foi com os gregos que a construção de templos se tornou a mais alta expressão da arquitetura antiga, desenvolvendo, nela, formas e estilos que refletem, de maneira objetiva e exemplar, a essência da antiga arte de construir.
Influenciando todas as culturas posteriores, o templo grego é, essencialmente, a habitação do deus. O seu núcleo é a cela, erigida para o deus e para a sua presença em forma de imagem; com a configuração de um retângulo alongado e uma larga porta aberta em um dos lados menores. A cela tem a estrutura fundamental da casa grega, o Megaron. A forma básica do templo grego, determinado por um eixo longitudinal e desenvolvendo-se, equilibradamente, a partir desse eixo, adquire isso, mais tarde, de maneira secundária em relação à sua finalidade, uma orientação, segundo a qual a porta do Leste, ou Oriente, dá acesso à cela, de maneira que a imagem cultual do deus apareça, em frente a ela, a Oeste, ou Ocidente. Com equilíbrio, o recinto interior é dividido por duas filas de colunas interiores, em nave central, ampla e dominante, e duas naves laterais, mais estreitas, de cada lado. O Megaron tem um vestíbulo, constituído pelo prolongamento das paredes mais compridas do quadrilátero, que são reforçadas na parte anterior, “antas”, tendo, entre elas, duas colunas formando o átrio.
Nos templos Martinistas, observa-se diversas configurações, uma vez que há diferenças ritualísticas entre as distintas Ordens. As organizações mais relacionadas e identificadas com a Maçonaria possuem uma estrutura física parecidas com essas, ou seja, um direcionamento Oriente/Ocidente ladeados por pontos cardeais simbólicos, norte e sul. No ritual de Teder, por exemplo, a estrutura é quase uma cópia de uma Loja Maçônica.
Em média, os Templos ou Lojas Martinistas possuem a mesma configuração; a decoração baseia-se em três cores básicas: preto, vermelho e branco. Geralmente são simples e sem nenhum tipo de ostentação material. Há uma estação dedicada aos Mestres do Passado, o Pantáculo Martinista instalado no Oriente, ou sobre uma cadeira, e ao centro, uma mesa quadrada ou redonda, com três velas simbolizando as colunas simbólicas do templo.
Segundo José Laércio do Egito, como é conhecido, “Salomão foi um INICIADO nos Mistérios Menores e Maiores da Escola Iniciativa de Memphis, no Egito”. Os Mistérios Menores envolviam todos os conhecimentos históricos e científicos da humanidade, mas somente com os Mistérios Maiores é que o postulante aprendia o domínio da mente. Além do conhecimento já existente nas Escolas de Mistérios de Memphis, Salomão dominava magistralmente os ensinamentos da Cabala Hebraica e, especialmente, pelo seu saber inato, saber que ele tinha em si mesmo, que trazia consigo mesmo, pois sua consciência era uma projeção da Consciência Cósmica na Terra.
Exatamente por ser detentor de conhecimentos ocultos, especialmente aqueles ligados à Cabala, Salomão foi aceito como o protetor dos magos. É tido como o rei da magia, das ciências ocultas, do hermetismo, etc. Por meio desses conhecimentos ele se impõe aos cultivadores das doutrinas secretas, das diferentes formas de magia, da Maçonaria e de quase todas as sociedades e doutrinas secretas do Ocidente. Como um dos principais reis de Israel, ele chegou a ponto das grandes religiões do Ocidente, como o Islamismo e muitas Igrejas Cristãs, tê-lo no mais elevado conceito.
Dizem os cabalistas que Salomão foi o maior entre os maiores conhecedores dessa ciência. Ele detinha, segundo todas as fontes de informações, um poder incrível sobre as forças da Natureza. Assim, o grande poder de Salomão dominava todos os gênios da Natureza. Diz a tradição que ele impunha a sua vontade sobre todos os ‘demônios’”.
Uma das maiores obras de Salomão foi a construção do Templo de Jerusalém. No templo, ele introduziu a Arca da Aliança (1Rs 8: 1-13); abençoou a assembléia de Israel (1Rs 8: 14), fez suas orações (1Rs 8: 15-52), ofereceu sacrifícios com todo o povo, exercendo as funções sacerdotais (1Rs 8: 62-66).
O Templo de Jerusalém (em hebraico kythmqrc, beit hamiqdash) é o nome dado ao principal centro de culto religioso do antigo povo de Israel, onde se realizavam as diversas ofertas e sacrifícios conhecidos como o korbanot.
O Templo de Jerusalém situava-se no Monte Moriá, também chamado Monte do Templo, ao norte do Monte Sião. Foi o sucessor do Tabernáculo construído pelo profeta Moisés, segundo uma revelação Divina. O Monte do Templo, em hebraico: Har Habait; em árabe: Haram esh-Sharif, o Nobre Santuário, local do Primeiro e do Segundo Templo, é identificado tanto na tradição judaica quanto na muçulmana como o Monte Moriá, onde Abraão (AbRam – da Escola de Rama) ofereceu seu filho Isaac em sacrifício (Gênesis 22:1-18; Alcorão, Surata Al-Safat 37: 102-110).
