27 set

A Paixão de Cristo e a Filosofia

Prefácio

A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, tornou-se um dos filmes mais polêmicos já produzidos e já é um estouro da cinematografia. Seus defensores entusiasticamente o consideram uma das mais comoventes e influentes obras de arte religiosa já criadas. Mas os detratores argumentam com comparável veemência que a violência e o sangue contidos no filme, seu alegado anti-semitismo, uma abordagem peculiar da mensagem cristã, e uma falta de correção histórica e bíblica fazem dele nada mais que uma espécie de propaganda política. O padre Thomas Rosica elogiou o filme como uma das grandes obras-primas da arte religiosa, mas o humanista secular Paul Kurtz o considera uma arma política nas mãos da Direita Religiosa. Os críticos de cinema dividem-se no julgamento, dando ao filme algo entre zero e cinco estrelas. Independentemente do que se acha do filme, porém, seu impacto pessoal e social é inquestionável. Discussões acerca do filme proliferam em toda parte, e não muito tempo atrás correu a notícia de que um ministro cristão no Brasil morrera de ataque cardíaco após ver o filme, tamanha teria sido sua emoção. A Paixão mexe profundamente com as pessoas.

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