De acordo com a tradição judaico-cristã, o primeiro templo teve a sua construção iniciada entre o terceiro/quarto ano do reinado de Salomão e foi concluído sete anos depois. Foi saqueado várias vezes e acabou por ser totalmente incendiado e destruído por Nabucodonosor II, em 587 a.C..
O segundo templo foi reconstruído durante a dominação persa, no mesmo local. Sofreu modificações com rei Herodes, o Grande. Acabaria também por ser destruído em 70 d.C., desta vez pelas legiões romanas comandadas pelo general Tito. Desse templo, atualmente só restou o que conhecemos como o Muro das Lamentações.
Era uma empresa régia, o lugar da representação do rei e de Deus, venerado por ele, mas eram os santuários menores que davam plena garantia de fidelidade às tradições religiosas de Israel. Salomão mandou construir seu palácio igualmente descrito em seus mínimos detalhes: origem, mobília e natureza do material de construção, equipe de trabalho, etc.1Rs 9:15-24 fala de outras construções, como o aterro chamado de Melo, onde se encontravam o palácio e o templo, o muro de Jerusalém, a fortificação das cidades de Hasor, Meguido e outras. As notícias sobre o recrutamento para o trabalho são contraditórias. Segundo 1Rs 5: 27 todo o Israel era recrutado como mão-de-obra escrava, causa da ruptura posterior entre Israel e Judá (1Rs12: 3-4, 14-16). Salomão criou 12 distritos administrativos para sustentar a corte durante os 12 meses do ano.
Diversos cultos surgiram em adoração ao Sol e a seus ciclos, decorrentes da observação do levantar e do pôr-do-sol, bem como de suas posições de apogeu diário. Surgiram monumentais construções astronômicas na Antiguidade para melhor compreensão dos mistérios celestes, como Stonehenge, a grande pirâmide de Gizé, Chitzen Itza, Machu Pichu e outras. Os antigos tinham a Natureza como se fosse um grande templo onde habitava o Grande Regente, o Grande Espírito Diretor, que castigava ou premiava seus vassalos de acordo com seus méritos.
Com a evolução da arte da construção, os homens passaram a representar a Natureza e seus fenômenos em sua arquitetura e em seus ritos. As construções sagradas sempre procuraram exaltar e representar a Natureza com suas leis e princípios. Por meio da Geometria Sagrada, os construtores iniciados da Antiguidade procuravam em suas obras manter a harmonia e a beleza que existem na Natureza, resultado da obra do Grande Arquiteto do Universo. Esses construtores constituíram um grupo especial dentro da sociedade comum, pois detinham os grandes conhecimentos das leis naturais e sabiam como aplicá-las em suas obras.
Sob o arquétipo dessa classe de sábios iluminados é que a Maçonaria fundamentou sua doutrina, por meio da alegoria da construção do Templo de Jerusalém, idealizado por David e executado por seu filho, Salomão, com a cooperação dos artífices fenícios, de onde apareceram as figuras de Hirão, rei de Tiro, e do arquiteto Hiram Abiff. Como conseqüência imediata, todos esses elementos vieram a ser agrupados na Maçonaria Especulativa, para simbolizar o grande trabalho que o maçom, como construtor de si mesmo, deve realizar.
Vemos que a Maçonaria é uma das ordens rituais que preservou essa tradição da longínqua e trabalhosa evolução do espírito humano, desde seu primórdio na Terra.
O Templo Maçônico é a representação da Natureza, e seus rituais estão repletos da simbologia pagã dos fenômenos da Natureza. A orientação do Templo se faz de acordo com os pontos cardeais e em referência com o nascer, zênite e pôr-do-sol. Os oficiais dirigentes de uma Loja são denominados Luzes, como verdadeiros representantes do Sol em seus diferentes pontos na evolução diária. Estão colocados nos pontos cardeais correspondentes ao nascer, no Oriente ou Leste; no ocaso, no Ocidente ou Oeste; e no seu apogeu ou zênite, no Sul.
Cabe aqui uma explicação. Como a Maçonaria originalmente se desenvolveu no Hemisfério Norte do planeta, o Sol, em sua caminhada diária pelo céu, levanta-se no Leste, passando pelo Sul, de quem se acha no Hemisfério Norte, para se pôr no Oeste. Por essa razão, o Norte é considerado como região das trevas ou menos iluminada no Templo; lá não se encontra nenhuma das luzes.
Astronomicamente, a região menos iluminada para nós, que estamos no Hemisfério Austral, é o Sul. A Maçonaria no Hemisfério Sul conserva o simbolismo como no Hemisfério Norte, uma vez que de lá herdamos suas tradições.
Os antigos observaram também que o Sol não nascia todos os dias, durante o ano, no mesmo lugar. No transcorrer do ano, nascia em posições diferentes, como que em um bailado ou serpenteado em torno de um ponto central. Marcaram com colunas de pedra os pontos de maior afastamento que o Sol alcançava de um lado e de outro, resultando, imediatamente, o ponto central do bailado do nascer do orbe solar. Por meio dessas colunas, o observador podia verificar as estações do ano e os pontos de solstícios e equinócios e, assim, poderia rogar aos deuses do período a proteção às suas famílias e criações.
A tradição dessas duas colunas está também em nossos Templos, nas colunas J e B, que representam os pontos solsticiais. Por entre elas passam todos aqueles que, ansiosos pela Luz ou conhecimento solar, procuram, no espelho da natureza templária, identificar-se com os mais altos princípios do Universo.
Os trabalhos maçônicos começam ao meio-dia e terminam à meia-noite, sendo mais uma alusão ao princípio da Luz e Trevas que está sob a influência solar. Há uma antiga tradição que nos fala que Zoroastro utilizava esse sistema de trabalho em sua escola, começando ao meio-dia e terminando à meia-noite. Convém lembrar que Zoroastro, ou o Zero Astro, é o mesmo Sol, que tem seu fulgor máximo ao meio-dia e sua decrepitude máxima à meia-noite.
Os antigos consideravam o período do meio-dia à meia-noite propício às coisas do espírito, enquanto que da meia-noite ao meio-dia, propício para as coisas da matéria. Isso porque da meia-noite ao meio-dia cresce a influência objetiva do Sol, enquanto que do meio-dia à meia noite cresce a influência subjetiva do astro-rei, propiciando assim os estudos espirituais.
O Sol está representado em nosso Templo e nos rituais sob muitas maneiras, cada qual se referindo a um de seus aspectos. Temos o Sol no altar do Venerável Mestre, como no teto da Loja, como está implicitamente representado na circulação do Mestre-de-Cerimônias em Loja. No altar do Venerável Mestre, acha-se o Sol acompanhado de sua parceira, a Lua. Nesse assunto existem muitas controvérsias sobre qual é a posição correta de cada um dos luminares em relação ao trono.
O Templo representa o Universo e também a própria figura humana. Como os dois luminares são representantes fidedignos da polaridade lateral dos hemisférios, tanto terrestre e celeste como do próprio homem, e tendo ainda por princípio que o Sol representa a Razão enquanto que a Lua, a Emoção, notamos que na maioria dos Templos as posições dos dois luminares obrigam a que o homem representado pelo Templo esteja de bruços, posição negativa, ao invés de decúbito dorsal, que é uma posição positiva. Por outro lado, a posição do Sol no lado Sul está em correspondência com o simbolismo dos hemisférios, já descritos. De qualquer maneira, o importante é notar que o Sol, nessa posição, mantém-se em equilíbrio com a Lua na divisão dos hemisférios da Loja, e representam os princípios da polaridade universal.
O Sol, no teto da Loja, acha-se no Oriente, e está representando, no cenário do sistema celeste do plano horizontal do teto, o Rei da Evolução e comandante do nosso sistema. Geralmente, está acima do Altar dos Perfumes, como a indicar que é ele que, diariamente, vem perfumar a Natureza com seus fulgurantes raios. Representa também o poder de iluminar da sabedoria do Venerável Mestre, que comanda a luminosidade da Lua que está acima do Primeiro Vigilante e da Estrela Flamejante do Segundo Vigilante.
A circulação do Mestre-de-Cerimônias em Loja representa a translação aparente do Sol em relação à Terra, simbolizando, portanto, o próprio Sol nesses momentos, enquanto os demais obreiros possuem sua representação planetária própria.
Como vemos inúmeros são os exemplos que constam em nossos rituais sobre a tradição simbólica pagã na Natureza, e por demais extenso seria aqui relatar todos.
A Maçonaria exalta na sua ritualística a grandiosidade da Natureza e seus elementos, e mister se faz que o obreiro se torne consciente desses princípios, para trabalhar em harmonia com a Natureza Universal, alcançar a Sabedoria, a Força e a Beleza de sua natureza interior. Dessa forma, notamos que na Maçonaria se funde a tradição pagã com a Arte Construtora Sagrada, e a tradição hebraica aliada à lenda do construtor, na figura de Hiram Abiff. Assim, nossa ritualística toma um caráter judaico-hiramítico-pagão.
Deve o maçom especulativo, iluminado pelas leis judaicas expressas no Livro da Lei, sob o modelo da alegoria do Construtor Sagrado e auxiliado pelos conhecimentos pagãos da Antiguidade, erguer o Templo Interno de sua personalidade, a fim de abrigar a Individualidade Superior para a Glória do Grande Arquiteto do Universo.
Wagner Veneziani Costa
Grande Secretário de Cultura e Educação Maçônicas do GOSP
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